{"id":15732,"date":"2015-02-11T18:03:56","date_gmt":"2015-02-11T18:03:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=15732"},"modified":"2015-02-11T18:03:56","modified_gmt":"2015-02-11T18:03:56","slug":"sede-excessiva-e-visao-embacada-sao-alguns-sinais-de-glicose-alta-no-sangue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/sede-excessiva-e-visao-embacada-sao-alguns-sinais-de-glicose-alta-no-sangue\/","title":{"rendered":"Sede excessiva e vis\u00e3o emba\u00e7ada s\u00e3o alguns sinais de glicose alta no sangue"},"content":{"rendered":"<p class=\"textoCorrido \"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-15733\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A causa mais comum de aumento persistente da glicose no sangue (hiperglicemia) \u00e9 o diabetes mellitus. Outros fatores, tais como as infec\u00e7\u00f5es agudas graves e a ingest\u00e3o de alguns\u00a0<a href=\"http:\/\/www.minhavida.com.br\/temas\/medicamentos\" target=\"_blank\">medicamentos<\/a>\u00a0(exemplo: corticoides) podem provocar hiperglicemia\u00a0tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"textoCorrido \">A\u00a0<a href=\"http:\/\/www.minhavida.com.br\/saude\/temas\/diabetes-tipo-2\" target=\"_blank\">insulina<\/a>\u00a0\u00e9 um horm\u00f4nio produzido pelo p\u00e2ncreas, a qual facilita a passagem do a\u00e7\u00facar (glicose) presente no sangue para o\u00a0interior dos tecidos, para ser utilizado como fonte de energia. Dessa forma, a insulina \u00e9 capaz de reduzir a glicose do sangue. Portanto, se houver falta desse horm\u00f4nio, ou mesmo se ele n\u00e3o agir corretamente (resist\u00eancia \u00e0 insulina), haver\u00e1 aumento s\u00e9rico de glicose e, consequentemente,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.minhavida.com.br\/saude\/temas\/diabetes\" target=\"_blank\">diabetes<\/a>.<\/p>\n<p class=\"textoCorrido publicidadeTeAds\">H\u00e1 dois tipos principais de diabetes, a saber: tipo 1 \u00e9 aquele em que as c\u00e9lulas-beta do p\u00e2ncreas, respons\u00e1veis pela fabrica\u00e7\u00e3o da insulina, s\u00e3o destru\u00eddas. Isso leva a uma intensa falta desse horm\u00f4nio que, geralmente, causa um grave aumento da glicose no sangue e necessidade de tratamento imediato com insulina. Esse tipo acomete mais frequentemente os indiv\u00edduos jovens, embora, \u00e0s vezes, possa aparecer tamb\u00e9m em adultos.<\/p>\n<div>No\u00a0<a href=\"http:\/\/www.minhavida.com.br\/saude\/temas\/diabetes-tipo-2\" target=\"_blank\">diabetes tipo 2<\/a>, que ocorre comumente em pessoas com mais de 40 anos, h\u00e1 uma combina\u00e7\u00e3o de dois fatores. Al\u00e9m de haver redu\u00e7\u00e3o\u00a0da produ\u00e7\u00e3o de insulina (falta relativa), este horm\u00f4nio tamb\u00e9m n\u00e3o age de maneira adequada. Neste caso, apesar de a insulina estar presente, sua capacidade de fazer a glicose sair da corrente sangu\u00ednea e entrar no interior das c\u00e9lulas \u00e9 menor. Consequentemente, a glicose no sangue aumenta (hiperglicemia). Em geral, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com medicamentos orais ou injet\u00e1veis, contudo, com o passar do tempo, a falta de insulina pode se agravar. Se isso acontecer, ser\u00e1 necess\u00e1rio, tamb\u00e9m, o emprego desse horm\u00f4nio, isolado ou associado com medicamentos.<\/div>\n<div>H\u00e1, tamb\u00e9m, outros tipos de diabetes, incluindo o diabetes gestacional, que pode at\u00e9 necessitar de tratamento com insulina, dependendo de cada gestante. Esse tipo de diabetes tende a desaparecer ap\u00f3s a gesta\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"textoCorrido \">Atualmente, o valor de refer\u00eancia normal para a glicemia (concentra\u00e7\u00e3o de glicose no sangue) ap\u00f3s, no m\u00ednimo, 8 horas de jejum \u00e9 de at\u00e9 99 mg\/dL. Valores de 100 a 125 mg\/dL s\u00e3o considerados alterados, mas ainda n\u00e3o diab\u00e9ticos. O indiv\u00edduo \u00e9 considerado diab\u00e9tico nas seguintes situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<div>&#8211; Duas glicemias de jejum maiores ou iguais a 126 mg\/d;Glicemia maior que 200 mg\/dL colhida a qualquer hora do dia na presen\u00e7a de sinais e sintomas de diabetes (polidipsia, poli\u00faria e perda de peso)<\/div>\n<div>A curva glic\u00eamica ou teste oral de toler\u00e2ncia \u00e0 glicose (75 g) pode ser tamb\u00e9m empregada para o diagn\u00f3stico de diabetes. S\u00e3o realizadas glicemias antes e 30, 60, 90 e 120 minutos ap\u00f3s a ingest\u00e3o de glicose. Neste teste, os valores de glicemia entre 140 e 200 mg\/dL, duas horas ap\u00f3s a ingest\u00e3o de glicose, s\u00e3o compat\u00edveis com intoler\u00e2ncia \u00e0 glicose (pr\u00e9-diabetes). O diagn\u00f3stico de diabetes \u00e9 confirmado quando a glicemia for igual ou maior que 200 mg\/dL aos 120 minutos.<\/div>\n<div>\n<div>Todos os indiv\u00edduos diab\u00e9ticos (tipos 1 e 2) apresentam hiperglicemia no momento do diagn\u00f3stico, mas a presen\u00e7a das manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas (Quadro 1) depender\u00e1 da intensidade do aumento da glicose. Por exemplo, uma pessoa que tem diabetes e sua glicose gira em torno de 130 mg\/dL, em geral, n\u00e3o apresenta sintomas.<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>Ainda que as glicemias maiores ou iguais a 126 mg\/dL confirmem a presen\u00e7a de diabetes, os sintomas e sinais de hiperglicemia s\u00e3o mais evidentes quando a glicose atinge valores mais altos no soro. Embora possa variar de uma pessoa para outra, a glicose aparece na urina, quando suas concentra\u00e7\u00f5es s\u00e3o maiores que 160-180 mg\/dL no soro. Quando presente na urina, a glicose atrai mais \u00e1gua (diurese osm\u00f3tica) que aumenta o volume urin\u00e1rio. Assim sendo, s\u00f3 haver\u00e1 aumento do volume di\u00e1rio de urina (poli\u00faria) e sede excessiva (polidipsia) quando a glicose estiver maior que esses valores.<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div>No diabetes tipo 1, geralmente ocorre grande falta de insulina, hiperglicemia mais intensa e sintomas mais expressivos. Al\u00e9m das manifesta\u00e7\u00f5es da hiperglicemia descritas no quadro 1, pode ocorrer, tamb\u00e9m, perda de peso, aumento do apetite, enurese noturna (perda involunt\u00e1ria de urina durante o sono), tontura postural e fraqueza. Al\u00e9m disso, quando houver acentuada e abrupta redu\u00e7\u00e3o de insulina pode ocorrer cetoacidose diab\u00e9tica com perda de apetite, n\u00e1useas, v\u00f4mitos, altera\u00e7\u00f5es do n\u00edvel de consci\u00eancia, coma etc.<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"textoCorrido \">J\u00e1 no tipo 2, habitualmente, n\u00e3o h\u00e1 defici\u00eancia grave de insulina e, dessa forma, na maior parte das vezes a glicose sobe menos e, tamb\u00e9m, de forma mais lenta. Consequentemente, os sinais e sintomas aparecem de maneira gradual, podendo, inclusive, passar despercebidos durante meses ou at\u00e9 anos. As infec\u00e7\u00f5es de pele, como os fur\u00fanculos s\u00e3o comuns. Sensa\u00e7\u00e3o de coceira e infec\u00e7\u00f5es da vulva e da vagina (como candid\u00edases) s\u00e3o, muitas vezes, as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es de diabetes. A possibilidade de diabetes deve ser descartada nas gestantes que d\u00e3o a luz a beb\u00eas grandes (mais de 4,1 Kg), com pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia e quando h\u00e1 morte fetal de causa desconhecida.<\/p>\n<div>\u00c9 importante que as pessoas estejam familiarizadas com as manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas da hiperglicemia, pois elas s\u00e3o, frequentemente, o primeiro ind\u00edcio de diabetes. Por exemplo: especial aten\u00e7\u00e3o deve ser dada a uma crian\u00e7a que n\u00e3o molhava mais a cama \u00e0 noite (h\u00e1 no m\u00ednimo seis meses) e volta a molhar (enurese noturna secund\u00e1ria). H\u00e1 v\u00e1rias causas para esse problema, mas uma delas \u00e9 o aumento do volume de urina provocado pela hiperglicemia em crian\u00e7as diab\u00e9ticas.<\/div>\n<p class=\"textoCorrido \">J\u00e1 que muitas vezes o diabetes tipo 2 pode passar muito tempo despercebido, a melhor maneira de identific\u00e1-lo precocemente \u00e9 por meio de avalia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas da glicemia (mesmo que seja com a gotinha de sangue obtida da ponta do dedo), especialmente, nos indiv\u00edduos obesos e com hist\u00f3ria familiar de diabetes, que correm maior risco de desenvolver a doen\u00e7a. Esse procedimento certamente contribuir\u00e1 para a detec\u00e7\u00e3o precoce e preven\u00e7\u00e3o das complica\u00e7\u00f5es dessa enfermidade.<\/p>\n<div class=\"table-responsive \">\n<table class=\"tabela-default\">\n<tbody>\n<tr class=\"tabela-header\">\n<td width=\"\">Quadro 1. Manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas comuns no momento do diagn\u00f3stico de diabetes<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"\">Aumento do volume urin\u00e1rio (poli\u00faria)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"\">Sede excessiva (polidipsia)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"\">Perda de peso<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"\">Aumento do apetite<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"\">Formigamentos (parestesias)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"\">Vis\u00e3o emba\u00e7ada (turva)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"\">Fraqueza, fadiga<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"\">Enurese noturna (perda involunt\u00e1ria de urina durante o sono)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"\">Infec\u00e7\u00f5es de pele, da vulva e da vagina<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A causa mais comum de aumento persistente da glicose no sangue (hiperglicemia) \u00e9 o diabetes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15733,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/glicose_alta.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A causa mais comum de aumento persistente da glicose no sangue (hiperglicemia) \u00e9 o diabetes","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15732"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15732"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15732\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15733"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15732"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15732"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15732"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}