{"id":151613,"date":"2021-08-15T14:16:01","date_gmt":"2021-08-15T17:16:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=151613"},"modified":"2021-08-15T14:16:01","modified_gmt":"2021-08-15T17:16:01","slug":"clima-extremo-na-siberia-de-incendios-a-degelos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/clima-extremo-na-siberia-de-incendios-a-degelos\/","title":{"rendered":"Clima extremo na Sib\u00e9ria: de inc\u00eandios a degelos!"},"content":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o russa de Yakutia est\u00e1 sentindo os efeitos do aquecimento global, com ondas de calor intensas, inc\u00eandios frequentes e degelo do permafrost. Confira aqui as \u00faltimas imagens dos inc\u00eandios florestais devastadores que est\u00e3o afetando a regi\u00e3o atualmente!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/services.meteored.com\/img\/article\/clima-extremo-na-siberia-357291-1_1024.png\" alt=\"Inc\u00eandios na Sib\u00e9ria\" width=\"640\" height=\"450\" \/>Calor intenso provoca inc\u00eandios florestais na Sib\u00e9ria e no extremo oriente da R\u00fassia.<\/p>\n<p>A Sib\u00e9ria \u00e9 conhecida por apresentar\u00a0<strong>invernos longos e rigorosos<\/strong>, com temperaturas m\u00e9dias que podem chegar at\u00e9 aos 49\u00b0C negativos no extremo nordeste. E, mesmo que a temperatura m\u00e9dia em julho esteja um pouco mais alta, em torno de 19\u00b0C, a maior parte do solo permanece congelada durante o ver\u00e3o, o que \u00e9 conhecido como\u00a0<em>permafrost<\/em>.<\/p>\n<p><strong>As temperaturas no ver\u00e3o na Sib\u00e9ria podem atingir at\u00e9 os 30\u00b0C<\/strong>. Contudo, os cientistas est\u00e3o preocupados com as ondas de calor dos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Segundo Thomas Smith, professor assistente de geografia ambiental na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.lse.ac.uk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">London School of Economics<\/a>, essa regi\u00e3o tem passado por\u00a0<strong>d\u00e9cadas de aquecimento, tornando-se mais quente a uma taxa mais r\u00e1pida do que qualquer outro lugar do planeta<\/strong>.<\/p>\n<p>A primeira metade deste ano foi excepcionalmente quente,\u00a0<strong>com temperaturas quase 10\u00b0C acima da m\u00e9dia\u00a0em julho<\/strong>. Neste m\u00eas, os term\u00f4metros da cidade de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.tempo.com\/verkhoyansk.htm\">Verkhoyansk<\/a>, no norte do C\u00edrculo Polar \u00c1rtico, atingiram 38\u00b0C, um recorde.<\/p>\n<figure class=\"text-center\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"O degelo na Sib\u00e9ria\" src=\"https:\/\/services.meteored.com\/img\/article\/clima-extremo-na-siberia-357291-2_1024.png\" srcset=\"https:\/\/services.meteored.com\/img\/article\/clima-extremo-na-siberia-357291-2_1024.png\" alt=\"O degelo na Sib\u00e9ria\" width=\"639\" height=\"449\" data-src=\"https:\/\/services.meteored.com\/img\/article\/clima-extremo-na-siberia-357291-2_1024.png\" data-srcset=\"https:\/\/services.meteored.com\/img\/article\/clima-extremo-na-siberia-357291-2_1024.png\" data-image=\"clima-extremo-na-siberia-357291-2\" \/><figcaption>Altas temperaturas favorecem o derretimento do gelo permanente, o permafrost.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Acredita-se que\u00a0<strong>a tend\u00eancia de aquecimento no \u00c1rtico seja duas vezes maior do que a m\u00e9dia global<\/strong>, em parte por causa da amplifica\u00e7\u00e3o polar. Geralmente, as calotas de gelo brilhantes\u00a0<strong>refletem cerca de 80% da radia\u00e7\u00e3o solar,<\/strong>\u00a0que volta para o espa\u00e7o. Por\u00e9m, as temperaturas mais altas fizeram com que a calota polar derretesse, deixando as \u00e1guas circundantes mais escuras, as quais absorvem bem mais os raios solares. Isto acelera o processo de fus\u00e3o e dificulta a forma\u00e7\u00e3o de gelo novo, favorecendo ainda mais o aquecimento.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os\u00a0<strong>ventos subtropicais mais quentes<\/strong>\u00a0est\u00e3o sendo &#8220;deslocados&#8221; para o norte com mais frequ\u00eancia, devido a uma mudan\u00e7a nas correntes de ar, outro efeito da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Tudo isso contribuiu para um\u00a0<strong>clima mais seco e para temporadas de inc\u00eandios mais destrutivos<\/strong>, principalmente nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<h2>Eventos clim\u00e1ticos extremos na Sib\u00e9ria<\/h2>\n<p>No Nordeste da Sib\u00e9ria, h\u00e1\u00a0<strong>155 inc\u00eandios florestais ativos<\/strong>. Duas aldeias j\u00e1 come\u00e7aram a ser evacuadas pelas autoridades russas e 3.600 pessoas trabalham para conter as chamas que j\u00e1 queimaram\u00a0<strong>1 milh\u00e3o e meio de hectares de florestas<\/strong>,\u00a0<strong>destru\u00edram 31 casas e oito pr\u00e9dios de manuten\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>A fuma\u00e7a viajou por mais de 3 mil quil\u00f4metros, desde a regi\u00e3o de Yakutia at\u00e9 ao Polo Norte.\u00a0<strong>Este est\u00e1 sendo o ver\u00e3o mais quente em 150 anos<\/strong>.<\/p>\n<p>De acordo com o bombeiro Alexei Roslyakov, o\u00a0<strong>vento forte\u00a0<\/strong>\u00e9 o principal fator que impede que a extin\u00e7\u00e3o dos inc\u00eandios seja r\u00e1pida.<\/p>\n<div class=\"frase-destacada\">&#8220;Se n\u00e3o fossem os ventos fortes, poder\u00edamos concluir isto o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, e esse \u00e9 o nosso principal problema neste momento&#8221; afirmou o bombeiro Alexei Roslyakov.<\/div>\n<p>Nos \u00faltimos anos, a R\u00fassia registrou altas temperaturas e muitos especialistas as associam como um resultado da\u00a0<strong>mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong>. O clima quente, em conjunto com a neglig\u00eancia pelas regras de seguran\u00e7a contra os inc\u00eandios, tem potencializado um n\u00famero crescente de inc\u00eandios florestais.<\/p>\n<h2>Permafrost, calor e gases de efeito estufa<\/h2>\n<p>Os inc\u00eandios ocorrem na Rep\u00fablica Russa de Yakutia, onde metade da regi\u00e3o est\u00e1 localizada no C\u00edrculo Polar \u00c1rtico e \u00e9 coberta pelo\u00a0<em>p<\/em><em>ermafrost<\/em>, ou seja, por solos org\u00e2nicos congelados, e, devido \u00e0 onda de calor de 2020, eles\u00a0<strong>est\u00e3o liberando di\u00f3xido de carbono ou metano\u00a0na atmosfera<\/strong>.<\/p>\n<p>Com o gelo derretendo, a forma\u00e7\u00e3o do g\u00e1s metano a partir da decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica no subsolo n\u00e3o pode ser parada. Se ele atingir a superf\u00edcie, o seu potencial de aquecimento \u00e9 muito maior que o do CO2. Como se j\u00e1 n\u00e3o bastassem as concentra\u00e7\u00f5es de metano no ar na Sib\u00e9ria,\u00a0<strong>agora<\/strong>\u00a0<strong>pode ocorrer emiss\u00e3o de g\u00e1s oriundo das forma\u00e7\u00f5es calc\u00e1rias abaixo do\u00a0<em>permafrost<\/em>\u00a0em degelo<\/strong>.<\/p>\n<p>Os fogos lentos que atingem a turfa, um material f\u00f3ssil de origem vegetal encontrado nesta zona, s\u00e3o prejudiciais pois, eles podem se manter durante meses abaixo da superf\u00edcie,\u00a0<strong>liberando toneladas de carbono na atmosfera do planeta<\/strong>. Isto seria uma s\u00e9ria consequ\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre o clima global, que j\u00e1 se encontra superaquecido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o russa de Yakutia est\u00e1 sentindo os efeitos do aquecimento global, com ondas de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A regi\u00e3o russa de Yakutia est\u00e1 sentindo os efeitos do aquecimento global, com ondas de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151613"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=151613"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151613\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":151614,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151613\/revisions\/151614"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=151613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=151613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=151613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}