{"id":15457,"date":"2015-02-06T19:00:19","date_gmt":"2015-02-06T19:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=15457"},"modified":"2015-02-06T13:33:41","modified_gmt":"2015-02-06T13:33:41","slug":"vulcoes-submarinos-sao-novo-fator-para-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/vulcoes-submarinos-sao-novo-fator-para-mudancas-climaticas\/","title":{"rendered":"Vulc\u00f5es submarinos s\u00e3o novo fator para mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-15458\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>As vastas cadeias de vulc\u00f5es escondidas no fundo dos oceanos s\u00e3o vistas por muitos cientistas como \u201cgigantes gentis\u201d, expelindo lava a um ritmo lento e constante ao longo das fissuras no leito marinho. Mas um novo estudo mostra que elas se agitam em ciclos regulares, que variam de duas semanas a cem mil anos, entrando em erup\u00e7\u00e3o quase exclusivamente nos primeiros seis meses de cada ano. E tais pulsos, aparentemente ligados a varia\u00e7\u00f5es de curto e longo prazo na \u00f3rbita da Terra e no n\u00edvel do mar, podem ajudar a dar a partida em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas naturais.<\/p>\n<article>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"large-16 columns\">\n<div class=\"corpo novo large-16 columns\">\n<p>Os cientistas h\u00e1 tempos especulam que os ciclos de atividade dos vulc\u00f5es em terra, ao emitir grandes quantidades de di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera, poderiam influenciar no clima, mas at\u00e9 agora n\u00e3o existiam evid\u00eancias de que os vulc\u00f5es submarinos tamb\u00e9m poderiam contribuir com tais fen\u00f4menos. Assim, o estudo sugere que os modelos da din\u00e2mica natural do clima do planeta e, por consequ\u00eancia, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que estariam sendo causadas pela a\u00e7\u00e3o humana devem ser ajustados para incluir esses ciclos.<\/p>\n<p>\u2014 As pessoas t\u00eam ignorado os vulc\u00f5es nos leitos oce\u00e2nicos baseadas na ideia de que sua influ\u00eancia \u00e9 pequena, mas isso acontece apenas porque elas presumem que eles t\u00eam uma atividade constante, o que n\u00e3o \u00e9 verdade \u2014 conta Maya Tolstoy, pesquisadora do Observat\u00f3rio da Terra da Universidade de Columbia (EUA) e autora do estudo, publicado ontem no peri\u00f3dico cient\u00edfico \u201cGeophysical Research Letters\u201d. \u2014 Eles respondem a for\u00e7as muito grandes e muito pequenas, e isso nos diz que devemos observ\u00e1-los mais de perto.<\/p>\n<p>As fissuras com atividade vulc\u00e2nica submarina cortam o leito oce\u00e2nico como as costuras de uma bola de futebol, totalizando cerca de 60 mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Essas fissuras s\u00e3o os locais de crescimento das placas tect\u00f4nicas: \u00e0 medida que a lava \u00e9 expelida, ela forma novas extens\u00f5es do fundo do mar, que responde por cerca de 80% da crosta terrestre. Por muito tempo, o consenso era de que elas entravam em erup\u00e7\u00e3o a um ritmo constante, mas Maya descobriu que as fissuras na verdade est\u00e3o apenas passando por um fase de calmaria atualmente.<\/p>\n<p>Mesmo assim, Maya calcula que essas fissuras produzem oito vezes mais lava anualmente do que os vulc\u00f5es em terra. Gra\u00e7as \u00e0 qu\u00edmica peculiar de seu magma, no entanto, a quantidade de di\u00f3xido de carbono emitida pelas erup\u00e7\u00f5es submarinas \u00e9 aproximadamente a mesma, ou at\u00e9 um pouco menor, do que a lan\u00e7ada pelos vulc\u00f5es terrestres: cerca de 88 milh\u00f5es de toneladas por ano. Mas, quando elas entram nos per\u00edodos de grande atividade, suas emiss\u00f5es de CO2 disparariam, num processo que faria parte dos longos ciclos naturais de aquecimento e esfriamento do planeta.<\/p>\n<p>\u2014 Isso pode claramente ter implica\u00e7\u00f5es na quantifica\u00e7\u00e3o e na caracteriza\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em per\u00edodos que v\u00e3o de d\u00e9cadas a centenas de milhares de anos \u2014 diz Daniel Fornari, pesquisador do Instituto Oceanogr\u00e1fico Woods Hole e que n\u00e3o participou do estudo de Maya.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As vastas cadeias de vulc\u00f5es escondidas no fundo dos oceanos s\u00e3o vistas por muitos cientistas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15458,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/vulcao_sbmarino.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As vastas cadeias de vulc\u00f5es escondidas no fundo dos oceanos s\u00e3o vistas por muitos cientistas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15457"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15457"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15457\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15458"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15457"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15457"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15457"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}