{"id":15857,"date":"2015-02-14T00:00:29","date_gmt":"2015-02-14T00:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=15857"},"modified":"2015-02-13T14:48:45","modified_gmt":"2015-02-13T14:48:45","slug":"extincao-do-rinoceronte-branco-do-norte-e-iminente-no-quenia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/extincao-do-rinoceronte-branco-do-norte-e-iminente-no-quenia\/","title":{"rendered":"Extin\u00e7\u00e3o do rinoceronte-branco-do-norte \u00e9 iminente no Qu\u00eania"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"imagem\" title=\"Lenny Ignelzi\/AP\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/2015\/02\/12\/12fev2015---nesta-imagem-feita-em-31-de-dezembro-de-2014-a-femea-de-rinoceronte-nola-de-40-anos-e-fotografada-em-seu-cercado-no-parque-zoologico-safari-de-san-diego-em-escondido-na-california-eua-1423773529813_615x470.jpg\" alt=\"Nesta imagem feita em 31 de dezembro de 2014, a f\u00eamea de rinoceronte Nola, de 40 anos, \u00e9 fotografada em seu cercado no Parque Zool\u00f3gico Safari de San Diego em Escondido, na Calif\u00f3rnia (EUA). Nola \u00e9 um dos cinco animais remanescentes de sua esp\u00e9cie. A sobreviv\u00eancia dos rinocerontes brancos pode depender do Frozen Zoo, uma institui\u00e7\u00e3o que durante mais de 40 anos guarda genes de sua esp\u00e9cie\" width=\"646\" height=\"506\" \/><\/p>\n<div class=\"imagem-representativa imagem-615x470\">\n<ul>\n<li>Nesta imagem feita em 31 de dezembro de 2014, a f\u00eamea de rinoceronte Nola, de 40 anos, \u00e9 fotografada em seu cercado no Parque Zool\u00f3gico Safari de San Diego em Escondido, na Calif\u00f3rnia (EUA). Nola \u00e9 um dos cinco animais remanescentes de sua esp\u00e9cie. A sobreviv\u00eancia dos rinocerontes brancos pode depender do Frozen Zoo, uma institui\u00e7\u00e3o que durante mais de 40 anos guarda genes de sua esp\u00e9cie<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p>Este \u00e9 o cen\u00e1rio da extin\u00e7\u00e3o de uma ra\u00e7a: joelhos fracos, esperma incapaz de fecundar, cistos nos ov\u00e1rios. Restam apenas cinco rinocerontes-brancos-do norte. Seu desaparecimento \u00e9 inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Cientistas e defensores do meio meio ambiente esperam que um dia eles possam ser &#8220;ressuscitados&#8221; de forma artificial atrav\u00e9s da fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro. &#8220;Beb\u00eas rinocerontes de proveta&#8221;, que seriam implantados em f\u00eameas de outra subesp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Mas antes disso, os rinocerontes brancos do norte morreriam um a um.<\/p>\n<p>&#8220;Restam apenas cinco, est\u00e3o muito pr\u00f3ximos da extin\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Jan Stejskal, do zool\u00f3gico tcheco de Dvur Kralove.<\/p>\n<p>Os cinco representantes dessa subesp\u00e9cie, v\u00edtima dos conflitos que assolaram durante d\u00e9cadas sua zona end\u00eamica, a \u00c1frica Central, continuam vivos gra\u00e7as a esse zool\u00f3gico.<\/p>\n<p>O estabelecimento conseguiu seis exemplares nos anos 70 no Sud\u00e3o e alguns conseguiram se reproduzir. O zool\u00f3gico \u00e9 propriet\u00e1rio dos cinco \u00faltimos rinocerontes-brancos-do norte, que est\u00e3o divididos em tr\u00eas continentes. Um continua em Dvur Kralove, outro est\u00e1 no zool\u00f3gico californiano de San Diego e o terceiro na reserva queniana de Ol Pejeta, pr\u00f3xima de seu h\u00e1bitat natural.<\/p>\n<p>&#8220;Quer acreditar que resta uma esperan\u00e7a de salv\u00e1-los. O melhor que podemos fazer \u00e9 recolher esperma e \u00f3vulos para futuras fertiliza\u00e7\u00f5es in vitro e esperar que a tecnologia esteja suficientemente desenvolvida para darmos uma oportunidade de reproduzi-los&#8221;, diz Stejskal.<\/p>\n<p>Todas as esperan\u00e7as est\u00e3o nos \u00f3vulos e no esperma congelados nos \u00faltimos anos, quando as possibilidades de ver uma reprodu\u00e7\u00e3o natural foram diminuindo pouco a pouco.<\/p>\n<p>Sudan, que vive com as f\u00eameas Najin e Fatu no Ol Pejeta, reserva de 35.000 hectares no centro do Qu\u00eania, \u00e9 o \u00faltimo macho. Aos 43 anos, superou a expectativa de vida dos rinocerontes e seu esperma j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o eficaz.<\/p>\n<p>De qualquer forma, Najin, de 25 anos, n\u00e3o pode ser fecundada, j\u00e1 que suas patas traseiras s\u00e3o muito fracas. E fracassaram todas as tentativas de fecundar Fatu, filhote de Najin, de 14 anos.<\/p>\n<p>Em San Diego, Nola j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 f\u00e9rtil. E em Dvur Kralove, Nabire, de 31 anos, tem cistos nos ov\u00e1rios.<\/p>\n<h3>Chifre lucrativo<\/h3>\n<p>Os tr\u00eas rinocerontes-brancos de Ol Pejeta chegaram em 2009. O zool\u00f3gico tcheco acreditava que, ao aproximar os animais de seu habitat natural, eles se reproduziriam melhor. Mas n\u00e3o foi assim.<\/p>\n<p>&#8220;Fizemos certo n\u00famero de acasalamentos e, em um dado momento, pensamos de verdade que Fatu estava prenha&#8221;, diz o doutor Peter Morkel, veterin\u00e1rio especialista em rinocerontes que trabalha para o grupo de defesa dos animais &#8216;Back to Africa&#8217;. &#8220;Acredito que estivemos muito perto&#8221; de conseguir.<\/p>\n<p>Fatu, a mais jovem dos rinocerontes brancos do norte, ser\u00e1 seguramente a \u00faltima representante de sua ra\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 a possibilidade de assistirmos o desaparecimento de uma esp\u00e9cie. Essa \u00e9 a realidade, morrer\u00e3o aqui&#8221;, resume Richard Vigne, diretor geral da reserva queniana.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um s\u00edmbolo do que os humanos fazem com o planeta, n\u00e3o s\u00f3 no que concerne aos rinocerontes&#8221;, afirma. &#8220;Isso acontece com todos os tipos de animais, grandes e pequenos, em todo o planeta&#8221;, diz, lamentando as d\u00e9cadas de passividade diante desse desastre.<\/p>\n<p>A extin\u00e7\u00e3o do rinoceronte branco do norte \u00e9 mais notada simplesmente porque \u00e9 um animal imponente.<\/p>\n<p>Em todo lugar, o homem amea\u00e7a os rinocerontes, v\u00edtimas da ca\u00e7a ilegal. O chifre do animal \u00e9 vendido por mais de 55.000 euros o quilo na \u00c1sia, principalmente na China e no Vietn\u00e3, onde se acredita que tem propriedades medicinais. Na realidade tem apenas queratina, a mesma subst\u00e2ncia que comp\u00f5e nossas unhas.<\/p>\n<p>O rinoceronte branco do norte foi ainda mais afetado porque em seus territ\u00f3rios tradicionais -Rep\u00fablica Centro-Africana, Chade, Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Sud\u00e3o do Sul- foram criados amplos territ\u00f3rios \u00e0 margem da lei, raiz de diversos conflitos que sofreram.<\/p>\n<p>&#8220;O homem \u00e9 totalmente respons\u00e1vel&#8221; por sua extin\u00e7\u00e3o, explica Vigne.<\/p>\n<p>Os rinocerontes t\u00eam cerca de 26 milh\u00f5es de anos em nosso planeta. At\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX, existiam cerca de um milh\u00e3o na \u00c1frica. H\u00e1 uma d\u00e9cada, o rinoceronte branco do norte s\u00f3 existia em cativeiro e logo vai seguir a sina do rinoceronte negro ocidental, desaparecido em 2011.<\/p>\n<h3>&#8216;Como perder um filho&#8217;<\/h3>\n<p>Alguns se perguntam por que ressuscitar a esp\u00e9cie no futuro, se n\u00e3o poder\u00e1 viver na natureza.<\/p>\n<p>&#8220;Se s\u00f3 devem ser esp\u00e9cimes de museu nos zool\u00f3gicos, ent\u00e3o \u00e9 melhor deix\u00e1-los desaparecer&#8221;, diz Rob Brett, diretor regional da ONG Africa at Fauna and Flora International.<\/p>\n<p>Mesmo que tudo mostre o contr\u00e1rio, Mohamed Doyo, guarda-florestal encarregado de Sudan, Najin e Fatu, quer continuar pensando que conseguir\u00e3o se reproduzir de forma natural.<\/p>\n<p>Quando fala, os rinocerontes o escutam. D\u00e3o um passo para tr\u00e1s diante de visitantes pouco confort\u00e1veis com a proximidade de animais t\u00e3o volumosos. Depois v\u00e3o descansar ou andam, pesados, at\u00e9 sua comida.<\/p>\n<p>&#8220;Perder um animal ser\u00e1 como perder um filho&#8221;, diz, muito pr\u00f3ximo de Fatu, que d\u00e1 conta dos quatro quilos de cenouras e bananas que ele acaba de lan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Ali mesmo ainda tem que enfrentar os ca\u00e7adores ilegais. Por isso, \u00e0 noite, guardas armados vigiam o local e, para evitar a gan\u00e2ncia, os chifres dos rinocerontes foram cortados.<\/p>\n<p>Fonte: Uol<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta imagem feita em 31 de dezembro de 2014, a f\u00eamea de rinoceronte Nola, de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nesta imagem feita em 31 de dezembro de 2014, a f\u00eamea de rinoceronte Nola, de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15857"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15857"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15857\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15857"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15857"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15857"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}