{"id":17286,"date":"2015-03-09T18:00:23","date_gmt":"2015-03-09T18:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=17286"},"modified":"2015-03-09T14:40:26","modified_gmt":"2015-03-09T14:40:26","slug":"leite-faz-bem-mal-ou-ambos-os-avancos-da-ciencia-nem-sempre-contribuem-para-desmontar-os-mitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/leite-faz-bem-mal-ou-ambos-os-avancos-da-ciencia-nem-sempre-contribuem-para-desmontar-os-mitos\/","title":{"rendered":"Leite faz bem, mal ou ambos? Os avan\u00e7os da ci\u00eancia nem sempre contribuem para desmontar os mitos"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-17288\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Talvez possa ser exagero, mas n\u00e3o passa despercebido aos consumidores mais atentos: parece que todos os dias h\u00e1 um novo estudo sobre um alimento ou uma bebida que, afinal, faz bem \u00e0 sa\u00fade. Ou mal. Ou ambas, se consumido sem modera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que, muitas vezes, os avan\u00e7os da ci\u00eancia podem ser um verdadeiro quebra-cabe\u00e7as para quem quer fazer as escolher certas em termos de alimenta\u00e7\u00e3o. Se h\u00e1 duas d\u00e9cadas o leite era inegavelmente o melhor alimento para aumentar as reservas de c\u00e1lcio, hoje os especialistas dividem-se e aumentam as intoler\u00e2ncias \u00e0 lactose. E este n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico caso.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/mashable.com\/2015\/03\/07\/food-studies-science\/?utm_cid=mash-prod-email-topstories&amp;utm_emailalert=daily&amp;utm_source=newsletter&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=daily.\" target=\"_blank\">Mashable<\/a> recolheu oito exemplos de alimentos que, a certa altura, foram considerados prejudiciais pelos especialistas, mas que entretanto voltaram \u00e0 lista dos &#8220;alimentos saud\u00e1veis&#8221; porque novos estudos &#8211; que praticamente &#8220;cancelaram&#8221; as conclus\u00f5es dos anteriores &#8211; lhes devolveram o estatuto e permitiram recuper\u00e1-los do seu estado de desgra\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Ovos.<\/strong> Em 2012, um <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/22882905\" target=\"_blank\">estudo do Centro de Preven\u00e7\u00e3o e Pesquisa sobre a Aterosclerose<\/a>, considerava o consumo de ovos um fator de risco para as pessoas com doen\u00e7as cardiovasculares. S\u00f3 que <a href=\"http:\/\/www.bmj.com\/content\/346\/bmj.e8539\" target=\"_blank\">um outro estudo do mesmo ano<\/a> contrariava esta tese, alegando que comer um ovo diariamente n\u00e3o faria sequer aumentar o risco de enfarte. E agora?<\/p>\n<p><strong>Caf\u00e9.<\/strong> Todos os anos sai um novo estudo sobre os efeitos ben\u00e9ficos ou nocivos da cafe\u00edna. Em 2007, <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/17599854\" target=\"_blank\">um estudo<\/a> mostrava que o consumo de caf\u00e9 podia ser prejudicial para o controlo dos n\u00edveis de glucose no sangue dos diab\u00e9ticos do tipo 2. J\u00e1 em 2014, a escola de Sa\u00fade P\u00fablica de Harvard veio demonstrar que quem aumentasse o consumo de caf\u00e9 ao longo de quatro anos <a href=\"http:\/\/cdn1.sph.harvard.edu\/wp-content\/uploads\/sites\/21\/2014\/04\/Changes-in-coffee-intake-and-subsequent-risk-of-type-2-diabetes_-Bhupathira.pdf\" target=\"_blank\">conseguiria reduzir o risco de contrair diabetes tipo 2<\/a> em 11%.<\/p>\n<div>\n<p><strong>Vinho tinto<\/strong>. N\u00e3o nos cansamos de ouvir falar das maravilhas da dieta mediterr\u00e2nica e de como um copo de vinho \u00e0 refei\u00e7\u00e3o at\u00e9 pode ser saud\u00e1vel, devido aos seus antioxidantes. E u<a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/8605457?dopt=Citation\" target=\"_blank\">m estudo feito em 1996<\/a> demonstrava mesmo que o vinho era a bebida alco\u00f3lica capaz de reduzir o risco de doen\u00e7a cardiovascular. No entanto, <a href=\"http:\/\/archinte.jamanetwork.com\/article.aspx?articleid=1868537\" target=\"_blank\">um outro estudo publicado em 2014<\/a>, que seguiu ao longo de nove anos a sa\u00fade de 800 pessoas, assegurava que era tudo falso. Alguma informa\u00e7\u00e3o a reter?<\/p>\n<p><strong>Leite<\/strong>. O melhor a combater a osteoporose, um aliado para ossos fortes. Ou n\u00e3o? Aparentemente, importa se \u00e9 homem ou mulher. Em 1997, os cientistas chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que o aporte de c\u00e1lcio <a href=\"http:\/\/jn.nutrition.org\/content\/127\/9\/1782.long\" target=\"_blank\">n\u00e3o reduzia o risco de fraturas \u00f3sseas<\/a> nos homens.<\/p>\n<p><strong>Carnes vermelhas.<\/strong> \u00c9 quase, quase consensual que devemos reduzir o consumo de carnes vermelhas. Mas uma universidade australiana chegou \u00e0 <a href=\"http:\/\/www.deakin.edu.au\/research\/stories\/2012\/03\/20\/women-should-eat-red-meat\" target=\"_blank\">conclus\u00e3o<\/a> de que a falta de carne na dieta das mulheres estava ligada a um aumento da depress\u00e3o e da ansiedade, mesmo que outros estudos &#8211; inclusivamente de 2013 &#8211; insistam que a carne vermelha \u00e9 <a href=\"http:\/\/archinte.jamanetwork.com\/article.aspx?articleid=1697785\" target=\"_blank\">prejudicial para a sa\u00fade,<\/a> elevando at\u00e9 o risco de contrair diabetes do tipo 2.<\/p>\n<p><strong>Chocolate. <\/strong>Tal como o vinho tinto, o chocolate \u00e9 propalado como alimento ben\u00e9fico no que aos antioxidantes diz respeito. Um<a href=\"http:\/\/www.endocrine-abstracts.org\/ea\/0034\/ea0034p206.htm\" target=\"_blank\"> estudo de 2014<\/a> refere que as pessoas que consomem chocolate preto t\u00eam menor risco de ter diabetes porque ganham maior sensibilidade \u00e0 insulina. Mas o mesmo estudo, antes citado, que dizia que o vinho tinto n\u00e3o tinha qualquer efeito no controlo das doen\u00e7as cardiovasculares, aplica o mesmo princ\u00edpio ao chocolate e retira-lhe qualquer propriedade ben\u00e9fica.<\/p>\n<p><strong>Frutos secos<\/strong>. \u00c9 suposto incluir frutos secos num regime alimentar saud\u00e1vel? O Mashable d\u00e1-lhe a resposta mais sincera: n\u00e3o sabemos. S\u00e3o ricos em calorias mas, se consumidos com modera\u00e7\u00e3o, auxiliam no controlo do peso, diz-se. O problema \u00e9 que <a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16277792\" target=\"_blank\">um estudo de 2005,<\/a> que seguiu 90 pessoas que consumiram frutos secos ao longo de seis meses e que depois os exclu\u00edram da sua dieta ao longo de outros seis, refere simplesmente que estes adultos ganharam peso enquanto comiam os frutos secos e perderam peso quando pararam. Pois.<\/p>\n<p><span id=\"ctl00_ctl00_bcr_maincontent_ThisContent\"><strong>Batatas.<\/strong> N\u00e3o falemos da vers\u00e3o frita, que \u00e9 consensualmente considerada muito pouco ben\u00e9fica. Ali\u00e1s, em 2011, a <a href=\"http:\/\/articles.latimes.com\/2011\/jun\/23\/health\/la-he-diet-obesity-20110623\" target=\"_blank\">Universidade de Harvard considerou a batata um dos alimentos mais perigosos para o per\u00edmetro abdominal<\/a>, ap\u00f3s ter seguido ao longo de 12 anos a dieta de cerca de 120 mil profissionais de sa\u00fade. S\u00f3 que em 2013 \u00e9 poss\u00edvel encontrar uma pesquisa que considera a batata um dos vegetais mais nutritivos, devido aos n\u00edveis de fibra e pot\u00e1ssio. E este mesmo estudo dirige-se aos profissionais que trabalham nas cantinas escolares, procurando auxili\u00e1-los na constru\u00e7\u00e3o de ementas saud\u00e1veis para os alunos.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Talvez possa ser exagero, mas n\u00e3o passa despercebido aos consumidores mais atentos: parece que todos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17288,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/chocolate.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Talvez possa ser exagero, mas n\u00e3o passa despercebido aos consumidores mais atentos: parece que todos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17286"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17286"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17286\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}