{"id":16736,"date":"2015-02-28T17:32:31","date_gmt":"2015-02-28T17:32:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=16736"},"modified":"2015-02-28T17:32:31","modified_gmt":"2015-02-28T17:32:31","slug":"pratos-tipicos-brasileiros-estao-em-risco-de-extincao-e-podem-sair-dos-cardapios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pratos-tipicos-brasileiros-estao-em-risco-de-extincao-e-podem-sair-dos-cardapios\/","title":{"rendered":"Pratos t\u00edpicos brasileiros est\u00e3o em risco de extin\u00e7\u00e3o e podem sair dos card\u00e1pios"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-16737\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>S<\/span>abe aquele prato com gosto de inf\u00e2ncia que reunia a fam\u00edlia toda em torno da mesa no almo\u00e7o de domingo? J\u00e1 pensou que ele pode sair para sempre do card\u00e1pio da casa da sua av\u00f3 se um dos ingredientes for extinto? A provoca\u00e7\u00e3o \u00e9 dos l\u00edderes do Instituto Slow Food, organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental italiana empenhada em proteger mat\u00e9rias-primas regionais que podem desaparecer do mapa com a degrada\u00e7\u00e3o ambiental e a excessiva industrializa\u00e7\u00e3o dos alimentos. Segundo a ONG, embutidos, frutas, queijos, cereais, hortali\u00e7as, frutos do mar, variedades de vinhos, receitas e tradi\u00e7\u00f5es gastron\u00f4micas que est\u00e3o sendo esquecidos ao redor do mundo correm s\u00e9rio risco. Para proteg\u00ea-los, chefs ligados ao movimento apostam na mesma estrat\u00e9gia que o personagem b\u00edblico No\u00e9 teria usado para salvar esp\u00e9cies animais de um grande dil\u00favio. Intitulado Arca do Gosto, o projeto \u00e9 uma esp\u00e9cie de cat\u00e1logo mundial que descreve e divulga mais de mil ingredientes que podem desaparecer, incluindo 40 itens brasileiros. O pinh\u00e3o (semente das dizimadas florestas de arauc\u00e1ria), o pirarucu (peixe amaz\u00f4nico que chegou a ter a pesca proibida) e o berbig\u00e3o (molusco quase extinto que foi base da alimenta\u00e7\u00e3o dos pr\u00e9-hist\u00f3ricos homens de sambaquis) s\u00e3o alguns dos ingredientes que fazem parte da lista.<\/p>\n<p>Para evitar uma padroniza\u00e7\u00e3o imposta pela ind\u00fastria aliment\u00edcia, os adeptos da causa pesquisam ingredientes com visitas \u00e0s ro\u00e7as e conversas com pescadores e cozinheiras locais, e submetem novos produtos \u00e0 comiss\u00e3o cient\u00edfica da Arca do Gosto. Segundo Georges Schnyder, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Slow Food Brasil, existe uma comiss\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o nacional e outra internacional. Ambas s\u00e3o formadas por gastr\u00f4nomos, nutricionistas, antrop\u00f3logos, bi\u00f3logos e outros profissionais da \u00e1rea. Na pr\u00e1tica, esses especialistas investigam, atrav\u00e9s de pesquisas hist\u00f3ricas e entrevistas, se o produto em quest\u00e3o \u00e9 caracter\u00edstico de uma regi\u00e3o espec\u00edfica, se sua produ\u00e7\u00e3o respeita crit\u00e9rios de sustentabilidade, se o alimento \u00e9 ligado a tradi\u00e7\u00f5es culturais regionais e se ele corre risco real de desaparecimento. Al\u00e9m disso, os representantes das comiss\u00f5es realizam degusta\u00e7\u00f5es para atestar as qualidades sensoriais dos alimentos analisados. \u201cA ideia \u00e9 valorizar o produto e fomentar o consumo para que essa mat\u00e9ria-prima continue sendo relevante para o mercado\u201d, diz Schnyder.<\/p>\n<p>Pode parecer contradit\u00f3rio, mas alguns ingredientes correm risco de extin\u00e7\u00e3o n\u00e3o porque foram explorados demais, mas sim de menos. O baixo valor comercial faz com que a produ\u00e7\u00e3o de determinada mat\u00e9ria-prima deixe de ser interessante ou torne seu habitat vulner\u00e1vel. \u00c9 por isso que a proposta da Arca do Gosto \u00e9 estimular as cadeias produtivas. O molusco berbig\u00e3o (conhecido como v\u00f4ngole brasileiro) \u00e9 um bom exemplo disso. Era um alimento muito usado para matar a fome de pescadores de Santa Catarina em dias de pouco peixe. Devido ao baixo valor comercial, seu habitat foi amplamente destru\u00eddo com o aterramento de bancos de areia nos manguezais onde ele era encontrado em Florian\u00f3polis. Com a entrada na Arca do Gosto, o produto est\u00e1 voltando ao mercado como uma iguaria usada em restaurantes do sudeste que recriaram o famoso espaguete ao v\u00f4ngole, s\u00f3 que desta vez com o molusco brasileiro ocupando o posto de principal ingrediente. A qualifica\u00e7\u00e3o do uso acaba, em consequ\u00ean\u00adcia, estimulando a prote\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img class=\"img-responsive\" title=\"Bolso cheio: Ricardo Sobrinho e sua fam\u00edlia vivem em Painel, em Santa Catarina, e lucraram R$ 20 mil com a coleta de pinh\u00e3o na \u00faltima safra (Foto: Fernando Angeoletto)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/cMjorEJgYiYpAHKJVchXGI5UDeg=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/02\/16\/283_slowfood_02.jpg\" alt=\"Bolso cheio: Ricardo Sobrinho e sua fam\u00edlia vivem em Painel, em Santa Catarina, e lucraram R$ 20 mil com a coleta de pinh\u00e3o na \u00faltima safra (Foto: Fernando Angeoletto)\" \/><label class=\"foto-legenda\">Bolso cheio: Ricardo Sobrinho e sua fam\u00edlia vivem em Painel, em Santa Catarina, e lucraram R$ 20 mil com a coleta de pinh\u00e3o na \u00faltima safra (Foto: Fernando Angeoletto)<\/label><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DESAFIOS NA COZINHA<\/strong><br \/>\nUma das chefs empenhadas em resgatar esses sabores genuinamente brasileiros \u00e9 a paulistana Ana Trajano. H\u00e1 dez anos, a propriet\u00e1ria do restaurante Brasil a Gosto, em S\u00e3o Paulo, percorreu 20 estados do pa\u00eds em busca de informa\u00e7\u00f5es sobre produtos, formas de preparo e import\u00e2ncia cultural de dezenas de pratos. As pesquisas (que continuam at\u00e9 hoje) deram origem n\u00e3o s\u00f3 ao seu restaurante, especializado em pratos regionais, mas tamb\u00e9m ao livro de receitas, hist\u00f3rias e processos Card\u00e1pios do Brasil. Ana conta que a grande dificuldade para divulgar os sabores brasileiros s\u00e3o os desafios log\u00edsticos impostos por cadeias produtivas desestruturadas, que tornam o custo dos insumos do interior do pa\u00eds mais alto que o de ingredientes importados. \u201cTenho mais facilidade de usar o queijo cru franc\u00eas do que o mineiro\u201d, conta a chef, que tem em sua cozinha iguarias como o pinh\u00e3o, o baru e o pirarucu, al\u00e9m de v\u00e1rios outros integrantes da Arca do Gosto. \u201cS\u00f3 tenho acesso aos produtos que uso no Brasil a Gosto por causa de uma rede de fornecedores que cultivo pessoalmente durante minhas viagens.\u201d<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img class=\"img-responsive\" title=\"Todos a bordo: a reserva extrativista Pirajuba\u00e9 \u00e9 um dos \u00faltimos redutos onde se pode encontrar o molusco berbig\u00e3o em Florian\u00f3polis (Foto: Fernando Angeoletto)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/2gzPBVihdcwHJLk1rsBTvhpsKIc=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/02\/16\/283_slowfood_06.jpg\" alt=\"Todos a bordo: a reserva extrativista Pirajuba\u00e9 \u00e9 um dos \u00faltimos redutos onde se pode encontrar o molusco berbig\u00e3o em Florian\u00f3polis (Foto: Fernando Angeoletto)\" \/><label class=\"foto-legenda\">Todos a bordo: a reserva extrativista Pirajuba\u00e9 \u00e9 um dos \u00faltimos redutos onde se pode encontrar o molusco berbig\u00e3o em Florian\u00f3polis (Foto: Fernando Angeoletto)<\/label><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma das iguarias que est\u00e3o aos poucos superando os desafios ambientais e log\u00edsticos e caindo no gosto do p\u00fablico gourmet \u00e9 o pinh\u00e3o. Com o destaque internacional que conseguiu nos \u00faltimos anos, a mat\u00e9ria-prima saltou dos preparos mais r\u00fasticos para menus mais sofisticados, e hoje tem at\u00e9 demanda de exporta\u00e7\u00e3o, embora mal consiga atender ao mercado regional. Semente bastante apreciada pelos tropeiros no sul do Brasil no s\u00e9culo XVIII, o ingrediente praticamente desapareceu junto com 194 mil quil\u00f4metros quadrados de florestas de arauc\u00e1ria (Araucaria angustifolia), que viraram toras de madeira para exporta\u00e7\u00e3o. De acordo com Natal Magnanti, doutorando em antropologia social na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o corte das \u00e1rvores centen\u00e1rias s\u00f3 foi proibido em 1985, quando restava apenas algo entre 2% e 3% da cobertura original dessas florestas con\u00edferas \u2013 uma das formas de vegeta\u00e7\u00e3o mais antigas do mundo. Com a regenera\u00e7\u00e3o, a esp\u00e9cie escapou da extin\u00e7\u00e3o, mas continua integrando o ecossistema mais devastado do pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img class=\"img-responsive\" title=\"A chef Ana Trajano no Brasil a Gosto, em S\u00e3o Paulo (Foto: Fernando Angeoletto)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/shNEC307i3TrQpohdKjuiTGsXoE=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/02\/16\/283_slowfood_07.jpg\" alt=\"A chef Ana Trajano no Brasil a Gosto, em S\u00e3o Paulo (Foto: Fernando Angeoletto)\" \/><label class=\"foto-legenda\">A chef Ana Trajano no Brasil a Gosto, em S\u00e3o Paulo (Foto: Fernando Angeoletto)<\/label><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o serrana de Santa Catarina, o munic\u00edpio de Painel \u00e9 um dos redutos onde as \u00e1rvores permaneceram em p\u00e9, compondo uma t\u00edpica paisagem subtropical. L\u00e1, quem resistiu ao tentador com\u00e9rcio madeireiro tem no quintal uma fonte perene de renda. O jovem Ricardo Sobrinho, 25 anos, \u00e9 um dos produtores animados com a popularidade do ingrediente \u2013 degustado na forma de pa\u00e7oca com tainha no cobi\u00e7ado restaurante de Ana Trajano. A propriedade de Sobrinho tem 60 hectares, sendo que dois ter\u00e7os s\u00e3o ocupados pela mata de arauc\u00e1ria (cerca de 200 mil p\u00e9s). Seu pai, Ant\u00f4nio Sobrinho, 61 anos, garante que o produto nunca foi t\u00e3o cobi\u00e7ado. \u201cNesta safra, nem precisei sair para vender\u201d, conta ele, que coleta pinh\u00e3o desde os 8 anos de idade. \u201cOs compradores vinham aqui e brigavam pelo saco da semente.\u201d Em dois meses, a fam\u00edlia lucrou R$ 40 mil, dinheiro que foi repartido com um \u201cmeei\u00adro\u201d (vizinho que dividia os trabalhos da coleta).<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img class=\"img-responsive\" title=\"Os engenhos de farinha no litoral catarinense preservam a tradi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o da bijajica, bolo feito com massa de mandioca (Foto: Fernando Angeoletto)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/W34365lPpX-zd8qL-fyDopz65S0=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/02\/16\/283_slowfood_08.jpg\" alt=\"Os engenhos de farinha no litoral catarinense preservam a tradi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o da bijajica, bolo feito com massa de mandioca (Foto: Fernando Angeoletto)\" \/><label class=\"foto-legenda\">Os engenhos de farinha no litoral catarinense preservam a tradi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o da bijajica, bolo feito com massa de mandioca (Foto: Fernando Angeoletto)<\/label><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PINH\u00c3O NA SAPECADA<\/strong><br \/>\nA valoriza\u00e7\u00e3o do produto \u00e9 resultado da divulga\u00e7\u00e3o promovida pela Arca do Gosto e da atua\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es locais como o Centro Vianei, voltado para o desenvolvimento da agroecologia no interior de Santa Catarina. \u201cEstamos fazendo parcerias para aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimento e tecnologia para o manejo, a coleta com seguran\u00e7a e o armazenamento do pinh\u00e3o, que \u00e9 um grande desafio para os produtores\u201d, diz Eliane dos Reis, presidente da organiza\u00e7\u00e3o. A preocupa\u00e7\u00e3o dos t\u00e9cnicos do Centro Vianei \u00e9 contribuir com condi\u00e7\u00f5es mais adequadas para os produtores que hoje se aventuram na coleta. Devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ruins do extrativismo, atualmente a m\u00e3o de obra est\u00e1 escassa, o que tamb\u00e9m oferece risco para o ingrediente.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img class=\"img-responsive\" title=\"Tainha com crosta de pinh\u00e3o feita pelo chef Bernardo Sim\u00f5es, adepto do slow food (Foto: Fernando Angeoletto)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/_iR6iR54FN9GqP7PDvKlmU_W23M=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/02\/16\/283_slowfood_09.jpg\" alt=\"Tainha com crosta de pinh\u00e3o feita pelo chef Bernardo Sim\u00f5es, adepto do slow food (Foto: Fernando Angeoletto)\" \/><label class=\"foto-legenda\">Tainha com crosta de pinh\u00e3o feita pelo chef Bernardo Sim\u00f5es, adepto do slow food (Foto: Fernando Angeoletto)<\/label><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Durante a coleta, Sobrinho se arrisca todos os dias, das 6h \u00e0s 18h, no topo de 32 \u00e1rvores de at\u00e9 30 metros de altura, sem nenhum tipo de prote\u00e7\u00e3o, para fazer a coleta das pinhas. \u201cNa hora do almo\u00e7o, fazemos um fogo l\u00e1 na mata mesmo e assamos uma lingui\u00e7a e o pinh\u00e3o para matar a fome, porque n\u00e3o temos tempo a perder\u201d, conta o produtor. A t\u00e1tica \u00e9 antiga. Os \u00edndios xoclengue, que habitavam a regi\u00e3o no per\u00edodo pr\u00e9-colonial, j\u00e1 consumiam o pinh\u00e3o na sapecada: t\u00e9cnica de fazer o fogo com as pr\u00f3prias folhas (grimpas) da arauc\u00e1ria para assar a semente \u00e0 sombra das \u00e1rvores da floresta. Era o que garantia a energia para o dia todo. Entre os extrativistas da cidade de Painel, ainda \u00e9 a nutritiva semente da arauc\u00e1ria que sustenta os trabalhadores durante o dia \u2013 e eles, por sua vez, sustentam a tradi\u00e7\u00e3o gastron\u00f4mica que j\u00e1 dura centenas de anos.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">SABOR DA DIVERSIDADE<br \/>\nConhe\u00e7a alimentos brasileiros que integram a Arca do Gosto<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img class=\"img-responsive\" title=\" (Foto: Rafael Forte\/ Instituto Mamirau\u00e1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/pvqCL62k2PFzz3bv1MwY4mMnyvs=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/02\/16\/283_slowfood_03.jpg\" alt=\" (Foto: Rafael Forte\/ Instituto Mamirau\u00e1)\" \/><label class=\"foto-legenda\"> (Foto: Rafael Forte\/ Instituto Mamirau\u00e1)<\/label><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>BIJAJICA &#8211; <\/strong>Uma tradi\u00e7\u00e3o ind\u00edgena adaptada pelos a\u00e7orianos no litoral catarinense, a bijajica \u00e9 um bolo cozido no vapor em engenhos onde se produz farinha artesanal, feito com massa de mandioca crua, amendoim e a\u00e7\u00facar e aromatizado com cravo e canela.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img class=\"img-responsive\" title=\" (Foto: Rafael Forte\/ Instituto Mamirau\u00e1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Ph-jA_oJMakyG3mb9mjseOXBwwg=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/02\/16\/283_slowfood_04.jpg\" alt=\" (Foto: Rafael Forte\/ Instituto Mamirau\u00e1)\" \/><label class=\"foto-legenda\"> (Foto: Rafael Forte\/ Instituto Mamirau\u00e1)<\/label><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>BERBIG\u00c3O &#8211;<\/strong> Tamb\u00e9m conhecido como v\u00f4ngole brasileiro, o berbig\u00e3o (<em>Anomalocardia brasiliana<\/em>) \u00e9 um saboroso molusco que h\u00e1 mais de 4 mil anos era degustado por povos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, tendo ainda participado da base da alimenta\u00e7\u00e3o dos \u00edndios carij\u00f3s, dos imigrantes a\u00e7orianos e dos nativos da ilha de Santa Catarina.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-690\"><img class=\"img-responsive\" title=\" (Foto: Rafael Forte\/ Instituto Mamirau\u00e1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/eTOWPsE8_AOG7rBSBk10e_SuJXo=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/02\/16\/283_slowfood_05.jpg\" alt=\" (Foto: Rafael Forte\/ Instituto Mamirau\u00e1)\" \/><label class=\"foto-legenda\"> (Foto: Rafael Forte\/ Instituto Mamirau\u00e1)<\/label><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>PIRARUCU &#8211; O peixe amaz\u00f4nico, que pode pesar mais de 250 quilos, faz parte da lista que enumera esp\u00e9cies vulner\u00e1veis ou em extin\u00e7\u00e3o. Hoje, o Instituto Mamirau\u00e1 gerencia um programa de manejo sustent\u00e1vel junto com os pescadores da reserva de mesmo nome. A iniciativa levou ao aumento de 27% na popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie no local.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<div class=\"intertitulo\">SAL\u00c3O DO GOSTO<\/div>\n<\/div>\n<p>De dois em dois anos, o Instituto Slow Food promove o Sal\u00e3o do Gosto, em Turim, na It\u00e1lia, reunindo representantes de 180 pa\u00edses. A edi\u00e7\u00e3o 2014 recebeu cerca de 240 mil pessoas, incluindo uma delega\u00e7\u00e3o de 104 brasileiros \u2013 entre chefs de cozinha, produtores e en\u00f3logos. O evento funciona como uma grande mostra da diversidade alimentar mundial. Em seus corredores, os participantes podem conhecer mais de 600 variedades de ma\u00e7\u00e3s da regi\u00e3o italiana do Piemonte, mil r\u00f3tulos diferentes de vinhos do mundo todo, ou dezenas de variedades de arroz arom\u00e1tico da Indon\u00e9sia, por exemplo. Al\u00e9m de divulgar sabores pouco conhecidos, o prop\u00f3sito do encontro \u00e9 fortalecer uma rede de profissionais capaz de promover uma gastronomia que resgate a conex\u00e3o com o campo, com os pequenos produtores e as mat\u00e9rias-primas mais tradicionais e sustent\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabe aquele prato com gosto de inf\u00e2ncia que reunia a fam\u00edlia toda em torno da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16737,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/pratos_tipicos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Sabe aquele prato com gosto de inf\u00e2ncia que reunia a fam\u00edlia toda em torno da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16736"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16736"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16736\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16736"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16736"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16736"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}