{"id":16837,"date":"2015-03-02T11:00:43","date_gmt":"2015-03-02T11:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=16837"},"modified":"2015-03-01T21:10:46","modified_gmt":"2015-03-01T21:10:46","slug":"lixoes-clandestinos-cobram-mais-barato-por-descarte-e-agridem-meio-ambiente-em-manaus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/lixoes-clandestinos-cobram-mais-barato-por-descarte-e-agridem-meio-ambiente-em-manaus\/","title":{"rendered":"&#8216;Lix\u00f5es clandestinos&#8217; cobram mais barato por descarte e agridem meio ambiente em Manaus"},"content":{"rendered":"<div class=\"mt bb-article-body\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-16838\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Foi no lixo que um empres\u00e1rio de Manaus encontrou o meio de lucrar clandestinamente. \u00a0Aterros de res\u00edduos industriais foram \u00a0instalados em \u00e1reas verdes do Distritro Industrial 2, na Zona Leste, e todo tipo de res\u00edduo \u00a0\u00e9 despejado neles diariamente. \u00a0O mais recente tem \u00a0pouco mais de um ano de funcionamento e fica \u00e0 beira de um c\u00f3rrego que desagua no lago do Aleixo.<\/p>\n<p>A montanha de lixo acumulada no ramal do Nelson, a \u00a0tr\u00eas quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia da pista principal do bairro Puraquequara, na Zona Leste, foi denunciada por moradores da \u00e1rea. \u00a0De longe \u00e9 poss\u00edvel ver a grande quantidade de urubus que sobrevoam o local. A comunidade tamb\u00e9m sofre com a prolifera\u00e7\u00e3o de moscas, ratos, baratas e mucuras.<\/p>\n<p>Segundo os moradores, as \u2018ca\u00e7ambas\u2019 come\u00e7am a despejar \u00a0res\u00edduos \u00e0s 7h e s\u00f3 terminam \u00e0s 17h. \u00a0Umas das principais preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 a amea\u00e7a ao ecossistema. \u201cAno passado aconteceu um grande inc\u00eandio no lix\u00e3o. A degrada\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grande. Quando come\u00e7ar o per\u00edodo da cheia todo esse lixo vai ser levado para o rio\u201d, denunciou um morador da \u00e1rea, que preferiu n\u00e3o ter o nome divulgado por medo de repres\u00e1lias.<\/p>\n<p>Os \u00a0danos causados ao meio ambiente v\u00e3o ainda mais al\u00e9m, uma vez que na \u00a0ilharga do \u2018lix\u00e3o\u2019 existe uma pocilga (criadouro de porcos). O tratador de animais Lauro Figueira, 43, disse que o terreno onde os porcos s\u00e3o criados pertence \u00e0 outra pessoa. \u201cO dono desse \u2018lix\u00e3o\u2019 disse que comprou essas terras, ent\u00e3o a gente n\u00e3o se mete. \u00a0Mas ficamos bastante prejudicados. Os animais s\u00f3 s\u00e3o abatidos \u00e0 noite para evitar que as moscas pousem neles\u201d, disse.<\/p>\n<p>A mal\u00e1ria tamb\u00e9m preocupa Lauro, que \u00a0foi v\u00edtima do mosquito duas vezes. \u201cTem muita mosca e insetos. Eu mesmo j\u00e1 peguei mal\u00e1ria depois que vim morar aqui\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico aterro ilegal da \u00e1rea. Um terreno na estrada do Aleixo, bairro Col\u00f4nia Ant\u00f4nio Aleixo, Zona Leste, tamb\u00e9m foi transformado em um \u2018lix\u00e3o\u2019 de res\u00edduo industrial h\u00e1 \u00a0dois anos. Depois de ter sido completamente aterrado com lixo, o lote foi vendido.\u00a0 \u00a0\u201cO esquema \u00e9 feito h\u00e1 muitos anos. Este homem compra o terreno, aterra com lixo e depois vende. Tem muitas ind\u00fastrias que s\u00e3o coniventes e entregam os res\u00edduos por um pre\u00e7o mais barato para descarte irregular\u201d, denunciou uma fonte de A CR\u00cdTICA.<\/p>\n<p><strong>Dono dos aterros<\/strong><\/p>\n<p>O respons\u00e1vel pelos aterros foi identificado como sendo o empres\u00e1rio Bartolomeu Ferreira de Azevedo. Ele assumiu ser o propriet\u00e1rio do aterro, mas \u00a0negou que estivesse cometendo crime ambiental. \u201cMeu trabalho \u00e9 s\u00e9rio e licenciado pelos \u00f3rg\u00e3os ambientais\u201d, garantiu \u00a0o empres\u00e1rio por telefone, prometendo uma entrevista ao vivo.<\/p>\n<p>Depois de afirmar que os aterros eram licenciados, Bartolomeu Ferreira de Azevedo marcou uma entrevista e ficou de apresentar a documenta\u00e7\u00e3o. No entanto, na data e hora combinada (24 de fevereiro, \u00e0s 8h), o empres\u00e1rio n\u00e3o apareceu e n\u00e3o atendeu mais as liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas.<\/p>\n<p>Moradores da \u00e1rea comentaram que as m\u00e1quinas que trabalhavam no \u2018lix\u00e3o\u2019 (uma retroescavadeira e um trator de esteira) foram retiradas na v\u00e9spera da entrevista marcada. Os cinco funcion\u00e1rios do \u2018lix\u00e3o\u2019 tamb\u00e9m abandonaram o local.<\/p>\n<p>Bartolomeu foi procurado na resid\u00eancia que consta em um processo no Tribunal da Justi\u00e7a do Amazonas (TJ-AM), mas os filhos dele informaram que \u00a0ele n\u00e3o mora mais no local e que os mesmos n\u00e3o mant\u00e9m v\u00ednculo profissional ou pessoal com o empres\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Den\u00fancia<\/strong><\/p>\n<p>Membro da Associa\u00e7\u00e3o de Moradores e Amigos da Col\u00f4nia Ant\u00f4nio Aleixo (Amaccaa), Edivaldo Barreto, informou que \u00a0\u2018lix\u00f5es\u2019 clandestinas s\u00e3o comuns na \u00e1rea do Distrito Industrial 2. \u201cJogam todo tipo de lixo, causando uma degrada\u00e7\u00e3o terr\u00edvel para o meio ambiente. As \u00e1guas do nosso lago j\u00e1 est\u00e3o com alto \u00edndice de produtos qu\u00edmicos. Antes passava um igarap\u00e9 atr\u00e1s daquela mata (aterro da Col\u00f4nia Ant\u00f4nio Aleixo), agora n\u00e3o tem mais \u00e1gua, nem limpa e nem suja. Muitas pessoas dependem da pesca naquele local. Destru\u00edram tudo o que a natureza nos deu e ningu\u00e9m v\u00ea isso\u201d, lamentou.<\/p>\n<p><strong>Empresa \u00e9 autuada<\/strong><\/p>\n<p>O \u00a0Instituto de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Amazonas (IPAAM) informou \u00a0que os aterros n\u00e3o possuem licenciamento ambiental. Depois da den\u00fancia de A CR\u00cdTICA, uma equipe esteve no aterro da estrada do Aleixo e multou em \u00a0R$200 mil a empresa Garcia Industrial Ltda por lan\u00e7ar res\u00edduos s\u00f3lidos \u00a0a c\u00e9u aberto, com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605\/98) e artigo 62 do Decreto Federal 6.514\/08 que regulamenta a \u00a0Lei de Crimes Ambientais.<\/p>\n<p>Sobre o aterro da estrada do Puraquequara, o \u00f3rg\u00e3o informou que a investiga\u00e7\u00e3o da den\u00fancia ainda est\u00e1 em andamento. \u00a0As \u00e1reas em que os aterros foram instalados fazem parte da delimita\u00e7\u00e3o da Superintend\u00eancia da Zona Franca de Manaus (Suframa), que informou que n\u00e3o h\u00e1 registro de den\u00fancia sobre esta irregularidade.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos<\/strong><\/p>\n<p>Lei de 2010 proibe instalar aterros industriais em \u00e1reas urbanas, inund\u00e1veis, de recarga de aqu\u00edferos, em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o de mananciais, mangues e habitat de esp\u00e9cies protegidas, ecossistemas de \u00e1reas fr\u00e1geis ou em todas aquelas definidas como de preserva\u00e7\u00e3o ambiental; estabelece instrumentos importantes para permitir o avan\u00e7o necess\u00e1rio ao Pa\u00eds no enfrentamento dos problemas ambientais, sociais e econ\u00f4micos decorrentes do manejo inadequado dos res\u00edduos e tem como proposta a pr\u00e1tica de h\u00e1bitos de consumo sustent\u00e1vel e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutiliza\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos, com metas \u00a0que ir\u00e3o contribuir para a elimina\u00e7\u00e3o dos lix\u00f5es<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi no lixo que um empres\u00e1rio de Manaus encontrou o meio de lucrar clandestinamente. \u00a0Aterros<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16838,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/lixao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Foi no lixo que um empres\u00e1rio de Manaus encontrou o meio de lucrar clandestinamente. \u00a0Aterros","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16837"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16837"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16837\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}