{"id":17461,"date":"2015-03-11T15:00:35","date_gmt":"2015-03-11T15:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=17461"},"modified":"2015-03-11T12:02:28","modified_gmt":"2015-03-11T12:02:28","slug":"primeiro-centro-de-pesquisa-no-brasil-no-modelo-open-science-e-lancado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/primeiro-centro-de-pesquisa-no-brasil-no-modelo-open-science-e-lancado\/","title":{"rendered":"Primeiro centro de pesquisa no Brasil no modelo &#8220;open science&#8221; \u00e9 lan\u00e7ado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-17462\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Identificar no genoma humano prote\u00ednas-chave para o desenvolvimento de novos medicamentos e descobrir como tornar plantas importantes para a agricultura mais resistentes \u00e0 seca s\u00e3o os objetivos do rec\u00e9m-criado Centro de Biologia Qu\u00edmica de Prote\u00ednas Quinases da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cuja apresenta\u00e7\u00e3o oficial ocorreu nesta ter\u00e7a-feira (10).<\/p>\n<p>Apoiado pela FAPESP por meio do Programa Parceria para Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (PITE), o centro funcionar\u00e1 em um modelo de <i>open science<\/i> (acesso aberto ao conhecimento), integrando a rede do Structural Genomics Consortium (SGC), uma parceria p\u00fablico-privada que re\u00fane cientistas, ind\u00fastrias farmac\u00eauticas e entidades sem fins lucrativos de apoio \u00e0 pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cO SGC mant\u00e9m outros dois centros sediados na Universidade de Oxford (Inglaterra) e na Universidade de Toronto (Canad\u00e1), ambos dedicados a estudar prote\u00ednas de import\u00e2ncia biom\u00e9dica. Aqui na Unicamp pretendemos, al\u00e9m de avan\u00e7ar nessa \u00e1rea, aproveitar o conhecimento e a tecnologia desenvolvida em parceria com a ind\u00fastria farmac\u00eautica para aprender tamb\u00e9m sobre biologia de plantas\u201d, disse Paulo Arruda, professor de gen\u00e9tica no Instituto de Biologia da Unicamp e coordenador da nova unidade brasileira.<\/p>\n<p>Diante de um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, no qual os eventos extremos devem se tornar mais frequentes, a meta \u00e9 descobrir como aumentar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e, ao mesmo tempo, reduzir o consumo de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Para isso, as pesquisas ter\u00e3o como alvo um grupo de enzimas conhecidas como quinases que, por serem respons\u00e1veis por regular importantes processos tanto no organismo humano como em plantas \u2013 entre eles divis\u00e3o, prolifera\u00e7\u00e3o e diferencia\u00e7\u00e3o celular \u2013, s\u00e3o consideradas potenciais alvos para o desenvolvimento de drogas.<\/p>\n<p>O acordo assinado na ter\u00e7a-feira em S\u00e3o Paulo prev\u00ea um aporte de US$ 4,3 milh\u00f5es da FAPESP, al\u00e9m de US$ 1,9 milh\u00e3o da Unicamp e outros US$ 1,3 milh\u00e3o do SGC. Os resultados das pesquisas estar\u00e3o dispon\u00edveis \u00e0 comunidade cient\u00edfica mundial, sem o obst\u00e1culo imposto por patentes ou qualquer outro acordo de propriedade intelectual, como j\u00e1 ocorre nos outros dois centros de pesquisa do SGC.<\/p>\n<p>De acordo com Arruda, as atividades do novo centro devem ter in\u00edcio em julho. A estrutura prevista para os primeiros cinco anos deve englobar entre 25 e 30 pesquisadores. \u201cMas sabemos que iniciativas como essas atraem bons estudantes e p\u00f3s doutorandos, ent\u00e3o pode at\u00e9 se tornar maior. Qualquer interessado em estudar o assunto, de qualquer institui\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 se juntar ao grupo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ao abrir a cerim\u00f4nia de assinatura do acordo, o presidente da FAPESP, Celso Lafer, classificou a iniciativa como um \u201cgrande mutir\u00e3o em prol do avan\u00e7o do conhecimento\u201d e destacou que ela poder\u00e1 ajudar a encontrar novos f\u00e1rmacos para doen\u00e7as como c\u00e2ncer e Alzheimer.<\/p>\n<p>O diretor cient\u00edfico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, disse que, desde o in\u00edcio das discuss\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o do centro, a Funda\u00e7\u00e3o avaliou a proposta como \u201cmuito interessante\u201d, pois engloba atividades consideradas especialmente importantes para o desenvolvimento da ci\u00eancia e da tecnologia no Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cOferece oportunidade de fomentar pesquisas que v\u00e3o levar a resultados de alto impacto intelectual, social e econ\u00f4mico. Al\u00e9m disso, cria oportunidades de colabora\u00e7\u00e3o internacional para pesquisadores de S\u00e3o Paulo. Por \u00faltimo, cria a oportunidade para os pesquisadores paulistas trabalharem em parceria com empresas\u201d, afirmou Brito Cruz.<\/p>\n<p><b>Rede mundial<\/b><\/p>\n<p>O SGC mant\u00e9m atualmente colabora\u00e7\u00e3o com mais de 300 grupos de pesquisas em 40 pa\u00edses. Tamb\u00e9m conta com a parceria de dez dos maiores laborat\u00f3rios farmac\u00eauticos do mundo, entre eles GlaxoSmithKline (GSK), Novartis, Pfizer e Bayer, que contribuem n\u00e3o apenas com financiamento como tamb\u00e9m com <i>expertise<\/i> no desenvolvimento de ferramentas essenciais para entender o funcionamento das quinases, disse Aled Edwards, fundador e presidente do cons\u00f3rcio.<\/p>\n<p>\u201cA melhor forma de descobrir como uma quinase funciona \u00e9 inventar uma pequena mol\u00e9cula, uma sonda qu\u00edmica, capaz de se ligar especificamente \u00e0 enzima-alvo e inibir seu funcionamento. Ent\u00e3o voc\u00ea injeta em um animal e v\u00ea o que acontece. Mas cada uma dessas sondas qu\u00edmicas leva entre 18 meses a 2 anos para ser desenvolvida e o custo \u00e9 muito alto\u201d, disse Edwards.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de disponibilizar algumas sondas qu\u00edmicas j\u00e1 existentes em sua biblioteca de compostos, as farmac\u00eauticas parceiras da iniciativa, como a GSK, ajudar\u00e3o a desenvolver no centro da Unicamp nos pr\u00f3ximos anos pelo menos 15 novas mol\u00e9culas voltadas a investigar o funcionamento de quinases ainda pouco conhecidas pela ci\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo Edwards, o projeto genoma humano revelou a exist\u00eancia de mais de 500 tipos de quinases, mas at\u00e9 hoje apenas cerca de 40 foram bem estudadas.<\/p>\n<p>\u201cO modelo de financiamento de pesquisa em todo o mundo faz com que cientistas de todos os lugares trabalhem nos mesmo projetos. Nossa proposta \u00e9 trabalhar com as quinases com as quais ningu\u00e9m est\u00e1 trabalhando, pois acreditamos que l\u00e1 encontraremos as novidades de grande impacto para o desenvolvimento de novas drogas. E congratulamos a FAPESP e a Unicamp por dividirem conosco o risco de trabalhar com o desconhecido\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Presente \u00e0 cerim\u00f4nia de assinatura do acordo, o representante da GSK, Bill Zuercher, explicou que a parceria com o SGC e o modelo de inova\u00e7\u00e3o aberta representam para as empresas farmac\u00eauticas uma esperan\u00e7a de reduzir a alta taxa de fracasso no processo de desenvolvimento de novas drogas. Atualmente, cerca de 96% dos candidatos a medicamentos n\u00e3o obt\u00eam sucesso na etapa de ensaios cl\u00ednicos e n\u00e3o chegam ao mercado.<\/p>\n<p>\u201cUma das causas desse alto \u00edndice de fracasso \u00e9 a escolha inapropriada do alvo inicial da droga. E esse n\u00e3o \u00e9 um problema f\u00e1cil de solucionar. Precisamos ampliar o conhecimento sobre a biologia fundamental e esse \u00e9 o tipo de pesquisa que mesmo uma empresa grande como a GSK n\u00e3o \u00e9 capaz de fazer sozinha. Levaria s\u00e9culos para entender o funcionamento de todas as quinases\u201d, disse Zuercher, encarregado de estruturar a parte de qu\u00edmica medicinal no novo centro da Unicamp.<\/p>\n<p>O vice-reitor da Universidade Estadual de Campinas, Alvaro Cr\u00f3sta, destacou que o SGC-Unicamp ser\u00e1 o primeiro polo de pesquisa brasileiro criado dentro do paradigma da inova\u00e7\u00e3o aberta.<\/p>\n<p>\u201cEsse modelo se adequa muito bem \u00e0s etapas iniciais de desenvolvimento de novos f\u00e1rmacos pelo imenso volume de mol\u00e9culas a serem analisadas. Al\u00e9m do impacto muito significativo para a sa\u00fade p\u00fablica, a iniciativa promover\u00e1 forte intera\u00e7\u00e3o acad\u00eamica entre docentes, pesquisadores, estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o com seus pares nas institui\u00e7\u00f5es parceiras. Certamente surgir\u00e3o oportunidades de ampla colabora\u00e7\u00e3o, aumentando a presen\u00e7a e o impacto internacional das nossas atividades\u201d, disse.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participou da cerim\u00f4nia Wen Hwa Lee, ex-aluno da Unicamp que hoje atua como gerente de alian\u00e7as estrat\u00e9gicas do SGC e foi um dos intermediadores da parceria.<\/p>\n<p>Outra presen\u00e7a de destaque foi o pesquisador da Universidade de Oxford Opher Gileadi, que ficar\u00e1 no Brasil em tempo integral durante o primeiro ano de funcionamento do centro para ajudar a organizar seu funcionamento.<\/p>\n<p>\u201cA \u00e1rea de estudos com plantas ser\u00e1 cheia de surpresas. Pegaremos os reagentes e os conhecimentos desenvolvidos para humanos e usaremos em plantas. O ponto de partida ser\u00e1 aquilo que j\u00e1 esperamos que aconte\u00e7a, mas, acredite, o mais interessante ser\u00e1 o inesperado\u201d, disse Gileadi.<\/p>\n<p>Leia mais sobre o novo centro em <b><a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/brasil_podera_ter_centro_de_pesquisa_com_modelo_open_science\/19056\/\">http:\/\/agencia.fapesp.br\/19056<\/a>.<\/b><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yCNQiazA1ZE\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<div class=\"galeria\">\n<h2 class=\"title\"><\/h2>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Identificar no genoma humano prote\u00ednas-chave para o desenvolvimento de novos medicamentos e descobrir como tornar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17462,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/centro_pesquisa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Identificar no genoma humano prote\u00ednas-chave para o desenvolvimento de novos medicamentos e descobrir como tornar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17461"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17461"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17461\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17462"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}