{"id":152049,"date":"2021-08-22T10:08:42","date_gmt":"2021-08-22T13:08:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=152049"},"modified":"2021-08-22T10:08:42","modified_gmt":"2021-08-22T13:08:42","slug":"leishmaniose-descubra-como-a-doenca-pode-afetar-caes-e-gatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/leishmaniose-descubra-como-a-doenca-pode-afetar-caes-e-gatos\/","title":{"rendered":"Leishmaniose: descubra como a doen\u00e7a pode afetar c\u00e3es e gatos!"},"content":{"rendered":"<p>Problema de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil, a leishmaniose pode levar humanos e animais \u00e0 morte<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.altoastral.com.br\/media\/_versions\/leishmaniose_descubra_como_a_doenca_pode_afetar_caes_e_gatos_widexl.jpg\" alt=\"A leishmaniose \u00e9 transmitida atrav\u00e9s da picada de mosquitos flebotom\u00edneos\" width=\"638\" height=\"359\" \/><\/p>\n<p>A leishmaniose \u00e9 transmitida atrav\u00e9s da picada de mosquitos flebotom\u00edneos &#8211; Shutterstock<\/p>\n<p>Problema de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil e em diversos pa\u00edses vizinhos, a leishmaniose \u00e9 uma doen\u00e7a grave cujas consequ\u00eancias podendo resultar em morte, invalidez e mutila\u00e7\u00e3o em humanos e animais. Um relat\u00f3rio de 2019 sobre a incid\u00eancia da doen\u00e7a nas Am\u00e9ricas aponta 15.484 registros no Brasil, mais do que o triplo do computado pelo segundo e o terceiro pa\u00eds apontado na lista: Col\u00f4mbia (5.907) e Peru (5.349).<\/p>\n<p>O levantamento foi feito pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.paho.org\/pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade<\/a>\u00a0(OPAS), que nos \u00faltimos anos, apoia pa\u00edses end\u00eamicos para desenvolvimento de iniciativas conjuntas em prol do fortalecimento das a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia e controle.<\/p>\n<p>Assim, na\u00a0<strong>Semana de Controle e Combate \u00e0 Leishmaniose<\/strong>, de 10 a 17 de agosto, vale estar atento e se informar sobre a import\u00e2ncia do controle da doen\u00e7a no Brasil, especialmente em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.altoastral.com.br\/pets\/vai-adotar-confira-algumas-dicas-antes-de-dar-boas-vindas-um-novo-pet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">c\u00e3es e gatos<\/a>, j\u00e1 que eles s\u00e3o t\u00e3o vulner\u00e1veis quanto os humanos \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais sobre a leishmaniose<\/strong><\/p>\n<p>Sheila Pincinato, professora e m\u00e9dica veterin\u00e1ria da cl\u00ednica-escola da Faculdade Anhanguera Campinas Taquaral, explica que a doen\u00e7a \u00e9 transmitida atrav\u00e9s da picada de mosquitos flebotom\u00edneos contaminados por parasitas da Leishmania. Assim, esses mosquitos, popularmente conhecidos como &#8220;mosquito-palha&#8221;, &#8220;cangalhinha&#8221;, &#8220;birigui&#8221; ou &#8220;tatuquira&#8221;, podem contaminar humanos, c\u00e3es, gatos e outros animais.<\/p>\n<p>Com isso, a professora faz quest\u00e3o de destacar que assim como as pessoas, c\u00e3es e gatos s\u00e3o portadores da doen\u00e7a. Portanto, &#8220;o vil\u00e3o da hist\u00f3ria, aquele que deve ser combatido, \u00e9 o mosquito e n\u00e3o o c\u00e3o ou gato&#8221;, ela observa.<\/p>\n<p>Desse modo, segundo o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Ot\u00e1vio Verlengia, membro da Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Cl\u00ednicos de Pequenos Animais (CTCPA) do CRMV-SP, \u00e9 muito importante evitar a prolifera\u00e7\u00e3o dos insetos vetores da leishmaniose. Ele argumenta que o cuidado \u00e9 semelhante ao que se recomenda contra a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito da dengue, por\u00e9m o foco de reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 na \u00e1gua parada. \u201cNo caso da leishmaniose, o vetor se reproduz em qualquer tipo de mat\u00e9ria org\u00e2nica\u201d, diz Verlengia.<\/p>\n<p>Por isso, ele recomenda colocar qualquer entulho org\u00e2nico diretamente no lixo e n\u00e3o acumular nada. \u201cFolhas, galhos de \u00e1rvores, fezes de animais, restos de madeira e lixos de um modo geral. Os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.altoastral.com.br\/casa-e-decor\/6-plantas-que-sao-aposta-certa-para-os-pergolados\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">quintais<\/a>\u00a0devem estar sempre limpos\u201d, afirma. A orienta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m vale para terrenos desocupados e criat\u00f3rios de c\u00e3es.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o em animais<\/strong><\/p>\n<p>Outra medida essencial de preven\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada diretamente aos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.altoastral.com.br\/pets\/10-cuidados-essenciais-com-os-pets-no-inverno\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cuidados com c\u00e3es e gatos<\/a>, especialmente os primeiros. No caso dos c\u00e3es, h\u00e1 coleiras repelentes e\/ou pipetas para aplica\u00e7\u00e3o, indica Verlengia. \u201cElas v\u00e3o afugentar o mosquito, evitando que ele pique o c\u00e3o. Se n\u00e3o consegue picar o animal, a doen\u00e7a est\u00e1 combatida&#8221;. H\u00e1 ainda o recurso da vacina.<\/p>\n<p>J\u00e1 no caso dos gatos, h\u00e1 coleiras espec\u00edficas para eles tamb\u00e9m. E, apesar do m\u00e9dico veterin\u00e1rio do CRMV-SP destacar o controle populacional desses animais, ele \u00e9 assertivo ao alertar para o cuidado com os cachorros. \u201cO principal alvo e hospedeiro da leishmaniose \u00e9 o c\u00e3o, que ao ficar solto na rua favorece essa prolifera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Se os c\u00e3es das ruas s\u00e3o controlados e os das casas est\u00e3o vacinados, encoleirados e\/ou com pipetas, isso diminui muito a incid\u00eancia da leishmaniose\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Pincinato recomenda ainda n\u00e3o viajar com o seu pet para regi\u00f5es em que a doen\u00e7a \u00e9 end\u00eamica. Al\u00e9m disso, a professora tamb\u00e9m indica manter as consultas veterin\u00e1rias e check-ups dos animais em dia.<\/p>\n<p><strong>Sintomas e tratamento nos pets<\/strong><\/p>\n<p>A professora da cl\u00ednica-escola da Faculdade Anhanguera comenta que, no Brasil, h\u00e1 dois tipos mais recorrentes de leishmaniose: a Leishmaniose Tegumentar Americana e a Leishmaniose Visceral. Ambas s\u00e3o de grande import\u00e2ncia em termos de sa\u00fade, mas, por acometer diversos \u00f3rg\u00e3os, a Leishmaniose Visceral acaba sendo mais prejudicial \u00e0 sa\u00fade dos portadores, sejam eles humanos, c\u00e3es ou gatos.<\/p>\n<p>Contudo, de modo geral, Pincinato explica que, quando contaminados com a leishmaniose, c\u00e3es e gatos podem apresentar os seguintes sinais:<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\">Apatia;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">Descama\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">Eczema, principalmente no focinho e orelhas;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">\u00dalceras rasas nas orelhas, cauda, articula\u00e7\u00f5es e no focinho;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">Emagrecimento e caquexia;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">Onicogrifose (aumento exagerado do tamanho das unhas);<\/li>\n<li aria-level=\"1\">Aumento de \u00f3rg\u00e3os, principalmente linfonodos, ba\u00e7o e f\u00edgado;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">Anemias;<\/li>\n<li aria-level=\"1\">Hiperqueratose em coxins e plano nasal;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Dessa forma, caso voc\u00ea observe algum dos sintomas descritos acima em seu bichinho, n\u00e3o hesite em lev\u00e1-lo ao veterin\u00e1rio para melhor avalia\u00e7\u00e3o. Isso porque, em caso de leishmaniose, se o animal n\u00e3o tiver atendimento m\u00e9dico veterin\u00e1rio, ele pode vir a \u00f3bito.<\/p>\n<p>Pincinato lembra ainda que n\u00e3o existe tratamento para a doen\u00e7a, mas um controle, que deve ser individual para cada paciente. &#8220;O animalzinho acometido deve ser avaliado por um m\u00e9dico veterin\u00e1rio (existem m\u00e9dicos veterin\u00e1rios especialistas nesta \u00e1rea) para que ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o o protocolo de controle seja aplicado&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o no ser humano<\/strong><\/p>\n<p>O uso de mosquiteiros, telas nos port\u00f5es e janelas e uso de repelentes, especialmente em regi\u00f5es end\u00eamicas, ajuda na preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em seres humanos. Assim, pessoas que moram ou visitam regi\u00f5es end\u00eamicas e matas n\u00e3o podem deixar de proteger a pele. \u201cQuando for fazer caminhadas ou trilhas, \u00e9 preciso ter cuidado, pois s\u00e3o locais em que se tem mais contato com o fleb\u00f3tomo. Ent\u00e3o, \u00e9 interessante pensar no repelente e n\u00e3o ficar com o corpo exposto\u201d, refor\u00e7a o m\u00e9dico veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por fim, vale mencionar que o mosquito vetor da leishmaniose \u00e9 mais ativo em alguns per\u00edodos do dia: no amanhecer e no p\u00f4r-do-sol.<\/p>\n<p><strong>Fontes<\/strong>: Sheila Pincinato, professora e m\u00e9dica veterin\u00e1ria da cl\u00ednica-escola da Faculdade Anhanguera Campinas Taquaral; Ot\u00e1vio Verlengia, m\u00e9dico veterin\u00e1rio e membro da Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Cl\u00ednicos de Pequenos Animais (CTCPA) do CRMV-SP.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Problema de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil, a leishmaniose pode levar humanos e animais \u00e0 morte<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":7,"uagb_excerpt":"Problema de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil, a leishmaniose pode levar humanos e animais \u00e0 morte","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152049"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152049"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152049\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":152050,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152049\/revisions\/152050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}