{"id":1596,"date":"2014-06-19T08:00:06","date_gmt":"2014-06-19T08:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=1596"},"modified":"2014-06-18T22:39:17","modified_gmt":"2014-06-18T22:39:17","slug":"conselho-mundial-de-energia-alerta-para-a-vulnerabilidade-climatica-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conselho-mundial-de-energia-alerta-para-a-vulnerabilidade-climatica-do-setor\/","title":{"rendered":"Conselho Mundial de Energia alerta para a vulnerabilidade clim\u00e1tica do setor"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-small;\"><strong>Fabiano \u00c1vila, do Instituto CarbonoBrasil<\/strong><\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.institutocarbonobrasil.org.br\/arquivos_web\/geral\/linhatrasmissaoenchente-wiki.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"209\" \/>N\u00e3o chega a ser uma surpresa que fen\u00f4menos como secas prolongadas ou tempestades intensas representem um risco para o setor de energia, j\u00e1 que podem facilmente prejudicar a gera\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o de eletricidade. No entanto, segundo o Conselho Mundial de Energia (CME), poucos s\u00e3o os pa\u00edses que j\u00e1 avaliam, na hora de fazer investimentos de infraestrutura energ\u00e9tica, as consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um dos destaques do relat\u00f3rio \u201cMudan\u00e7as Clim\u00e1ticas: implica\u00e7\u00f5es para o setor energ\u00e9tico\u201d, produzido para o CME pela Universidade de Cambridge e pela Funda\u00e7\u00e3o Europeia do Clima.<\/p>\n<p>\u201cAs mudan\u00e7as clim\u00e1ticas com certeza ter\u00e3o impactos no setor. Precisamos de estruturas pol\u00edticas robustas e de investimentos em longo prazo para garantir o futuro que queremos, com mais resili\u00eancia\u201d, declarou Christoph Frei, secret\u00e1rio-geral do CME.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, quando se pensa em energia e clima, o que acabam aparecendo s\u00e3o a\u00e7\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases do efeito estufa, uma vez que o setor responde por 40% das emiss\u00f5es mundiais. Mas ainda s\u00e3o poucos os exemplos de medidas que promovam o fortalecimento das instala\u00e7\u00f5es geradoras e distribuidoras frente \u00e0s consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cOs mais recentes relat\u00f3rios cient\u00edficos deixam claro a realidade e os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (\u2026) Empresas de energia n\u00e3o podem mais continuar suas atividades como se nada estivesse acontecendo\u201d, afirmou Philippe Joubert, presidente da Iniciativa de Eletricidade do CME e ex-presidente da Alstom.<\/p>\n<p>O CME aponta que os investimentos no setor, que devem variar entre US$ 190 bilh\u00f5es e US$ 900 bilh\u00f5es ao ano at\u00e9 2050, podem ser melhor direcionados, para buscar tanto a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es quanto uma maior resili\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Por exemplo, termoel\u00e9tricas t\u00eam sido modernizadas para liberar menos poluentes, mas deveria tamb\u00e9m ser uma prioridade melhorar os sistemas de resfriamento dessas instala\u00e7\u00f5es: assim se utilizaria menos \u00e1gua, um recurso cada vez mais precioso.<\/p>\n<p>A multiplica\u00e7\u00e3o de smart grids (redes inteligentes) deveria ser outro foco de investimentos, j\u00e1 que permitem uma grande efici\u00eancia energ\u00e9tica e facilitam os consertos em caso de quedas no sistema devido a eventos extremos.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio pede ainda uma maior diversifica\u00e7\u00e3o das fontes de energia, em especial a promo\u00e7\u00e3o de mais instala\u00e7\u00f5es renov\u00e1veis e nucleares.<\/p>\n<p><strong>Brasil<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/www.institutocarbonobrasil.org.br\/arquivos_web\/geral\/eiabrazil.jpg\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"205\" \/>O relat\u00f3rio do CME n\u00e3o entra nas particularidades de cada na\u00e7\u00e3o, mas foi divulgada tamb\u00e9m nesta semana uma an\u00e1lise da Administra\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00e3o sobre Energia (EIA) dos Estados Unidos, destacando a depend\u00eancia do Brasil das hidroel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>A matriz brasileira conta com 75% de participa\u00e7\u00e3o de hidroeletricidade e, segundo a EIA, isso representa um desafio para o sistema nacional n\u00e3o apenas por causa da depend\u00eancia de uma \u00fanica fonte, mas tamb\u00e9m porque as usinas est\u00e3o distantes dos centros de consumo. Assim, a energia gerada na Amaz\u00f4nia precisa ser transmitida por milhares de quil\u00f4metros at\u00e9 chegar no Sul e Sudeste.<\/p>\n<p>A EIA destaca ainda que o Brasil est\u00e1 experimentando sua pior seca dos \u00faltimos 40 anos, o que j\u00e1 teria contribu\u00eddo para apag\u00f5es em muitas regi\u00f5es. A administra\u00e7\u00e3o informa que US$ 5 bilh\u00f5es foram gastos para subsidiar empresas de eletricidade que tiveram que utilizar energia gerada por fontes f\u00f3sseis devido \u00e0 perda da gera\u00e7\u00e3o das usinas hidroel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>No entanto, a EIA aponta a constru\u00e7\u00e3o de Belo Monte, a terceira maior usina do planeta, com um custo projetado de US$ 13 bilh\u00f5es, como um exemplo de como o pa\u00eds ainda aposta na hidroeletricidade para atender \u00e0 crescente demanda.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.institutocarbonobrasil.org.br\/arquivos_web\/geral\/eiamatrizes.jpg\" alt=\"\" width=\"602\" height=\"332\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-small;\"><strong>(Instituto CarbonoBrasil)<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fabiano \u00c1vila, do Instituto CarbonoBrasil N\u00e3o chega a ser uma surpresa que fen\u00f4menos como secas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1597,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mudanca_climaticas_cheias.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mudanca_climaticas_cheias.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mudanca_climaticas_cheias.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mudanca_climaticas_cheias.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mudanca_climaticas_cheias.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mudanca_climaticas_cheias.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mudanca_climaticas_cheias.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mudanca_climaticas_cheias.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mudanca_climaticas_cheias.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/mudanca_climaticas_cheias.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Fabiano \u00c1vila, do Instituto CarbonoBrasil N\u00e3o chega a ser uma surpresa que fen\u00f4menos como secas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1596"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1596"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1596\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1597"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}