{"id":16794,"date":"2015-03-01T14:47:38","date_gmt":"2015-03-01T14:47:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=16794"},"modified":"2015-03-01T14:49:09","modified_gmt":"2015-03-01T14:49:09","slug":"solos-vivos-com-minhocas-lagartos-e-tatus-sao-destruidos-e-deixam-sabias-com-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/solos-vivos-com-minhocas-lagartos-e-tatus-sao-destruidos-e-deixam-sabias-com-fome\/","title":{"rendered":"Solos vivos com minhocas, lagartos e tatus s\u00e3o destru\u00eddos e deixam sabi\u00e1s com fome"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/sabias.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-16801\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/sabias-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/sabias-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/sabias.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quase todo mundo deve ser familiar com o sabi\u00e1-laranjeira (Turdus rufiventris). A ave-s\u00edmbolo do Brasil (escolha recha\u00e7ada pela maioria dos ornit\u00f3logos) \u00e9 um habitante comum de pra\u00e7as, parques e jardins de boa parte do Brasil.<\/p>\n<p>Ali ele pode ser visto revirando folhas e detritos vegetais (onde estes existem) em busca de minhocas, insetos e outros animalejos que s\u00e3o parte de sua dieta. Um comportamento que posso assistir nas pra\u00e7as da regi\u00e3o central da cidade de S\u00e3o Paulo, onde vivo.<\/p>\n<p>O ex\u00e9rcito de criaturas escavadoras que, nos diferentes ecossistemas brasileiros, inclui minhocas, paquinhas, formigas, cupins, lagartos, cobras-cegas, ratos, tatus e uma infinidade de outras criaturas n\u00e3o \u00e9 somente uma fonte de alimento para outros animais: ele \u00e9 respons\u00e1vel por alguns dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos mais importantes e menos reconhecidos.<\/p>\n<p>O mais evidente \u00e9 o aumento da permeabilidade do solo, o que faz com que as \u00e1guas das chuvas infiltrem e recarreguem len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e aqu\u00edferos ao inv\u00e9s de apenas escorrerem pela superf\u00edcie e serem perdidas pela evapora\u00e7\u00e3o. O que, em geral, est\u00e1 associado a alagamentos.<\/p>\n<p>Estes animais ajudam a \u00e1gua a ir onde ela \u00e9 solu\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o problema.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/d\/embed?mid=zrZf5xdQkVLA.kLrTG2CtiqFE\" width=\"640\" height=\"480\"><\/iframe><\/p>\n<p>Charles Darwin foi um autor prol\u00edfico que escreveu livros sobre at\u00f3is de coral e a poliniza\u00e7\u00e3o das orqu\u00eddeas. Al\u00e9m, \u00e9 claro, da evolu\u00e7\u00e3o por sele\u00e7\u00e3o natural e sexual (todos dispon\u00edveis aqui). O \u00faltimo de seus 25 livros, publicado em 1881, foi A Forma\u00e7\u00e3o de Terra Vegetal Atrav\u00e9s da A\u00e7\u00e3o Das Minhocas (The formation of vegetable mould, through the action of worms).<\/p>\n<p>Neste, o grande homem descreve e demonstra como os humildes vermes anel\u00eddeos s\u00e3o uma for\u00e7a geol\u00f3gica e geoqu\u00edmica poderosa na forma\u00e7\u00e3o de solos e, usando linguagem contempor\u00e2nea, no sequestro de mat\u00e9ria org\u00e2nica e carbono.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o outro servi\u00e7o ecossist\u00eamico, n\u00e3o reconhecido e muito menos pago, prestado pelos poderosos bichos do solo. Se voc\u00ea \u00e9 professor pode gostar de tentar esta atividade, inspirada naquele livro, com seus alunos. Em tempos de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e perda da qualidade dos solos agr\u00edcolas seria bom relembrar descobertas feitas 134 anos atr\u00e1s. E abrir o foco para valorizar outras criaturas escavadoras que s\u00e3o vilipendiadas.<\/p>\n<p>Por exemplo, pesquisa bem recente mostra que cupins, ao constru\u00edrem suas galerias e cupinzeiros, criam ref\u00fagios que permitem que plantas (e animais) resistam melhor \u00e0s secas, efetivamente construindo barreiras contra a expans\u00e3o de desertos sobre ambientes fr\u00e1geis.<\/p>\n<p>Estes servi\u00e7os gratuitos s\u00e3o destru\u00eddos quando estes animais s\u00e3o eliminados. Em terras agr\u00edcolas o uso de maquin\u00e1rio e pesticidas causa o bioc\u00eddio da fauna subterr\u00e2nea e resulta na compacta\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n<p>Aqui nas pra\u00e7as do Centro de S\u00e3o Paulo quem faz isso s\u00e3o os garis, arquitetos de &#8220;\u00e1reas verdes&#8221; com solo duro, nu e est\u00e9ril como um tijolo. E onde sabi\u00e1s passam fome.<\/p>\n<p>Estes her\u00f3is da limpeza urbana tentam manter habit\u00e1vel uma cidade onde a maior parte da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o percebeu que seus ancestrais desceram das \u00e1rvores faz alguns milh\u00f5es de anos e ainda se comportam como macacos-prego durante o almo\u00e7o. Meus concidad\u00e3os jogam nas ruas e cal\u00e7adas milhares de toneladas di\u00e1rias de lixo que, em pa\u00edses menos primitivos, as pessoas colocam em lixeiras.<\/p>\n<p>Isso resulta em gastos milion\u00e1rios com a limpeza urbana que poderiam ser bem melhor empregados.<\/p>\n<p>Infelizmente, quando se trata de pra\u00e7as e parques, falta orienta\u00e7\u00e3o aos garis. O procedimento ordenado a eles \u00e9 que passem horas raspando o solo com rastelos ou coisa similar removendo as folhas que caem, colocadas em sacos pl\u00e1sticos e despachadas como lixo.<\/p>\n<p>O resultado, como em terras agr\u00edcolas maltratadas, \u00e9 a compacta\u00e7\u00e3o do solo e a quase extin\u00e7\u00e3o da fauna que ali habitaria.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/fev2015\/22022015-largo-do-paissandu-gari.jpg\" alt=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/fev2015\/22022015-largo-do-paissandu-gari.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/fev2015\/22022015-arvore-solo-compactado.jpg\" alt=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/fev2015\/22022015-arvore-solo-compactado.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/fev2015\/22022015-sabia-laranjeira-faminto.jpg\" alt=\"22022015-sabia-laranjeira-faminto\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>Como plantador pirata de \u00e1rvores nas pra\u00e7as de regi\u00e3o, me espanta como mesmo depois de dias seguidos de tempestades que fizeram carros boiar, o solo de pra\u00e7as como o Largo do Paissand\u00fa (ilustrado nas fotos) continua seco a apenas dois palmos de profundidade.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia completa de minhocas explica a raz\u00e3o. O resultado \u00e9 que a \u00e1gua das chuvas e tempestades deixa de ir para onde deveria e corre na superf\u00edcie, carregando a camada superficial do solo. A isso se chama eros\u00e3o laminar.<\/p>\n<p>Como a \u00e1gua e a terra que ela carrega devem ir para algum lugar, e a gravidade \u00e9 quem manda, tanto a \u00e1gua como a terra que poderiam estar nas pra\u00e7as e jardins acabam parando nos bueiros. Que entopem e causam alagamentos.<\/p>\n<p>Isso poderia ser evitado se a prioridade fosse manter a cobertura do solo, e n\u00e3o varri\u00e7\u00f5es obsessivas. E se folhas &amp; cia excedentes fossem colocadas em pilhas de compostagem, e n\u00e3o tratadas como lixo.<\/p>\n<p>Na esperan\u00e7a de que a ficha caia nas mentes de quem de direito, e sem talento para desenhar como alguns recomendam, ilustro este artigo com algumas fotos.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que quando a quest\u00e3o \u00e9 segurar o solo e absorver \u00e1gua os bichos que vivem no solo s\u00e3o s\u00f3 parte da hist\u00f3ria. Estou falando de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e nenhum ecossistema \u00e9 completo sem plantas.<\/p>\n<p>As folhas e detritos org\u00e2nicos produzidos por \u00e1rvores, arbustos e herb\u00e1ceas s\u00e3o a base da cadeia tr\u00f3fica dos habitantes do solo, assim como as ra\u00edzes s\u00e3o parte da estrutura de seu habitat. S\u00e3o as plantas que servem de anteparo contra a energia das gotas de chuva e que ret\u00e9m o solo, impedindo a eros\u00e3o. \u00c9 a mat\u00e9ria org\u00e2nica no solo que ajuda a reter a \u00e1gua. Acho que n\u00e3o preciso me alongar muito em algo que \u00e9 bem conhecido.<\/p>\n<p>Infelizmente os &#8220;urbanistas&#8221; que atuam em S\u00e3o Paulo padecem daquele esp\u00edrito niermeyeriano do amor ao concreto. Basta ver a rela\u00e7\u00e3o \u00e1rea concretada (e impermeabilizada) x \u00e1rea verde (e perme\u00e1vel) em lugares como a Pra\u00e7a da S\u00e9 e nos recentemente remodelados Largo do Batata e Pra\u00e7a Roosevelt.<\/p>\n<p>\u00c9 de notar que o desprezo pelo verde tamb\u00e9m contamina n\u00e3o s\u00f3 quem projeta mas tamb\u00e9m quem deveria cuidar desses lugares. Isso ficou bem evidente com o plantio de \u00e1rvores no Largo do Batata feito \u00e0 revelia de uma Prefeitura que tem falhado miseravelmente em cumprir seu dever e persiste na trilha de transformar a cidade em um espa\u00e7o com cada vez menos \u00e1rvores e menos verde.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/fev2015\/22022015-arvore-cortada.jpg\" alt=\"22022015-arvore-cortada\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/fev2015\/07022015-deck-haddad.jpg\" alt=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/fev2015\/07022015-deck-haddad.jpg\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/fev2015\/06022015-largo-do-paissandu-chuva.jpg\" alt=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/stories\/fev2015\/06022015-largo-do-paissandu-chuva.jpg\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/p>\n<p>Um ponto importante dos projetos criados pelos geniais arquitetos foi construir decks de madeira em pontos como o Largo S\u00e3o Francisco e o Largo do Paissand\u00fa que se tornariam &#8220;pontos de conviv\u00eancia&#8221;, etc, etc.<\/p>\n<p>Estes se tornaram imortais como as &#8220;pra\u00e7as-deck do Haddad&#8221; e viraram at\u00e9 fantasiada durante a \u00faltima Peruada dos estudantes de direito do Largo S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>No Largo do Paissand\u00fa alguma mente brilhante ignorou que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade recomenda que cada habitante tenha 12 m2 de \u00e1rea verde (de verdade) mas o Centro s\u00f3 tem 6,2 m\u00b2 (e muito \u00e9 terra compactada). E resolveu colocar o tal deck em cima de um dos canteiros da pra\u00e7a ao inv\u00e9s de usar as \u00e1reas pavimentadas ao lado.<\/p>\n<p>Para isso duas \u00e1rvores adultas (um alfeneiro e um ip\u00ea-rosa) foram abatidas a motosserra e foram arrancados uma acerola, uma figueira-branca, dois malvaviscos e alguns metros quadrados de grama e l\u00edrios.<\/p>\n<p>A pra\u00e7a perdeu \u00e1rvores e ganhou um cont\u00eainer laranja ao lado de um deck de madeira de lei. Acho que a simetria entre substituir \u00e1rvores vivas por madeira morta fala muito sobre a mente arquitet\u00f4nica que por aqui domina.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as tentar andar de skate e mendigos dormem no deck. Ao redor, canteiros nus e compactados enviam terra para dentro dos bueiros a cada chuva. O \u00fanico ponto positivo s\u00e3o alguns brinquedos utilizados pelas crian\u00e7as da \u00e1rea, mas que poderiam ter sido usados para aumentar a \u00e1rea verde ao inv\u00e9s de reduzi-la.<\/p>\n<p>Parab\u00e9ns aos autores da obra.<\/p>\n<p>A tenta\u00e7\u00e3o da &#8220;solu\u00e7\u00e3o&#8221; baseada em obras que ignoram no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de ecologia da paisagem, engenharia ambiental e, ironicamente, de urbanismo \u00e9 uma constante que vemos n\u00e3o s\u00f3 na gest\u00e3o do espa\u00e7o urbano, mas tamb\u00e9m daquele onde as cidades se inserem.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante ver como as solu\u00e7\u00f5es vendidas pelas autoridades para a crise h\u00eddrica em S\u00e3o Paulo mencionam muitas obras (para alegria das empreiteiras) e nada sobre a restaura\u00e7\u00e3o daqueles servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que fazem com que a chuva caia onde e quando deve e que a \u00e1gua que vem com elas seja solu\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o problema.<\/p>\n<p>Fala-se muito em reservat\u00f3rios, barragens e canos, e nada sobre plantar \u00e1rvores, trocar cimento e asfalto por verde e de tratar esgotos. Mas isso \u00e9 assunto para outro artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase todo mundo deve ser familiar com o sabi\u00e1-laranjeira (Turdus rufiventris). 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