{"id":150747,"date":"2021-08-03T07:00:57","date_gmt":"2021-08-03T10:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=150747"},"modified":"2021-08-02T20:23:27","modified_gmt":"2021-08-02T23:23:27","slug":"46-dos-brasileiros-nao-comem-carne-por-vontade-propria-ao-menos-uma-vez-por-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/46-dos-brasileiros-nao-comem-carne-por-vontade-propria-ao-menos-uma-vez-por-semana\/","title":{"rendered":"46% dos brasileiros n\u00e3o comem carne por vontade pr\u00f3pria ao menos uma vez por semana"},"content":{"rendered":"<h2><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-150749\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisa feita pelo Ipec durante a pandemia, a pedido da SVB, tamb\u00e9m aponta que 32% escolhem op\u00e7\u00e3o vegana quando informa\u00e7\u00e3o \u00e9 destacada pelo restaurante<\/h2>\n<p>Uma pesquisa in\u00e9dita feita pelo Intelig\u00eancia em Pesquisa e Consultoria (Ipec) a pedido da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) aponta que 46% dos brasileiros deixam de comer carne, por vontade pr\u00f3pria, pelo menos uma vez por semana.<\/p>\n<p>O levantamento foi realizado em fevereiro deste ano e ouviu 2.002 pessoas de todas as regi\u00f5es do Brasil. Segundo o estudo, 32% disseram escolher uma op\u00e7\u00e3o vegana quando essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 destacada pelo restaurante ou estabelecimento.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Estudo aponta que decis\u00e3o de n\u00e3o comer carne uma vez por semana \u00e9 maior entre as mulheres (49%) do que os homens (41%) (Foto: Pixabay)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/x2oPcURQppHz4MtPAOu6c2xAO5E=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2021\/07\/30\/casserole-dish-2776735_1920.jpg\" alt=\"Panela com ingredientes veganos (Foto: Pixabay)\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption>Estudo aponta que decis\u00e3o de n\u00e3o comer carne uma vez por semana \u00e9 maior entre as mulheres (49%) do que os homens (41%) (Foto: Pixabay)<\/p>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cA pesquisa mostra que existe, conscientemente, uma percep\u00e7\u00e3o de repensar o consumo de carne\u201d, destaca Ricardo Laurino, presidente da SVB. Ele conta que a inten\u00e7\u00e3o de questionar se a mudan\u00e7a era por vontade pr\u00f3pria visou evitar que fatores como pre\u00e7o e demanda influenciassem a resposta, ainda mais devido \u00e0 pandemia de Covid-19.<\/p>\n<p>\u201cSe est\u00e1 caro, a pessoa pode diminuir o consumo de carne porque n\u00e3o tem dinheiro, mas ainda tem vontade de comprar. Essa pesquisa deixa claro que, ainda que exista impacto do pre\u00e7o, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o por vontade pr\u00f3pria, n\u00e3o por uma circunst\u00e2ncia\u201d, avalia.<\/p>\n<p>O estudo aponta, ainda, que a decis\u00e3o de n\u00e3o comer carne uma vez por semana \u00e9 maior entre as mulheres (49%) do que os homens (41%). A diretora executiva da SVB, M\u00f4nica Buava, atribui essa diferen\u00e7a ao fato de as mulheres serem protagonistas de mudan\u00e7as, principalmente no ambiente familiar.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade, o levantamento indica que a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 maior entre quem tem de 45 a 54 anos (53%). A menor ades\u00e3o \u00e9 entre jovens de 16 a 24 anos (32%). \u201cA maior preocupa\u00e7\u00e3o das pessoas mais velhas com a sa\u00fade \u00e9 um fator que influencia. Al\u00e9m disso, os mais jovens acabam, muitas vezes, consumindo comida menos saud\u00e1vel, sem contar que boa parte ainda n\u00e3o \u00e9 independente financeiramente\u201d, destaca M\u00f4nica.<\/p>\n<p>J\u00e1 no recorte por regi\u00e3o, a pesquisa chama aten\u00e7\u00e3o para o equil\u00edbrio entre a redu\u00e7\u00e3o semanal no consumo de carne entre quem mora na capital (46%), no interior (46%) e na periferia (42%), bem como em cidades at\u00e9 50 mil habitantes (47%) e com mais de 500 mil (47%).<\/p>\n<p>\u201cA atitude de deixar de comer carne depende muito de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, e a pesquisa mostra que ela est\u00e1 chegando em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, n\u00e3o s\u00f3 nos grandes centros. A internet, hoje em dia, amplia muito essa possibilidade\u201d, destaca Laurino.<\/p>\n<p>Ele ainda ressalta que o movimento est\u00e1 avan\u00e7ando at\u00e9 em regi\u00f5es tradicionais da pecu\u00e1ria, como o Centro-Oeste. \u201cTemos um programa chamado Semeando em que um dos participantes \u00e9 uma lanchonete vegana no Mato Grosso. E o p\u00fablico deles t\u00eam muitos filhos de pecuaristas. Isso abre portas para mais pessoas experimentarem e gera uma curiosidade positiva\u201d, diz.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 renda, a pesquisa mostra que a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 maior para aqueles que ganham at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo (50%) do que \u00e0queles cujos ganhos superam cinco sal\u00e1rios (37%). M\u00f4nica afirma que um dos fatores que pode ter contribu\u00eddo para este resultado \u00e9 a sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas com menor renda podem estar mais preocupadas por n\u00e3o ter uma estrutura de atendimento ou porque, tamb\u00e9m, os problemas de sa\u00fade surgiram antes devido a uma alimenta\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria\u201d, analisa.<\/p>\n<h2>Assista \u00e0 live sobre resultados da pesquisa<\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"embed-video\" title=\"Embed youtube video\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/a6kvK9wDgyI\" width=\"320\" height=\"204\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<h2>Op\u00e7\u00f5es veganas<\/h2>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m apontou que 32% dos brasileiros escolhem uma op\u00e7\u00e3o vegana quando a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 destacada pelo restaurante ou estabelecimento. \u201cOs supermercados come\u00e7aram a ter produtos \u00e0 base de plantas e os restaurantes se abriram tamb\u00e9m. Essa crescente demanda est\u00e1 incentivando o aumento de op\u00e7\u00f5es no card\u00e1pio\u201d, avalia M\u00f4nica.<\/p>\n<p>Para o presidente da SVB, o resultado tamb\u00e9m indica que n\u00e3o s\u00e3o apenas veganos que est\u00e3o em busca de alimentos sem origem animal. \u201cN\u00e3o h\u00e1 um ter\u00e7o de veganos no Brasil, nem perto disso. Ent\u00e3o, \u00e9 interessante perceber que uma op\u00e7\u00e3o no card\u00e1pio faz a diferen\u00e7a, pois gera a possibilidade de a pessoa ter vontade de experimentar\u201d, salienta Laurino.<\/p>\n<p>M\u00f4nica ressalta o crescimento dos alimentos an\u00e1logos \u00e0 carne \u2013 com sabor, textura e odor semelhante ao produto animal, mas 100% vegetais. \u201cEles s\u00e3o importantes para a mudan\u00e7a de h\u00e1bito n\u00e3o ser radical. A\u00ed a pessoa vai dando, aos poucos, outros passos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ela ainda destaca como o resultado da pesquisa pode incentivar empres\u00e1rios do setor de alimenta\u00e7\u00e3o a oferecer op\u00e7\u00f5es vegetarianas e veganas. \u201cEmpresas t\u00eam nos procurado pedindo ajuda e orienta\u00e7\u00e3o para ampliar as op\u00e7\u00f5es. Essa adapta\u00e7\u00e3o tem ocorrido porque as empresas est\u00e3o deixando de ganhar dinheiro, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o pessoal\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Laurino observa que a op\u00e7\u00e3o vegana n\u00e3o \u00e9 restrita para veganos, pois qualquer cliente pode consumi-la. \u201cAl\u00e9m disso, traz um componente de novidade, oferecendo algo diferente ao p\u00fablico. Hoje, n\u00e3o basta o estabelecimento se apegar s\u00f3 \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 vende e aos clientes que tem. \u00c9 preciso entender que os clientes tamb\u00e9m mudam\u201d, afirma.<\/p>\n<h2>Impacto no campo<\/h2>\n<p>Para o presidente da SVB, a redu\u00e7\u00e3o no consumo de carne do brasileiro tamb\u00e9m significa uma oportunidade para o agroneg\u00f3cio. \u201cO produtor precisa estar atento \u00e0 mudan\u00e7a de comportamento, que o leva a renovar o que produz e como produz n\u00e3o s\u00f3 para ganhar mais, mas tamb\u00e9m diminuir o impacto ambiental e ter uma nova rela\u00e7\u00e3o com os animais\u201d, frisa.<\/p>\n<p>M\u00f4nica destaca a crescente procura por leguminosas, em especial como ingrediente para os alimentos plant-based, o que promete incentivar novos cultivos no campo. \u201cOs produtores devem ficar atentos para onde vai a demanda e se organizar. Essa diversifica\u00e7\u00e3o de leguminosas \u00e9 uma grande possibilidade de diversificar e ampliar a produ\u00e7\u00e3o\u201d, analisa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa feita pelo Ipec durante a pandemia, a pedido da SVB, tamb\u00e9m aponta que 32%<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":150749,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/alimentos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisa feita pelo Ipec durante a pandemia, a pedido da SVB, tamb\u00e9m aponta que 32%","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150747"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150747"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150751,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150747\/revisions\/150751"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150749"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}