{"id":1632,"date":"2014-06-20T00:00:21","date_gmt":"2014-06-20T00:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=1632"},"modified":"2014-06-20T11:55:08","modified_gmt":"2014-06-20T11:55:08","slug":"o-homem-se-ve-como-parte-integrante-do-meio-nao-mais-como-o-protagonista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-homem-se-ve-como-parte-integrante-do-meio-nao-mais-como-o-protagonista\/","title":{"rendered":"O homem se v\u00ea como parte integrante do meio, n\u00e3o mais como o protagonista"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-1633\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Apesar dos diferentes conceitos quando se fala em meio ambiente, prefiro a defini\u00e7\u00e3o que se segue: &#8220;lugar em que tanto aspectos naturais, quanto sociais se relacionam constantemente, o que gera mudan\u00e7as na natureza e na sociedade&#8221;, pois apresenta o homem como parte desse contexto. As mudan\u00e7as podem ocorrem de forma natural ou artificial, sendo a \u00faltima gerada pelo homem e considerada a mais dif\u00edcil de se reverter, porque \u00e9 a mais impactante.<\/p>\n<p>H\u00e1 milhares de anos o homem se colocou no centro do universo, como o \u00fanico protagonista da hist\u00f3ria do mundo, enquanto os demais seres e a natureza em geral, passaram a ser vistas como antagonistas. Atualmente, ainda se v\u00ea pessoas pensando desta forma, entretanto, a aproximadamente h\u00e1 duas d\u00e9cadas ou mais, essa concep\u00e7\u00e3o de mundo est\u00e1 mudando e, consequentemente, o homem se v\u00ea como parte integrante do meio, n\u00e3o mais como o protagonista e, assim, modifica sua forma de pensar e agir.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as, apesar de se apresentarem em passos lentos, s\u00e3o observadas em diversos setores, tanto na sociedade pol\u00edtica quanto na sociedade civil. Mas ser\u00e1 poss\u00edvel se desenvolver economicamente falando, sem impactar o meio ambiente de forma incontrolada? \u00c9 dif\u00edcil encontrar uma resposta definitiva para essa e outras perguntas a esse respeito, por\u00e9m ao que tudo indica, sim, \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A ideia de desenvolvimento sustent\u00e1vel, desenvolver de forma consciente, sem degradar o meio ambiente, apesar de ser uma ideia mais que ideal, j\u00e1 que trata da defesa do meio ambiente, \u00e9 algo dif\u00edcil de se estruturar, uma vez que praticamente toda atividade antr\u00f3pica (de origem humana), afeta o meio ambiente. Essas atividades impactam de formas e n\u00edveis diferentes, claro, pois se comparar as atividades de um pescador (ribeirinho) e uma ind\u00fastria de pesca, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida sobre quem impacta mais, evidentemente, a ind\u00fastria, mas \u00e9 esta que se imp\u00f5e na quest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, na gera\u00e7\u00e3o de empregos e outros. Dito isso, ser\u00e1 que o homem est\u00e1 mais preocupado com o meio ambiente ou se importa mais em obter o desenvolvimento econ\u00f4mico sem se preocupar com os demais pilares (sociedade e natureza)? Estes e outros questionamentos s\u00e3o levantados diariamente em discuss\u00f5es a respeito das quest\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p>A vegeta\u00e7\u00e3o, por exemplo, \u00e9 bastante impactada, pois necessita-se de mat\u00e9ria prima, tanto para a constru\u00e7\u00e3o civil quanto para a alimenta\u00e7\u00e3o humana e dos animais, al\u00e9m de ser devastada para a constru\u00e7\u00e3o de cidades, aumento da \u00e1rea da planta\u00e7\u00e3o e de cria\u00e7\u00e3o de animais. Por outro lado, enquanto a vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 devastada, diversas esp\u00e9cies (forma como o pr\u00f3prio homem dividiu os animais) s\u00e3o mortas e, como consequ\u00eancia, pode ocorrer a pr\u00f3pria extin\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies, o que, de certo modo, \u00e9 algo ruim para a humanidade, pois a variedade ou variabilidade \u00e9 vital para conferir resist\u00eancia as esp\u00e9cies. Um exemplo sobre esse ponto \u00e9 a quest\u00e3o de determinada doen\u00e7a que surge em uma esp\u00e9cie e s\u00f3 alguns indiv\u00edduos sobrevivem, logo estes passam suas resist\u00eancia aos demais e a doen\u00e7a, provavelmente, n\u00e3o mais causar\u00e1 perdas a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Cabe ressaltar a quest\u00e3o da \u00e1gua, mais precisamente, do seu mal uso. Sabe-se que apesar da varia\u00e7\u00e3o na quantidade de \u00e1gua que um indiv\u00edduo necessita, todos os seres dependem da mesma para sua sobreviv\u00eancia, inclui nesse contexto o homem. Por\u00e9m, este \u00faltimo n\u00e3o est\u00e1 utilizando-a de forma adequada, visto que atualmente se fala de escassez de \u00e1gua, apesar da grande quantidade deste recurso. Por\u00e9m, uma \u00ednfima parte considerada pot\u00e1vel (\u00e1gua doce e sem poluentes).<\/p>\n<p>Assim, \u00e9 de vital import\u00e2ncia compreender como vive a popula\u00e7\u00e3o em geral e com o que esta se preocupa. Desta forma, pode-se produzir medidas p\u00fablicas, aliado a um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o baseado nos princ\u00edpios da educa\u00e7\u00e3o ambiental, visto que, de certo modo, pode e deve ser utilizada como uma ferramenta \u00edmpar para reverter e minimizar os impactos causados pela rela\u00e7\u00e3o homem\/meio ambiente.<\/p>\n<p>(Hugo Marques Cabral, bi\u00f3logo e aluno do Mestrado em Ecologia e Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s \/ Marcos Antonio da Silva, professor da Unidade Acad\u00eamico-Administrativa de Educa\u00e7\u00e3o da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar dos diferentes conceitos quando se fala em meio ambiente, prefiro a defini\u00e7\u00e3o que se<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1633,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/homem_meio_ambiente.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Apesar dos diferentes conceitos quando se fala em meio ambiente, prefiro a defini\u00e7\u00e3o que se","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1632"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1632"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1632\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1633"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}