{"id":151111,"date":"2021-08-08T15:46:52","date_gmt":"2021-08-08T18:46:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=151111"},"modified":"2021-08-08T15:46:54","modified_gmt":"2021-08-08T18:46:54","slug":"estudo-revela-declinio-na-captura-de-peixes-predadores-em-arraial-do-cabo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-revela-declinio-na-captura-de-peixes-predadores-em-arraial-do-cabo\/","title":{"rendered":"Estudo revela decl\u00ednio na captura de peixes predadores em Arraial do Cabo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-revela-declinio-na-captura-de-peixes-predadores-em-arraial-do-cabo\/peixe-89\/\" rel=\"attachment wp-att-151112\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-151112\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em <strong><a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo<\/a><\/strong>\u00a0recentemente publicado na revista\u00a0<i>PLOS ONE<\/i>, cientistas revelam que um dos efeitos da superexplora\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies grandes e valiosas de peixes em Arraial do Cabo (RJ) \u00e9 sua substitui\u00e7\u00e3o por esp\u00e9cies menores e, anteriormente, menos cobi\u00e7adas.<\/p>\n<p>Segundo os autores, o decl\u00ednio dos estoques de esp\u00e9cies como\u00a0<i>Pomatomus saltatrix<\/i>\u00a0(anchova),\u00a0<i>Epinephelus marginatus<\/i>\u00a0(garoupa),\u00a0<i>Caranx hippos<\/i>\u00a0(xar\u00e9u) e\u00a0<i>Seriola fasciata<\/i>\u00a0(olhete) foi seguido por um aumento na pesca de animais com menor valor comercial, por\u00e9m mais abundantes (por exemplo,\u00a0<i>Trichiurus lepturus\u00a0<\/i>, conhecido como peixe-espada;\u00a0<i>Balistes capriscus<\/i>, ou peru\u00e1;\u00a0<i>Aluterus monoceros<\/i>, ou raquete; e\u00a0<i>Priacanthus arenatus<\/i>, conhecido como olho-de-c\u00e3o).<\/p>\n<p>No trabalho, focado na pesca artesanal, os autores relatam que os pescadores passam mais tempo no mar para pegar a mesma quantidade de peixes que coletavam h\u00e1 alguns anos. Tamb\u00e9m mencionam que os mais jovens est\u00e3o mudando para fontes alternativas de renda, como o turismo, muitas vezes incentivados por suas fam\u00edlias a deixar a atividade pesqueira.<\/p>\n<p>A pesca concentrada em peixes de grande porte pode causar o decl\u00ednio dos principais estoques de predadores, como garoupas, tubar\u00f5es e atuns, e at\u00e9 mesmo levar esp\u00e9cies \u00e0 extin\u00e7\u00e3o local, afirma o artigo, que tem como primeira autora Carine O. Fogliarini, do Laborat\u00f3rio de Macroecologia e Conserva\u00e7\u00e3o Marinha da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).<\/p>\n<p>Assinado tamb\u00e9m por\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/700017\/vinicius-jose-giglio-fernandes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Vinicius J. Giglio Fernandes<\/a><\/strong>, bolsista de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/180706\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">p\u00f3s-doutorado<\/a><\/strong>\u00a0da FAPESP na Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), o trabalho confirma um conceito j\u00e1 bem conhecido: o de pesca ao longo da cadeia alimentar (<i>fishing down the food web<\/i>).<\/p>\n<p>\u201cSignifica que se come\u00e7a pescando os n\u00edveis tr\u00f3ficos superiores [peixes maiores e predadores de topo] e, aos poucos, como consequ\u00eancia da superexplora\u00e7\u00e3o, acaba-se chegando aos peixes menores, da base da cadeia alimentar. J\u00e1 hav\u00edamos publicado um artigo em 2014 sobre o decl\u00ednio de v\u00e1rias esp\u00e9cies de mesopredadores [peixes carn\u00edvoros de m\u00e9dio porte] da regi\u00e3o, incluindo a garoupa e a anchova. E agora conseguimos, combinando o conhecimento local dos pescadores com dados de desembarque, demonstrar o cen\u00e1rio de superexplora\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de alto n\u00edvel tr\u00f3fico capturadas em Arraial do Cabo e tamb\u00e9m o decl\u00ednio no tamanho m\u00e9dio dessas esp\u00e9cies nos desembarques\u201d, resume Mariana G. Bender, coordenadora do Laborat\u00f3rio de Macroecologia e Conserva\u00e7\u00e3o Marinha da UFSM e coautora do trabalho.<\/p>\n<p>Para confirmar essa \u00faltima informa\u00e7\u00e3o, os pesquisadores usaram uma medida denominada N\u00edvel Tr\u00f3fico M\u00e9dio, designado pela sigla NTM, e tentaram determinar seu decl\u00ednio em uma s\u00e9rie hist\u00f3rica de 16 anos. \u201cA grosso modo, quando h\u00e1 uma queda significativa nesse n\u00famero \u00e9 sinal de que estamos pescando muito mais esp\u00e9cies de n\u00edvel tr\u00f3fico inferior. Tivemos certa dificuldade com o NTM, porque ele \u00e9 uma medida geral, que leva em conta o n\u00edvel tr\u00f3fico m\u00e9dio da biomassa desembarcada e sua varia\u00e7\u00e3o no tempo. Assim, dividimos o NTM em quatro categorias: todas as esp\u00e9cies desembarcadas; esp\u00e9cies com n\u00edvel tr\u00f3fico [NT] maior que 4; com NT maior ou igual a 3,5 e com NT menor que 3,5\u201d, explica Fogliarini.<\/p>\n<p>O grupo observou uma tend\u00eancia de decl\u00ednio no n\u00edvel tr\u00f3fico m\u00e9dio e nos desembarques de esp\u00e9cies com NT maior que 4 e NT maior ou igual a 3,5. \u201cAs capturas de n\u00edvel tr\u00f3fico maior que 4 t\u00eam um aumento e depois uma queda brusca. Isso quer dizer que desembarques de esp\u00e9cies que t\u00eam n\u00edvel tr\u00f3fico maior que 4 [superiores] de fato est\u00e3o diminuindo. E existe uma tend\u00eancia de substitui\u00e7\u00e3o dessa captura pela pesca de peixes de n\u00edvel tr\u00f3fico inferior\u201d, diz Bender.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m sugere que avaliar as mudan\u00e7as com base em um \u00fanico indicador, como o NTM, pode mascarar resultados, e que o uso de v\u00e1rias abordagens, incluindo o conhecimento dos pescadores locais, pode tornar essas mudan\u00e7as mais expl\u00edcitas.<\/p>\n<p><b>Novos alvos<\/b><\/p>\n<p>Foram entrevistados 155 pescadores artesanais das comunidades pesqueiras de Figueira, Monte Alto, Praia Grande, Praia dos Anjos, Prainha e Pontal, o que corresponde a 10,3% dos pescadores artesanais locais. Eles foram categorizados, de acordo com seus anos de pr\u00e1tica, em quatro grupos: menos experiente (abaixo de 20 anos), intermedi\u00e1rio (21 a 35 anos), experiente (36 a 40 anos) e muito experiente (mais de 40 anos).<\/p>\n<p>\u201cPescadores com mais anos de pr\u00e1tica reconheceram um n\u00famero significativamente maior de esp\u00e9cies de peixes superexploradas do que aqueles com menos anos de pr\u00e1tica. Observamos o mesmo padr\u00e3o para o n\u00famero de esp\u00e9cies reconhecidas como novas esp\u00e9cies-alvo. Com o aumento do tempo de pr\u00e1tica, os pescadores mencionaram um n\u00famero maior de esp\u00e9cies como novos alvos da pesca local\u201d, relata Fogliarini.<\/p>\n<p>Segundo o grupo de cientistas, 37 esp\u00e9cies foram identificadas como superexploradas por pescadores locais. A anchova foi a esp\u00e9cie mais citada, em todas as categorias de experi\u00eancia (45% reconheceram a anchova como superexplorada). Mas, entre o grupo mais experiente de pescadores, a garoupa e o xar\u00e9u foram os mais citados. \u201cA pesca da garoupa tem uma hist\u00f3ria secular naquela regi\u00e3o, era importante para a economia local. Peixes como garoupa e xar\u00e9u sempre foram muito valorizados ali. Mas agora s\u00e3o cada vez mais raros\u201d, lembra Bender.<\/p>\n<p>O peixe-espada ocupa o segundo lugar na lista local dos superexplorados e o primeiro lugar entre as novas esp\u00e9cies-alvo. \u201cOs pescadores mais experientes contam que ele n\u00e3o tinha valor e que, quando vinha junto, enterravam na areia. Aos poucos foi se achando mercado consumidor para o peixe-espada, que virou nova esp\u00e9cie-alvo e, depois, tamb\u00e9m acabou superexplorada\u201d, revela a primeira autora.<\/p>\n<p>O segundo mais citado como novo alvo foi o peru\u00e1, seguido pelo congro argentino (<i>Conger orbignyanus<\/i>), a raquete e o olho-de-c\u00e3o. \u201cA mesma tend\u00eancia de decl\u00ednio relatada por pescadores para a anchova, o peixe-espada, a garoupa, o xar\u00e9u e o olhete foi confirmada pelos dados de desembarque de pescarias que conseguimos acessar\u201d, conclui ela. \u201cVimos, ainda, que os pescadores mais jovens reportam as esp\u00e9cies-alvo novas mais que os mais velhos, e isso tamb\u00e9m bate com os dados de captura mais recentes que temos.\u201d<\/p>\n<p><b>Motivos<\/b><\/p>\n<p>Segundo os pescadores de Arraial do Cabo, os motivos da sobrepesca s\u00e3o o aumento do n\u00famero de pescadores, aumento do n\u00famero de barcos e a pesca industrial realizada nas cercanias. Tamb\u00e9m aparecem entre os motivos a pesca de arrasto e a traineira.<\/p>\n<p>De acordo com dados de produ\u00e7\u00e3o pesqueira marinha do Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira do Rio de Janeiro (para o per\u00edodo de janeiro a junho de 2020), 59,9% do volume da pesca artesanal de\u00a0Arraial do Cabo foi obtido por meio de pesca tipo cerco-traineira (um barco motorizado leva a reboque um bote que, solto em determinado local, segura uma ponta da rede enquanto o barco leva a outra, fazendo um cerco ao cardume). O sistema de linhas diversas (petrechos que utilizam linha e anzol) ocupa o segundo lugar, e o arrasto de praia, o terceiro.<\/p>\n<p>\u201cNo arrast\u00e3o de praia, com os barquinhos, eles v\u00e3o puxando os cardumes para a praia e retiram os peixes ali na areia. Sabemos que h\u00e1 tamb\u00e9m uma pesca do tubar\u00e3o. Os cardumes s\u00e3o cercados e trazidos para a areia. \u00c9 uma pesca altamente predat\u00f3ria, visto que captura um grande n\u00famero de f\u00eameas gr\u00e1vidas\u201d, aponta Fogliarini.<\/p>\n<p><b>Dados e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/b><\/p>\n<p>Mariana Bender pondera que a s\u00e9rie hist\u00f3rica de monitoramento de pesca local usada pelo grupo \u00e9 muito pequena (16 anos, entre 1992 e 2008), e que at\u00e9 existem dados mais recentes, mas os cientistas n\u00e3o tiveram acesso a eles. A pesquisadora ressalta a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas mais incisivas no sentido de monitoramento peri\u00f3dico e produ\u00e7\u00e3o e disponibiliza\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem um monitoramento irregular: n\u00e3o \u00e9 feito em todas as \u00e1reas e \u00e9 esparsado no tempo. Idealmente, o monitoramento deveria ter periodicidade [que fosse uma vez ao m\u00eas, por exemplo]\u00a0e incluir um acompanhamento ou checagem dos desembarques em v\u00e1rios pontos da costa, porque a composi\u00e7\u00e3o da pesca difere ao longo do litoral. E, muito importante, teria de ser feito em n\u00edvel de esp\u00e9cie, com o maior teor de refinamento poss\u00edvel, e n\u00e3o com a utiliza\u00e7\u00e3o dos nomes populares dados aos peixes, que \u00e9 como se faz atualmente. Isso dificulta a constru\u00e7\u00e3o dos cen\u00e1rios de estoques ao longo da costa. Primeiro, porque em um grupo gen\u00e9rico como \u2018garoupa\u2019 pode haver diversas esp\u00e9cies; segundo, porque o que \u00e9 garoupa na Bahia n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que em Santa Catarina, ou seja, nomes comuns podem mudar de uma regi\u00e3o para outra.\u201d<\/p>\n<p>Fogliarini destaca a import\u00e2ncia do consumidor. \u201cS\u00e3o poucas as iniciativas que tentam atingir o consumidor e, no entanto, \u00e9 a demanda dele que vai determinar o que vai ser capturado. \u00c9 preciso conscientizar o consumidor e h\u00e1 muito o que caminhar para chegar a um n\u00edvel razo\u00e1vel de consci\u00eancia sobre consumo de pescado.\u201d<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o Painel Mar, que tem a FAPESP como uma de suas entidades mantenedoras, publicou em 2020 um\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/painelmar.com.br\/consumo-de-pescado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Guia de Consumo Consciente de\u00a0Pescado da Costa do Descobrimento<\/a><\/strong>. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tamb\u00e9m tem uma publica\u00e7\u00e3o do g\u00eanero, editada em 2017.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Telling the same story: Fishers and landing data reveal changes in fisheries on the Southeastern Brazilian Coast<\/i>\u00a0pode ser acessado em:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0252391#ack\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0252391#ack<\/a><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em artigo\u00a0recentemente publicado na revista\u00a0PLOS ONE, cientistas revelam que um dos efeitos da superexplora\u00e7\u00e3o de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":151112,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/peixe-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em artigo\u00a0recentemente publicado na revista\u00a0PLOS ONE, cientistas revelam que um dos efeitos da superexplora\u00e7\u00e3o de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151111"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=151111"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151111\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":151114,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/151111\/revisions\/151114"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/151112"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=151111"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=151111"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=151111"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}