{"id":17534,"date":"2015-03-13T12:00:19","date_gmt":"2015-03-13T12:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=17534"},"modified":"2015-03-12T22:50:41","modified_gmt":"2015-03-12T22:50:41","slug":"brasileiros-completam-levantamento-inedito-de-peixes-em-montanhas-submarinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/brasileiros-completam-levantamento-inedito-de-peixes-em-montanhas-submarinas\/","title":{"rendered":"Brasileiros completam levantamento in\u00e9dito de peixes em montanhas submarinas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-17535\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O estudo, publicado semana passada na revista cient\u00edfica PLoS ONE, traz o maior levantamento de peixes jamais realizado nas montanhas submarinas do Atl\u00e2ntico Sul. Ao comemorar o avan\u00e7o no conhecimento, os pesquisadores tamb\u00e9m expressam preocupa\u00e7\u00e3o com a conserva\u00e7\u00e3o desse ecossistema \u00edmpar.<\/p>\n<p>Foram quase duas d\u00e9cadas de pesquisas na Cadeia Vit\u00f3ria-Trindade, mais conhecida por abrigar em seu extremo leste o complexo insular de Trindade e Martin-Vaz, distante 1.200 quil\u00f4metros de Vit\u00f3ria, no Esp\u00edrito Santo. O projeto envolveu 22 pesquisadores de 12 universidades brasileiras e uma norte-americana, tendo contado com apoio do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e da Marinha do Brasil. Para explorar essa vasta e remota regi\u00e3o foram realizados mergulhos com uso de misturas gasosas e utilizados rob\u00f4s submarinos munidos de c\u00e2meras, al\u00e9m de barcos pesqueiros da frota comercial. Nada menos que 211 esp\u00e9cies de peixes foram registradas no topo das 10 principais montanhas submarinas, que se alinham desde o continente at\u00e9 as ilhas. O entorno das ilhas tamb\u00e9m foi pesquisado e revelou 173 esp\u00e9cies. O principal produto desse enorme esfor\u00e7o \u00e9 um cat\u00e1logo fartamente ilustrado e documentado, dispon\u00edvel para download no <a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371%2Fjournal.pone.0118180\" target=\"_blank\">site da PLoS ONE<\/a>. O l\u00edder do estudo, Hudson Pinheiro, doutorando na Universidade da Calif\u00f3rnia, ressaltou que 191 esp\u00e9cies representam novos registros para a Cadeia Vit\u00f3ria-Trindade. \u201cAgora compreendemos melhor os processos evolutivos que resultaram em esp\u00e9cies end\u00eamicas nas ilhas e nas montanhas submarinas. Em fun\u00e7\u00e3o de apresentarem topos relativamente rasos, as montanhas funcionam como trampolins para as esp\u00e9cies ao longo de vastas extens\u00f5es de oceano aberto\u201d, declarou Pinheiro.<\/p>\n<p>Conhecer a topografia e os ecossistemas, de forma a garantir sua explora\u00e7\u00e3o racional, s\u00e3o premissas centrais da Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM). A Conven\u00e7\u00e3o, da qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio, assegura a Zona Econ\u00f4mica Exclusiva de 200 milhas. Em 2004 o Brasil apresentou <a href=\"http:\/\/www.un.org\/depts\/los\/clcs_new\/submissions_files\/submission_bra.htm\" target=\"_blank\">uma proposta de expans\u00e3o da Plataforma Continental Jur\u00eddica<\/a> \u00e0 Comiss\u00e3o sobre Limites da CNUDM, para al\u00e9m das 200 milhas, na Foz do Amazonas e na regi\u00e3o sul.\u00a0 O pleito brasileiro tamb\u00e9m incluiu alguns montes da Cadeia Vit\u00f3ria-Trindade, mas foi devolvido para que o pa\u00eds adequasse a proposta e a justificativa.\u00a0 Segundo Rodrigo Moura, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e co-autor do estudo, \u201cos resultados das pesquisas agregam valor ao pleito brasileiro\u201d. Segundo o pesquisador, \u201ctrata-se de uma contribui\u00e7\u00e3o que demonstra, internacionalmente, a soberania do Brasil no conhecimento sobre a biodiversidade da regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Apesar das boas not\u00edcias, o Monte Davis, uma das \u00e1reas cuja jurisdi\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 plenamente estabelecida, <a href=\"http:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/2012\/07\/16\/fertilizante-marinho\/\" target=\"_blank\">tem sido explorado para a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes<\/a>. O entendimento dos pesquisadores \u00e9 que dragar um recife riqu\u00edssimo e com esp\u00e9cies \u00fanicas para produzir fertilizantes \u00e9 completamente irracional. \u201cN\u00e3o podemos repetir os graves erros cometidos na ocupa\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia na chamada \u2018Amaz\u00f4nia Azul\u2019. Ocupar n\u00e3o precisa ser sin\u00f4nimo de destruir\u201d, afirma Moura. \u201cA utiliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da biodiversidade marinha, atrav\u00e9s da pesca controlada e da biotecnologia, \u00e9 um caminho muito mais racional\u201d, completa o pesquisador.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de uma Reserva da Biosfera Marinha na Cadeia Vit\u00f3ria-Trindade foi recentemente proposta \u00e0 UNESCO (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura). Por outro lado, o processo de cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o, que deveria ser mais \u00e1gil, est\u00e1 estagnado no Minist\u00e9rio do Meio Ambiente desde 2012. Al\u00e9m da minera\u00e7\u00e3o, a pesca excessiva em todos os montes submarinos e nas ilhas preocupa os autores do estudo, que j\u00e1 reportam risco de extin\u00e7\u00e3o e decl\u00ednio de v\u00e1rias esp\u00e9cies de peixes.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371%2Fjournal.pone.0118180\" target=\"_blank\">Artigo completo em ingl\u00eas (inclui mapa)<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ZsV3AkDvvvE&amp;feature=youtu.be\" target=\"_blank\">Link do v\u00eddeo no youtube (ingl\u00eas)<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article\/asset?unique&amp;id=info:doi\/10.1371\/journal.pone.0118180.s001\" target=\"_blank\">Link para acessar o cat\u00e1logo ilustrado das esp\u00e9cies (ingl\u00eas)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo, publicado semana passada na revista cient\u00edfica PLoS ONE, traz o maior levantamento de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17535,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/peixe_levantamento.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O estudo, publicado semana passada na revista cient\u00edfica PLoS ONE, traz o maior levantamento de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17534"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17534"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17534\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17535"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17534"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17534"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17534"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}