{"id":152070,"date":"2021-08-22T11:28:09","date_gmt":"2021-08-22T14:28:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=152070"},"modified":"2021-08-22T11:28:12","modified_gmt":"2021-08-22T14:28:12","slug":"mg-com-calor-do-nordeste-projecao-indica-efeitos-do-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mg-com-calor-do-nordeste-projecao-indica-efeitos-do-aquecimento-global\/","title":{"rendered":"MG com calor do Nordeste? Proje\u00e7\u00e3o indica efeitos do aquecimento global"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mg-com-calor-do-nordeste-projecao-indica-efeitos-do-aquecimento-global\/efeito_estufa-9\/\" rel=\"attachment wp-att-152071\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-152071\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um\u00a0<b>calor<\/b>\u00a0t\u00e3o intenso quanto o sentido em algumas das maiores capitais do\u00a0<b>Nordeste<\/b>\u00a0do Brasil pode se projetar definitivamente sobre as montanhas mineiras, comprometendo safras, fazendo secar nascentes, minguar o volume de rios e reduzindo a gera\u00e7\u00e3o de energia, ao mesmo tempo em que amplia seu consumo. A eleva\u00e7\u00e3o seria tal que Belo Horizonte viveria dias com calor semelhante ao de Salvador, com temperatura m\u00e9dia anual passando de 20,6\u00b0C para 24,2\u00b0C.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio catastr\u00f3fico previsto caso o<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/gerais\/2021\/08\/22\/interna_gerais,1298180\/poluicao-na-grande-bh-moradores-veem-o-efeito-estufa-da-janela-de-casa.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-id=\"111\" data-m=\"{&quot;i&quot;:111,&quot;p&quot;:108,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:3}\">\u00a0aquecimento global<\/a>\u00a0n\u00e3o seja contido se instalaria em\u00a0<b>Minas Gerais<\/b>, de acordo com as modelagens mais cr\u00edticas do Relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, publicado no \u00faltimo dia 9. Segundo o estudo, at\u00e9 2100 a Terra poder\u00e1\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/nacional\/2021\/08\/10\/interna_nacional,1294352\/painel-do-clima-alerta-para-o-avanco-do-aquecimento-com-alta-de-1-5-c-ate.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-id=\"112\" data-m=\"{&quot;i&quot;:112,&quot;p&quot;:108,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:4}\">se aquecer do 1,5\u00b0C da previs\u00e3o mais otimista<\/a>\u00a0at\u00e9 os 4\u00b0C da proje\u00e7\u00e3o mais pessimista.<\/p>\n<p>Em Minas, a Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Meio Ambiente (Feam) determinou quais os munic\u00edpios mais vulner\u00e1veis a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas unindo v\u00e1rios indicadores, como eventos catastr\u00f3ficos j\u00e1 ocorridos, capacidade de resposta da Defesa Civil e das estruturas de Estado, n\u00edvel de depend\u00eancia p\u00fablica, cobertura vegetal e soberania h\u00eddrica, entre outros.<\/p>\n<p>Levando-se em conta as 33 cidades de maior vulnerabilidade clim\u00e1tica apontados nessa lista, todos teriam temperaturas elevadas a patamares similares aos atuais do Nordeste (veja exemplos no quadro), caso a Terra enfrentasse a mais alta proje\u00e7\u00e3o de aquecimento.<\/p>\n<p>[BLOCKQUOTE1]Os impactos nas cidades mineiras foram estabelecidos com base no algoritmo do IPCC, que calcula o impacto para locais espec\u00edficos do planeta em cen\u00e1rios de aquecimento de 1,5\u00b0C ou 4\u00b0C, de acordo com as coordenadas dos munic\u00edpios. Um dos mais altos impactos ocorreria em Coromandel, cidade de 28 mil habitantes do Alto Parana\u00edba, onde a atual temperatura m\u00e9dia ao longo do ano \u00e9 de 21,9\u00b0C.<\/p>\n<p>O aquecimento planet\u00e1rio poder\u00e1 elevar essa raz\u00e3o em 4\u00b0C, na estimativa mais dram\u00e1tica, chegando a 25,9\u00b0C, uma temperatura similar \u00e0 de Natal, no Rio Grande do Norte, atualmente.<\/p>\n<p>Por outro lado, Dom Bosco, no Noroeste de Minas, seria a cidade em que os term\u00f4metros indicariam mais calor, com o acr\u00e9scimo de 3,9\u00b0C aos seus 22,7\u00b0C de m\u00e9dia atual. Com isso, registrariam a m\u00e9dia de 26,6\u00b0C, a mesma de Fortaleza, capital do Cear\u00e1, no atual cen\u00e1rio.<\/p>\n<h3>\u201cPROTETOR SOLAR\u201d<\/h3>\n<p>O trabalho para aplacar o aquecimento come\u00e7a impedindo que ilhas de calor se formem nas cidades, e \u00e9 o conjunto dessas a\u00e7\u00f5es em escala global que poderia atenuar o aquecimento, afirma o doutor em geografia pela Universidade de Heidelberg (Alemanha) Klemens Augustinus Laschefski, professor do Instituto de Geoci\u00eancias da Universidade Federal de Minas Gerais.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos refor\u00e7ar o transporte p\u00fablico. Muitos carros em circula\u00e7\u00e3o, como em BH, aumentam os gases de efeito estufa (GEE). Precisamos abandonar os modelos de cidades constru\u00eddas para carros. Elas precisam privilegiar as pessoas. Tamb\u00e9m \u00e9 muito importante que tenhamos mais \u00e1reas naturais protegidas. As \u00e1reas verdes amenizam as temperaturas\u201d, explica.<\/p>\n<p>Os estragos que Minas Gerais pode sofrer com o aquecimento global e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem ser calibrados pela quantidade de munic\u00edpios que a Feam identifica como vulner\u00e1veis. \u201cUm total de 68% dos munic\u00edpios mineiros t\u00eam sensibilidade alta ao clima, sendo 5% uma sensibilidade muito alta\u201d, descreve o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cVerifica-se uma significativa concentra\u00e7\u00e3o de munic\u00edpios com exposi\u00e7\u00e3o muito alta e extrema no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha. Ao todo, s\u00e3o 102 munic\u00edpios em Minas Gerais com esses n\u00edveis de exposi\u00e7\u00e3o, com mais de 2 milh\u00f5es de habitantes\u201d, prossegue o estudo da funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Entre a esperan\u00e7a e a vulnerabilidade<\/h2>\n<p>Levantamentos do \u00f3rg\u00e3o ambiental do estado mostram que a maior parte das cidades mineiras t\u00eam uma capacidade moderada de se adaptar \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e seus efeitos (51%), somando 5 milh\u00f5es de habitantes. \u201cAs regi\u00f5es do Norte de Minas e Jequitinhonha aparecem como as mais vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. O territ\u00f3rio mineiro tem 20% de seus munic\u00edpios em \u00e1reas de vulnerabilidade extrema (6% da popula\u00e7\u00e3o total do estado)\u201d, segundo a Feam.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 esperan\u00e7a, caso haja pol\u00edticas p\u00fablicas adequadas, conscientiza\u00e7\u00e3o e melhoria de infraestrutura. \u201cGrande parte da popula\u00e7\u00e3o mineira se encontra em \u00e1reas com capacidade de adapta\u00e7\u00e3o alta, que responde por 48% dos munic\u00edpios e 71% t\u00eam vulnerabilidade relativamente baixa ou moderada\u201d, define a Feam.<\/p>\n<h3>DEPENDE DE N\u00d3S<\/h3>\n<p>O IPCC foi o primeiro organismo da ONU a concluir que os seres humanos s\u00e3o respons\u00e1veis por ampliar 1,07\u00b0C na temperatura do planeta nos \u00faltimos 50 anos. As conclus\u00f5es est\u00e3o no relat\u00f3rio \u201cClimate change 2021: The physical science basis\u201d.<\/p>\n<p>Em termos de Brasil, os modelos preveem crescimento na dura\u00e7\u00e3o das secas no Nordeste, bem como mais dias sem chuvas no Norte da Amaz\u00f4nia. A quantidade de dias com calor acima de 35\u00b0C na Amaz\u00f4nia por mais de 60 dias por ano tamb\u00e9m ser\u00e1 maior at\u00e9 o fim do s\u00e9culo. Mais secas agr\u00edcolas e ecol\u00f3gicas no Sul da Amaz\u00f4nia e em parte do Centro-Oeste s\u00e3o muito prov\u00e1veis, apontam os estudos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um\u00a0calor\u00a0t\u00e3o intenso quanto o sentido em algumas das maiores capitais do\u00a0Nordeste\u00a0do Brasil pode se projetar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":152071,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/efeito_estufa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um\u00a0calor\u00a0t\u00e3o intenso quanto o sentido em algumas das maiores capitais do\u00a0Nordeste\u00a0do Brasil pode se projetar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152070"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152070"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152070\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":152073,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152070\/revisions\/152073"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152071"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152070"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}