{"id":15764,"date":"2015-02-12T11:07:33","date_gmt":"2015-02-12T11:07:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=15764"},"modified":"2015-02-12T11:07:33","modified_gmt":"2015-02-12T11:07:33","slug":"colapso-hidrico-ganha-status-de-desastre-natural-para-os-orgaos-governamentais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/colapso-hidrico-ganha-status-de-desastre-natural-para-os-orgaos-governamentais\/","title":{"rendered":"Colapso h\u00eddrico ganha status de desastre natural para os \u00f3rg\u00e3os governamentais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-15766\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por J\u00falio Ottoboni<\/p>\n<p>A crise h\u00eddrica, j\u00e1 entendida como um colapso, ganhou novo status para os \u00f3rg\u00e3os governamentais. O quadro \u00e9 o pior poss\u00edvel. O cientista e secret\u00e1rio de pol\u00edticas e programas de pesquisa do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, Carlos Nobre, deu uma alerta geral para todo o Sudeste do pa\u00eds na \u00faltima segunda-feira, num encontro de prefeitos do Vale do Para\u00edba com finalidade a discutir a falta de \u00e1gua. O criador do Centro de Previs\u00e3o do Tempo e Estudos Clim\u00e1ticos (Cptec) e do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), al\u00e9m dos mais respeitados pesquisadores da \u00e1rea de meteorologia, definiu o quadro como \u2018desastre natural\u2019.<\/p>\n<p>\u201cA crise h\u00eddrica n\u00e3o terminar\u00e1 em 2015, ela vai se prolongar para 2016. Essa crise se tornou um desastre natural. No momento tanto no sistema Cantareira como agora no Vale do Para\u00edba, no Rio de Janeiro, Vit\u00f3ria e Belo Horizonte, todas essas regi\u00f5es e cidades est\u00e3o passando por um momento de crise h\u00eddrica. O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em conjunto, monitoram diariamente as chuvas e toda semana h\u00e1 um mapa que indica as precipita\u00e7\u00f5es e as previs\u00f5es para que os gestores e prefeitos tenham uma real vis\u00e3o do quadro\u201d, observou.<\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3os das Na\u00e7\u00f5es Unidos que acompanham cat\u00e1strofes ambientais est\u00e3o monitorando a estiagem no Sudeste brasileiro com grande preocupa\u00e7\u00e3o. Os temporais registrados nos \u00faltimos dias e pontualmente localizados est\u00e3o longe de garantir um prazo maior para o colapso total das represas do Estado de S\u00e3o Paulo. O que pode levar a um processo de convuls\u00e3o social sem precedentes na regi\u00e3o mais rica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>As chuvas continuam abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica e com isso o sistema Cantareira pode secar j\u00e1 no come\u00e7o do segundo semestre deste ano. O reservat\u00f3rio, principal que abastece a Grande S\u00e3o Paulo e que atinge diretamente mais de 6 milh\u00f5es de pessoas, opera com 6,1% de sua capacidade total nesta ter\u00e7a-feira (10).<\/p>\n<p>O CPTEC (Centro de Previs\u00e3o de Tempo e Estudos Clim\u00e1ticos) e o Cemaden criaram tr\u00eas cen\u00e1rios distintos. No primeiro, mais real, o \u00edndice pluviom\u00e9trico ficaria 50% abaixo do esperado e com isso o segundo volume morto se esgotaria em julho. No segundo cen\u00e1rio, com chuvas dentro da m\u00e9dia hist\u00f3rica, o volume subiria para 13% em setembro. O \u00faltimo quadro, o mais improv\u00e1vel, com 50% de precipita\u00e7\u00e3o acima da m\u00e9dia, o reservat\u00f3rio teria 38% em setembro.<\/p>\n<p>Prefeitos e representantes de 33 cidades da Regi\u00e3o Metropolitana do Vale do Para\u00edba criaram uma frente para combater o colapso h\u00eddrico. O encontro ocorreu em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos e debateu a atual situa\u00e7\u00e3o das \u00e1guas. O encontro foi promovido pela Prefeitura de S\u00e3o Jos\u00e9 e resultou na cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho em defesa da Bacia do Para\u00edba do Sul.<\/p>\n<p>Ainda houve a participa\u00e7\u00e3o de representantes do Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia e Tecnologia, da ANA (Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas), Sabesp, DAEE (Departamento de \u00c1guas e Energia El\u00e9trica), Agevap (Associa\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Gest\u00e3o das \u00c1guas da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Para\u00edba do Sul), CBH-OS (Comit\u00ea das Bacias Hidrogr\u00e1ficas do Rio Para\u00edba do Sul), entre outras entidades.<\/p>\n<p>Denominada como Frente de Prefeitos em Defesa da Bacia do Para\u00edba ter\u00e1 um documento nos pr\u00f3ximos dias, pois as propostas apresentadas no encontro ser\u00e3o organizadas pelo prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci (PPS), para ser discutida no pr\u00f3ximo dia 26 de fevereiro, tamb\u00e9m em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos.<\/p>\n<p>Nesta nova ocasi\u00e3o, os prefeitos finalizam o documento para nortear as a\u00e7\u00f5es do grupo junto aos os governos de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro e \u00f3rg\u00e3os de gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos. O prefeito de Natividade da Serra, Benedito Carlos de Campos Silva (PSDB), disse estar confiante nas a\u00e7\u00f5es a serem desenvolvidos pelos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>\u201cA seca est\u00e1 gerando impacto socioecon\u00f4mico muito grande. Com a baixa no reservat\u00f3rio, logo o nosso sistema de capta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m estar\u00e1 comprometido\u201d, avaliou o pol\u00edtico. A Frente de Prefeitos estudar\u00e1 projetos que possam contribuir com a redu\u00e7\u00e3o do consumo de \u00e1gua nos munic\u00edpios. Outra proposta \u00e9 captar mais recursos para programas que colaborem com a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1gua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por J\u00falio Ottoboni A crise h\u00eddrica, j\u00e1 entendida como um colapso, ganhou novo status para<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15766,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/colapso_natural.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por J\u00falio Ottoboni A crise h\u00eddrica, j\u00e1 entendida como um colapso, ganhou novo status para","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15764"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15764"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15764\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15766"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15764"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15764"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15764"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}