{"id":17681,"date":"2015-03-15T14:59:33","date_gmt":"2015-03-15T14:59:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=17681"},"modified":"2015-03-15T15:01:46","modified_gmt":"2015-03-15T15:01:46","slug":"producao-industrial-de-ovos-exige-morte-de-bilhoes-de-pintos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/producao-industrial-de-ovos-exige-morte-de-bilhoes-de-pintos\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o industrial de ovos exige morte de bilh\u00f5es de pintos, denuncia organiza\u00e7\u00e3o alem\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-17682\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Todos os dias, em toda a Alemanha (e em muitos outros pa\u00edses), s\u00e3o mortos milhares de pintos com apenas um dia de vida. A raz\u00e3o \u00e9 que, sendo machos e, portanto, incapazes de p\u00f4r ovos, n\u00e3o \u00e9 economicamente vi\u00e1vel deix\u00e1-los crescer e aliment\u00e1-los.<\/p>\n<p>Quando os ovos de galinha se abrem nas chocadeiras industriais, os oper\u00e1rios logo os separam em dois grupos. As f\u00eameas v\u00e3o para a esteira rolante da direita, sendo depois colocadas em caixas e enviadas para as fazendas de cria\u00e7\u00e3o. Os futuros galos acabam na esteira da esquerda, onde uma rampa de a\u00e7o os leva para a morte certa.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 as galinhas para corte e as galinhas poedeiras, que p\u00f5em ovos em grande quantidade\u201d, explica Marius T\u00fcnte, da organiza\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de prote\u00e7\u00e3o dos animais Deutscher Tierschutzbund. \u201cPortanto os machos em meio \u00e0s futuras poedeiras n\u00e3o t\u00eam nenhum valor econ\u00f4mico. E a decis\u00e3o da ind\u00fastria foi matar todos eles.\u201d<\/p>\n<p><strong>Asfixia ou tritura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Mais de 40 milh\u00f5es de pintos s\u00e3o mortos desse modo na Alemanha a cada ano, em escala mundial s\u00e3o 2,5 bilh\u00f5es. Segundo T\u00fcnte, esse \u00e9 um efeito da especializa\u00e7\u00e3o crescente no setor agroindustrial. Os pintos machos s\u00e3o ou triturados vivos numa esp\u00e9cie de fragmentadora dotada de m\u00faltiplas l\u00e2minas afiadas, ou asfixiados com di\u00f3xido de carbono.<\/p>\n<p>\u201cEm ambos os casos, muitas vezes os animais sofrem antes de morrer\u201d, afirma Marius T\u00fcnte. \u201cNa trituradora, ocasionalmente um ou outro animal ainda sobrevive, gravemente ferido. E nos v\u00eddeos da morte por g\u00e1s, d\u00e1 para ver claramente como eles lutam pelo ar antes de morrer.\u201d<\/p>\n<p>Os cad\u00e1veres s\u00e3o ent\u00e3o mo\u00eddos e transformados em farinha, antes de serem incinerados. Parte dos que foram asfixiados servem de alimento para aves de rapina nos zool\u00f3gicos, mas, de acordo com o Deutscher Tierschutzbund, trata-se de uma percentagem pequena.<\/p>\n<p><strong>\u201cOrg\u00e2nicas\u201d tamb\u00e9m fazem parte do sistema<\/strong><\/p>\n<p>S\u00f3 depois dessa primeira sele\u00e7\u00e3o pelo sexo, a ind\u00fastria decide quais pintos crescer\u00e3o em gaiolas e quais se transformar\u00e3o em \u201cgalinhas org\u00e2nicas\u201d. Como os criadores org\u00e2nicos compram seus animais dos mesmos criadores, eles participam do cruel sistema, como os demais.<\/p>\n<p>\u201cNo momento, n\u00e3o h\u00e1 alternativa no mercado\u201d, argumenta Gerald Wehde, porta-voz da associa\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de alimentos org\u00e2nicos Bioland. Portanto n\u00e3o h\u00e1 como escapar: \u201cTudo o que podemos fazer \u00e9 tentar aliviar um pouco a situa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/i1.wp.com\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Corbis-42-15270466.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6426\" src=\"http:\/\/i1.wp.com\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Corbis-42-15270466.jpg?resize=440%2C294\" alt=\"S\u00f3 as f\u00eameas sobrevivem\" width=\"440\" height=\"294\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">S\u00f3 as f\u00eameas sobrevivem<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m os pr\u00f3prios fabricantes de ovos mandam abater as galinhas depois de um ano, quando come\u00e7am a mudar as penas e suspendem a postura. A Bioland aconselha seus membros a deix\u00e1-las viverem um pouco mais, pois, ap\u00f3s completar a muda, elas voltam a p\u00f4r ovos, embora em menor quantidade.<\/p>\n<p>Se se mantivessem as galinhas durante a segunda fase de postura, os fazendeiros n\u00e3o teriam que comprar tantas cabe\u00e7as, defende Wehde. \u201cA\u00ed poder\u00edamos pelo menos reduzir o n\u00famero dos pintos assassinados, se n\u00e3o dar fim a ele.\u201d<\/p>\n<p><strong>Em choque com a lei<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o Par\u00e1grafo 1\u00ba da Lei de Prote\u00e7\u00e3o dos Animais da Alemanha, eles s\u00f3 podem ser abatidos para um fim \u00fatil. Muitos ativistas e at\u00e9 alguns advogados questionam se tal se aplica aos pintos de um dia.<\/p>\n<p>No entanto, a pr\u00e1tica continua sendo mantida. Uma diretriz da Uni\u00e3o Europeia estipula como o abate deve se realizar: as trituradoras n\u00e3o podem estar superlotadas e que os pintos devem ter menos de 72 horas de vida na ocasi\u00e3o do abate.<\/p>\n<p>Interpelado pela DW, o Minist\u00e9rio alem\u00e3o de Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura declarou em nota que \u201cmatar os pintos de um dia deveria ser o \u00faltimo recurso depois que tiverem sido esgotadas todas as outras possibilidades de uso dos animais\u201d. Segundo o setor, contudo, n\u00e3o haveria alternativa, al\u00e9m de uma engorda n\u00e3o lucrativa.<\/p>\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica?<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rias inst\u00e2ncias j\u00e1 perceberam que assassinar bilh\u00f5es de pintos em todo o planeta a cada ano n\u00e3o \u00e9 nem pr\u00e1tico nem moralmente defens\u00e1vel. At\u00e9 mesmo as empresas de cria\u00e7\u00e3o, que fazem chocar quantidades astron\u00f4micas de ovos todos os anos, sem nenhuma raz\u00e3o \u00fatil, para depois ter que eliminar o excesso de animais.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/i2.wp.com\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Corbis-42-63660811.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-6424\" src=\"http:\/\/i2.wp.com\/www.revistaecologica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Corbis-42-63660811.jpg?resize=440%2C294\" alt=\"Grandes fazendas produzem pintos aos milhares\" width=\"440\" height=\"294\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Grandes fazendas produzem pintos aos milhares<\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m, inclusive o setor, na verdade quer ter que matar pintos de um dia saud\u00e1veis\u201d, afirma a veterin\u00e1ria Maria-Elisabeth Krautwald-Junghanns, pesquisadora da Universidade de Leipzig. Ela estuda meios para determinar o sexo dos embri\u00f5es de galin\u00e1ceos antes mesmo de os ovos abrirem. Sua inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, no futuro, apenas os embri\u00f5es f\u00eameas desejados sejam incubados.<\/p>\n<p>Para os criadores de galinhas e protetores dos animais, a solu\u00e7\u00e3o ideal seria um sistema em que as f\u00eameas pusessem ovos e os machos fossem engordados para o corte. Isso era praxe at\u00e9 1950, mas a op\u00e7\u00e3o pela cria\u00e7\u00e3o de alto desempenho fez com que se impusesse a sele\u00e7\u00e3o segundo o sexo, por ser mais eficiente.<\/p>\n<p>Em outros pa\u00edses, como a It\u00e1lia ou a Su\u00ed\u00e7a, o conceito de galin\u00e1ceos de dupla finalidade j\u00e1 existe, como produto de nicho, dever\u00e1 ser introduzido em breve no mercado da Alemanha.<\/p>\n<p>At\u00e9 l\u00e1, de acordo com o ativista dos direitos dos animais Marius T\u00fcnte, os consumidores que n\u00e3o quiserem contribuir para o assassinato em massa dos pintos s\u00f3 t\u00eam a sa\u00edda de \u201cse absterem ou reduzirem a compra de produtos \u00e0 base de ovos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os dias, em toda a Alemanha (e em muitos outros pa\u00edses), s\u00e3o mortos milhares<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17682,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/pinto.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Todos os dias, em toda a Alemanha (e em muitos outros pa\u00edses), s\u00e3o mortos milhares","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17681"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17681"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17681\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17682"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17681"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17681"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17681"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}