{"id":16631,"date":"2015-02-27T10:32:12","date_gmt":"2015-02-27T10:32:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=16631"},"modified":"2015-02-27T10:32:12","modified_gmt":"2015-02-27T10:32:12","slug":"cinco-curiosidades-sobre-superjacare-brasileiro-mais-forte-que-tiranossauro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cinco-curiosidades-sobre-superjacare-brasileiro-mais-forte-que-tiranossauro\/","title":{"rendered":"Cinco curiosidades sobre &#8216;superjacar\u00e9&#8217; brasileiro mais forte que tiranossauro"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-16632\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O <em>Purussaurus brasiliensis<\/em> est\u00e1 extinto h\u00e1 8 milh\u00f5es de anos, mas ainda pode causar um certo frisson na comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>O antepassado do jacar\u00e9, que viveu na regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia no per\u00edodo mioceno, foi descoberto em 1892, pelo cientista e aventureiro brasileiro Barbosa Rodrigues. Mas um estudo publicado na semana passada tirou o r\u00e9ptil de d\u00e9cadas de esquecimento: uma equipe de pesquisadores brasileiros pela primeira vez fez estimativas detalhadas de suas dimens\u00f5es e de sua fisiologia.<\/p>\n<p>A principal revela\u00e7\u00e3o foi a de que a mordida do <em>Purussaurus<\/em> era duas vezes mais forte que a do Tiranossauro Rex, o mais not\u00f3rio dos dinossauros.<\/p>\n<p>Mas essa n\u00e3o foi a \u00fanica curiosidade, como a lista abaixo mostra.<\/p>\n<p><strong>Um carn\u00edvoro voraz<\/strong><br \/>\nSegundo Aline Ghilardi, paleont\u00f3loga da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o <em>Purussaurus<\/em> precisava de uma imensa quantidade de comida para sustentar o corpanzil que podia passar dos 12 metros de comprimento. Ela e seus colegas calcularam que o jacar\u00e9 pr\u00e9-hist\u00f3rico precisava comer uma m\u00e9dia de 40kg de carne diariamente para sobreviver.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 pelo menos 15 vezes mais do que um jacar\u00e9 contempor\u00e2neo come.<\/p>\n<p>&#8220;O mioceno foi uma era marcada por grandes mam\u00edferos na regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia. Havia pregui\u00e7as de cinco metros, por exemplo. Isso era perfeito para o <em>Purussarus<\/em>&#8220;, conta Ghilardi.<\/p>\n<p><strong>Purussaurus versus tiranossauro: quem venceria?<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"O jacar\u00e9 pr\u00e9-hist\u00f3rico podia chegar a 12 metros de comprimento e pesar at\u00e9 oito toneladas  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/s-CkZ3zdf2ucXV0WQaNc5ME5EuM=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/02\/26\/jacare-mandibula.jpg\" alt=\"O jacar\u00e9 pr\u00e9-hist\u00f3rico podia chegar a 12 metros de comprimento e pesar at\u00e9 oito toneladas  (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"620\" height=\"348\" \/><strong>O jacar\u00e9 pr\u00e9-hist\u00f3rico podia chegar a 12 metros de comprimento e pesar at\u00e9 oito toneladas (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/div>\n<p>O jacar\u00e9 pr\u00e9-hist\u00f3rico podia chegar a 12 metros de comprimento e pesar at\u00e9 oito toneladas<\/p>\n<p>O <em>Purussaurus <\/em>viveu h\u00e1 8 milh\u00f5es de anos, mais de 50 milh\u00f5es depois da extin\u00e7\u00e3o do tiranossauro. Mas Ghilardi n\u00e3o tem d\u00favidas sobre quem levaria a melhor caso os dois animais se encontrassem pelo caminho.<\/p>\n<p>&#8220;O tiranossauro n\u00e3o teria vez numa luta. Para come\u00e7ar, o <em>Purussaurus<\/em> vivia numa regi\u00e3o de p\u00e2ntanos, o que lhe dava mais vantagem territorial. E sempre vale lembrar que um antepassado do jacar\u00e9 era predador do tiranossauro&#8221;, conta Ghilardi.<\/p>\n<p><strong>Dentada violenta<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Antepassado do jacar\u00e9 era predador do Tiranossauro Rex (Foto: BBC)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/cdnRtkaCy0zu_3XotLxYnJYgt6c=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/02\/26\/tiranossauro1.jpg\" alt=\"Antepassado do jacar\u00e9 era predador do Tiranossauro Rex (Foto: BBC)\" width=\"620\" height=\"348\" \/><strong>Antepassado do jacar\u00e9 era predador do Tiranossauro Rex (Foto: BBC)<\/strong><\/div>\n<p>Uma lista dos animais de mordida mais poderosa tem detalhes impressionantes. Segundo a equipe de pesquisadores, a for\u00e7a da mordida m\u00e9dia do jacar\u00e9 pr\u00e9-hist\u00f3rico brasileiro era de sete toneladas, com for\u00e7a m\u00ednima de 41 mil e m\u00e1xima de mais de 115 mil. O tiranossauro, por exemplo, n\u00e3o passava de 57 mil.<\/p>\n<p>A pesquisa brasileira foi poss\u00edvel por causa da descoberta de um cr\u00e2nio no Acre pelos paleontologistas Edson Guilherme e Jonas Souza Filho.<\/p>\n<p><strong>Design vencedor<\/strong><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 por mera coincid\u00eancia que o &#8220;ranking da mordida&#8221; tem seis animais da fam\u00edlia dos jacar\u00e9s e crocodilos entre os dez mais fortes. &#8220;O <em>Purussaurus<\/em> tinha uma anatomia bem adequada para uma mordida violenta e sustent\u00e1vel&#8221;, diz Ghilardi.<\/p>\n<p>E essa efici\u00eancia se manteve ao longo de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>&#8220;Basta vermos as semelhan\u00e7as entre os antepassados e os jacar\u00e9s e crocodilos de hoje&#8221;, observa.<\/p>\n<p>An\u00e1lises de outros pesquisadores em f\u00f3sseis do <em>Purussaurus<\/em> revelaram que ele j\u00e1 era capaz de fazer os temidos &#8220;rolamentos&#8221; na \u00e1gua com que jacar\u00e9s e crocodilos de hoje matam e desmembram suas presas.<\/p>\n<p><strong>Derrotado por montanhas<\/strong><br \/>\nNa Amaz\u00f4nia mioc\u00eanica, o <em>Purussaurus<\/em> era o rei da selva \u2013 ou melhor, do p\u00e2ntano.<\/p>\n<p>Mas um fen\u00f4meno geol\u00f3gico seria fatal para o jacar\u00e9 pr\u00e9-hist\u00f3rico: o surgimento da Cordilheira dos Andes, que teve um impacto profundo no meio-ambiente do continente inteiro, e ainda mais dram\u00e1tico na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. As mudan\u00e7as extinguiram diversas esp\u00e9cies e tornaram a vida do <em>Purussaurus brasiliensis<\/em> extremante complicada.<\/p>\n<p>&#8220;A constante subida dos Andes e a mudan\u00e7a do sistema amaz\u00f4nico de p\u00e2ntanos para os sistemas de rios que temos hoje reduziu muito a \u00e1rea para esses animais gigantes viverem. Ao reduzir tamb\u00e9m o n\u00famero de presas, causou rapidamente a extin\u00e7\u00e3o dos superjacar\u00e9s amaz\u00f4nicos. \u00c9 uma li\u00e7\u00e3o para n\u00f3s de que nem sempre \u00e9 necess\u00e1rio um meteoro para causar a extin\u00e7\u00e3o de um grupo bem sucedido de esp\u00e9cies&#8221;, afirma Tito Aureliano, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um dos autores do estudo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Purussaurus brasiliensis est\u00e1 extinto h\u00e1 8 milh\u00f5es de anos, mas ainda pode causar um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16632,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/superjacare.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Purussaurus brasiliensis est\u00e1 extinto h\u00e1 8 milh\u00f5es de anos, mas ainda pode causar um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16631"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16631"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16631\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16632"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}