{"id":151984,"date":"2021-08-21T11:08:36","date_gmt":"2021-08-21T14:08:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=151984"},"modified":"2021-08-21T11:08:36","modified_gmt":"2021-08-21T14:08:36","slug":"desmatamento-na-amazonia-nos-ultimos-12-meses-e-o-maior-em-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/desmatamento-na-amazonia-nos-ultimos-12-meses-e-o-maior-em-10-anos\/","title":{"rendered":"Desmatamento na Amaz\u00f4nia nos \u00faltimos 12 meses \u00e9 o maior em 10 anos"},"content":{"rendered":"<p>De agosto de 2020 a julho de 2021, a \u00e1rea de floresta destru\u00edda atingiu 10.476 km\u00b2.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/amazonia-julho-ciclovivo.jpg?x47657\" alt=\"amaz\u00f4nia julho\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>Julho de 2021 | \u00c1rea rec\u00e9m desmatada e queimada em Porto Velho, Rond\u00f4nia. Foto: Foto: Christian Braga | Greenpeace<\/p>\n<p>A floresta amaz\u00f4nica vem sendo devastada no maior ritmo dos \u00faltimos 10 anos. Apenas em julho, 2.095 km\u00b2 foram desmatados, 80% a mais do que no mesmo m\u00eas em 2020, segundo dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon). Essa \u00e1rea \u00e9 maior do que a cidade de S\u00e3o Paulo e representa o pior \u00edndice da d\u00e9cada para julho. Com isso, o acumulado dos \u00faltimos 12 meses tamb\u00e9m foi o maior desde 2012.<\/p>\n<p>De agosto de 2020 a julho de 2021, per\u00edodo conhecido como o \u201ccalend\u00e1rio do desmatamento\u201d, o bioma viu 10.476 km\u00b2 de floresta serem destru\u00eddos, \u00e1rea que equivale a nove vezes a cidade do Rio de Janeiro. Esse acumulado \u00e9 57% superior ao desmatamento registrado no calend\u00e1rio anterior, de agosto de 2019 a julho de 2020, quando 6.688 km\u00b2 foram devastados. Os dados foram obtidos atrav\u00e9s do\u00a0<a href=\"https:\/\/imazon.org.br\/publicacoes\/faq-sad\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD)<\/a>\u00a0do Imazon, que utiliza imagens de sat\u00e9lite e de radar para monitorar a Amaz\u00f4nia desde 2008.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos estados, o Par\u00e1 foi o que mais desmatou em julho, com 771 km\u00b2 de floresta destru\u00eddos, o que representa 37% do registrado em todo o bioma. Al\u00e9m disso, sete das 10 terras ind\u00edgenas e cinco das 10 unidades de conserva\u00e7\u00e3o mais atingidas pelo desmatamento no per\u00edodo est\u00e3o em solo paraense.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-97607 lazy loaded\" src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho.jpg?x47657\" sizes=\"(max-width: 332px) 100vw, 332px\" srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-300x212.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-150x106.jpg 150w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-768x542.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-696x491.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-595x420.jpg 595w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-100x70.jpg 100w\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"450\" data-src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho.jpg?x47657\" data-srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-300x212.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-150x106.jpg 150w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-768x542.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-696x491.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-595x420.jpg 595w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/desmatamento-julho-100x70.jpg 100w\" data-sizes=\"(max-width: 332px) 100vw, 332px\" data-was-processed=\"true\" \/>\u00c1rea com desmatamento de 3,5 km\u00b2 detectado em julho em Altamira (PA)<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><figcaption>\u201cNo Par\u00e1, 48% da \u00e1rea de floresta destru\u00edda em julho se concentrou em apenas quatro cidades: Altamira, S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu, Itaituba e Novo Progresso. S\u00e3o munic\u00edpios cr\u00edticos que deveriam estar recebendo a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias de combate ao desmatamento, pois s\u00e3o regi\u00f5es que est\u00e3o h\u00e1 anos entre as que mais desmatam na Amaz\u00f4nia\u201d, explica Ant\u00f4nio Fonseca, pesquisador do Imazon. O Par\u00e1 tamb\u00e9m foi o estado com a maior \u00e1rea desmatada nos \u00faltimos 12 meses: 4.147 km\u00b2, 43% a mais do registrado no calend\u00e1rio anterior.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"td-a-rec td-a-rec-id-content_inline  td-rec-hide-on-p tdi_2 td_block_template_8\">\n<div id=\"banner-468x60-area-2\" data-google-query-id=\"CNPIsvagwvICFdYFuQYdXvsHRg\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/8804\/parceiros\/ciclovivo_1__container__\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 id=\"h-desmatamento-avan-a-pelo-amazonas\">Desmatamento avan\u00e7a pelo Amazonas<\/h2>\n<p>Assim como observado em meses anteriores, a destrui\u00e7\u00e3o da floresta segue avan\u00e7ando pelo Sul do Amazonas, o que fez o estado ficar em segundo lugar no ranking dos que mais desmataram em julho. No per\u00edodo, foram devastados 402 km\u00b2 em solo amazonense,19% do registrado no bioma.<\/p>\n<p>O estado tamb\u00e9m ficou em segundo lugar no ranking dos que mais desmataram nos \u00faltimos 12 meses, com o acumulado de 1.831 km\u00b2. Essa \u00e1rea \u00e9 62% maior do que a destru\u00edda no calend\u00e1rio anterior.\u00a0\u201cNestes \u00faltimos 12 meses, percebemos um intenso desmatamento na regi\u00e3o do\u00a0<strong>Sul do Amazonas<\/strong>. Isso ocorreu devido \u00e0 escassez de grandes \u00e1reas de florestas em regi\u00f5es que j\u00e1 foram devastadas anteriormente, em estados como Mato Grosso e Rond\u00f4nia. Com isso, houve um deslocamento do desmatamento\u201d, afirma a pesquisadora do Imazon Larissa Amorim.<\/p>\n<p>O terceiro estado que mais desmatou em julho foi Rond\u00f4nia, com 319 km\u00b2 (15%), e o quarto foi o Acre, com 313 km\u00b2 (15%). Ambos ultrapassaram o Mato Grosso, que vinha em terceiro lugar nos \u00faltimos meses, mas em julho registrou desmatamento de 203 km\u00b2 (10%), ficando em quinto no ranking.<\/p>\n<p>\u201cMato Grosso, por muitos anos, esteve entre os estados que mais desmataram na Amaz\u00f4nia, principalmente devido \u00e0 convers\u00e3o da floresta para o plantio de gr\u00e3os. Por\u00e9m, desde 2019, o Amazonas ocupou o segundo lugar do ranking, indicando um deslocamento dos desmatadores de \u00e1reas consolidadas para regi\u00f5es com mais florestas dispon\u00edveis\u201d, aponta Ant\u00f4nio Fonseca, pesquisador do Imazon.<\/p>\n<p>J\u00e1 no acumulado dos \u00faltimos 12 meses, o terceiro estado que mais desmatou foi justamente o Mato Grosso, com 1.536 km\u00b2 de florestas destru\u00eddas, 58% a mais do que no calend\u00e1rio anterior. Em seguida ficaram Rond\u00f4nia (1.352 km\u00b2) e Acre (927 km\u00b2), que tiveram aumentos respectivos de 63% e 95% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de 2019-2020.<\/p>\n<p>J\u00e1 a an\u00e1lise do desmatamento por categoria do territ\u00f3rio indicou que 63% ocorreu em \u00e1reas privadas ou sob diversos est\u00e1gios de posse, 23% em assentamentos, 11% em unidades de conserva\u00e7\u00e3o e 3% em terras ind\u00edgenas. J\u00e1 as florestas degradadas somaram 32 km\u00b2 em junho, sendo 75% da degrada\u00e7\u00e3o detectada no Mato Grosso, 19% no Par\u00e1, 3% no Acre e 3% no Amazonas.<\/p>\n<h2>Desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O Imazon classifica o desmatamento como o processo de realiza\u00e7\u00e3o do \u201ccorte raso\u201d, que \u00e9 a remo\u00e7\u00e3o completa da vegeta\u00e7\u00e3o florestal. Na maioria das vezes, essa mata \u00e9 convertida em \u00e1reas para pecu\u00e1ria. J\u00e1 a degrada\u00e7\u00e3o \u00e9 caracterizada pela extra\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores, normalmente para fins de comercializa\u00e7\u00e3o da madeira. Outros exemplos de degrada\u00e7\u00e3o s\u00e3o os inc\u00eandios florestais, que podem ser causados por queimadas controladas em \u00e1reas privadas para limpeza de pasto, por exemplo, mas que acabam atingindo a floresta e se alastrando.<\/p>\n<p>O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), desenvolvido pelo Imazon, \u00e9 uma ferramenta que utiliza imagens de sat\u00e9lites (incluindo radar) para monitorar a floresta. Confira o\u00a0<a href=\"https:\/\/imazon.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/SAD_Julho_2021.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Boletim do Desmatamento de Julho<\/a> de 2021.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De agosto de 2020 a julho de 2021, a \u00e1rea de floresta destru\u00edda atingiu 10.476<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":13,"uagb_excerpt":"De agosto de 2020 a julho de 2021, a \u00e1rea de floresta destru\u00edda atingiu 10.476","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151984"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=151984"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151984\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":151985,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151984\/revisions\/151985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=151984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=151984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=151984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}