{"id":15565,"date":"2015-02-08T19:00:27","date_gmt":"2015-02-08T19:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=15565"},"modified":"2015-02-08T14:16:54","modified_gmt":"2015-02-08T14:16:54","slug":"estrelas-sao-100-milhoes-de-anos-mais-jovens-do-que-se-acreditava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estrelas-sao-100-milhoes-de-anos-mais-jovens-do-que-se-acreditava\/","title":{"rendered":"Estrelas s\u00e3o 100 milh\u00f5es de anos mais jovens do que se acreditava"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-15566\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As primeiras estrelas s\u00e3o pelo menos 100 milh\u00f5es de anos mais jovens do que os cientistas acreditavam. Um estudo feito a partir dos dados do telesc\u00f3pio Planck, da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA, na sigla em ingl\u00eas), mostrou que a forma\u00e7\u00e3o delas se deu 550 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, a grande explos\u00e3o que deu origem ao Universo\u00a0h\u00e1 13,8 bilh\u00f5es de anos.\u00a0Os primeiros c\u00e1lculos dos astr\u00f4nomos mostravam que as estrelas haviam nascido 440 milh\u00f5es de anos depois do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Antes desse per\u00edodo, o Universo era uma grande massa\u00a0escura, o que s\u00f3 come\u00e7ou a mudar com o surgimento das\u00a0primeiras gal\u00e1xias, entre 300 milh\u00f5es e 400 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. No entanto, os cientistas dispunham de ind\u00edcios de\u00a0que elas sozinhas n\u00e3o teriam for\u00e7a suficiente para tirar o Universo da escurid\u00e3o antes de 450 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. As novas evid\u00eancias trazidas pelo telesc\u00f3pio Planck diminuem o problema, pois indicam que\u00a0inicialmente\u00a0surgiram as gal\u00e1xias e, em seguida, suas estrelas.<\/p>\n<p>\u201cEssa diferen\u00e7a de 140 milh\u00f5es de anos pode n\u00e3o parecer significativa no contexto de 13,8 bilh\u00f5es de anos do cosmos, mas \u00e9 uma grande mudan\u00e7a em nossa compreens\u00e3o de como alguns eventos-chave se desenvolveram nas \u00e9pocas mais remotas\u201d, afirmou George Efstathiou, um dos l\u00edderes da equipe respons\u00e1vel pelo telesc\u00f3pio Planck, \u00e0 <em>BBC<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo \u2014<\/strong>\u00a0As informa\u00e7\u00f5es para a descoberta foram coletadas por observa\u00e7\u00f5es feitas entre 2009 e 2013 pelo telesc\u00f3pio espacial lan\u00e7ado pela ESA em 2009. Seu objetivo \u00e9 estudar a chamada radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo, que s\u00e3o os primeiros raios de luz emitidos em toda a hist\u00f3ria. Nos primeiros momentos ap\u00f3s o Big Bang, o Universo era composto por uma mistura muito quente de pr\u00f3tons, el\u00e9trons e f\u00f3tons. Com o passar dos mil\u00eanios, essa mistura foi se resfriando e, quando chegou a cerca de 2.700 graus Celsius, pr\u00f3tons e el\u00e9trons passaram a se juntar, formando os primeiros \u00e1tomos de hidrog\u00eanio e h\u00e9lio. Assim, os f\u00f3tons, que s\u00e3o as part\u00edculas de luz, ficaram livres para percorrer o cosmos.<\/p>\n<p>Essa mesma radia\u00e7\u00e3o primordial est\u00e1 at\u00e9 hoje, mais de 13 bilh\u00f5es de anos depois, viajando pelas gal\u00e1xias.\u00a0No entanto, com a enorme expans\u00e3o que o Universo sofreu durante esse tempo, esses raios de luz tamb\u00e9m tiveram seu comprimento de onda expandido. Eles s\u00e3o invis\u00edveis ao olho humano e s\u00f3 podem ser observados por meio de radiotelesc\u00f3pios ou telesc\u00f3pios infravermelhos,\u00a0como o telesc\u00f3pio Planck.<\/p>\n<p>Apesar de essa radia\u00e7\u00e3o estar quase uniformemente distribu\u00edda pelo Universo, ela apresenta algumas flutua\u00e7\u00f5es pequenas de temperatura, que foram detectadas pelos instrumentos sens\u00edveis do sat\u00e9lite. Essas flutua\u00e7\u00f5es representam pontos onde o Universo era mais denso e seriam como sementes das estruturas que formam o Universo hoje em dia,\u00a0como as estrelas e gal\u00e1xias de hoje.\u00a0Trata-se de uma esp\u00e9cie de \u201cluz-f\u00f3ssil\u201d que, pela primeira vez, pode ser vista em detalhes.<\/p>\n<p>Os dados enviados pelo telesc\u00f3pio foram publicados pela ESA em um seu site, e devem ser\u00a0usados por\u00a0outras equipes de cientistas para confirmar a descoberta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As primeiras estrelas s\u00e3o pelo menos 100 milh\u00f5es de anos mais jovens do que os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15566,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/estrelas_jovens.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As primeiras estrelas s\u00e3o pelo menos 100 milh\u00f5es de anos mais jovens do que os","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15565"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15565"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15565\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15566"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}