{"id":151659,"date":"2021-08-16T13:00:29","date_gmt":"2021-08-16T16:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=151659"},"modified":"2021-08-16T12:47:58","modified_gmt":"2021-08-16T15:47:58","slug":"a-importancia-ecologica-dos-morcegos-sao-aspectos-desconhecidos-pela-maioria-das-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-importancia-ecologica-dos-morcegos-sao-aspectos-desconhecidos-pela-maioria-das-pessoas\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia ecol\u00f3gica dos morcegos s\u00e3o aspectos desconhecidos pela maioria das pessoas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?attachment_id=151660\" rel=\"attachment wp-att-151660\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-151660\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Morcego \u00e9 uma palavra origin\u00e1ria do latim em que muris significa rato e coecus, cego. Em grego, o nome verpertilio se relaciona ao h\u00e1bito de vida noturno desses mam\u00edferos de pequeno porte.<\/p>\n<p>Mam\u00edferos que voam<\/p>\n<p>O morcegos s\u00e3o mam\u00edferos peculiares por sua capacidade voar. Por\u00e9m, os cientistas ainda n\u00e3o sabem como esses animais adquiriram essa caracter\u00edstica t\u00e3o diferente de outros mam\u00edferos.<\/p>\n<p>Existem teorias que afirmam que os morcegos evolu\u00edram com o in\u00edcio da diversifica\u00e7\u00e3o das plantas com flores, que trouxe como consequ\u00eancia a abund\u00e2ncia de insetos.<\/p>\n<p>Desta forma, os mam\u00edferos da ordem Inset\u00edvora tamb\u00e9m se estabeleceram e exerceram uma forte press\u00e3o de preda\u00e7\u00e3o contra os ancestrais dos morcegos, pois predavam pequenos mam\u00edferos. Por essa raz\u00e3o, acredita-se que esses ancestrais dos morcegos fossem noturnos, tendo evolu\u00eddo de um mam\u00edfero pequeno e arbor\u00edcola.<\/p>\n<p>Os morcegos s\u00e3o representados por duas grandes subordens: Megachiroptera e Microchiroptera. No Brasil, esses animais tamb\u00e9m s\u00e3o denominados por culturas ind\u00edgenas como andira ou guandira. Al\u00e9m disso, representam a segunda maior ordem entre os mam\u00edferos, sendo superados apenas pela ordem dos roedores (Rodentia).<\/p>\n<p>Por possu\u00edrem h\u00e1bitos noturnos, a maior parte dos morcegos utiliza uma sofisticada capacidade biol\u00f3gica de detectar a posi\u00e7\u00e3o e dist\u00e2ncia de objetos ou animais atrav\u00e9s de emiss\u00e3o de ondas ultrass\u00f4nicas, no ar ou na \u00e1gua.<\/p>\n<p>Eles transmitem sons de alta frequ\u00eancia pela boca ou pelo nariz, que s\u00e3o refletidos por superf\u00edcies do ambiente, indicando a dire\u00e7\u00e3o e a dist\u00e2ncia relativa dos objetos. Morcegos tamb\u00e9m usam o som para outras finalidades como comunica\u00e7\u00e3o e acasalamento. No entanto, alguns sons emitidos por eles n\u00e3o s\u00e3o aud\u00edveis para a esp\u00e9cie humana.<\/p>\n<p>Distribui\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Os morcegos Megachiroptera s\u00e3o representados pela fam\u00edlia Pteropodidae, que possui 150 esp\u00e9cies distribu\u00eddas entre regi\u00f5es tropicais da \u00c1frica, \u00cdndia, sudeste da \u00c1sia e Austr\u00e1lia. Devido \u00e0 similaridade de suas faces com as das raposas, s\u00e3o conhecidos popularmente como raposas-voadoras.<\/p>\n<p>Esses morcegos utilizam a vis\u00e3o para navega\u00e7\u00e3o e, por isso, t\u00eam olhos grandes. Al\u00e9m disso, n\u00e3o possuem ornamenta\u00e7\u00f5es faciais e nasais, pois n\u00e3o apresentam o sistema de ecolocaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os Microchiroptera s\u00e3o compostos por 17 fam\u00edlias e 930 esp\u00e9cies no mundo. No Brasil s\u00e3o conhecidas nove fam\u00edlias, 64 g\u00eaneros e 167 esp\u00e9cies, que habitam todo o territ\u00f3rio nacional, incluindo Amaz\u00f4nia, Cerrado, Mata Atl\u00e2ntica, Pantanal, os pampas ga\u00fachos e at\u00e9 as \u00e1reas urbanas.<\/p>\n<p>As fam\u00edlias brasileiras s\u00e3o: Emballonuridae, Phyllostomidae, Mormoopidae, Noctilionidae, Furipteridae, Thyropteridae, Natalidae, Molossidae e Vespetilionidae.<\/p>\n<p>Entre todos os mam\u00edferos, os morcegos possuem a dieta mais variada, alimentando-se de frutos e sementes, pequenos vertebrados, peixes e at\u00e9 sangue.<\/p>\n<p>A maioria \u00e9 inset\u00edvora e o restante todo \u00e9 basicamente frug\u00edvoro. Existem somente tr\u00eas esp\u00e9cies que se alimentam exclusivamente de sangue, sendo denominados hemat\u00f3fagos.<\/p>\n<p>Portanto, os morcegos contribuem para a estrutura e din\u00e2mica dos ecossistemas, atuando na poliniza\u00e7\u00e3o, dispers\u00e3o de sementes, preda\u00e7\u00e3o de insetos \u2013 dentre os quais muitos s\u00e3o pragas agr\u00edcolas \u2013 e fornecimento de nutrientes em cavernas, mas tamb\u00e9m s\u00e3o agentes de transmiss\u00e3o de in\u00fameras doen\u00e7as silvestres.<\/p>\n<p>Morfologia<\/p>\n<p>O morcego \u00e9 o \u00fanico mam\u00edfero que se locomove pelo ar e, para isso, utiliza membros superiores (bra\u00e7os e m\u00e3os) que a evolu\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica transformou em asas.<\/p>\n<p>A estrutura dos ossos da m\u00e3o do morcego \u00e9 parecida com a da m\u00e3o humana, mas suas falanges s\u00e3o finas e compridas, quase do tamanho do corpo. Os dedos s\u00e3o unidos por uma membrana el\u00e1stica, que tamb\u00e9m \u00e9 ligada \u00e0s pernas. Para voar, basta afastar os dedos e mover os bra\u00e7os para cima e para baixo.<\/p>\n<p>Apesar de alguns mam\u00edferos conseguirem planar a longas dist\u00e2ncias, os morcegos s\u00e3o o \u00fanico grupo capaz de realizar o voo verdadeiro. No transcorrer da evolu\u00e7\u00e3o, finas e el\u00e1sticas membranas se desenvolveram entre seus dedos, alongando-se at\u00e9 a parte distal das suas pernas, dando-lhes capacidade de manobras e tornando-os grandes voadores.<\/p>\n<p>Como suas asas possuem grande superf\u00edcie, a desidrata\u00e7\u00e3o \u00e9 mais r\u00e1pida do que em outros animais de mesmo peso. Por isso, os morcegos precisam de mais \u00e1gua do que outros mam\u00edferos do mesmo peso.<\/p>\n<p>Os morcegos tamb\u00e9m desenvolveram a capacidade de se dependurar para o repouso, de cabe\u00e7a para baixo, agarrando-se a superf\u00edcies de cavernas, troncos e galhos com suas unhas afiadas e curvas.<\/p>\n<p>As v\u00e9rtebras cervicais, da mesma forma que permitem \u00e0 cabe\u00e7a permanecer levantada durante o voo, a mant\u00e9m levantada durante o repouso, de modo que o ambiente n\u00e3o pare\u00e7a invertido.<\/p>\n<p>Para esses animais noturnos, uma colora\u00e7\u00e3o viva seria de pouca utilidade e, por isso, h\u00e1 apenas varia\u00e7\u00f5es com a cor da pele entre o preto e o pardo, com algumas esp\u00e9cies ruivas ou amareladas.<\/p>\n<p>Mesmo assim, podem ocorrer pelagens brancas, como nas esp\u00e9cies de Diclidurus.<\/p>\n<p>Apesar de existirem v\u00e1rios animais que podem predar os morcegos, como corujas, gavi\u00f5es, falc\u00f5es, guaxinins, gatos, cobras, sapos e aranhas grandes, apenas uma \u00e1guia africana \u00e9 realmente especializada em morcegos.<\/p>\n<p>O mais surpreendente \u00e9 que alguns morcegos se alimentam de outros, embora n\u00e3o sejam canibais, pois capturam esp\u00e9cies diferentes da sua.<\/p>\n<p>Como se alimentam<\/p>\n<p>Os morcegos s\u00e3o divididos em sete grupos, de acordo com seus h\u00e1bitos alimentares diversificados. Entre eles est\u00e3o: carn\u00edvoros, frug\u00edvoros, hemat\u00f3fagos, inset\u00edvoros, on\u00edvoros, pisc\u00edvoros, polin\u00edvoros e nectar\u00edvoros.<\/p>\n<p>Os carn\u00edvoros s\u00e3o predadores de grandes insetos e pequenos vertebrados, tais como p\u00e1ssaros, anf\u00edbios, r\u00e9pteis e at\u00e9 pequenos mam\u00edferos. Dentre os morcegos brasileiros, os carn\u00edvoros est\u00e3o entre os de maior tamanho.<\/p>\n<p>Existem morcegos predominantemente frug\u00edvoros, mas que tamb\u00e9m incluem insetos na sua alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, pertencem \u00e0 fam\u00edlia Phyllostomidae e s\u00e3o considerados prejudiciais \u00e0s \u00e1rvores frut\u00edferas por atacarem os frutos de pomares em regi\u00f5es onde todas as matas foram destru\u00eddas.<\/p>\n<p>Entretanto, os danos causados pelos morcegos \u00e0 ind\u00fastria de frutos s\u00e3o poucos ou de nenhuma relev\u00e2ncia. Sobre sua import\u00e2ncia biol\u00f3gica, os frug\u00edvoros desempenham papel importante na dispers\u00e3o de sementes.<\/p>\n<p>Os hemat\u00f3fagos alimentam-se exclusivamente do sangue de mam\u00edferos ou de aves. Para isso, esses morcegos utilizam seus dentes incisivos especializados para fazer pequenos cortes nos animais.<\/p>\n<p>Nesse processo, lan\u00e7am um anticoagulante com a saliva e sorvem o sangue que flui para fora. Depois de saciados, esses morcegos separam a parte l\u00edquida do sangue com seus rins especializados e urinam, eliminando o excesso de peso antes de retornar aos seus abrigos.<\/p>\n<p>Os inset\u00edvoros capturam a maioria dos insetos dos quais se alimentam enquanto voam. Os morcegos desse grupo atuam como controladores das popula\u00e7\u00f5es de insetos, j\u00e1 que muitos s\u00e3o danosos \u00e0 lavoura ou podem transmitir doen\u00e7as como a dengue.<\/p>\n<p>Por estarem no fim da cadeia alimentar, os inset\u00edvoros ficam sujeitos a maiores ac\u00famulos de inseticidas e envenenamento subletal, que provoca sua esterilidade.<\/p>\n<p>Os on\u00edvoros s\u00e3o adaptados para v\u00e1rios h\u00e1bitos alimentares. Se alimentam de insetos, p\u00f3len, n\u00e9ctar e frutas e, \u00e0s vezes, de pequenos invertebrados. J\u00e1 os pisc\u00edvoros s\u00e3o habilidosos na pesca. Vivem perto de cursos d\u2019\u00e1gua e pescam atrav\u00e9s de ecolocaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os polin\u00edvoros e nectar\u00edvoros s\u00e3o morcegos da fam\u00edlia Phyllostomidae que retiram carboidratos do n\u00e9ctar e prote\u00ednas do p\u00f3len das plantas, mas que tamb\u00e9m podem ingerir insetos.<\/p>\n<p>S\u00e3o facilmente reconhec\u00edveis por seu focinho alongado e l\u00edngua comprida. Os morcegos desses grupos t\u00eam pelos faciais e corporais especializados para transportar p\u00f3len.<\/p>\n<p>Doen\u00e7as transmitidas por morcegos<\/p>\n<p>Dentre as doen\u00e7as transmitidas por morcegos, a raiva e a histoplasmose s\u00e3o as mais comuns. Isso porque eles servem como hospedeiros para v\u00edrus que podem causar doen\u00e7as em seres humanos. Por isso, cientistas afirmam que eles devem ser constantemente monitorados, j\u00e1 que suas caracter\u00edsticas aumentam a possibilidade de transmiss\u00e3o de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Acesse a mat\u00e9ria Biotecidos produzidos a partir de micro-organismos despertam interesse do universo da modaBiotecido<\/p>\n<p>Raiva<\/p>\n<p>Apesar da raiva ser comum em morcegos-vampiro, um estudo epidemiol\u00f3gico sobre raiva humana realizado na Amaz\u00f4nia concluiu que esses animais n\u00e3o possuem papel significativo na transmiss\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Por outro lado, a raiva relacionada ao gado \u00e9 mais relevante, uma vez que 2 milh\u00f5es de cabe\u00e7as foram contaminadas por morcegos em todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica Central e do Sul, exceto no Chile e Uruguai, em 1972.<\/p>\n<p>O controle da doen\u00e7a nos ruminantes deve ser feito com vacina anti-r\u00e1bica e com a diminui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de morcegos transmissores, os hemat\u00f3fagos.<\/p>\n<p>Dado o pouco conhecimento sobre o assunto, \u00e9 comum que se incrimine todas as esp\u00e9cies de morcegos. Por esse motivo, muitas vezes as esp\u00e9cies ben\u00e9ficas s\u00e3o injustamente acusadas e exterminadas.<\/p>\n<p>Histoplasmose<\/p>\n<p>A histoplasmose \u00e9 uma micose sist\u00eamica causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, um ascomiceto que se aloja em solos \u00famidos e fartos de excrementos de aves e morcegos.<\/p>\n<p>Essas fezes possuem um alto teor de nitrog\u00eanio, o que torna o pH do solo \u00e1cido e cria o nicho ecol\u00f3gico ideal para esse fungo.<\/p>\n<p>As principais fontes de infec\u00e7\u00e3o para H. capsulatum s\u00e3o grutas, galinheiros, \u00e1rvores ocas, por\u00f5es de casas, s\u00f3t\u00e3os, constru\u00e7\u00f5es inacabadas ou antigas e \u00e1reas rurais. O cont\u00e1gio ocorre principalmente por meio da inala\u00e7\u00e3o dos esporos do fungo.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que a infec\u00e7\u00e3o pelo Histoplasma capsulatum n\u00e3o est\u00e1 restrita a grutas e cavernas. Agricultores, paisagistas, jardineiros, pessoas que trabalham na constru\u00e7\u00e3o civil, com a cria\u00e7\u00e3o de aves e o controle de pragas tamb\u00e9m est\u00e3o expostos ao risco de serem infectados e desenvolver a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Covid-19<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o se saiba qual \u00e9 o vetor da pandemia do novo coronav\u00edrus, todos os olhos est\u00e3o voltados para o morcego. Esses animais j\u00e1 haviam sido a origem de outras epidemias de coronav\u00edrus. No in\u00edcio deste s\u00e9culo, eles foram a causa da transmiss\u00e3o da s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda grave, mais conhecida como Sars, que infectou mais de 8 mil pessoas.<\/p>\n<p>Em meados da d\u00e9cada de 2010, os morcegos foram a origem de outra doen\u00e7a respirat\u00f3ria semelhante: a S\u00edndrome Respirat\u00f3ria do Oriente M\u00e9dio (Mers), respons\u00e1vel por infectar cerca de 2,5 mil pessoas.<\/p>\n<p>Quanto a este novo coronav\u00edrus, as autoridades chinesas acreditam que ele se originou em um mercado de Wuhan que vendia frutos do mar e carne de animais selvagens, incluindo morcegos e v\u00edboras.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, uma an\u00e1lise realizada por pesquisadores da Esc\u00f3cia concluiu que morcegos e roedores podem transmitir uma infinidade de v\u00edrus \u00e0 esp\u00e9cie humana. Segundo o ecologista Daniel Streicker, da Universidade de Glasgow, a quantidade de v\u00edrus \u00e9 proporcional ao n\u00famero de esp\u00e9cies contidas nesses grupos.<\/p>\n<p>Por isso, ele defende estudos mais amplos que sejam capazes de identificar amea\u00e7as de fontes animais em v\u00e1rias esp\u00e9cies, n\u00e3o s\u00f3 em um grupo espec\u00edfico. O ideal seria focar em regi\u00f5es de alta biodiversidade.<\/p>\n<p>O vice-presidente da EcoHealth Alliance, Kevin Olival, tamb\u00e9m acredita que a descoberta de que a diversidade de esp\u00e9cies corresponde \u00e0 riqueza viral \u00e9 uma raz\u00e3o convincente para ampliar a vigil\u00e2ncia sobre morcegos, roedores e outros grupos de mam\u00edferos.<\/p>\n<p>Reprodu\u00e7\u00e3o e habitat<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, os morcegos t\u00eam um filhote por ano, que cuidam durante tr\u00eas meses. A gesta\u00e7\u00e3o dura de 44 dias a 11 meses e o nascimento ocorre na \u00e9poca de maior oferta de alimentos.<\/p>\n<p>Em \u00e1reas preservadas, os morcegos se abrigam em cavernas, tocas de pedras, ocos de \u00e1rvores, \u00e1rvores com troncos similares a sua colora\u00e7\u00e3o, folhas, \u00e1rvores ca\u00eddas, ra\u00edzes na beira de rios e cupinzeiros.<\/p>\n<p>No Brasil, nas \u00e1reas urbanas, \u00e9 poss\u00edvel encontrar morcegos em pontes, no forro de pr\u00e9dios e de casas de alvenaria, na tubula\u00e7\u00e3o fluvial, em pedreiras abandonadas, no interior de churrasqueiras e at\u00e9 em aparelhos de ar condicionado.<\/p>\n<p>Import\u00e2ncia<\/p>\n<p>Os morcegos s\u00e3o extremamente \u00fateis aos seres humanos, servindo-lhes como material de pesquisa em estudos epidemiol\u00f3gicos, farmacol\u00f3gicos, de mecanismo de resist\u00eancia a doen\u00e7as e no desenvolvimento de vacinas. Servem tamb\u00e9m como recurso alimentar para alguns povos na \u00c1frica e at\u00e9 para algumas tribos no Brasil.<\/p>\n<p>Frequentemente s\u00e3o tidos como prejudiciais pelas doen\u00e7as que podem veicular e transmitir, tais como viroses e micoses.<\/p>\n<p>Preserva\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>No Brasil, h\u00e1 uma legisla\u00e7\u00e3o que garante a prote\u00e7\u00e3o dos morcegos. Mesmo assim, pouco se tem feito para a sua conserva\u00e7\u00e3o. Atualmente, cinco esp\u00e9cies de duas fam\u00edlias est\u00e3o listadas como amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o: Fam\u00edlia Phyllostomidae \u2013 Lonchophylla bokermanni, Lonchophylla dekeyseri, Platyrrhinus e Fam\u00edlia Vespertilionidae \u2013 Lasiurus ebenus e Myotis ruber.<\/p>\n<p>Uma sociedade esclarecida deveria executar um programa de conserva\u00e7\u00e3o da fauna sem preconceitos, que n\u00e3o inclu\u00edsse somente os animais de agrado p\u00fablico. Os morcegos s\u00e3o amea\u00e7ados por inseticidas, pelo desmatamento e at\u00e9 por conta das lendas e supersti\u00e7\u00f5es a seu respeito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morcego \u00e9 uma palavra origin\u00e1ria do latim em que muris significa rato e coecus, cego.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":151660,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/morcego.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Morcego \u00e9 uma palavra origin\u00e1ria do latim em que muris significa rato e coecus, cego.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151659"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=151659"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151659\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":151663,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151659\/revisions\/151663"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/151660"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=151659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=151659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=151659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}