{"id":16589,"date":"2015-02-26T12:00:54","date_gmt":"2015-02-26T12:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=16589"},"modified":"2015-02-25T23:23:57","modified_gmt":"2015-02-25T23:23:57","slug":"fungo-letal-a-anfibios-esta-disseminado-pela-mata-atlantica-revela-pesquisadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fungo-letal-a-anfibios-esta-disseminado-pela-mata-atlantica-revela-pesquisadores\/","title":{"rendered":"Fungo letal a anf\u00edbios est\u00e1 disseminado pela Mata Atl\u00e2ntica revela pesquisadores"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/anfibios.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-16590\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/anfibios-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/anfibios-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/anfibios.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma doen\u00e7a infecciosa e letal tem sido apontada como uma das principais causas do decl\u00ednio mundial e da <strong>perda de esp\u00e9cies de anf\u00edbios<\/strong> \u2013 os animais mais amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no planeta.<\/p>\n<p>Trata-se da <strong>quitridiomicose <\/strong>\u2013 doen\u00e7a que infecta c\u00e9lulas com queratina da epiderme de anf\u00edbios adultos, causando desequil\u00edbrio nas trocas gasosa, de \u00e1gua e de eletr\u00f3litos pela pele desses animais e levando-os \u00e0 morte por parada card\u00edaca. Em girinos, o fungo degrada a queratina dos dent\u00edculos, dificultando a alimenta\u00e7\u00e3o e prejudicando o crescimento.<\/p>\n<p>\u201cAo permanecer mais tempo como girinos e metamorfosear com tamanhos menores, esses animais t\u00eam mais chances de serem predados na natureza, o que pode provocar o decl\u00ednio dessa popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse Lu\u00eds Felipe Toledo, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>.<\/p>\n<p>Um estudo coordenado por ele e realizado por um cons\u00f3rcio de pesquisadores de universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Brasil e dos Estados Unidos no \u00e2mbito do projeto \u201cInto the heart of an epidemic: a US-Brazil collaboration for integrative studies of the amphibian-killing fungus in Brazil\u201d,\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/47672\/into-the-heart-of-an-epidemic-a-us-brazil-collaboration-for-integrative-studies-of-the-amphibian-kil\/\" target=\"_blank\">apoiado<\/a><\/strong>\u00a0pela FAPESP, revelou que o fungo causador da quitridiomicose \u2013 o<em>Batrachochytrium dendrobatidis<\/em>\u00a0(Bd) \u2013 est\u00e1 amplamente disseminado pela Mata Atl\u00e2ntica e j\u00e1 se encontra presente em outros biomas brasileiros, como a Amaz\u00f4nia e o Cerrado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Brasil tem uma linhagem nativa e outra h\u00edbrida do fungo, provavelmente mais virulenta do que a pand\u00eamica em circula\u00e7\u00e3o pelo mundo, apontou o estudo.<\/p>\n<p>\u201cConstatamos que o\u00a0<em>Batrachochytrium dendrobatidis<\/em>\u00a0[<em>Bd<\/em>] n\u00e3o est\u00e1 mais restrito \u00e0 Mata Atl\u00e2ntica e h\u00e1 pelo menos duas linhagens do fungo exclusivas no Brasil\u201d, disse Toledo.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, j\u00e1 se sabia, desde o come\u00e7o dos anos 2000, da presen\u00e7a do fungo Bd na Mata Atl\u00e2ntica \u2013 bioma com a maior diversidade de anf\u00edbios do pa\u00eds e onde esses animais sofrem os maiores riscos de extin\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de fatores como a destrui\u00e7\u00e3o de habitats e a introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies invasoras.<\/p>\n<p>Com o projeto apoiado pela FAPESP, realizado com o intuito de aumentar o conhecimento sobre a ecologia e a evolu\u00e7\u00e3o da quitridiomicose nas Am\u00e9ricas \u2013 onde os surtos da doen\u00e7a t\u00eam sido mais devastadores \u2013, os pesquisadores identificaram que o fungo Bd est\u00e1 presente em uma ampla variedade de habitats e regi\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>At\u00e9 o in\u00edcio do projeto, o fungo havia sido detectado em cerca de 110 esp\u00e9cies de anuros (sapos) em v\u00e1rios habitats, principalmente nas por\u00e7\u00f5es sul e sudeste da Mata Atl\u00e2ntica, e em duas esp\u00e9cies de anuros do Cerrado \u2013 dois biomas com o maior n\u00famero de esp\u00e9cies de anf\u00edbios amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o no mundo.<\/p>\n<p>Em um artigo j\u00e1 aceito para publica\u00e7\u00e3o na revista\u00a0<em>Diseases of Aquatic Organisms<\/em>, os pesquisadores relatam que identificaram esp\u00e9cies de anuros infectados pelo fungo capturados na natureza tamb\u00e9m na regi\u00e3o norte da Mata Atl\u00e2ntica, nos Estados da Bahia, Pernambuco e Minas Gerais.<\/p>\n<p>Em outro artigo aceito para publica\u00e7\u00e3o na revista\u00a0<em>North-Western Journal of Zoology<\/em>, eles tamb\u00e9m descrevem ter identificado exemplares de esp\u00e9cies de sapos da Mata Atl\u00e2ntica amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o infectadas pelo fungo. Com isso, o n\u00famero de esp\u00e9cies de anuros infectados por Bd na Mata Atl\u00e2ntica saltou para 128.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados do nosso estudo indicam que o fungo\u00a0<em>Batrachochytrium dendrobatidis<\/em>\u00a0est\u00e1 presente em toda a Mata Atl\u00e2ntica e que atua como um agente patog\u00eanico generalista no bioma, infectando fam\u00edlias de anuros com maior diversidade de esp\u00e9cies\u201d, afirmou Toledo.<\/p>\n<p>No artigo, os pesquisadores tamb\u00e9m relatam o primeiro registro de uma esp\u00e9cie de anuro capturado na natureza infectado pelo fungo na Amaz\u00f4nia, no Estado do Par\u00e1.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, o \u00fanico registro de anf\u00edbio infectado na Amaz\u00f4nia era o de girinos de r\u00e3-touro (<em>Lithobates catesbeianus<\/em>) obtidos em um ran\u00e1rio comercial, disse Toledo.<\/p>\n<p>\u201cEstimamos que a presen\u00e7a do fungo\u00a0<em>Batrachochytrium dendrobatidis<\/em>\u00a0na Amaz\u00f4nia seja recente e menos abundante do que na Mata Atl\u00e2ntica\u201d, afirmou o pesquisador. \u201cNa Mata Atl\u00e2ntica, aproximadamente 40% dos anf\u00edbios t\u00eam o fungo, enquanto na Amaz\u00f4nia a preval\u00eancia parece ser menor\u201d, comparou.<\/p>\n<p><strong>Linhagem brasileira<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m constataram que, al\u00e9m da linhagem pand\u00eamica (Bd-GPL) do\u00a0<em>Batrachochytrium dendrobatidis (Bd)<\/em>, a Mata Atl\u00e2ntica tamb\u00e9m tem um linhagem \u201cgenuinamente brasileira\u201d, batizada de Bd-Brazil, e outra linhagem h\u00edbrida entre o Bd-GPL e o Bd-Brazil, chamada Bd-Hybrid.<\/p>\n<p>A descoberta da linhagem h\u00edbrida, descrita em artigo publicado na revista\u00a0<em>Molecular Ecology<\/em>\u00a0e, posteriormente, caracterizada em um artigo publicado na revista\u00a0<em>Proceedings of the National Academy os Sciences of the United States of America<\/em>\u00a0(<em>PNAS<\/em>), supreendeu os pesquisadores porque, at\u00e9 ent\u00e3o, estimava-se que o fungo Bd se reproduzisse de maneira assexuada (sem a conjuga\u00e7\u00e3o de material gen\u00e9tico).<\/p>\n<p>\u201cA exist\u00eancia dessa linhagem h\u00edbrida indicou que tanto a linhagem Bd-Brazil como a Bd-GPL s\u00e3o capazes de se reproduzir de forma sexuada\u201d, explicou Toledo.<\/p>\n<p>Outra descoberta recente dos pesquisadores foi a de que a linhagem h\u00edbrida pode ser mais virulenta do que as linhagens brasileira e pand\u00eamica do fungo, que causa perda e extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies em pa\u00edses da Am\u00e9rica Central, como o Panam\u00e1, al\u00e9m da Austr\u00e1lia e no oeste dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Uma das raz\u00f5es para isso \u00e9 que o fungo h\u00edbrido \u00e9 maior e possui mais conte\u00fado de DNA do que as linhagens pand\u00eamica e brasileira. Com isso, poderia produzir mais prote\u00ednas e enzimas que aumentariam a sua efici\u00eancia na infec\u00e7\u00e3o de anf\u00edbios.<\/p>\n<p>O fungo se propaga pela \u00e1gua. Os esporos flagelados (zo\u00f3sporos) nadam at\u00e9 encontrar outro anf\u00edbio, onde se convertem em cistos e se transformam em zoospor\u00e2ngios \u2013 onde os zo\u00f3sporos se desenvolvem, explicou Toledo.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o entre a morfologia e o potencial de infec\u00e7\u00e3o do fungo\u201d, disse Toledo. \u201cA cepa pand\u00eamica, por exemplo, pode ser maior, com zo\u00f3sporos e zoospor\u00e2ngios com di\u00e2metro maior do que os da linhagem brasileira do fungo e, consequentemente, mais virulenta\u201d, explicou.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, a exist\u00eancia na Mata Atl\u00e2ntica das tr\u00eas linhagens do fungo \u2013 incluindo a mais ancestral \u2013 sugeriu a hip\u00f3tese de o pat\u00f3geno ter surgido no bioma ou em outro lugar na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Os resultados dos estudos obtidos at\u00e9 o momento, contudo, apontam que ainda \u00e9 prematuro e imposs\u00edvel indicar de forma inequ\u00edvoca a origem geogr\u00e1fica do fungo e como ele poderia ter se disseminado pelo mundo, disse Toledo.<\/p>\n<p>\u201cTrabalhamos com a hip\u00f3tese de que a linhagem brasileira se originou e permaneceu no Brasil e, mais recentemente, ter chegado ao pa\u00eds a linhagem pand\u00eamica e as duas terem se hibridado\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Poss\u00edveis origens<\/strong><\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, desde a descoberta do fungo Bd em 1998 e da liga\u00e7\u00e3o dele com o decl\u00ednio de esp\u00e9cies de anf\u00edbios no mundo, t\u00eam sido levantadas diversas hip\u00f3teses para tentar explicar o surgimento e a transforma\u00e7\u00e3o da quitridiomicose em uma doen\u00e7a pand\u00eamica.<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 que o com\u00e9rcio internacional para consumo humano de r\u00e3-touro americana (<em>Lithobates catesbeianus<\/em>) \u2013 que \u00e9 altamente resistente e frequentemente infectada pelo fungo \u2013 tenha contribu\u00eddo para a propaga\u00e7\u00e3o internacional da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Os resultados do estudo realizados pelos pesquisadores brasileiros indicaram, por\u00e9m, que o fungo Bd j\u00e1 estava presente no Brasil muito antes de essa esp\u00e9cie de r\u00e3 nativa da Am\u00e9rica do Norte \u2013 que se tornou invasora no oeste da Am\u00e9rica do Norte, na Am\u00e9rica do Sul, na Europa e na \u00c1sia \u2013 ter sido introduzida no Brasil, em meados da d\u00e9cada de 1930.<\/p>\n<p>\u201cO com\u00e9rcio internacional de r\u00e3-touro pode ter contribu\u00eddo para a propaga\u00e7\u00e3o mundial da quitridiomicose, mas n\u00e3o foi o fator fundamental. O problema, agora, \u00e9 que h\u00e1 ran\u00e1rios exportando animais infectados com a linhagem brasileira do fungo, que consegue se reproduzir de forma sexuada. Isso pode agravar ainda mais o problema em outros lugares do mundo\u201d, disse Toledo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores encontraram durante o estudo exemplares de r\u00e3-touro americana criados em ran\u00e1rios na Am\u00e9rica do Sul e comercializadas nos Estados Unidos infectados com a linhagem brasileira do fungo.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sabemos se as r\u00e3s foram exportadas para esses pa\u00edses pelo Brasil ou pelo Uruguai, mas deveria ter algum mecanismo de controle e seguran\u00e7a nesses pa\u00edses para evitar que a situa\u00e7\u00e3o se agrave com o passar do tempo\u201d, alertou Toledo.<\/p>\n<p><strong>Danos \u00e0s esp\u00e9cies<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, n\u00e3o h\u00e1 uma estimativa oficial do n\u00famero de esp\u00e9cies de anf\u00edbios que sofreram decl\u00ednio ou foram extintas no Brasil e em outros pa\u00edses em raz\u00e3o da quitridiomicose porque o fungo s\u00f3 foi descrito em 1998.<\/p>\n<p>O que se sabe \u00e9 que o fungo j\u00e1 infectou mais de 500 esp\u00e9cies de anf\u00edbios em uma grande variedade de habitats aqu\u00e1ticos e terrestres nas Am\u00e9ricas, e que os maiores decl\u00ednios foram registrados em regi\u00f5es com maior diversidade de esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma intera\u00e7\u00e3o entre a esp\u00e9cie, o fungo e as condi\u00e7\u00f5es ambientais, como o clima e relevo, que interferem na din\u00e2mica e na propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a\u201d, disse Toledo.<\/p>\n<p>Em estudo tamb\u00e9m publicado na revista\u00a0<em>Diseases of Aquatic Organisms<\/em>\u00a0com anuros de tr\u00eas regi\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica com n\u00edveis variados de altitude, os pesquisadores relatam que a preval\u00eancia e a intensidade da infec\u00e7\u00e3o pelo fungo Bd s\u00e3o maiores em altitudes mais elevadas.<\/p>\n<p>Uma das explica\u00e7\u00f5es \u00e9 que as regi\u00f5es mais altas apresentam condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para o crescimento e a propaga\u00e7\u00e3o do fungo, como a temperatura baixa e chuva.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de anuros, o fungo ataca cec\u00edlias e salamandras e n\u00e3o apresenta risco para os humanos, afirmou Toledo.<\/p>\n<p>\u201cAo entender melhor a ecologia e a fisiologia do fungo e como a doen\u00e7a se propaga ser\u00e1 poss\u00edvel identificar melhor \u00e1reas para conserva\u00e7\u00e3o e monitoramento de esp\u00e9cies e outras medidas de conten\u00e7\u00e3o do avan\u00e7o da quitridiomicose\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<em>Chytrid fungus acts as a generalist pathogen infecting species-rich amphibian families in Brazilian rainforests<\/em>\u00a0(doi: 10.3354\/dao02845), de Valencia-Aguilar e outros, poder\u00e1 ser lido na revista\u00a0<em>Diseases of Aquatic Organisms<\/em>.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<em>Complex history of the amphibian-killing chytrid fungus revealed with genome resequencing data<\/em>\u00a0(doi: 10.1073\/pnas.1300130110), de Rosenblum e outros, pode ser lido por assinantes da revista\u00a0<em>PNAS<\/em>\u00a0em<strong><a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/110\/23\/9385\/F2.expansion.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.pnas.org\/content\/110\/23\/9385\/F2.expansion.html<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>E o artigo\u00a0<em>Interaction between breeding habitat and elevation affects prevalence but not infection intensity of Batrachochytrium dendrobatidis in Brazilian anuran assemblages\u00c2\u00c2<\/em><em>\u009d<\/em>\u00a0(doi: 10.3354\/dao02413), de Gr\u00fcndler e outros, pode ser lido na revista\u00a0<em>Diseases of Aquatic Organisms<\/em>\u00a0em\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.int-res.com\/abstracts\/dao\/v97\/n3\/p173-184\" target=\"_blank\">http:\/\/www.int-res.com\/abstracts\/dao\/v97\/n3\/p173-184<\/a>.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma doen\u00e7a infecciosa e letal tem sido apontada como uma das principais causas do 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