{"id":150833,"date":"2021-08-04T13:14:59","date_gmt":"2021-08-04T16:14:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=150833"},"modified":"2021-08-04T13:15:02","modified_gmt":"2021-08-04T16:15:02","slug":"uma-falha-no-campo-magnetico-da-terra-passeia-sobre-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/uma-falha-no-campo-magnetico-da-terra-passeia-sobre-o-brasil\/","title":{"rendered":"Uma falha no campo magn\u00e9tico da Terra passeia sobre o Brasil"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"entry-subtitle font-weight-medium\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/uma-falha-no-campo-magnetico-da-terra-passeia-sobre-o-brasil\/magnetico-4\/\" rel=\"attachment wp-att-150834\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-150834\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Regi\u00e3o mais vulner\u00e1vel \u00e0 radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica nasce, cresce, desaparece e surge novamente<\/h2>\n<div class=\"entry-content pt-3 mt-3\">\n<p>Quando naves espaciais como as da empresa norte-americana SpaceX come\u00e7arem a levar turistas para passeios na \u00f3rbita da Terra, ser\u00e1 necess\u00e1rio ficar mais atento e desligar alguns aparelhos ao passar sobre a Am\u00e9rica do Sul e o sul do oceano Atl\u00e2ntico. Sobre essa regi\u00e3o encontra-se uma \u00e1rea com campo magn\u00e9tico mais fraco, a Anomalia Magn\u00e9tica do Atl\u00e2ntico Sul (Amas), com menor poder de filtrar a radia\u00e7\u00e3o solar e as part\u00edculas do espa\u00e7o. De acordo com estudos recentes, a Amas n\u00e3o para de se mover, podendo desaparecer de um lugar e reaparecer em outro.<\/p>\n<p>O campo magn\u00e9tico \u00e9 o resultado do movimento do ferro l\u00edquido que envolve o n\u00facleo interno do planeta, formado de ferro s\u00f3lido. Ao girar a uma velocidade maior que a superf\u00edcie, o ferro l\u00edquido produz um campo magn\u00e9tico com dois polos magn\u00e9ticos opostos, pr\u00f3ximos aos polos Norte e Sul geogr\u00e1ficos. Sua intensidade na superf\u00edcie do planeta \u00e9 menor que a de um \u00edm\u00e3 de prender papel na porta da geladeira e diminui ainda mais no topo da atmosfera. Mesmo assim, funciona como um escudo de part\u00edculas c\u00f3smicas. Uma peculiaridade do campo magn\u00e9tico s\u00e3o as irregularidades ou anomalias, como a Amas.<\/p>\n<p>Dados hist\u00f3ricos dos navegantes, que registravam a dire\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico com b\u00fassolas, indicam que a Amas j\u00e1 existia na \u00c1frica do Sul no s\u00e9culo XVI, com uma \u00e1rea bem menor \u2012 menos de um d\u00e9cimo da atual. Ela cruzou o oceano Atl\u00e2ntico a uma velocidade de cerca de 20 quil\u00f4metros (km) por ano, aumentou em tamanho e diminuiu em intensidade. No entanto, pesquisadores brasileiros e franceses mostraram que o comportamento da Amas \u00e9 diferente do que se imaginava.<\/p>\n<p>\u201cA Amas n\u00e3o se move em linha reta e velocidade constante quando vaga rumo a oeste, como previsto em modelos anteriores\u201d, conta o geof\u00edsico Ricardo Trindade, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), um dos autores de um estudo publicado na\u00a0<em>Earth, Planets and Space<\/em> em fevereiro. \u201cH\u00e1 cerca de 80 anos, a Amas se dirigiu rapidamente para o sul e d\u00e9cadas depois foi para leste, antes de retomar o movimento para oeste.\u201d O trabalho, baseado em dados de observat\u00f3rios terrestres e de sat\u00e9lites, analisou a trajet\u00f3ria da Amas de 1840 a 2020, quando j\u00e1 cobria parte da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Os pesquisadores brasileiros, trabalhando com colegas da Universidade de Nantes, na Fran\u00e7a, detectaram as varia\u00e7\u00f5es de trajet\u00f3ria ao considerar o enfraquecimento do campo magn\u00e9tico da Terra, hoje 10% menos intenso do que quando foi medido com precis\u00e3o pela primeira vez, em 1839, pelo matem\u00e1tico e f\u00edsico alem\u00e3o Carl Friedrich Gauss (1777-1855). Segundo Trindade, medir a Amas sem levar em considera\u00e7\u00e3o essa queda geral do campo magn\u00e9tico distorce as medidas, \u201ccomo a profundidade do mar parece ser maior se for medida apenas a partir da mar\u00e9 alta\u201d.<\/p>\n<h2><span id=\"Magnetismo-em-cavernas\">Magnetismo em cavernas<\/span><\/h2>\n<p>A Amas, como todo o campo magn\u00e9tico da Terra, est\u00e1 hoje em sua fase mais fraca dos \u00faltimos cinco s\u00e9culos.\u00a0<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/o-norte-da-questao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Teoricamente, a essa redu\u00e7\u00e3o se seguiria uma invers\u00e3o total dos polos magn\u00e9ticos da Terra em centenas ou alguns milhares de anos, o que poderia provocar uma cat\u00e1strofe clim\u00e1tica e ambiental, como deve ter ocorrido h\u00e1 780 mil anos<\/a>.<\/p>\n<p>No entanto, analisando o registro magn\u00e9tico de estalagmites da caverna do Pau d\u2019Alho, no munic\u00edpio de Ros\u00e1rio do Oeste, em Mato Grosso, a equipe franco-brasileira mostrou que a Amas j\u00e1 passou por per\u00edodos de intensidade m\u00ednima em torno dos anos 850 e 1450, sem que os polos se invertessem. Depois disso, teria desaparecido sobre a Am\u00e9rica Latina e uma nova anomalia teria nascido pr\u00f3xima \u00e0 \u00c1frica. Essa transi\u00e7\u00e3o estaria acontecendo nesse momento: uma nova e pequena Amas j\u00e1 desponta no oceano Atl\u00e2ntico perto da \u00c1frica do Sul. Se a previs\u00e3o estiver correta, a Amas atual, que cobre o Brasil, deve desaparecer, em data incerta, e o campo magn\u00e9tico da Terra deve ficar mais intenso, adiando a invers\u00e3o dos polos.<\/p>\n<p>\u201cAs transforma\u00e7\u00f5es abruptas na Amas observadas no Brasil, com queda na intensidade magn\u00e9tica, aconteceram cerca de 200 anos antes na \u00c1frica\u201d, diz o geof\u00edsico Gelvam Hartmann, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos autores de um artigo publicado na revista\u00a0<em>PNAS<\/em>\u00a0em dezembro de 2018. \u201cEsse \u00e9 o tempo, em m\u00e9dia, que a Amas leva para se deslocar da \u00c1frica at\u00e9 a Am\u00e9rica do Sul.\u201d A equipe chegou a essa conclus\u00e3o comparando os dados da caverna com registros da \u00c1frica do Sul obtidos por outros grupos de pesquisa.<\/p>\n<p>Durante a forma\u00e7\u00e3o das estalagmites \u2013 rochas que crescem do ch\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao teto, com ac\u00famulo principalmente de calc\u00e1rio \u2013, part\u00edculas de argila do solo, com minerais ferrosos como a magnetita, s\u00e3o carregadas pela chuva para dentro das cavernas. O calc\u00e1rio solidifica e a magnetita, como a agulha de uma b\u00fassola, se alinha ao campo magn\u00e9tico da Terra. Segundo Hartmann, as forma\u00e7\u00f5es rochosas do interior das cavernas s\u00e3o \u00f3timas para esse tipo de estudo por se formarem \u201cem um ambiente livre de perturba\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas que possam influenciar no registro magn\u00e9tico pelas magnetitas\u201d.<\/p>\n<p>A anomalia nascente perto da \u00c1frica surgiu nos \u00faltimos 15 anos, longe do centro da Amas, atualmente sobre o Paraguai. \u201cEssa regi\u00e3o est\u00e1 se expandindo e come\u00e7ando uma nova fase da anomalia\u201d, explica o geof\u00edsico Filipe Terra-Nova, da USP, que participou dos trabalhos de 2018 e 2021 por meio de uma bolsa de p\u00f3s-doutorado da FAPESP. A conclus\u00e3o refor\u00e7a a hip\u00f3tese de que as Amas se sucedem e, portanto, a revers\u00e3o de polos estaria distante.<\/p>\n<p>Um estudo internacional publicado na revista\u00a0<em>Science<\/em>\u00a0em fevereiro ilustra o impacto da movimenta\u00e7\u00e3o dos polos magn\u00e9ticos da Terra. H\u00e1 cerca de 42 mil anos, ap\u00f3s uma invers\u00e3o, os polos n\u00e3o se estabilizaram e voltaram para a posi\u00e7\u00e3o original. \u201cO campo magn\u00e9tico quase desapareceu, deixando o planeta exposto a todo tipo de part\u00edculas de alta energia do espa\u00e7o\u201d, conta o autor do artigo, ge\u00f3logo Chris Turney, da University of New South Wales, em Sydney, Austr\u00e1lia, em v\u00eddeo gravado pela universidade. \u201cCertamente, foi um per\u00edodo assustador, que lembrava o final dos tempos.\u201d As intensas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e ambientais podem at\u00e9 ter contribu\u00eddo para a extin\u00e7\u00e3o de um tipo de homin\u00eddeo, os neandertais.<\/p>\n<h2><span id=\"Impactos\">Impactos<\/span><\/h2>\n<p>O telesc\u00f3pio espacial Hubble \u00e9 desligado propositadamente sempre que passa pela Amas. As paredes da Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (EEI) s\u00e3o feitas de materiais que reduzem a exposi\u00e7\u00e3o dos astronautas aos raios c\u00f3smicos, principalmente quando passam por essa regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cOs avi\u00f5es comerciais, que voam a cerca de 12 km de altitude, podem sofrer impacto dos raios c\u00f3smicos\u201d, comenta o f\u00edsico Maur\u00edcio Tizziani Pazianotto, do Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA). Em 2008, um Airbus A3300 que ia de Singapura para a Austr\u00e1lia baixou o nariz duas vezes na mesma viagem sem nenhuma ordem dos pilotos. Alguns passageiros se feriram. \u201cA causa do acidente n\u00e3o foi descoberta, mas um dos fatores que n\u00e3o foi descartado foi a radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica\u201d, diz.<\/p>\n<p>Em um estudo publicado na revista\u00a0<em>IEEE Transactions on Aerospace and Electronic Systems\u00a0<\/em>em abril de 2020, ele mostrou que a probabilidade de interfer\u00eancia dos raios c\u00f3smicos varia de acordo com o local e a posi\u00e7\u00e3o do aparelho no avi\u00e3o. Segundo ele, em alguns casos bastaria mudar a posi\u00e7\u00e3o do equipamento \u2013 horizontal ou vertical \u2013 para reduzir a probabilidade de falhas.<\/p>\n<h4><span id=\"Projeto\"><strong>Projeto<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>Persist\u00eancia da anomalia do Atl\u00e2ntico Sul em observa\u00e7\u00f5es e modelos do campo geomagn\u00e9tico e simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas do d\u00ednamo (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/180219\/\/?q=18\/07410-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">n<sup>o<\/sup>\u00a018\/07410-3<\/a>);\u00a0<strong>Modalidade\u00a0<\/strong>Bolsa de P\u00f3s-doutorado;\u00a0<strong>Pesquisador<\/strong>\u00a0<strong>respons\u00e1vel\u00a0<\/strong>Ricardo Ivan Ferreira da Trindade (USP);\u00a0<strong>Bolsista<\/strong>\u00a0Filipe Terra Nova dos Santos;\u00a0<strong>Investimento<\/strong>\u00a0R$ 312.193,09.<\/p>\n<h4><span id=\"Artigos-cientificos\"><strong>Artigos cient\u00edficos<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>AMIT, H.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1186\/s40623-021-01356-w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Non-monotonic growth and motion of the South Atlantic Anomaly<\/a>.\u00a0<strong>Earth, Planets and Space.\u00a0<\/strong>v. 73, artigo 38. 8 fev. 2021.<br \/>\nPRADO, A. C. M.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1109\/TAES.2020.2985304\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simulation of cosmic radiation transport inside aircraft for safety applications<\/a>.\u00a0<strong>IEEE Transactions on Aerospace and Electronic Systems<\/strong><em>.\u00a0<\/em>v. 56, n. 5, p. 3462-75. 21 abr. 2020.<br \/>\nTRINDADE, R. I. F.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1073\/pnas.1809197115\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Speleothem record of geomagnetic South Atlantic Anomaly recurrence<\/a>.\u00a0<strong>PNAS<\/strong>. v. 115, n. 52, p. 13198-203. 26 dez. 2018.<br \/>\nCOOPER, A.\u00a0<em>et al<\/em>.\u00a0<a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/371\/6531\/811\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A global environmental crisis 42,000 years ago<\/a>.\u00a0<strong>Science<\/strong>. v. 371, n. 6531, p. 811-8. 19 fev. 2021.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Regi\u00e3o mais vulner\u00e1vel \u00e0 radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica nasce, cresce, desaparece e surge novamente Quando naves espaciais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":150834,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/magnetico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Regi\u00e3o mais vulner\u00e1vel \u00e0 radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica nasce, cresce, desaparece e surge novamente Quando naves espaciais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150833"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150833"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150833\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150836,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150833\/revisions\/150836"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150834"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150833"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150833"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150833"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}