{"id":155,"date":"2014-04-27T03:28:58","date_gmt":"2014-04-27T03:28:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=155"},"modified":"2014-04-27T03:28:58","modified_gmt":"2014-04-27T03:28:58","slug":"xisto-brasil-precisa-fazer-uma-avaliacao-estrategica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/xisto-brasil-precisa-fazer-uma-avaliacao-estrategica\/","title":{"rendered":"Xisto: Brasil precisa fazer uma avalia\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica"},"content":{"rendered":"<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Entrevista especial com Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>\u201cSe a explora\u00e7\u00e3o de xisto vier a acontecer agora, os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos n\u00e3o est\u00e3o preparados para dar conta desses estudos\u201d, adverte o ge\u00f3logo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">O sucesso econ\u00f4mico dos\u00a0<strong>Estados Unidos<\/strong>\u00a0com a\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/523296-extracao-de-xisto-o-brasil-parece-querer-progresso-a-qualquer-custo-entrevista-especial-com-suzana-padua\" target=\"_blank\"><strong>extra\u00e7\u00e3o do g\u00e1s de xisto<\/strong>\u00a0<\/a>despertou o interesse brasileiro em explorar as reservas do pa\u00eds que, especula-se, est\u00e1 entre os dez que possuem as maiores quantidades de xisto do mundo. A pressa em lucrar com as poss\u00edveis reservas fez com que a<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/511650-para-anp-chevron-poderia-ter-evitado-vazamento\" target=\"_blank\"><strong>\u00a0Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo \u2013 ANP<\/strong><\/a>\u00a0inclu\u00edsse, no final do ano passado, a extra\u00e7\u00e3o de xisto na pauta de licita\u00e7\u00f5es do\u00a0<strong>Plano 2012-2021<\/strong>. A decis\u00e3o causou pol\u00eamica entre ge\u00f3logos e pesquisadores, porque ainda n\u00e3o se tem \u201ccerteza de que o Brasil possui grandes reservas e, principalmente, n\u00e3o se conhece bem qual \u00e9 o tipo de g\u00e1s nas bacias sedimentares brasileiras\u201d, diz\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihuonline.unisinos.br\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3058&amp;secao=321\" target=\"_blank\"><strong>Ger\u00f4ncio Rocha<\/strong><\/a>\u00a0\u00e0\u00a0<strong>IHU On-Line<\/strong>, em entrevista concedida por e-mail.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Ele esclarece que a extra\u00e7\u00e3o realizada nos\u00a0<strong>Estados Unidos<\/strong>\u00a0\u201c\u00e9 mais econ\u00f4mica, porque os po\u00e7os est\u00e3o em profundidade relativamente menor do que os po\u00e7os do pr\u00e9-sal\u201d que existem no\u00a0<strong>Brasil<\/strong>. Antes de optar pela extra\u00e7\u00e3o do xisto, acentua, \u00e9 preciso \u201cfazer um estudo comparativo econ\u00f4mico da produtividade do g\u00e1s de xisto versus a produtividade dos po\u00e7os do pr\u00e9-sal, at\u00e9 porque os po\u00e7os est\u00e3o sendo perfurados com sucesso\u201d. E acrescenta: \u201cEsse tipo de avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, econ\u00f4mica e ambiental deveria ser feito para cada uma das bacias sedimentares brasileiras, porque a camada do xisto ocorre em posi\u00e7\u00f5es diferenciadas em cada uma delas, visto que elas foram formadas em tempos diferentes\u201d.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">\u00a0<img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/encrypted-tbn1.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcSBmrndAH4yh4-bOcsfzQIID-ePgGI3Ifeq3m5SJIM2qVJH8rMU\" alt=\" \" width=\"259\" height=\"194\" \/><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">\u00a0Foto:\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/aldeia-de-alvaro.chospitalarios.com\/Fotos\/Fotos.htm\" target=\"_blank\">Aldeia de \u00c1lvaro<\/a><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Ge\u00f3logo respons\u00e1vel durante muitos anos pela coordenadoria de\u00a0<strong>Recursos H\u00eddricos da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de S\u00e3o Paulo<\/strong>,\u00a0<strong>Rocha<\/strong>\u00a0adverte que a extra\u00e7\u00e3o de xisto pode contaminar a \u00e1gua das bacias sedimentares e dos aqu\u00edferos, porque a t\u00e9cnica de explora\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante diferente da utilizada para extra\u00e7\u00e3o dos po\u00e7os de petr\u00f3leo. \u201cO po\u00e7o de petr\u00f3leo \u00e9 um po\u00e7o vertical com profundidade geralmente elevada, no qual o petr\u00f3leo ou o g\u00e1s entra e ent\u00e3o \u00e9 bombeado e extra\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">No caso do\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/522936-gas-de-xisto-cientistas-brasileirose-os-proximos-leiloes-da-anp\" target=\"_blank\">g\u00e1s de xisto<\/a>, se faz um po\u00e7o vertical, que atravessa essa camada produtora do g\u00e1s \u2014 chamada de xisto \u2014, e depois s\u00e3o feitas v\u00e1rias perfura\u00e7\u00f5es horizontais de centenas de metros de extens\u00e3o, atravessando a camada de xisto. Ap\u00f3s, se injeta, com alta press\u00e3o, um coquetel com subst\u00e2ncias qu\u00edmicas de \u00e1gua e areia para abrir as fraturas ao longo desses furos. \u00c9 um processo altamente destrutivo que acontece a mais de mil metros de profundidade.\u201d<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Para ele, antes de iniciar o processo de\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/523572-xisto-implicacoes-economicas-e-ambientais-entrevista-especial-com-luiz-fernando-scheibe\" target=\"_blank\">explora\u00e7\u00e3o do xisto<\/a>, o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0deve estipular um prazo de cinco anos para realizar as pesquisas necess\u00e1rias e formar t\u00e9cnicos especializados na \u00e1rea. \u201cNesse intervalo de cinco anos, paralelamente a essas iniciativas, defendemos o que foi feito, por exemplo, no\u00a0<strong>Canad\u00e1<\/strong>. O governo do<strong>\u00a0Canad\u00e1<\/strong>\u00a0instituiu uma comiss\u00e3o de alto n\u00edvel, com especialistas, e deu um prazo para fazer essa avalia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s de xisto, a qual ser\u00e1 comparada com o desempenho dos\u00a0<strong>Estados Unidos<\/strong>, por exemplo. Ent\u00e3o, depois desse estudo e de um debate muito claro, o governo ter\u00e1 que propor estrat\u00e9gias para o futuro: explorar o g\u00e1s com intensidade determinada ou simplesmente n\u00e3o explorar e deixar uma reserva para o futuro\u201d, ressalta.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/527887-e-preciso-ir-com-muita-calma-com-o-gas-de-xisto\" target=\"_blank\"><strong>Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha<\/strong><\/a>\u00a0\u00e9 graduado em Geologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul \u2013 UFRGS. \u00c9 autor de\u00a0<strong>Um copo d\u2019\u00e1gua<\/strong>\u00a0(S\u00e3o Leopoldo: Unisinos, 2003).<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Confira a entrevista.<\/strong><\/p>\n<p><strong>IHU On-Line &#8211; Como avalia a inclus\u00e3o do xisto no leil\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo -ANP, no ano passado? O que explica a decis\u00e3o da ANP? Se o xisto n\u00e3o \u00e9 citado no Plano 2012-2021, por que foi colocado com tanta pressa na pauta de licita\u00e7\u00e3o para explora\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha \u2013<\/strong>\u00a0\u00c9 dif\u00edcil saber. S\u00f3 a\u00a0<strong>ANP<\/strong>\u00a0poderia responder a isso, porque a decis\u00e3o foi um desprop\u00f3sito, n\u00e3o tinha sentido. Talvez seja porque h\u00e1 um ano o g\u00e1s de xisto estava com grande destaque nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, pelo sucesso econ\u00f4mico nos\u00a0<strong>Estados Unidos<\/strong>. No mercado isso se chama\u00a0<strong>\u201cefeito manada\u201d<\/strong>, \u00e0s vezes algu\u00e9m sai na frente e os outros o seguem automaticamente. N\u00e3o conseguimos saber o que efetivamente houve, porque a\u00a0<strong>ANP<\/strong>\u00a0n\u00e3o passou nenhuma informa\u00e7\u00e3o ou explica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o g\u00e1s de xisto nem era mencionado no<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/514086-energia-pequenos-avancos-grandes-retrocessos\" target=\"_blank\"><strong>Plano 2012-2021<\/strong><\/a>, o qual est\u00e1 todo embasado no g\u00e1s natural convencional. Ali\u00e1s, esse Plano \u00e9 muito bem feito; prev\u00ea um crescimento forte das reservas de petr\u00f3leo e g\u00e1s nessa d\u00e9cada, basicamente por conta das reservas do pr\u00e9-sal, porque os po\u00e7os de petr\u00f3leo s\u00e3o de alta produtividade. E o plano se baseia nesses campos de \u00f3leos descobertos recentemente, e n\u00e3o no g\u00e1s de xisto.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>IHU On-Line &#8211; Qual a diferen\u00e7a entre o g\u00e1s natural e o xisto?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha \u2013<\/strong>\u00a0A forma de ocorr\u00eancia. O g\u00e1s natural (tradicional) ocorre em estruturas geol\u00f3gicas, em espa\u00e7os pr\u00f3prios e geralmente em estruturas de falhamentos, de deslocamentos de blocos e de rochas. Ali existe um espa\u00e7o onde se acumula o g\u00e1s natural.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">J\u00e1 no caso do xisto, \u00e9 diferente: o g\u00e1s n\u00e3o se acumula em um local desse tipo, por\u00e9m ele impregna toda a rocha em pel\u00edculas microsc\u00f3picas. Portanto, o g\u00e1s se acumula ali e, para extra\u00ed-lo \u2014 e essa \u00e9 uma nova t\u00e9cnica utilizada nos\u00a0<strong>Estados Unidos<\/strong>\u00a0\u2014, usa-se um coquetel de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas misturadas com \u00e1gua e areia para abrir essas fraturas horizontais da rocha e deixar escapar o g\u00e1s. Trata-se de um m\u00e9todo altamente prejudicial, que acaba destruindo a pr\u00f3pria rocha. O que sobra depois do uso dessa tecnologia de captura do g\u00e1s \u00e9 algo como se fosse o\u00a0<strong>\u201cbaga\u00e7o da laranja\u201d<\/strong>. Na verdade, esse g\u00e1s contido na rocha tamb\u00e9m \u00e9 um g\u00e1s natural, s\u00f3 que ele n\u00e3o \u00e9 convencional\/usual. Quem inaugurou esse processo foram os<strong>\u00a0Estados Unidos<\/strong>. Essa t\u00e9cnica \u00e9 muito eficaz em termos de captura de xisto, por\u00e9m \u00e9 perigosa, porque h\u00e1 escapamento de g\u00e1s nessas fraturas abertas ou reabertas. Existem fraturas horizontais e verticais na camada do xisto e, por isso, o g\u00e1s escapa por essas fraturas e chega aos aqu\u00edferos que est\u00e3o acima da camada da rocha portadora do g\u00e1s. Ent\u00e3o, a\u00ed est\u00e1 o perigo potencial para a contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas, dos aqu\u00edferos de \u00e1gua doce.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www1.sustentareengenharia.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/xisto-550x442.jpg\" alt=\" \" width=\"457\" height=\"367\" \/><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www1.sustentareengenharia.com.br\/gas-de-xisto-tem-potencial-para-energizar-o-mundo-indicam-palestrantes-na-fecomerciosp\/\" target=\"_blank\">Foto: Sustentare<\/a><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">\u00a0<strong>IHU On-Line &#8211; Em termos de import\u00e2ncia energ\u00e9tica, o uso de xisto equivale ao uso de petr\u00f3leo ou g\u00e1s natural?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha \u2013<\/strong>\u00a0O que se fala do sucesso econ\u00f4mico nos\u00a0<strong>Estados Unidos<\/strong>\u00a0\u00e9 que a extra\u00e7\u00e3o \u00e9 mais econ\u00f4mica porque os po\u00e7os est\u00e3o em profundidade relativamente menor do que, por exemplo, os nossos po\u00e7os do pr\u00e9-sal, que s\u00e3o da ordem de 5 mil metros, enquanto os po\u00e7os de g\u00e1s est\u00e3o entre mil e 2 mil metros. Talvez essa seja a principal motiva\u00e7\u00e3o do emprego dessa t\u00e9cnica de fraturamento, porque os po\u00e7os s\u00e3o mais econ\u00f4micos. A produ\u00e7\u00e3o do g\u00e1s \u00e9 como a de g\u00e1s convencional dos po\u00e7os do pr\u00e9-sal. Agora, falta fazer esse estudo comparativo entre os po\u00e7os do pr\u00e9-sal e os do g\u00e1s de xisto, que no Brasil ainda n\u00e3o s\u00e3o explorados. Mas os po\u00e7os do pr\u00e9-sal s\u00e3o altamente produtivos e seguros, porque o<strong>\u00a0Brasil<\/strong>\u00a0conseguiu desenvolver a tecnologia segura de explorar petr\u00f3leo e g\u00e1s em grandes profundidades.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>IHU On-Line \u2013 Dizem que o Brasil possui as maiores reservas de xisto do mundo. Isso justifica a explora\u00e7\u00e3o? O pa\u00eds deve assumir uma postura ofensiva ou defensiva no sentido de pesquisar os riscos da extra\u00e7\u00e3o? O senhor sugere que se espere cinco anos para iniciar a explora\u00e7\u00e3o. Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha \u2013<\/strong>\u00a0Na verdade n\u00e3o existe a certeza de que o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>\u00a0possui grandes reservas e, principalmente, n\u00e3o se conhece bem qual \u00e9 o tipo de g\u00e1s nas bacias sedimentares brasileiras. O que n\u00f3s vimos \u00e9 que um prazo de cinco anos seria o m\u00ednimo para que pudesse haver uma maior discuss\u00e3o na sociedade, a participa\u00e7\u00e3o da academia, das universidades, dos t\u00e9cnicos especialistas, porque todo esse processo foi fechado, n\u00e3o houve discuss\u00e3o. \u00c9 preciso que se fa\u00e7a uma avalia\u00e7\u00e3o dessas camadas portadoras de g\u00e1s nas diversas bacias brasileiras, porque n\u00e3o h\u00e1 estudo sobre isso. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso um tempo m\u00ednimo necess\u00e1rio para fazer o que chamamos de\u00a0<strong>\u201cavalia\u00e7\u00e3o ambiental estrat\u00e9gica\u201d<\/strong>, ou seja, como fazer um estudo comparativo econ\u00f4mico da produtividade do g\u00e1s de xisto versus a produtividade dos po\u00e7os do pr\u00e9-sal, at\u00e9 porque os po\u00e7os est\u00e3o sendo perfurados com sucesso. Seria preciso comparar essa dimens\u00e3o econ\u00f4mica com a dimens\u00e3o dos impactos ambientas previs\u00edveis no g\u00e1s de xisto e no pr\u00e9-sal tamb\u00e9m. Esse tipo de avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, econ\u00f4mica e ambiental deveria ser feito para cada uma das bacias sedimentares brasileiras, porque a camada do xisto ocorre em posi\u00e7\u00f5es diferenciadas em cada uma delas, visto que elas foram formadas em tempos diferentes. Ent\u00e3o, seria necess\u00e1rio fazer essa\u00a0<strong>\u201cavalia\u00e7\u00e3o ambiental estrat\u00e9gica\u201d<\/strong>, como n\u00f3s chamamos, em cada uma das bacias sedimentares brasileiras, comparar com a exporta\u00e7\u00e3o do g\u00e1s do pr\u00e9-sal e a\u00ed avaliar qual ser\u00e1 o futuro da pol\u00edtica energ\u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00e1s de xisto, ou seja, avaliar qual \u00e9 a conveni\u00eancia disso.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Nesse intervalo de cinco anos, paralelamente a essas iniciativas, defendemos o que foi feito, por exemplo, no\u00a0<strong>Canad\u00e1<\/strong>. O governo do\u00a0<strong>Canad\u00e1<\/strong>\u00a0instituiu uma comiss\u00e3o de alto n\u00edvel, com especialistas, e deu um prazo para fazer essa avalia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/520295-gas-de-xisto-uma-nova-revolucao-energetica\" target=\"_blank\">g\u00e1s de xisto<\/a>, a qual ser\u00e1 comparada com o desempenho dos Estados Unidos, por exemplo. Ent\u00e3o, depois desse estudo e de um debate muito claro, o governo ter\u00e1 que propor estrat\u00e9gias para o futuro: explorar o g\u00e1s com intensidade determinada ou simplesmente n\u00e3o explorar e deixar uma reserva para o futuro.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">\u00a0<strong>IHU On-Line &#8211; Qual o risco da explora\u00e7\u00e3o de xisto para as bacias sedimentares?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha \u2013<\/strong>\u00a0A\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/527040-quatro-estados-americanos-confirmam-poluicao-da-agua-decorrente-de-perfuracoes-para-extracao-de-petroleo-e-gas\" target=\"_blank\">contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua<\/a>. A t\u00e9cnica de explora\u00e7\u00e3o do g\u00e1s de xisto \u00e9 bem diferente da dos po\u00e7os de petr\u00f3leo profundos. O po\u00e7o de petr\u00f3leo \u00e9 um po\u00e7o vertical com profundidade geralmente elevada, no qual o petr\u00f3leo ou o g\u00e1s entra e ent\u00e3o \u00e9 bombeado e extra\u00eddo. No caso do g\u00e1s de xisto, se faz um po\u00e7o vertical, que atravessa essa camada produtora do g\u00e1s \u2014 chamada de xisto \u2014, e depois s\u00e3o feitas v\u00e1rias perfura\u00e7\u00f5es horizontais de centenas de metros de extens\u00e3o, atravessando a camada de xisto. Depois, se injeta, com alta press\u00e3o, um coquetel com subst\u00e2ncias qu\u00edmicas de \u00e1gua e areia para abrir as fraturas ao longo desses furos. \u00c9 um processo altamente destrutivo que acontece a mais de mil metros de profundidade. Ent\u00e3o, o g\u00e1s dessa rocha \u00e9 capturado para o po\u00e7o central, mas ele pode migrar por essas fraturas que foram abertas no processo de extra\u00e7\u00e3o fora do po\u00e7o. \u00c0s vezes o po\u00e7o n\u00e3o \u00e9 constru\u00eddo com boa t\u00e9cnica, n\u00e3o \u00e9 cimentado, essa camada n\u00e3o \u00e9 isolada, e o g\u00e1s, ent\u00e3o, pode escapar por frestas em torno do po\u00e7o, mas tamb\u00e9m pode escapar a grandes dist\u00e2ncias dele. Basicamente, pode escapar g\u00e1s metano com alta press\u00e3o ao longo dessas fraturas de rochas, que vai\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/527810-as-aguas-subterraneas-sao-um-recurso-pouco-entendido-e-ainda-pouco-apreciado-entrevista-especial-com-ricardo-hirata\" target=\"_blank\">atingir o aqu\u00edfero<\/a>, o qual geralmente est\u00e1 a um n\u00edvel superior, acima da camada do xisto. O g\u00e1s metano entra no aqu\u00edfero e acaba contaminando a \u00e1gua subterr\u00e2nea. Em todas as nossas bacias sedimentares existem aqu\u00edferos importantes acima desse g\u00e1s de xisto. No caso da bacia sedimentar do Paran\u00e1, por exemplo, tem o\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/43435-estudo-mostra-que-o-aquifero-guarani-esta-contaminado-por-agrotoxicos\" target=\"_blank\">aqu\u00edfero Guarani<\/a>, que \u00e9 enorme, \u00e9 o grande potencial de \u00e1guas subterr\u00e2neas de todo o\u00a0<strong>Cone Sul<\/strong>, e que fica virtualmente amea\u00e7ado de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Na<strong>\u00a0Bacia do Parna\u00edba<\/strong>, por exemplo, no\u00a0<strong>Piau\u00ed\u00a0<\/strong>e no<strong>\u00a0Maranh\u00e3o<\/strong>, tamb\u00e9m h\u00e1 importantes aqu\u00edferos de \u00e1gua doce. Na\u00a0<strong>Bacia do S\u00e3o Francisco<\/strong>, a mesma coisa. Ou seja, a extra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua subterr\u00e2nea passa a ficar amea\u00e7ada com essa possibilidade de contamina\u00e7\u00e3o pelo g\u00e1s, principalmente pelo g\u00e1s metano, e tamb\u00e9m por outros gases associados, como o g\u00e1s sulf\u00eddrico e as subst\u00e2ncias qu\u00edmicas utilizadas nesse processo de\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/526861-fraturamento-hidraulico-como-e-viver-proximo-a-pocos-de-gas-de-xisto\" target=\"_blank\">fraturamento hidr\u00e1ulico do xisto<\/a>.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">No<strong>\u00a0Brasil<\/strong>\u00a0n\u00e3o h\u00e1 estudos, porque ainda n\u00e3o h\u00e1 explora\u00e7\u00e3o do xisto, mas nos Estados\u00a0<strong>Unidos<\/strong>\u00a0e no\u00a0<strong>Canad\u00e1<\/strong>\u00a0j\u00e1 existem algumas comprova\u00e7\u00f5es dessas contamina\u00e7\u00f5es. Os Estados Unidos s\u00e3o um paradigma, porque \u00e9 onde houve maior sucesso econ\u00f4mico \u2014 centenas de milhares de po\u00e7os \u2014 e tamb\u00e9m onde come\u00e7am a ocorrer os problemas de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>IHU On-Line &#8211; J\u00e1 foram identificadas reservas de xisto na regi\u00e3o do aqu\u00edfero Guarani?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha \u2013<\/strong>\u00a0Toma-se conhecimento da forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica que cont\u00e9m o xisto e s\u00e3o feitos alguns c\u00e1lculos, mas s\u00e3o poucos po\u00e7os, porque basicamente s\u00e3o os po\u00e7os explorat\u00f3rios da Petrobras da d\u00e9cada de 1960, 1970 da\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/526160-anp-inclui-o-gas-de-xisto-no-leilao-a-agencia-nacional-de-petroleo-e-gas-e-biocombustiveis-anp-leiloa-nesta-quinta-28-e-sexta-feira-29-240-blocos-para-exploracao-de-gas-em-terra-incluindo-nao-convencional-gas-de-xisto-a-reportagem-e-lilian-\" target=\"_blank\"><strong>Bacia do Paran\u00e1<\/strong><\/a>. Mas em termos de quantifica\u00e7\u00e3o de reserva, n\u00e3o h\u00e1 um estudo espec\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>IHU On-Line &#8211; O senhor trabalhou durante muitos anos no \u00f3rg\u00e3o gestor dos recursos h\u00eddricos em S\u00e3o Paulo. H\u00e1 alguma discuss\u00e3o entre os gestores dos recursos h\u00eddricos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 extra\u00e7\u00e3o e ao tratamento da \u00e1gua? Os \u00f3rg\u00e3os gestores dos recursos h\u00eddricos t\u00eam preparo t\u00e9cnico para tratar um caso de contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua por conta do xisto?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha \u2013<\/strong>\u00a0Essa discuss\u00e3o est\u00e1 come\u00e7ando. Ela infelizmente ainda n\u00e3o se estendeu e n\u00e3o \u00e9 p\u00fablica. O que h\u00e1 \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o da academia. Depois de enviarmos uma carta \u00e0\u00a0<strong>Presid\u00eancia da Rep\u00fablica<\/strong>, em junho do ano passado, houve, em julho, uma reuni\u00e3o anual da\u00a0<strong>Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia \u2013 SBPC<\/strong>, em\u00a0<strong>Recife<\/strong>, a qual tamb\u00e9m enviou uma manifesta\u00e7\u00e3o para a presidente Dilma. A academia provavelmente tamb\u00e9m demonstrou a sua preocupa\u00e7\u00e3o. No meio pol\u00edtico, nos estados do\u00a0<strong>Sul<\/strong>, os governadores t\u00eam feito reuni\u00f5es para reivindicar a infraestrutura de g\u00e1s na regi\u00e3o para favorecer o desenvolvimento econ\u00f4mico, mas n\u00e3o falam do\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/noticias\/526429-projeto-congela-exploracao-do-gas-de-xisto-por-cinco-anos\" target=\"_blank\">g\u00e1s de xisto<\/a>; eles querem qualquer g\u00e1s. Eu conhe\u00e7o essas manifesta\u00e7\u00f5es de governo. Outros governos estaduais est\u00e3o na expectativa para saber o que realmente ser\u00e1 feito: se vai se explorar efetivamente o g\u00e1s ou n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>IHU On-Line &#8211; O senhor teve retorno da carta enviada ao governo pedindo o adiamento do leil\u00e3o de xisto por pelo menos cinco anos?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha &#8211;<\/strong>\u00a0N\u00f3s t\u00ednhamos uma esperan\u00e7a de a presidente ter lido a nossa carta, mas depois de quase nove meses, acho que ela nem chegou a ler. A carta deve ter ficado nos escaninhos da burocracia, porque, se ela lesse a argumenta\u00e7\u00e3o, veria que ela \u00e9 t\u00e3o simples, e poderia determinar a revis\u00e3o desse ato.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Alguns dias depois de enviarmos a carta \u00e0 presidente, a\u00a0<strong>\u201cburocracia\u201d<\/strong>\u00a0acusou o recebimento, informou que a carta tinha sido protocolada e que iria ao\u00a0<strong>Minist\u00e9rio de Minas e Energia<\/strong>. Recebemos uma resposta burocr\u00e1tica, mas isso n\u00e3o significa que a presidente tenha lido a carta.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>IHU On-Line &#8211; Como a academia e o Estado se posicionam em rela\u00e7\u00e3o ao xisto? Percebe diferen\u00e7a nos discursos e nos prop\u00f3sitos em rela\u00e7\u00e3o a ele?<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><strong>Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha \u2013<\/strong>\u00a0N\u00e3o h\u00e1 uma discuss\u00e3o espec\u00edfica. Os pol\u00edticos e os governadores ainda est\u00e3o na expectativa. Como disse, eles querem g\u00e1s, mas esse g\u00e1s pode ser promovido inteiramente pelos\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/515584-a-sede-pelo-petroleo-e-a-destruicao-dos-oceanos-entrevista-especial-com-nathalie-rey\" target=\"_blank\">po\u00e7os do pr\u00e9-sal<\/a>.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">H\u00e1 algumas iniciativas ligadas \u00e0 universidade, como, por exemplo, a capacita\u00e7\u00e3o de pessoal. Se a explora\u00e7\u00e3o de xisto vier a acontecer agora, os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos n\u00e3o est\u00e3o preparados para dar conta desses estudos. Al\u00e9m disso, existem poucos pesquisadores nas universidades. H\u00e1 algumas pequenas empresas privadas de consultores especializados, mas n\u00e3o \u00e9 o poder p\u00fablico. E \u00e9 o poder p\u00fablico quem vai tratar de casos reais. Ent\u00e3o, h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o da universidade em promover capacita\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicos que estejam aptos a lidar com essa extra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Tamb\u00e9m seria importante que algu\u00e9m trouxesse \u2014 poderia ser a pr\u00f3pria\u00a0<strong>SBPC<\/strong>\u00a0\u2014 o representante dessa comiss\u00e3o especial criada no\u00a0<strong>Canad\u00e1<\/strong>, para que se transmitisse a experi\u00eancia deles, porque l\u00e1 existe um hist\u00f3rico de explora\u00e7\u00e3o e eles est\u00e3o reavaliando o processo. Para o\u00a0<strong>Brasil<\/strong>, \u00e9 importante ver o tipo de avalia\u00e7\u00e3o que eles fizeram e est\u00e3o fazendo.<\/p>\n<p style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Fonte:<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/www.ihu.unisinos.br\/entrevistas\/528817-xisto-brasil-precisa-fazer-uma-avaliacao-estrategica-entrevista-especial-com-geroncio-albuquerque-rocha\" target=\"_blank\">\u00a0IHU On-Line<\/a><br \/>\n09.03.2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista especial com Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha \u201cSe a explora\u00e7\u00e3o de xisto vier a acontecer agora,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"sabrina","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/sabrina\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Entrevista especial com Ger\u00f4ncio Albuquerque Rocha \u201cSe a explora\u00e7\u00e3o de xisto vier a acontecer agora,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=155"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/155\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}