{"id":152115,"date":"2021-08-23T10:06:12","date_gmt":"2021-08-23T13:06:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=152115"},"modified":"2021-08-23T10:06:34","modified_gmt":"2021-08-23T13:06:34","slug":"agronegocio-pode-levar-o-cerrado-ao-colapso-em-menos-de-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/agronegocio-pode-levar-o-cerrado-ao-colapso-em-menos-de-30-anos\/","title":{"rendered":"Agroneg\u00f3cio pode levar o Cerrado ao colapso em menos de 30 anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/agronegocio-pode-levar-o-cerrado-ao-colapso-em-menos-de-30-anos\/cerrado-75\/\" rel=\"attachment wp-att-152116\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-152116\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Cerrado de hoje \u00e9 perceptivelmente mais quente e seco do que era no passado. Aumentos de 2,24 \u00b0C em m\u00e9dia nas temperaturas m\u00e1ximas mensais foram observados entre 1961 e 2019, com picos de 4 \u00b0C no m\u00eas de outubro.<\/p>\n<p>O bioma do Cerrado \u00e9 um dos hotspots de biodiversidade do mundo e fonte vital para grande parte da \u00e1gua no Brasil. Apesar da sua import\u00e2ncia, tudo indica que esse bioma pode entrar em colapso em menos de 30 anos se o agroneg\u00f3cio continuar avan\u00e7ando no ritmo atual. Essa descoberta \u00e9 o escopo de um artigo baseado em pesquisas prim\u00e1rias apresentado por 12 cientistas brasileiros e publicado recentemente na revista Global Change Biology.<\/p>\n<p>\u201cEstamos falando de linhagens inteiras de vida que desaparecer\u00e3o, sem mencionar v\u00e1rios insetos que existem apenas no Cerrado\u201d, alerta Gabriel Hofmann, doutor em Ecologia e p\u00f3s-graduando em Geografia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).<\/p>\n<p>Hofmann \u00e9 o autor principal de um novo estudo que analisa como a transforma\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa em lavouras est\u00e1 acelerando as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas em um bioma que j\u00e1 teve quase metade de sua \u00e1rea convertida em planta\u00e7\u00f5es de soja, milho e algod\u00e3o e pastos para gado. O aumento percept\u00edvel do desmatamento aconteceu ap\u00f3s os anos 1990, quando produtores do agroneg\u00f3cio se concentraram numa parte do bioma que apelidaram de Matopiba \u2013 acr\u00f4nimo que re\u00fane as s\u00edlabas iniciais de quatro estados: Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia. Hoje a regi\u00e3o \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da nova fronteira agr\u00edcola brasileira.<\/p>\n<p>O Cerrado de hoje \u00e9 perceptivelmente mais quente e seco do que era no passado, conclui o artigo a partir de an\u00e1lises de temperatura e mudan\u00e7as na precipita\u00e7\u00e3o ao longo de seis d\u00e9cadas. Aumentos de 2,24 \u00b0C em m\u00e9dia nas temperaturas m\u00e1ximas mensais foram observados entre 1961 e 2019, com picos de 4 \u00b0C no m\u00eas de outubro. Se esta tend\u00eancia persistir, a temperatura ser\u00e1 6 \u00b0C mais alta em 2050 em compara\u00e7\u00e3o com 1961, afirma o artigo. \u201cAs mudan\u00e7as clim\u00e1ticas por si s\u00f3 j\u00e1 t\u00eam este efeito [quente e seco] sobre a regi\u00e3o. O que estamos fazendo \u00e9 ampliar este efeito expandindo as \u00e1reas de planta\u00e7\u00f5es, como a soja, e reduzindo a cobertura de vegeta\u00e7\u00e3o nativa\u201d, diz Francisco Aquino, professor de Geografia da UFRGS e um dos autores do estudo.<\/p>\n<p>No artigo, os pesquisadores argumentam que a interfer\u00eancia humana est\u00e1 perturbando uma estrat\u00e9gia eficiente da natureza, em que, durante os meses de pouca ou nenhuma chuva, as \u00e1rvores do Cerrado usam suas ra\u00edzes profundas para buscar \u00e1gua em aqu\u00edferos a at\u00e9 15 metros de profundidade no subsolo. Isso permite que as plantas continuem realizando fotoss\u00edntese e soltando \u00e1gua na atmosfera atrav\u00e9s da transpira\u00e7\u00e3o e da evapora\u00e7\u00e3o mesmo na esta\u00e7\u00e3o seca. Esse mecanismo, explica Hofmann, desaparece com o avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio e a substitui\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o por grandes lavouras: \u201cNa esta\u00e7\u00e3o seca, os fazendeiros n\u00e3o plantam nada no Cerrado. Eles deixam o solo nu ou [coberto] com mat\u00e9ria org\u00e2nica morta. Como n\u00e3o h\u00e1 plantas para absorver a energia do sol e fazer fotoss\u00edntese, toda essa energia \u00e9 usada para aquecer o ar, e a temperatura aumenta\u201d.<\/p>\n<p>Esse processo de esquentar e secar desencadeia um efeito cascata que pode acabar com a maior parte da biodiversidade do Cerrado. Plantas menores, que n\u00e3o t\u00eam ra\u00edzes longas, dependem do orvalho como sua \u00fanica fonte de \u00e1gua na esta\u00e7\u00e3o seca. O orvalho costuma se formar \u00e0 noite, quando as temperaturas mais baixas condensam a umidade atmosf\u00e9rica (que passa para o ar atrav\u00e9s da transpira\u00e7\u00e3o e evapora\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores de ra\u00edzes profundas). Por\u00e9m, com menos \u00e1rvores e menos vapor de \u00e1gua no ar, al\u00e9m de temperaturas mais altas durante o dia e a noite, o orvalho \u00e9 um fen\u00f4meno cada vez mais raro. \u201cEssas plantas v\u00e3o simplesmente torrar ao sol\u201d, diz Hofmann.<\/p>\n<p>Insetos, incluindo abelhas e formigas, e aranhas tamb\u00e9m s\u00e3o muito dependentes do orvalho como fonte de \u00e1gua. \u201cSe tirarmos os insetos polinizadores, o ecossistema entra em colapso\u201d, conclui Hofmann, que prev\u00ea grandes impactos na biodiversidade do Cerrado nos pr\u00f3ximos 30 anos.<\/p>\n<p>\u201cPoderemos ver o Cerrado se transformar em algo muito parecido com um deserto\u201d, alerta T\u00e9rcio Ambrizzi, professor do Departamento de Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas da Universidade de S\u00e3o Paulo, que n\u00e3o esteve envolvido no estudo. Ambrizzi, que estuda as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na Am\u00e9rica do Sul, diz que as descobertas da equipe de pesquisadores de Hofmann confirmam as previs\u00f5es que ele e outros pesquisadores fizeram oito anos atr\u00e1s para o Painel Brasileiro de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas. \u201cEssas descobertas mostram que teremos menos chuvas no Norte e no Nordeste, portanto o Cerrado ser\u00e1 mais quente e seco e mais vulner\u00e1vel a inc\u00eandios\u201d, diz Ambrizzi. Em 2019, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 63.874 focos de inc\u00eandio no Cerrado \u2013 um aumento de 61,92% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O n\u00famero de inc\u00eandios permaneceu alto em 2020.<\/p>\n<p>Em 2017, Bernardo Strassburg, da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro, alertou para o efeito do que denominou de \u201ctempestade perfeita\u201d: o encontro dos impactos da expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, o desenvolvimento de infraestrutura, a fraca prote\u00e7\u00e3o legal da terra e incentivos limitados \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o. De acordo com o artigo que publicou na \u00e9poca, as \u00e1reas p\u00fablicas protegidas cobriam apenas 7,5% do bioma (em compara\u00e7\u00e3o com 46% na Amaz\u00f4nia). Al\u00e9m disso, a morat\u00f3ria da soja, acordo segundo o qual as companhias de commodities se comprometem a n\u00e3o comprar soja de terras recentemente desmatadas na Amaz\u00f4nia Legal, n\u00e3o se aplica ao Cerrado. Tentativas de fazer com que as empresas concordem com uma morat\u00f3ria semelhante para a savana, conhecida como o Manifesto do Cerrado, fracassaram.<\/p>\n<p>\u201cO quadro que vemos \u00e9 bem pior\u201d, escreveu Strassburg. Se nada mudar, ele estima que mais de 30% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa remanescente do Cerrado seja removida para dar lugar \u00e0 agricultura at\u00e9 2050, resultando possivelmente na extin\u00e7\u00e3o de 480 esp\u00e9cies end\u00eamicas de plantas; isso equivale a mais de tr\u00eas vezes todas as extin\u00e7\u00f5es de plantas documentadas desde o ano 1500.<\/p>\n<p>No fim de junho de 2021, o ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque pediu, em rede nacional de televis\u00e3o, o uso \u201cconsciente e respons\u00e1vel\u201d de \u00e1gua e energia no pa\u00eds, que enfrenta a pior seca em quase um s\u00e9culo. Essa seca \u00e9 uma p\u00e9ssima not\u00edcia para um pa\u00eds que gera 65% de sua eletricidade a partir de hidrel\u00e9tricas. No n\u00edvel individual, ela j\u00e1 significa um aumento nas contas de energia e at\u00e9 o risco de blecautes. A seca e os danos que ela traz \u00e0 agricultura tamb\u00e9m representam uma amea\u00e7a \u00e0 economia do pa\u00eds, que luta para se recuperar da pandemia de Covid-19.<\/p>\n<p>De acordo com cientistas, os maiores problemas da crise atual se devem \u00e0 interfer\u00eancia humana. Em primeiro lugar, existem as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas causadas pelo homem, que tornam o pa\u00eds bem mais quente e seco. Al\u00e9m disso, outra parte importante do problema \u00e9 que o Brasil est\u00e1 amea\u00e7ando gravemente suas duas principais fontes de recursos h\u00eddricos. \u201cSe preservarmos a Amaz\u00f4nia e o Cerrado, preservaremos as fontes de \u00e1gua em geral. Estamos falando de duas \u00e1reas extremamente importantes, e ambas t\u00eam sido desmatadas, queimadas ou alteradas\u201d, explica Aquino. A Amaz\u00f4nia \u00e9 onde os denominados \u201crios a\u00e9reos\u201d da Am\u00e9rica do Sul se originam: correntes atmosf\u00e9ricas de umidade que partem das florestas tropicais e se dirigem ao sul e sudeste do pa\u00eds, onde se transformam em precipita\u00e7\u00e3o. Essas regi\u00f5es, por sua vez, abrigam at\u00e9 um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, e s\u00e3o as maiores v\u00edtimas da seca recorde de 2021. Assim como o Cerrado, a Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m v\u00ea sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa encolher ano ap\u00f3s ano com o desmatamento, que reduz o fluxo dos rios a\u00e9reos. Entre janeiro e julho de 2021, um total de 5.100 quil\u00f4metros quadrados de floresta foram perdidos, de acordo com o Inpe \u2013 uma \u00e1rea maior que tr\u00eas vezes a extens\u00e3o do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo. O desmatamento tem crescido em velocidade acelerada sob o governo do presidente Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p>Os problemas hidrol\u00f3gicos do Cerrado tamb\u00e9m pressagiam tempos dif\u00edceis para o agroneg\u00f3cio brasileiro, e tamb\u00e9m para o fornecimento de alimento para humanos e animais do planeta. O Brasil \u00e9 hoje o maior produtor de soja do mundo, ultrapassando recentemente os Estados Unidos. O pa\u00eds fornece soja para pa\u00edses do mundo inteiro, como China, \u00c1sia e a Uni\u00e3o Europeia. De acordo com um estudo publicado recentemente na revista cient\u00edfica World Development e assinado por cientistas do Brasil, Estados Unidos e \u00c1ustria, o aumento das temperaturas no Cerrado pode reduzir a produtividade da soja a um custo de US$ 4,5 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<figure id=\"attachment_141031\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-141031\"><a href=\"https:\/\/anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/soja.webp\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-141031 jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/soja.webp\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" srcset=\"https:\/\/anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/soja.webp 960w, https:\/\/anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/soja-300x225.webp 300w, https:\/\/anda.jor.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/soja-768x576.webp 768w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"479\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-141031\" class=\"wp-caption-text\">Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os impactos mais devastadores, dizem os especialistas, podem n\u00e3o ser sentidos pelo agroneg\u00f3cio, mas por aqueles que n\u00e3o t\u00eam dinheiro para se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cOs grandes produtores de soja podem reduzir o ciclo de suas planta\u00e7\u00f5es para evitar a esta\u00e7\u00e3o seca, ou podem investir em caros sistemas de irriga\u00e7\u00e3o. Os mais afetados, contudo, ser\u00e3o as comunidades tradicionais e agricultores familiares, que s\u00e3o aqueles que produzem alimentos para a sociedade\u201d, diz Hofmann.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cerrado de hoje \u00e9 perceptivelmente mais quente e seco do que era no passado.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":152116,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/cerrado-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":15,"uagb_excerpt":"O Cerrado de hoje \u00e9 perceptivelmente mais quente e seco do que era no passado.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152115"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152115"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152115\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":152118,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152115\/revisions\/152118"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152116"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}