{"id":152009,"date":"2021-08-21T13:02:02","date_gmt":"2021-08-21T16:02:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=152009"},"modified":"2021-08-21T13:02:33","modified_gmt":"2021-08-21T16:02:33","slug":"novo-tipo-de-planta-carnivora-encontrada-em-pantanos-montanhosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/novo-tipo-de-planta-carnivora-encontrada-em-pantanos-montanhosos\/","title":{"rendered":"Novo tipo de planta carn\u00edvora encontrada em p\u00e2ntanos montanhosos"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/novo-tipo-de-planta-carnivora-encontrada-em-pantanos-montanhosos\/flor_deserto\/\" rel=\"attachment wp-att-152010\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-152010\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Triantha occidentalis, a flor que cresce nos p\u00e2ntanos de alta altitude do oeste da Am\u00e9rica do Norte, obt\u00e9m muitos de seus nutrientes digerindo insetos.<\/h2>\n<div class=\"paragraph css-0\">\n<div>\n<p>Se voc\u00ea caminhar por um p\u00e2ntano montanhoso ao longo da costa oeste da Am\u00e9rica do Norte no ver\u00e3o, provavelmente encontrar\u00e1 uma\u00a0<a name=\"_Hlk79497328\"><\/a><em>Triantha occidentalis<\/em>\u00a0(falso asf\u00f3delo ocidental, em tradu\u00e7\u00e3o livre), uma planta despretensiosa de caule verde-escuro e flores brancas.<\/p>\n<p>Ao que tudo indica, a\u00a0<em>T. occidentalis<\/em>, encontrada do Alasca ao sul da Calif\u00f3rnia, esconde um segredo: \u00e9 uma planta carn\u00edvora.<\/p>\n<p>Recentemente, o bot\u00e2nico\u00a0Qianshi Lin\u00a0ouviu de um colega estudante da Universidade de Col\u00fambia Brit\u00e2nica que a planta tinha estruturas no caule que se pareciam com as pegajosas armadilhas que outras plantas carn\u00edvoras, como as plantas do g\u00eanero Drosera, utilizam para capturar\u00a0insetos. Ent\u00e3o, Lin decidiu descobrir se a flor da planta tamb\u00e9m apresentava semelhan\u00e7as.<\/p>\n<p>A pesquisa de Lin mostra que, a\u00a0<em>T. occidentalis<\/em>, uma planta conhecida pela ci\u00eancia h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, realmente captura e digere pequenos insetos. Segundo\u00a0um estudo publicado\u00a0no peri\u00f3dico\u00a0<em>Proceedings of the National Academy of Sciences<\/em>, cerca de dois ter\u00e7os do nitrog\u00eanio nas folhas da planta, nutriente essencial \u00e0 sua sobreviv\u00eancia, s\u00e3o provenientes desses animais.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium css-ap3tdr\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr css-p3xum2\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.webp?w=320&amp;h=480\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 320px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.webp?w=360&amp;h=540\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 360px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.webp?w=430&amp;h=645\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 430px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.webp?w=500&amp;h=750\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 500px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.webp?w=768&amp;h=1152\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.webp?w=900&amp;h=1350\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 900px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.webp?w=1024&amp;h=1536\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.webp?w=664&amp;h=996\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1280px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.webp?w=710&amp;h=1065\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1600px)\" \/><source title=\"01-hairs-of-triantha-occidentaliss\" srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.webp?w=710&amp;h=1065\" type=\"image\/webp\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"01-hairs-of-triantha-occidentaliss\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/glandular_hairs_of_triantha_occidentalis_stained_with_phosphatase_substrate_under_epifluorescence.jpg?w=710&amp;h=1065\" alt=\"01-hairs-of-triantha-occidentaliss\" width=\"640\" height=\"961\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Imagem ampliada dos filamentos pegajosos da\u00a0<em>T. occidentalis\u00a0<\/em>tingidos com um corante fluorescente. Esses filamentos capturam e matam pequenos insetos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">QIANSHI LIN<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph css-0\">\n<div>\n<p>\u201cEsse tipo de planta vira o jogo contra os animais e devora insetos. Isso \u00e9 muito interessante\u201d, diz Lin, atualmente pesquisador de p\u00f3s-doutorado na Universidade de Toronto.<\/p>\n<p>Anteriormente a esse estudo, os cientistas sabiam que a carnivoria havia evolu\u00eddo 11 vezes em diferentes tipos de plantas. A atual descoberta representa a d\u00e9cima segunda evolu\u00e7\u00e3o independente dessa caracter\u00edstica, explica Lin.<\/p>\n<h3>Carn\u00edvoros raros<\/h3>\n<p><em>T. occidentalis<\/em>\u00a0t\u00eam algumas semelhan\u00e7as com as plantas do g\u00eanero\u00a0Drosera, que compreende mais de 150 plantas que capturam insetos com seus\u00a0 filamentos pegajosos e de cores vibrantes, quando ent\u00e3o secretam enzimas que digerem e liquefazem os animais, absorvendo-os inteiros.<\/p>\n<p>Mas essas flores do p\u00e2ntano pertencem a uma fam\u00edlia de pequenas plantas perenes herb\u00e1ceas, a Tofieldiaceae, que n\u00e3o possui carn\u00edvoros conhecidos. As\u00a0<em>T.<\/em>\u00a0<em>occidentalis<\/em>\u00a0tamb\u00e9m t\u00eam uma esta\u00e7\u00e3o de crescimento muito curta: brotam ap\u00f3s o derretimento da neve em maio, florescem em junho e julho, produzem sementes e murcham no in\u00edcio do outono.<\/p>\n<p>Como a\u00a0<em>T.\u00a0<\/em><em>occidentalis<\/em>, a maioria das plantas carn\u00edvoras \u00e9 encontrada em locais ensolarados com solo pobre em nutrientes, onde a capacidade de digerir insetos representa uma vantagem. No entanto, produzir estruturas capazes de capturar e devorar animais demanda muita energia e acredita-se que apenas 0,2% das plantas com flores possuam essa habilidade.<\/p>\n<p>A carnivoria dessa planta havia at\u00e9 ent\u00e3o passado despercebida porque os filamentos utilizados na captura dos insetos s\u00e3o muito pequenos e crescem apenas no caule da flor \u2014 uma caracter\u00edstica incomum entre as plantas carn\u00edvoras conhecidas, conta Lin.<\/p>\n<p>Bot\u00e2nicos encontraram essas estruturas perto de flores, mas n\u00e3o exclusivamente neste local, como \u00e9 o caso dessa esp\u00e9cie, comenta\u00a0Adam Cross, ecologista que estuda plantas carn\u00edvoras na Universidade Curtin, na Austr\u00e1lia, e que n\u00e3o participou do estudo. Ca\u00e7ar insetos que possivelmente sejam polinizadores pode ser contraproducente, afirma Lin \u2014 mas o estudo demonstrou que essa flor do p\u00e2ntano quase sempre captura pequenas formigas e moscas, e n\u00e3o polinizadores maiores, como as abelhas.<\/p>\n<p>Andreas Fleischmann, cientista do Botanische Staatssammlung M\u00fcnchen, um herb\u00e1rio e centro de pesquisa alem\u00e3o, diz que simplesmente considerar a planta como \u201ccarn\u00edvora\u201d pode deixar de lado algumas poss\u00edveis qualifica\u00e7\u00f5es. Ele afirma que a atua\u00e7\u00e3o da planta pode ser descrita de forma mais correta como um \u201csistema de autodefesa\u201d, pois os\u00a0 filamentos pegajosos tamb\u00e9m parecem servir para impedir que insetos n\u00e3o polinizadores entrem nas flores.<\/p>\n<p>\u201cNa minha opini\u00e3o, o principal crit\u00e9rio para considerar uma planta como sendo carn\u00edvora n\u00e3o \u00e9 apenas se ela digere os insetos&#8230; mas se consegue atrair a presa\u201d, diz Fleischmann, que n\u00e3o participou do estudo. E ele n\u00e3o acredita que os filamentos pegajosos da\u00a0<em>Triantha<\/em>\u00a0atraiam insetos.<\/p>\n<h3>Revelando o segredo de uma planta<\/h3>\n<p>Provar que uma planta \u00e9 carn\u00edvora \u00e9 mais dif\u00edcil do que pode parecer. Lin primeiro alimentou 150 moscas-das-frutas em cativeiro com um meio contendo nitrog\u00eanio-15, um is\u00f3topo est\u00e1vel de nitrog\u00eanio que cont\u00e9m um n\u00eautron adicional e que pode ser usado para rastrear a transfer\u00eancia de nutrientes dos animais para as plantas.<\/p>\n<p>Lin e seus colegas disponibilizaram as moscas-das-frutas a 25 plantas\u00a0<em>T.<\/em>\u00a0<em>occidentalis<\/em>\u00a0em um p\u00e2ntano na Col\u00fambia Brit\u00e2nica, colocando os insetos nos caules das flores. Depois de v\u00e1rias semanas, os cientistas colheram as plantas e analisaram sua qu\u00edmica. Os resultados revelaram o nitrog\u00eanio-15 na composi\u00e7\u00e3o de suas folhas, provando que os nutrientes das moscas haviam sido absorvidos e incorporados \u00e0 planta. Para ser mais exato, 64% do nitrog\u00eanio das plantas do estudo era proveniente das moscas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m examinaram os filamentos pegajosos e descobriram que eles excretam fosfatase, uma enzima encontrada em outras plantas carn\u00edvoras que ajuda a quebrar o tecido e liberar f\u00f3sforo, outro nutriente importante para as plantas.<\/p>\n<p>Os resultados do estudo revelam o quanto os cientistas bot\u00e2nicos ainda precisam descobrir, mesmo com rela\u00e7\u00e3o a esp\u00e9cies j\u00e1 conhecidas.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de mais bot\u00e2nicos no campo que sejam observadores para descobrir essas plantas carn\u00edvoras enigm\u00e1ticas\u201d, diz\u00a0Hoe-Han Goh, pesquisador bot\u00e2nico da Universidade Nacional da Mal\u00e1sia, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p>Lin concorda. \u201cIsso mostra que existem mais plantas carn\u00edvoras na natureza esperando para ser encontradas.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Triantha occidentalis, a flor que cresce nos p\u00e2ntanos de alta altitude do oeste da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":152010,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/flor_deserto.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":10,"uagb_excerpt":"A Triantha occidentalis, a flor que cresce nos p\u00e2ntanos de alta altitude do oeste da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152009"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=152009"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152009\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":152012,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/152009\/revisions\/152012"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/152010"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=152009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=152009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=152009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}