{"id":17539,"date":"2015-03-13T13:00:23","date_gmt":"2015-03-13T13:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=17539"},"modified":"2015-03-12T22:55:04","modified_gmt":"2015-03-12T22:55:04","slug":"brasil-registra-numero-recorde-de-queimadas-no-inicio-do-ano-diz-inpe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasil-registra-numero-recorde-de-queimadas-no-inicio-do-ano-diz-inpe\/","title":{"rendered":"Brasil registra n\u00famero recorde de queimadas no in\u00edcio do ano, diz Inpe"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/queimada1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-17540\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/queimada1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/queimada1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/queimada1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Brasil registrou nos dois primeiros meses deste ano 6.948 focos de inc\u00eandio. Trata-se do maior n\u00famero de queimadas j\u00e1 registrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em janeiro e fevereiro desde 1999, quando os sat\u00e9lites come\u00e7aram a captar os focos de calor pelo pa\u00eds ao longo de todo o ano.<\/p>\n<p>O n\u00famero de 2015 \u00e9 66% maior que o verificado no ano passado (que teve 4.182 focos) e quase 100% superior \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica para o per\u00edodo.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel pelo monitoramento de queimadas no pa\u00eds, o pesquisador Alberto Setzer, do Inpe, diz que a alta pode ter rela\u00e7\u00e3o com o aumento da taxa de desmatamento na <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/amazonia\/\">Amaz\u00f4nia<\/a> Legal. A taxa de desflorestamento (corte raso) aumentou 40% entre novembro de 2014 e janeiro de 2015 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre de 2014, segundo o Inpe.<\/p>\n<p>O Ibama nega esta rela\u00e7\u00e3o e afirma que tem refor\u00e7ado o monitoramento.<\/p>\n<p>O Mato Grosso \u00e9 um dos maiores respons\u00e1veis pela estat\u00edstica. S\u00f3 no Estado do Centro-Oeste, foram registrados 1.502 focos nos dois primeiros meses deste ano (mais de 1\/5 de todos os registros). Par\u00e1, com 833, e Roraima, com 748, aparecem logo atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Maranh\u00e3o \u00e9 quarto que mais registrou queimadas, com 589 focos, seguido de Bahia, com 399, e Mato Grosso do Sul, com 374 pontos de calor.<\/p>\n<p><strong>Desmate e queimadas: alian\u00e7a de risco<\/strong><br \/>\nDe acordo com Alberto Setzer, ainda \u00e9 cedo para avaliar se o restante de 2015 seguir\u00e1 a tend\u00eancia do primeiro bimestre. Ele alega que uma das causas prov\u00e1veis do aumento das queimadas \u00e9 o maior desmatamento da Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n<p>Dados do Sistema de Detec\u00e7\u00e3o em Tempo Real, o Deter, tamb\u00e9m divulgados pelo Inpe,<a href=\"http:\/\/Desmate%20na%20Amaz%C3%B4nia%20Legal%20sobe%2040%%20entre%20novembro%20e%20janeiro,%20diz%20Inpe\" target=\"_blank\"> contabilizaram aumento de 40% do corte raso (desflorestamento total) no bioma entre novembro de 2014 e janeiro de 2015<\/a> em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo trimestre anterior.<\/p>\n<p>\u201cO crescimento de focos na regi\u00e3o amaz\u00f4nica corresponde \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o do desmate, j\u00e1 que o fogo \u00e9 utilizado para eliminar as \u00e1rvores\u201d, explica Setzer.<\/p>\n<p>Ele afirma que todas as queimadas registradas s\u00e3o resultantes da atividade humana, alegando que menos de 0,1% dos inc\u00eandios ocorrem por causas naturais, n\u00famero considerado por ele como \u201cdesprez\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ibama nega aumento no desmate<\/strong><br \/>\nO Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, o Ibama, nega aumento do desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal, alegando que os dados divulgados recentemente, o Deter, n\u00e3o s\u00e3o usados como medida, j\u00e1 que s\u00e3o gerados em imagens de baixa resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO desmatamento \u00e9 medido anualmente atrav\u00e9s do Prodes (Projeto de Monitoramento da Floresta Amaz\u00f4nica Brasileira por Sat\u00e9lite). [O Deter] serve para orientar as opera\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o da floresta\u201d, explica a nota enviada ao <strong>G1<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cO que tem sido observado pela fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama \u00e9 que o cen\u00e1rio atual est\u00e1 semelhante ao do ano passado, onde foi constatada uma queda de 18% do desmatamento do bioma\u201d, complementa o instituto.<\/p>\n<p>Sobre uma maior fiscaliza\u00e7\u00e3o das queimadas, o instituto diz que foca na conten\u00e7\u00e3o de focos em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o federais, como terras ind\u00edgenas, projetos de assentamentos e apoio na defesa de unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais.<\/p>\n<p>O \u00f3rg\u00e3o alega que tem refor\u00e7ado o monitoramento em Roraima e no Sul da Bahia, consideradas regi\u00f5es cr\u00edticas atualmente, e prev\u00ea a contrata\u00e7\u00e3o de 1.400 brigadistas ao longo do ano, que ser\u00e3o divididos em 70 equipes por todo o pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registrou nos dois primeiros meses deste ano 6.948 focos de inc\u00eandio. 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