{"id":17273,"date":"2015-03-09T16:00:52","date_gmt":"2015-03-09T16:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=17273"},"modified":"2015-03-09T13:57:50","modified_gmt":"2015-03-09T13:57:50","slug":"a-agricultura-e-vila-ou-vitima-na-crise-hidrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-agricultura-e-vila-ou-vitima-na-crise-hidrica\/","title":{"rendered":"A agricultura \u00e9 vil\u00e3 ou v\u00edtima na crise h\u00eddrica?"},"content":{"rendered":"<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-17274\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Enquanto cidades como S\u00e3o Paulo apertam o cinto para n\u00e3o ficar sem \u00e1gua em meio a uma crise sem precedentes e fazem esfor\u00e7os para reduzir o consumo h\u00eddrico, o uso na agricultura entra em debate. O setor gasta mais \u00e1gua do que deveria ou seu consumo \u00e9 justificado pela produ\u00e7\u00e3o de alimentos?<\/p>\n<p>Cerca de 72% da \u00e1gua captada no pa\u00eds vai para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, o que est\u00e1 em linha com a m\u00e9dia de 70% no mundo, segundo a ANA (Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas). Mas esse consumo envolve diversas vari\u00e1veis e, segundo especialistas consultados pela BBC Brasil, ainda h\u00e1 desperd\u00edcio significativo no setor e muito o que fazer para economizar \u00e1gua.<\/p>\n<p>Os analistas concordam em uma coisa: o Brasil tem \u00e1gua o bastante para todos, mas precisa aprender a geri-la de forma mais eficiente e combater os desperd\u00edcios.<\/p>\n<p>&#8220;Em locais onde falta \u00e1gua, podemos, no futuro, precisar optar por culturas agr\u00edcolas que consumam menos \u00e1gua. Isso faz parte de um planejamento maior. Mas o Brasil n\u00e3o pode passar por uma crise como a que temos agora, porque n\u00f3s temos \u00e1gua&#8221;, opina o pesquisador Lineu Rodrigues, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria, ligada ao minist\u00e9rio da Agricultura).<\/p>\n<p>Para Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das \u00c1guas da ONG SOS Mata Atl\u00e2ntica, a efici\u00eancia passa por criar uma rela\u00e7\u00e3o mais &#8220;sustent\u00e1vel&#8221; entre o setor e os recursos h\u00eddricos. &#8220;H\u00e1 setores que t\u00eam reduzido sua pegada h\u00eddrica. \u00c9 preciso separar a agricultura que incorporou a sustentabilidade \u2013 muitas vezes porque depende disso para obter certificados internacionais que a permita exportar \u2013 da perversa, de muitas monoculturas (que exaurem os recursos do solo) e dos setores que usam muito veneno&#8221;, opina.<\/p>\n<p>A seguir, perguntas e respostas sobre algumas das principais quest\u00f5es envolvendo \u00e1gua e plantio. As opini\u00f5es d\u00edspares evidenciam as diferentes realidades do setor:<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Como \u00e9 o consumo de \u00e1gua na agricultura?<\/h2>\n<p>Especialistas do setor agr\u00edcola alegam que, na \u00e1rea rural, o consumo de \u00e1gua em geral n\u00e3o compete com o uso pelas pessoas.<\/p>\n<p>Mas, para a SOS Mata Atl\u00e2ntica, muitas vezes o plantio concorre com o consumo humano, seja na capta\u00e7\u00e3o ou em casos de polui\u00e7\u00e3o das fontes de \u00e1gua.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/625\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/03\/02\/150302144349_water_irrigation_624x351_thinkstock.jpg\" alt=\"Agricultura de irriga\u00e7\u00e3o (Thinkstock)\" width=\"640\" height=\"360\" \/><span class=\"media-caption__text\">Agricultura de irriga\u00e7\u00e3o tende a crescer, e desafio \u00e9 que isso n\u00e3o eleve o consumo de \u00e1gua <\/span><\/p>\n<p>Segundo a ANA (Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas), a cobran\u00e7a pela capta\u00e7\u00e3o da \u00e1gua na agricultura varia conforme o tamanho do uso (pequenos produtores rurais costumam ser isentos) e o local de onde \u00e9 retirado: em algumas bacias hidrogr\u00e1ficas, h\u00e1 isen\u00e7\u00e3o de custos para os agricultores, o que estimula desperd\u00edcios; em outras, paga-se pela autoriza\u00e7\u00e3o de capta\u00e7\u00e3o (a chamada outorga) ou por litro captado.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, segundo o Departamento de \u00c1guas e Energia El\u00e9trica (DAEE), seis bacias hidrogr\u00e1ficas &#8211; de um total de 22 &#8211; cobram pela utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos: Para\u00edba do Sul; Piracicaba\/Capivari\/Jundia\u00ed; Sorocaba\/M\u00e9dio Tiet\u00ea; Baixada Santista; Baixo Tiet\u00ea e Alto Tiet\u00ea.<\/p>\n<p>Lineu Rodrigues, da Embrapa, diz que o uso da \u00e1gua na agricultura tem uma diferen\u00e7a significativa com rela\u00e7\u00e3o ao uso humano e ao industrial: a qualidade dos res\u00edduos. &#8220;A \u00e1gua que volta para o rio depois do consumo humano tem qualidade horr\u00edvel, \u00e9 esgoto. Na agricultura bem-feita, ela volta limpa. Nossa an\u00e1lise de po\u00e7os no Cerrado mostra isso. \u00c9 injusto n\u00e3o levar isso em conta&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Mas Ribeiro, da SOS Mata Atl\u00e2ntica, afirma que nem sempre \u00e9 esse o caso: &#8220;Por causa dos defensivos agr\u00edcolas usados no Brasil, muitos deles proibidos no exterior, o produto final muitas vezes \u00e9 uma \u00e1gua contaminada&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">H\u00e1 desperd\u00edcios? A agricultura est\u00e1 sendo for\u00e7ada a economizar?<\/h2>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, na ANA ou no governo brasileiro, estat\u00edsticas oficiais sobre a extens\u00e3o do desperd\u00edcio da \u00e1gua na agricultura<strong>. <\/strong>A SOS Mata Atl\u00e2ntica diz que as perdas podem chegar a 70%; Rodrigues, da Embrapa, v\u00ea perdas menores, de 15% a 20%, na regi\u00e3o onde trabalha.<\/p>\n<p>Tampouco h\u00e1, segundo a ANA, metas oficiais para economizar \u00e1gua no setor agr\u00edcola, mas produtores que n\u00e3o cumpram medidas de efici\u00eancia ou gastem \u00e1gua al\u00e9m do previsto podem, em tese, perder a outorga para captar recursos h\u00eddricos. A pr\u00f3pria ag\u00eancia, no entanto, aponta que, na pr\u00e1tica, isso n\u00e3o ocorre com frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Os cinco especialistas consultados pela BBC Brasil concordam que o setor pode otimizar o uso h\u00eddrico, aprimorando a reten\u00e7\u00e3o de \u00e1guas nas fazendas ou evitando desperd\u00edcios na irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Nelson Ananias Junior, assessor da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Agricultura (CNA), falta regulamenta\u00e7\u00e3o ao processo de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua em propriedades agr\u00edcolas, o que facilitaria o armazenamento de \u00e1guas em \u00e9pocas de seca.<\/p>\n<p>&#8220;Podemos plantar na seca (no Brasil), porque temos sol e solo&#8221;, diz. &#8220;O limite \u00e9 a \u00e1gua. Se ela for mais bem distribu\u00edda, produzimos mais.&#8221;<\/p>\n<p>Ananias diz que os produtores s\u00e3o incentivados a economizar \u00e1gua para economizar dinheiro, j\u00e1 que, quanto mais \u00e1gua os agricultores gastam, maiores s\u00e3o seus custos de energia &#8211; o custo para bombear \u00e1gua das fontes \u00e0s planta\u00e7\u00f5es fica na conta dos produtores. Ainda assim, para a SOS Mata Atl\u00e2ntica, isso n\u00e3o pesa tanto no bolso do produtor: &#8220;A \u00e1gua e a energia s\u00e3o muito baratas&#8221;.<\/p>\n<p>A CNA e a ANA anunciaram, em abril passado, um Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica para mapear e aprimorar a gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos no pa\u00eds, capacitar produtores rurais e criar estrat\u00e9gias para agir em \u00e1reas de potenciais conflitos envolvendo o uso da agricultura irrigada, mas o acordo ainda n\u00e3o teve desdobramentos pr\u00e1ticos.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">A agricultura est\u00e1 sendo afetada pela falta d\u2019\u00e1gua?<\/h2>\n<p>Safras como as de feij\u00e3o, em Goi\u00e1s, e o milho, em Minas e S\u00e3o Paulo, perderam produtividade por conta da crise h\u00eddrica.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><figcaption class=\"media-caption\"> <span class=\"media-caption__text\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/625\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/03\/02\/150302144105_water_2_624x351_thinkstock.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/>Especialistas dizem que h\u00e1 \u00e1gua suficiente para todos, mas uma boa gest\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>Ananias, da CNA, explica que os produtores s\u00e3o diretamente impactados pela falta d\u2019\u00e1gua porque a legisla\u00e7\u00e3o brasileira determina que, em caso de seca, o uso priorit\u00e1rio \u00e9 o humano, e n\u00e3o o agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Para Ribeiro, os mais prejudicados tendem a ser os produtores de pequeno porte. &#8220;Em Ibi\u00fana (SP), por exemplo, pequenos agricultores de batata e hortali\u00e7a tinham toda sua documenta\u00e7\u00e3o ambiental em dia, mas tiveram sua outorga suspensa (por causa da crise de abastecimento no estado)&#8221;, diz a coordenadora da Rede das \u00c1guas da SOS Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">A irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 problema ou solu\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<p>A irriga\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 presente em uma \u00e1rea relativamente pequena do total do plantio brasileiro, mas tende a crescer por ser bem mais eficiente e permitir que o produtor n\u00e3o dependa da chuva, explica Ivanildo Hespanhol, professor do Departamento de Engenharia Hidr\u00e1ulica da Poli-USP.<\/p>\n<p>Expandi-la, no entanto, significaria puxar mais \u00e1gua de fontes que, em alguns casos, podem competir com o uso humano.<\/p>\n<p>Tarlei Arriel Botrel, professor da \u00e1rea de hidr\u00e1ulica da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), fala que a irriga\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser vilanizada. &#8220;A irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o da \u00e1gua em alimento, e precisamos comer.&#8221;<\/p>\n<p>Ele e outros analistas concordam, por\u00e9m, que h\u00e1 desperd\u00edcio nessa \u00e1rea, como perdas por evapora\u00e7\u00e3o, pelo vento ou mesmo pelo excesso de \u00e1gua jogada nas plantas.<\/p>\n<p>&#8220;Quando h\u00e1 displic\u00eancia na irriga\u00e7\u00e3o, alguns lugares do plantio recebem mais \u00e1gua que os outros. Mas h\u00e1 m\u00e9todos de irriga\u00e7\u00e3o de precis\u00e3o, que diferenciam as plantas por seu tamanho e pela cultura. Com a escassez, est\u00e1 havendo uma mudan\u00e7a de mentalidade: \u00e9 preciso saber quando e o quanto irrigar.&#8221;<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Que pr\u00e1ticas podem evitar desperd\u00edcios?<\/h2>\n<p>Botrel afirma que tende a crescer a t\u00e9cnica de irriga\u00e7\u00e3o chamada de gotejamento (em que mangueiras direcionam gotas d\u2019\u00e1gua \u00e0s ra\u00edzes das plantas), que, apesar de mais cara, economiza \u00e1gua.<\/p>\n<p>Rodrigues, da Embrapa, afirma que simula\u00e7\u00f5es de irriga\u00e7\u00e3o (levando em conta regime de chuvas e necessidade das plantas) evitam que a \u00e1gua seja usada aleatoriamente.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><\/figure>\n<figure class=\"media-landscape full-width has-caption\"><figcaption class=\"media-caption\"> <span class=\"media-caption__text\"> <img loading=\"lazy\" class=\"js-image-replace\" src=\"http:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/ws\/625\/amz\/worldservice\/live\/assets\/images\/2015\/03\/02\/150302193226_sewage_624x351_bbc.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/>Uso de esgoto semitratado pode ser alternativa em \u00e1reas pr\u00f3ximas a centros urbanos <\/span> <\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Se o produtor n\u00e3o \u00e9 orientado, ele irriga como der, mas, se fazemos simula\u00e7\u00f5es de longo prazo, conseguimos saber o quanto colocar de \u00e1gua em vez de jogar \u00e1gua \u00e0 toa&#8221;, diz o pesquisador.<\/p>\n<p>Uma tecnologia importante, ainda que pouco usada, \u00e9 a de sensores e drones, que ajudam a identificar o melhor momento para irrigar. E h\u00e1, tamb\u00e9m, projetos para utilizar a \u00e1gua de esgoto semitratado para usos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Hespanhol, da USP, defende que esta\u00e7\u00f5es simples de tratamento de esgoto, perto de grandes centros urbanos, forne\u00e7am \u00e1gua para pequenos produtores. Mas essa t\u00e9cnica tem um risco: se a \u00e1gua n\u00e3o for bem tratada, pode contaminar a planta\u00e7\u00e3o com parasitas.<\/p>\n<p>&#8220;Em geral, temos feito pouco uso controlado de esgoto tratado (para fins agr\u00edcolas) e de forma n\u00e3o planejada&#8221;, afirma Hespanhol. &#8220;Esse uso controlado consiste em tratamento da \u00e1gua, em t\u00e9cnicas de aplica\u00e7\u00e3o \u2013 de forma que o esgoto n\u00e3o atinja as partes comest\u00edveis das plantas \u2013 e na prote\u00e7\u00e3o dos agricultores, que devem ter acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, vacina\u00e7\u00e3o e \u00e1gua pot\u00e1vel para o consumo pr\u00f3prio.&#8221;<\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 outra frente na busca por efici\u00eancia: j\u00e1 existem, por exemplo, tipos de trigo que crescem com menos \u00e1gua. &#8220;O objetivo final \u00e9 reduzir o uso da \u00e1gua sem perder produtividade&#8221;, diz Rodrigues.<\/p>\n<p>Em algumas regi\u00f5es, os pr\u00f3prios agricultores apresentaram solu\u00e7\u00f5es para manter suas outorgas e evitar que seu uso concorra com o consumo humano. &#8220;Em Botucatu (SP), produtores come\u00e7aram a irrigar suas planta\u00e7\u00f5es no final da tarde, para reduzir a evapora\u00e7\u00e3o, e pararam de usar defensivos agr\u00edcolas em uma faixa a 100m de dist\u00e2ncia do rio local, para evitar contamina\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Ribeiro, da SOS Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto cidades como S\u00e3o Paulo apertam o cinto para n\u00e3o ficar sem \u00e1gua em meio<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17274,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/agricultura.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Enquanto cidades como S\u00e3o Paulo apertam o cinto para n\u00e3o ficar sem \u00e1gua em meio","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17273"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17273"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17273\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}