{"id":1661,"date":"2014-06-20T11:46:30","date_gmt":"2014-06-20T11:46:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=1661"},"modified":"2014-06-20T11:47:03","modified_gmt":"2014-06-20T11:47:03","slug":"descoberta-uma-nova-especie-de-cobra-coral-na-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/descoberta-uma-nova-especie-de-cobra-coral-na-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Descoberta uma nova esp\u00e9cie de cobra-coral na Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p>Por Daniele Bragan\u00e7a<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/CobraGentil3_120.jpg\" alt=\"\" width=\"654\" height=\"600\" \/><br \/>\nCoberta por an\u00e9is vermelhos, pretos e brancos, a Micrurus potyguara \u00e9 venenosa, assim como outras corais verdadeiras. Foto: Claudio Sampaio\/divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma cobra coral verdadeira coletada numa pequena \u00e1rea preservada na capital da Para\u00edba \u00e9 a mais nova esp\u00e9cie de serpente conhecida no pa\u00eds. A esp\u00e9cie descrita na edi\u00e7\u00e3o de abril da revista Zootaxa mostra como a rica biodiversidade da maltratada Mata Atl\u00e2ntica ainda esconde novas descobertas.<\/p>\n<p>A maioria dos exemplares usados na descri\u00e7\u00e3o da nova esp\u00e9cie, batizada de Micrurus potyguara, foi encontrada na Mata do Buraquinho, um remanescente de Mata Atl\u00e2ntica localizado dentro do Jardim Bot\u00e2nico de Jo\u00e3o Pessoa, na capital da Para\u00edba. Uma floresta urbana, portanto.<\/p>\n<p>De h\u00e1bitos preferencialmente noturnos, mas que tamb\u00e9m pode ser encontrada durante o dia, a cobra coral verdadeira de pequeno porte pode chegar at\u00e9 1 metro e 20 cent\u00edmetros de comprimento e alimenta-se de presas cil\u00edndricas como anfisbenideos, conhecidas como cobra-duas-cabe\u00e7as.<\/p>\n<p>De acordo com o Dr. Gentil Alves Pereira Filho, um dos autores da nova descoberta, a Micrurus potyguara tem o corpo coberto por an\u00e9is vermelhos, pretos e brancos que se estendem do dorso ate o ventre. \u201cTrata-se de uma serpente potencialmente perigosa devido a seu veneno, embora n\u00e3o se tenha registros de acidentes nem com humanos. At\u00e9 o momento poucos exemplares desta nova esp\u00e9cie s\u00e3o conhecidos e a distribui\u00e7\u00e3o atual esta restrita aos estados da Para\u00edba, Rio Grande do Norte e Pernambuco\u201d, explicou. Tamb\u00e9m participaram da descoberta os bi\u00f3logos Matheus Godoy Pires, Nelson Jorge da Silva, Darlan Tavares Feitosa, Ana L\u00facia da Costa Prudente e Hussam Zaher.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o bi\u00f3logo, a serpente difere morfologicamente de outras esp\u00e9cies de cobras corais verdadeiras que ocorrem na \u00e1rea por apresentar as escamas parietais totalmente negras, a ponta da cauda negra, a ponta do focinho tamb\u00e9m inteiramente negra. \u201cN\u00e3o se sabe muito sobre a ecologia da serpente, n\u00e3o sabemos se ela se distribui ao longo de toda a Floresta Atl\u00e2ntica ou se esta restrita apenas a por\u00e7\u00e3o ao norte, onde foi encontrada\u201d.<\/p>\n<p>A serpente recebeu o nome Micrurus potyguara em homenagem aos \u00edndios Potiguares que habitavam em grande n\u00famero a regi\u00e3o onde a serpente foi descoberta.<\/p>\n<p>Para Alves, a principal import\u00e2ncia da descoberta da nova esp\u00e9cie reside no fato que ela sobrevive no bioma mais amea\u00e7ado do pa\u00eds, onde muitas esp\u00e9cies \u201cs\u00e3o extintas sem nem mesmo terem sido cientificamente descobertas\u201d. H\u00e1 3 semanas, foram divulgado os novos dados de desmatamento na Mata Atl\u00e2ntica: 23,9 mil hectares de floresta foram perdidos, um aumento de 9% comparado com o per\u00edodo anterior (2011 e 2012), quando foram registrados 21,9 mil hectares de desmate. Os dados s\u00e3o da 9\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica, feito pela Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/images\/Micrurus_Apostoleps_012-1.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"522\" \/><br \/>\nO nome potyguara homenageia os \u00edndios Potiguares que habitavam em grande n\u00famero a regi\u00e3o onde a serpente foi descoberta. Foto: Claudio Sampaio\/Divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Daniele Bragan\u00e7a Coberta por an\u00e9is vermelhos, pretos e brancos, a Micrurus potyguara \u00e9 venenosa,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1663,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cobra_nova_especie.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cobra_nova_especie.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cobra_nova_especie.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cobra_nova_especie.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cobra_nova_especie.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cobra_nova_especie.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cobra_nova_especie.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cobra_nova_especie.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cobra_nova_especie.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/cobra_nova_especie.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Daniele Bragan\u00e7a Coberta por an\u00e9is vermelhos, pretos e brancos, a Micrurus potyguara \u00e9 venenosa,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1661"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1661\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1663"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}