{"id":17656,"date":"2015-03-15T13:15:33","date_gmt":"2015-03-15T13:15:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=17656"},"modified":"2015-03-15T13:15:33","modified_gmt":"2015-03-15T13:15:33","slug":"agricultores-do-rio-grande-do-sul-produzem-mel-para-a-industria-de-cosmeticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/agricultores-do-rio-grande-do-sul-produzem-mel-para-a-industria-de-cosmeticos\/","title":{"rendered":"Agricultores do Rio Grande do Sul produzem mel para a ind\u00fastria de cosm\u00e9ticos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/abelhas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft  wp-image-7751\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/abelhas.jpg\" alt=\"\" width=\"301\" height=\"192\" \/><\/a>O mel produzido por pequenos agricultores do Rio Grande do Sul est\u00e1 virando cosm\u00e9tico. O destino s\u00e3o redes de hot\u00e9is de todo o Brasil. Esse \u00e9 um projeto que une agricultura familiar ao setor de turismo.<\/p>\n<p>Em um dos v\u00e1rios hot\u00e9is de S\u00e3o Paulo, os h\u00f3spedes recebem\u00a0 cosm\u00e9ticos feitos \u00e0 base de mel. Os produtos s\u00e3o a ponta de uma cadeia que come\u00e7a no campo.<\/p>\n<p>\u00c9 de Vacaria, no nordeste do Rio Grande do Sul, que sai o mel usado na fabrica\u00e7\u00e3o de muitos cosm\u00e9ticos. O estado \u00e9 o maior produtor de mel do pa\u00eds. O munic\u00edpio, conhecido pela produ\u00e7\u00e3o de ma\u00e7\u00e3s, tamb\u00e9m tem vegeta\u00e7\u00e3o silvestre bem variada para a produ\u00e7\u00e3o de mel: arauc\u00e1ria, eucalipto, guamirim, carqueja, s\u00e3o algumas das centenas de esp\u00e9cies de \u00e1rvores da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os apicultores, Alair Vargas e Paulo Rodrigues explicam o uso do fumigador. \u201cQuando a fuma\u00e7a \u00e9 aplicada, as abelhas se alimentam de mel, temendo o saque na colmeia. Ao se alimentarem, elas ficam com abd\u00f4men r\u00edgido e t\u00eam dificuldade de dobr\u00e1-lo para picar. Bem alimentadas, elas tamb\u00e9m ficam mais sonolentas&#8221;, explica Alair.<\/p>\n<p>Os apicultores conferem como est\u00e3o os favos. &#8220;Est\u00e3o prontos quando est\u00e3o operculado em 100%&#8221;, afirma. Ou seja, favo operculado \u00e9 quando ele est\u00e1 recoberto por uma fina camada de cera, que indica que o mel j\u00e1 est\u00e1 maduro.<\/p>\n<p>Alair Vargas possui quase 30 anos de experi\u00eancia, foi funcion\u00e1rio da ind\u00fastria de metalurgia, mas agora se dedica exclusivamente \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de mel. Ele cuida de 750 colmeias, em 25 api\u00e1rios. A maioria em \u00e1reas arrendadas.<\/p>\n<p>Um dos api\u00e1rios fica no s\u00edtio de quatro hectares da fam\u00edlia. Alair n\u00e3o se arrepende da escolha que fez. \u201c\u00c9 um trabalho mais pesado do que na ind\u00fastria, por\u00e9m a satisfa\u00e7\u00e3o de trabalhar em um ambiente saud\u00e1vel, na natureza e com as abelhas, \u00e9 grande\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Alair e Paulo fazem parte da Cooperativa de Apicultores de Vacaria (Avapis), selecionada para participar do projeto &#8220;Talentos do Brasil Rural&#8221;, fornecendo o mel para a ind\u00fastria de cosm\u00e9ticos. Pra isso, os apicultores receberam treinamentos. \u201cTem que ter cuidado com pragas invasoras nas colmeias, a troca de rainha, saber quando ela est\u00e1 produzindo bem. Tudo isso pra ter uma boa produ\u00e7\u00e3o no final\u201d, comenta Paulo Rodrigues.<\/p>\n<p>O mel retirado no campo \u00e9 levado para a agroind\u00fastria, onde \u00e9 extra\u00eddo dos favos em uma centr\u00edfuga. Depois \u00e9 decantado por 72 horas para a retirada de impurezas. Para esta etapa, os produtores tamb\u00e9m recebem orienta\u00e7\u00f5es de boas pr\u00e1ticas. \u201cComo fazer este processo de extra\u00e7\u00e3o do mel, como utilizar os equipamentos e como utilizar a vestimenta. Quest\u00e3o de limpeza, higieniza\u00e7\u00e3o&#8230; Ent\u00e3o para n\u00f3s ficou muito interessante. E a gente tem mais seguran\u00e7a do que est\u00e1 fazendo e do produto que estamos entregando ao consumidor\u201d, avalia Paulo.<\/p>\n<p>Antes de ir para ind\u00fastria, o mel que sai do Rio Grande do Saul precisa ser transformado em extrato. Em uma empresa na regi\u00e3o metropolitana de Curitiba (PR), o produto deixa de ser alimento e vira mat\u00e9ria-prima para a fabrica\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9ticos.<\/p>\n<p>A principal caracter\u00edstica do mel como cosm\u00e9tico \u00e9 que, dependendo do teor do a\u00e7\u00facar, ele forma um filme de hidrata\u00e7\u00e3o na pele e nos cabelos.<\/p>\n<p>A farmac\u00eautica Ana Carolina Heemann esteve em Vacaria para orientar os produtores e confere se o produto cumpre os padr\u00f5es estabelecidos no projeto. \u201cNa embalagem adequada, analisamos a rotulagem, validade, o lote do produto, em seguida as caracter\u00edsticas desse mel\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ela analisa cor, odor, densidade, pH, o teor de acidez e tamb\u00e9m o\u00a0 teor de a\u00e7\u00facar do produto. Passando nos testes o mel come\u00e7a a ser transformado com o uso de conservantes e antioxidantes. \u201cO mel quando chega aqui, est\u00e1 adequado para o consumo como alimento. Ele n\u00e3o deve ser utilizado como insumo cosm\u00e9tico porque ele pode cristalizar e assim influenciar na produ\u00e7\u00e3o do shampoo, do condicionador, da lo\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o n\u00f3s realizamos processos de transforma\u00e7\u00e3o, adicionando outros ingredientes que evitam que isso aconte\u00e7a&#8221;, explica a farmac\u00eautica.<\/p>\n<p>Em forma de extrato, o mel segue para a ind\u00fastria. Em uma delas s\u00e3o produzidas 14 linhas de cosm\u00e9ticos para redes de hot\u00e9is, sendo que uma possui um diferencial: embalagens e etiquetas s\u00e3o de material rcicl\u00e1vel. \u201cNesse projeto n\u00f3s sabemos quem produziu. Em outros tipos de extratos que n\u00f3s utlizamos, claro existe uma proced\u00eancia, mas esse mel especificamente \u00e9 da Cooperativa Avapis, de Vacaria. Todo consumidor que utilizar este produto, sabe que est\u00e1 utilizando algo que \u00e9 resultado do trabalho daquele pequeno agricultor\u201d, declara Mauro de Oliveira, diretor comercial da empresa.<\/p>\n<p>A Cooperativa de vacaria, al\u00e9m do valor pela venda do mel, tem ainda num retorno financeiro sobre cada um dos cosm\u00e9ticos: 5% do que \u00e9 comercializado volta para os apicultores. A Avapis tamb\u00e9m pode vender os produtos. \u201c\u00c9 mais um ganho para o cooperativado. Na nossa regi\u00e3o se usa basntante a abelha mais para polinizar, ent\u00e3o \u00e9 uma maneira do pessoal come\u00e7ar a trabalhar para produzir mel tamb\u00e9m em maior escala do que produzimos hoje&#8221;, comenta Edson da Silva, apicultor.<\/p>\n<p>Hoje, os 49 cooperados produzem 60 toneladas de mel por ano e pretendem construir uma nova sede para aumentar a agroind\u00fastria. \u201cQuando comecei a trabalhar com apicultura, jamais imaginei que um dia nosso produto ia chegar a uma fabrica\u00e7\u00e3o de cosm\u00e9tico e distribui\u00e7\u00e3o para o Brasil inteiro\u201d, comenta Alair Vargas.<\/p>\n<p>O que os apicultores aprenderam no projeto est\u00e1 se refletindo na produtividade. Algumas colmeias j\u00e1 est\u00e3o rendendo 50% a mais de mel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mel produzido por pequenos agricultores do Rio Grande do Sul est\u00e1 virando cosm\u00e9tico. 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