{"id":16855,"date":"2015-03-02T15:00:57","date_gmt":"2015-03-02T15:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=16855"},"modified":"2015-03-02T14:07:42","modified_gmt":"2015-03-02T14:07:42","slug":"producao-de-energia-via-biomassa-pode-crescer-ate-15-em-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/producao-de-energia-via-biomassa-pode-crescer-ate-15-em-2015\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de energia via biomassa pode crescer at\u00e9 15% em 2015"},"content":{"rendered":"<div class=\"texto-container-right col-md-11\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-16856\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A crise de energia e o risco de racionamento no Brasil abrem espa\u00e7o para que o setor sucroenerg\u00e9tico expanda neste ano o segmento de cogera\u00e7\u00e3o, aquele em que a biomassa \u00e9 usada para produzir eletricidade.<\/p>\n<p>Especialistas ouvidos pelo <i>Broadcast<\/i>, servi\u00e7o de not\u00edcias em tempo real da <i>Ag\u00eancia Estado<\/i>, dizem que a cadeia produtiva de a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool tem potencial para aumentar a oferta de energia entre 10% e 15% em 2015 sobre os 20,8 mil GWh gerados em 2014, quantidade j\u00e1 21% maior que em 2013. Isso com base na capacidade atualmente instalada e desde que usando n\u00e3o s\u00f3 o baga\u00e7o da cana, mas tamb\u00e9m materiais de terceiros, como cavaco de madeira.<\/p>\n<p>Avalia-se que a participa\u00e7\u00e3o no consumo nacional, hoje em torno de 4%, s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior porque ainda faltam infraestrutura eficiente e aspectos regulat\u00f3rios que permitam o pleno desenvolvimento da cogera\u00e7\u00e3o nas usinas.<\/p>\n<p>De acordo com o gerente em bioeletricidade da Uni\u00e3o da Ind\u00fastria de Cana-de-a\u00e7\u00facar (Unica), Zilmar Souza, para desenvolver todo o seu potencial, as unidades produtoras precisariam inicialmente investir no chamado <i>retrofit<\/i>, ou seja, na reforma e atualiza\u00e7\u00e3o do parque industrial para comportar os equipamentos necess\u00e1rios \u00e0 cogera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A fonte biomassa poderia ter gerado 6 vezes mais energia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ofertada \u00e0 rede em 2014, que \u00e9 o seu potencial te\u00f3rico. Isso significaria ter direcionado para o setor um investimento da ordem de R$ 85 bilh\u00f5es&#8221;, calculou Souza.<\/p>\n<p>De acordo com ele, contudo, esse \u00e9 apenas um valor-limite, &#8220;hipot\u00e9tico&#8221;, at\u00e9 porque o segmento passa por dificuldades financeiras e precisaria de no m\u00ednimo dois anos para a conclus\u00e3o das obras, enquanto a demanda por energia \u00e9 mais imediata. Paralelamente, caberia ao governo honrar o plano de investir R$ 6 bilh\u00f5es em linhas de transmiss\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Souza explicou que os atuais linh\u00f5es necess\u00e1rios \u00e0 energia de cogera\u00e7\u00e3o est\u00e3o concentrados em \u00e1reas de fronteira de cana, como Mato Grosso do Sul e Goi\u00e1s, e foram erguidos durante o boom do setor, em 2008 e 2009. J\u00e1 em S\u00e3o Paulo, principal produtor, mas que tem usinas mais antigas, a infraestrutura \u00e9 fraca. &#8220;Nesse caso, \u00e9 o gerador que tem de pagar pela distribui\u00e7\u00e3o, quando o ideal \u00e9 que isso seja providenciado pelo sistema.&#8221;<\/p>\n<p>Do lado regulat\u00f3rio, h\u00e1 o Pre\u00e7o de Liquida\u00e7\u00e3o das Diferen\u00e7as (PLD), estabelecido pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel). Balizador das transa\u00e7\u00f5es no curto prazo, o PLD tem teto de R$ 388,48 por MWh neste ano, abaixo do de R$ 822,83 por MWh de 2014. &#8220;Poder\u00edamos gerar se houvesse est\u00edmulo de pre\u00e7o, se houvesse sinaliza\u00e7\u00e3o para a biomassa, o que n\u00e3o temos&#8221;, comentou Souza. &#8220;O que a Unica quer \u00e9 que o pre\u00e7o continue melhorando&#8221;, disse, enquanto o setor tamb\u00e9m pede mais leil\u00f5es de energia espec\u00edficos e regionais para biomassa.<\/p>\n<p>Pelos c\u00e1lculos de Thais Prandini, diretora da Thymos Energia, a cogera\u00e7\u00e3o tem potencial para passar dos atuais 4% para algo pr\u00f3ximo de 12% de todo o consumo nacional. &#8220;Se todas as usinas do Brasil produzissem energia para o sistema, elas produziriam mais do que Belo Monte&#8221;, comparou. No ano passado, a eletricidade de cogera\u00e7\u00e3o foi capaz de abastecer 11 milh\u00f5es de resid\u00eancias ou 52% do que a hidrel\u00e9trica no Rio Xingu, no Par\u00e1, dever\u00e1 produzir em 2019, quando for conclu\u00edda.<\/p>\n<p>Prandini, entretanto, pondera que a energia de cogera\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9 importante para a matriz, mas, sozinha, n\u00e3o consegue sustentar um pa\u00eds&#8221;. &#8220;Todo pa\u00eds depende de diversifica\u00e7\u00e3o, porque h\u00e1 sazonalidade&#8221;, explicou, referindo-se a per\u00edodos de seca, que impactam as hidrel\u00e9tricas, e tamb\u00e9m \u00e0s entressafras de cana, cujo baga\u00e7o e a palha representam 80% de toda a biomassa usada para produzir energia. Ali\u00e1s, cada tonelada de cana gera de 250 kg a 270 kg de baga\u00e7o e mais 200 kg de palha para cogera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o garanta o abastecimento interno, a eletricidade advinda de usinas tem o atrativo de poder ser produzida mais r\u00e1pido. &#8220;Isso, principalmente, porque n\u00e3o tem de se discutir todo o impacto ambiental, como ocorre com hidrel\u00e9tricas&#8221;, disse a s\u00f3cia da B2L Investimentos S.A e especialista em bioenergia, Danielle Limiro. &#8220;Para 2015, o cen\u00e1rio est\u00e1 promissor.&#8221;<\/p>\n<p>Em entrevista recente ao <i>Broadcast<\/i>, o diretor da Divis\u00e3o de Cana da Tereos Internacional, Jacyr Costa Filho, afirmou que a Guarani dever\u00e1 aumentar a cogera\u00e7\u00e3o em 20% na safra 2015\/16, que se inicia em abril. Juliano Prado, diretor executivo de bioenergia e administrativo da Ra\u00edzen, comentou que a empresa tem capacidade de gera\u00e7\u00e3o adicional de energia e que o setor como um todo tem &#8220;potencial grande&#8221; para contribuir com o fornecimento de eletricidade em 2015. No ano passado, a Ra\u00edzen produziu 2,1 milh\u00f5es de MWh.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Grupo S\u00e3o Martinho, que gerou 720 mil MWh em 2014, ainda n\u00e3o fechou o guidance para a temporada, de acordo com o diretor de Rela\u00e7\u00f5es com Investidores da empresa, Felipe Vicchiato. Ele comentou que em torno de 30% da energia gerada pela S\u00e3o Martinho \u00e9 comercializada no curto prazo.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise de energia e o risco de racionamento no Brasil abrem espa\u00e7o para que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16856,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/biocombustivel.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A crise de energia e o risco de racionamento no Brasil abrem espa\u00e7o para que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16855"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16855"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16855\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16856"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16855"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16855"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16855"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}