{"id":16725,"date":"2015-02-28T16:52:50","date_gmt":"2015-02-28T16:52:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=16725"},"modified":"2015-02-28T16:52:50","modified_gmt":"2015-02-28T16:52:50","slug":"pesquisadores-descrevem-cinco-novas-especies-de-invertebrados-marinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-descrevem-cinco-novas-especies-de-invertebrados-marinhos\/","title":{"rendered":"Pesquisadores descrevem cinco novas esp\u00e9cies de invertebrados marinhos"},"content":{"rendered":"<p><b><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-16726\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por No\u00eamia Lopes<\/b><\/p>\n<p>Em um <b><a href=\"http:\/\/biotaxa.org\/Zootaxa\/article\/view\/zootaxa.3905.3.4\" target=\"_blank\">artigo publicado <\/a><\/b> na edi\u00e7\u00e3o de janeiro da revista <i>Zootaxa<\/i>, pesquisadores brasileiros descreveram cinco novas esp\u00e9cies de asc\u00eddias, invertebrados marinhos que, em sua maioria, formam col\u00f4nias permanentemente submersas.<\/p>\n<p>Quando o est\u00e1gio larval desses animais termina, eles se fixam em superf\u00edcies como pedras, conchas e cascos de navios naufragados e perdem a capacidade de locomo\u00e7\u00e3o. A partir da\u00ed, a melhor prote\u00e7\u00e3o que t\u00eam contra predadores \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>S\u00e3o esses compostos naturais, somados \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento taxon\u00f4mico sobre o grupo, que atraem os pesquisadores \u2013 uma vez que podem abrir caminho para a produ\u00e7\u00e3o de novos medicamentos e pesticidas, entre outros produtos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/agencia-novo\/lib\/timthumb.php?src=\/agencia-novo\/Control\/..\/imagens\/galeria\/20723\/1.jpg&amp;w=140&amp;h=93\" alt=\"\" width=\"303\" height=\"201\" \/>At\u00e9 agora, cerca de 120 esp\u00e9cies de asc\u00eddias haviam sido descritas a partir de exemplares encontrados no Brasil. As cinco novas esp\u00e9cies foram localizadas na costa da Bahia \u2013 uma delas tamb\u00e9m foi encontrada na costa do Esp\u00edrito Santo \u2013 por uma equipe do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR).<\/p>\n<p>Para realizar a an\u00e1lise taxon\u00f4mica das amostras, os pesquisadores receberam apoio da FAPESP, por meio do projeto tem\u00e1tico &#8220;<b><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/29725\/investigacao-do-potencial-biotecnologico-e-metabolico-de-organismos-marinhos-para-processos-de-biorr\/\" target=\"_blank\">Investiga\u00e7\u00e3o do potencial biotecnol\u00f3gico e metab\u00f3lico de organismos marinhos para processos de biorremedia\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias com atividades antivirais, anti-leishmania e anti-inflamat\u00f3ria<\/a>&#8220;<\/b>, coordenado por Roberto Gomes de Souza Berlinck, professor do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos da Universidade de S\u00e3o Paulo (IQSC\/USP).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/agencia-novo\/lib\/timthumb.php?src=\/agencia-novo\/Control\/..\/imagens\/galeria\/20723\/2.jpg&amp;w=140&amp;h=93\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" \/>\u201cAinda na d\u00e9cada de 1990, o professor Berlinck nos procurou para estabelecermos parcerias em busca de invertebrados marinhos que pudessem apresentar propriedades qu\u00edmicas interessantes. Existiam alguns estudos nessa linha com esponjas. Nosso foco, por\u00e9m, j\u00e1 eram as asc\u00eddias, animais menos conhecidos e com bom potencial\u201d, disse Rosana Moreira da Rocha, pesquisadora da UFPR e coordenadora dos estudos que resultaram no artigo publicado em <i>Zootaxa<\/i>.<\/p>\n<p>Em todo o mundo, s\u00e3o conhecidas cerca de 3 mil esp\u00e9cies de asc\u00eddias, 20% delas pertencentes \u00e0 fam\u00edlia Didemnidae, como os exemplares descobertos no litoral brasileiro. Das cinco novas esp\u00e9cies, quatro s\u00e3o do g\u00eanero <i>Didemnum<\/i> (<i>D. aurantium<\/i>, <i>D. flammacolor<\/i>, <i>D. lambertae<\/i> e <i>D. longigaster<\/i>) e uma do g\u00eanero Diplosoma (<i>D. citrinum<\/i>), sendo que esta \u00faltima tamb\u00e9m foi encontrada no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/agencia-novo\/lib\/timthumb.php?src=\/agencia-novo\/Control\/..\/imagens\/galeria\/20723\/3.jpg&amp;w=140&amp;h=93\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" \/>\u201cMembros da fam\u00edlia Didemnidae de forma geral s\u00e3o promissores em termos de compostos qu\u00edmicos, usados como \u00fanica forma de defesa contra predadores\u201d, explicou Moreira da Rocha.<\/p>\n<p>\u201cMol\u00e9culas ex\u00f3ticas obtidas a partir de pesquisas com esses animais t\u00eam sido internacionalmente exploradas contra o c\u00e2ncer. Por\u00e9m, testes pr\u00e9-cl\u00ednicos muitas vezes s\u00e3o abortados por conta da alta toxicidade das esp\u00e9cies, cujas subst\u00e2ncias s\u00e3o capazes de eliminar c\u00e9lulas cancer\u00edgenas, mas destroem tamb\u00e9m as saud\u00e1veis. Os testes agora se dirigem a alvos diferentes e mais diversificados, como Parkinson, Alzheimer, leishmaniose e mal\u00e1ria\u201d, disse.<\/p>\n<p>Especificamente sobre as asc\u00eddias, a pesquisadora acredita que ainda h\u00e1 muito a ser descoberto em territ\u00f3rio brasileiro, uma vez que regi\u00f5es extensas da costa ainda n\u00e3o foram visitadas por pesquisadores interessados no grupo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" alignleft\" src=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/agencia-novo\/lib\/timthumb.php?src=\/agencia-novo\/Control\/..\/imagens\/galeria\/20723\/4.jpg&amp;w=140&amp;h=93\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" \/>\u201cNosso litoral tem \u00e1guas naturalmente oligotr\u00f3ficas [<i>com poucos nutrientes<\/i>] em compara\u00e7\u00e3o, por exemplo, \u00e0 costa do Oceano Pac\u00edfico. Ainda assim, a tend\u00eancia \u00e9 seguirmos encontrando esp\u00e9cies novas\u201d, disse.<\/p>\n<p><b>Expedi\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises<\/b><\/p>\n<p>O estado da Bahia foi eleito pelos pesquisadores da UFPR por raz\u00f5es log\u00edsticas (uma parceria com a Universidade Federal da Bahia viabilizou o apoio necess\u00e1rio) e pelo mar rico em biodiversidade na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m com <b><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/869\/descoberta-e-desenvolvimento-de-potenciais-agentes-quimioterapicos-a-partir-de-invertebrados-marinho\/\" target=\"_blank\">apoio da FAPESP<\/a><\/b>, os mergulhos ocorreram em 2004 e 2007, em profundidades de at\u00e9 15 metros.<\/p>\n<p>Os locais visitados foram os recifes rasos presentes na orla de Salvador e na entrada da Ba\u00eda de Todos os Santos (BTS) \u2013 Ondina, Porto da Barra, Boi\u00e3o da Barra e Iate Clube \u2013, regi\u00f5es mais internas da BTS (Canal Madre Deus), restos do navio naufragado Germ\u00e2nia e estruturas artificiais (Quebramar Norte e Quebramar Sul).<\/p>\n<p>\u201cFotografamos as col\u00f4nias <i>in situ<\/i> e fizemos coletas dos exemplares com e sem remo\u00e7\u00e3o do substrato. Em seguida, colocamos as amostras em mentol dilu\u00eddo em \u00e1gua do mar por cerca de duas horas. Isso porque as asc\u00eddias t\u00eam bastante musculatura. Se os m\u00fasculos n\u00e3o forem relaxados por meio da a\u00e7\u00e3o do mentol, o material se transforma em um tecido compacto, imposs\u00edvel de ser analisado\u201d, contou Moreira da Rocha.<\/p>\n<p>O passo seguinte foi fixar as asc\u00eddias em formalina (formol) e adicionar um corante para que a transpar\u00eancia caracter\u00edstica dos zooides (indiv\u00edduos das col\u00f4nias), cada um com cerca de 1 mil\u00edmetro, n\u00e3o prejudicasse as observa\u00e7\u00f5es em microsc\u00f3pio.<\/p>\n<p>\u201cAs col\u00f4nias s\u00e3o formadas por um tecido comum, que envolve grupos de indiv\u00edduos e por vezes conta com uma pigmenta\u00e7\u00e3o que d\u00e1 ao conjunto apar\u00eancia colorida \u2013 vermelha, amarela ou alaranjada, por exemplo. Mas l\u00e1 dentro cada zooide \u00e9 independente \u2013 filtra sua pr\u00f3pria \u00e1gua, respira, se reproduz \u2013 e transparente. \u00c9 esse pequeno animal que temos de dissecar e identificar\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, \u00e9 essencial que as asc\u00eddias estejam em per\u00edodo reprodutivo quando coletadas. \u201cN\u00e3o chega a ser uma conven\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 sabido que as g\u00f4nadas s\u00e3o as estruturas que mais caracterizam cada esp\u00e9cie e que as diferenciam de fato umas das outras\u201d, disse.<\/p>\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica ocorreu ao longo dos anos, seguida do dep\u00f3sito de amostras das novas esp\u00e9cies no Museu de Zoologia da USP, que concentra uma das cole\u00e7\u00f5es brasileiras de asc\u00eddias, e no Departamento de Zoologia da UFPR.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, o material foi compartilhado com a equipe do professor Berlinck, que est\u00e1 trabalhando com a extra\u00e7\u00e3o das qu\u00edmicas e depois as encaminhar\u00e1 para testes que avaliar\u00e3o o potencial dos compostos para uso industrial\u201d, disse Moreira da Rocha.<\/p>\n<p>Caso surja interesse por alguma subst\u00e2ncia em particular, a pesquisadora explica que a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 obt\u00ea-la diretamente das pr\u00f3prias asc\u00eddias. \u201cEstamos procurando modelos. Quando os bioqu\u00edmicos conseguem entender a estrutura de determinada mol\u00e9cula, a pr\u00f3xima etapa \u00e9 sintetiz\u00e1-la, imitando sua qu\u00edmica e, assim, seus efeitos fisiol\u00f3gicos\u201d, disse a pesquisadora.<\/p>\n<p><b>Outros pontos de coleta<\/b><\/p>\n<p>Uma a duas vezes por ano, a equipe da UFPR escolhe uma localidade para realizar mergulhos consecutivos durante uma semana, a fim de realizar novos levantamentos sobre a biodiversidade das asc\u00eddias.<\/p>\n<p>J\u00e1 foram estudados locais da costa do Estado de S\u00e3o Paulo, em parceria com o Centro de Biologia Marinha (CEBIMar\/USP); do Rio de Janeiro, junto com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ); e do pr\u00f3prio Paran\u00e1, onde h\u00e1 pesquisas em andamento.<\/p>\n<p>\u201cSabemos ainda de grupos mergulhando e fazendo levantamentos da fauna na Para\u00edba, no Cear\u00e1 e em Pernambuco. Nossa aposta, portanto, \u00e9 que surjam muitas novidades no Nordeste nos pr\u00f3ximos anos\u201d, previu Moreira da Rocha.<\/p>\n<p>Coletas realizadas em 2012 na Ilha Escalvada, Esp\u00edrito Santo, em parceria com a Universidade Vila Velha (UVV), resultaram na localiza\u00e7\u00e3o de um exemplar de <i>Diplosoma citrinum<\/i>, citado no artigo da <i>Zootaxa<\/i> junto com o exemplar encontrado no litoral baiano. \u201cNa medida em que identificamos esp\u00e9cies com distribui\u00e7\u00e3o um pouco maior, juntamos suas ocorr\u00eancias e publicamos em um trabalho s\u00f3, apontando a abrang\u00eancia territorial\u201d, disse Moreira da Rocha.<\/p>\n<p>Antes dos novos achados, os Estados da Bahia e Esp\u00edrito Santo j\u00e1 eram, cada um deles, origem de 11 esp\u00e9cies descritas de asc\u00eddias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por No\u00eamia Lopes Em um artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro da revista Zootaxa, pesquisadores<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16726,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/invertebrados.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por No\u00eamia Lopes Em um artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro da revista Zootaxa, pesquisadores","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16725"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16725"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16725\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16726"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16725"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16725"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16725"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}