{"id":152327,"date":"2021-08-26T13:00:25","date_gmt":"2021-08-26T16:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=152327"},"modified":"2021-09-03T15:55:53","modified_gmt":"2021-09-03T18:55:53","slug":"estudo-detalha-atuacao-de-proteina-que-captura-metais-livres-associados-a-doencas-neurodegenerativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-detalha-atuacao-de-proteina-que-captura-metais-livres-associados-a-doencas-neurodegenerativas\/","title":{"rendered":"Estudo detalha atua\u00e7\u00e3o de prote\u00edna que \u2018captura\u2019 metais livres associados a doen\u00e7as neurodegenerativas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=152328\" rel=\"attachment wp-att-152328\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-152328\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores do Instituto de Qu\u00edmica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IQ-USP) e colaboradores da Universidade de Nanjing (China) detalharam pela primeira vez o funcionamento da metalotione\u00edna humana, uma prote\u00edna respons\u00e1vel por controlar a concentra\u00e7\u00e3o de metais no organismo. O estudo mostrou como a mol\u00e9cula atua para \u201ccapturar\u201d mol\u00e9culas de zinco, cobre, ferro e at\u00e9 mesmo de metais pesados, como merc\u00fario, impedindo que esses elementos vaguem livres pelo organismo e causem doen\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>Publicado<\/strong>\u00a0na revista\u00a0<i>Research<\/i>, o trabalho teve\u00a0<b>financiamento da FAPESP<\/b>\u00a0por meio do Programa S\u00e3o Paulo Researchers in International Collaboration (SPRINT). Os cientistas uniram t\u00e9cnicas de microscopia de for\u00e7a at\u00f4mica e simula\u00e7\u00f5es moleculares por supercomputa\u00e7\u00e3o para identificar como as liga\u00e7\u00f5es entre a prote\u00edna e os metais s\u00e3o estabelecidas e quebradas.<\/p>\n<p>Como descrevem os autores no artigo, a metalotione\u00edna \u00e9 altamente din\u00e2mica, quase \u201cl\u00edquida\u201d, pois n\u00e3o apresenta uma estrutura fixa e muda constantemente de acordo com as liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas com os metais, que s\u00e3o de baixa estabilidade, quebram e se reformam facilmente.<\/p>\n<p>\u201cMateriais contendo metais s\u00e3o duros e est\u00e1veis do ponto de vista macrosc\u00f3pico, mas microscopicamente mostramos que podem ser extremamente flex\u00edveis. A metalotione\u00edna seria o mais pr\u00f3ximo que existe no mundo biol\u00f3gico de algo como o personagem de metal l\u00edquido do filme\u00a0<i>Exterminador do Futuro 2<\/i>, por exemplo\u201d, afirma\u00a0<b>Guilherme Menegon Arantes<\/b>, um dos coordenadores do estudo, em entrevista \u00e0 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do IQ-USP.<\/p>\n<p>O pesquisador explica que a metalotione\u00edna ajuda a regular a concentra\u00e7\u00e3o dos metais no organismo, mantendo uma condi\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio (homeostase). Quando est\u00e3o livres no corpo, os metais, at\u00e9 mesmo os naturais e essenciais, podem se tornar t\u00f3xicos, causando rea\u00e7\u00f5es danosas nas c\u00e9lulas. \u201cN\u00f3s mostramos que a prote\u00edna \u00e9 capaz de encapsular os metais, evitando que causem rea\u00e7\u00f5es adversas\u201d, diz Arantes.<\/p>\n<p>No entanto, alguns metais que desempenham fun\u00e7\u00f5es importantes, como o ferro e o zinco, precisam ser utilizados por outras prote\u00ednas. \u201cPor isso, as liga\u00e7\u00f5es s\u00e3o fr\u00e1geis: para que a metalotione\u00edna possa transportar e liberar os metais no momento certo para exercerem as suas atividades\u201d, completa.<\/p>\n<p>Metais como zinco, cobre e ferro j\u00e1 foram relacionados por outros estudos a doen\u00e7as neurodegenerativas. Isso porque os metais livres nos neur\u00f4nios podem se ligar a prote\u00ednas-chave, impedindo-as de realizarem as suas fun\u00e7\u00f5es corretamente.<\/p>\n<p>Outro problema decorrente de metais livres envolve o metabolismo energ\u00e9tico. Os metais pesados podem atrapalhar o funcionamento da mitoc\u00f4ndria, organela respons\u00e1vel por gerar energia para os processos metab\u00f3licos. \u201cA presen\u00e7a desses metais aumenta a produ\u00e7\u00e3o de radicais livres, que podem fazer rea\u00e7\u00f5es em cadeia, n\u00e3o controladas, e lesar as c\u00e9lulas\u201d, comenta o professor.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m descobriram que a prote\u00edna \u00e9 capaz de se ligar a dezenas de metais diferentes, desde metais naturais essenciais para o organismo, como zinco, a metais pesados e t\u00f3xicos, como c\u00e1dmio e merc\u00fario. Essas caracter\u00edsticas foram observadas pelos pesquisadores chineses por meio da microscopia de for\u00e7a at\u00f4mica, uma tecnologia que permite manipular uma \u00fanica mol\u00e9cula com resolu\u00e7\u00e3o at\u00f4mica e verificar as suas propriedades mec\u00e2nicas e f\u00edsico-qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Highly Dynamic Polynuclear Metal Cluster Revealed in a Single Metallothionein Molecule<\/i>\u00a0pode ser lido em:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/spj.sciencemag.org\/journals\/research\/2021\/9756945\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/spj.sciencemag.org\/journals\/research\/2021\/9756945\/<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><i>* Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do IQ-USP<\/i>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Instituto de Qu\u00edmica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IQ-USP) e colaboradores da Universidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":152328,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3,1],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/metais.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores do Instituto de Qu\u00edmica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IQ-USP) e colaboradores da Universidade","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152327"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152327"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152327\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":152331,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152327\/revisions\/152331"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}