{"id":150740,"date":"2021-08-02T15:06:54","date_gmt":"2021-08-02T18:06:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=150740"},"modified":"2021-08-02T15:09:55","modified_gmt":"2021-08-02T18:09:55","slug":"plano-de-manejo-florestal-do-pnud-combate-desertificacao-e-aumenta-geracao-de-renda-em-sergipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/plano-de-manejo-florestal-do-pnud-combate-desertificacao-e-aumenta-geracao-de-renda-em-sergipe\/","title":{"rendered":"Plano de manejo florestal do PNUD combate desertifica\u00e7\u00e3o e aumenta gera\u00e7\u00e3o de renda em Sergipe"},"content":{"rendered":"<div class=\"styled-body selectionShareable\">\n<div class=\"clearfix text-formatted field field--name-field-text-intro field--type-text-long field--label-hidden field__item selectionShareable\">\n<ul>\n<li><strong><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-150741\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/strong>Os assentamentos Florestan Fernandes e Valmir Mota, na regi\u00e3o do semi\u00e1rido, ser\u00e3o\u00a0os primeiros em Sergipe a serem beneficiados por um projeto que promove o uso sustent\u00e1vel da terra no nordeste brasileiro.<\/li>\n<li>A iniciativa \u00e9 promovida pelo PNUD em em parceria com o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, e conta com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente.<\/li>\n<li>Os trabalhos j\u00e1 tiveram in\u00edcio, e a previs\u00e3o \u00e9 que dentro de dois meses 65 fam\u00edlias em Sergipe ter\u00e3o a renda garantida pelos assentamentos.<\/li>\n<li>Criado em 2015, o projeto teve as a\u00e7\u00f5es intensificadas durante mas durante os \u00faltimos dois. Nesse per\u00edodo foram recuperadas oito nascentes, constru\u00eddos 105 fog\u00f5es ecol\u00f3gicos, 96 barragens de base zero, 125 unidades sanit\u00e1rias e 90 cisternas para consumo humano e produ\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Um dos focos do PNUD e do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente \u00e9 a elabora\u00e7\u00e3o dos planos de manejo florestal na Caatinga, que contam com o engajamento dos moradores dos assentamentos.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"styled-body selectionShareable\">\n<div class=\"clearfix text-formatted field field--name-body field--type-text-with-summary field--label-hidden field__item selectionShareable\">\n<figure class=\"embedded-entity caption\" role=\"group\" data-embed-button=\"images\" data-entity-embed-display=\"undg_view_mode:media.regular_image\" data-entity-embed-display-settings=\"Os trechos escolhidos de cada assentamento foram divididos em \u00e1reas de 3,7 hectares no Florestan Fernandes e de 1,6 hectare no Valmir Mota\" data-entity-type=\"media\" data-entity-uuid=\"80d4b94f-ffe7-4906-80a9-b4195ea6805f\" data-langcode=\"pt-br\">\n<article class=\"media media--type-image media--view-mode-regular-image\"><\/article>\n<\/figure>\n<p class=\"selectionShareable\">Os assentamentos Florestan Fernandes e Valmir Mota, na regi\u00e3o do semi\u00e1rido, ser\u00e3o os primeiros em Sergipe a ser beneficiados pelos planos que integram o projeto Manejo do Uso Sustent\u00e1vel da Terra no Semi\u00e1rido do Nordeste Brasileiro. O projeto \u00e9 implementado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA) e executado pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.br.undp.org\/content\/brazil\/pt\/home\/presscenter\/articles\/2020\/os-assentamentos-florestan-fernandes-e-valmir-mota--na-regiao-do.html\">Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)<\/a>, com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\">O planejamento e o in\u00edcio das atividades do programa datam de 2015, quando algumas iniciativas sa\u00edram do papel e come\u00e7aram a ser desenvolvidas. A partir de 2019, um leque de atividades ganharam corpo dentro de um amplo planejamento de combate \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o e, aos poucos, dezenas de a\u00e7\u00f5es chegaram ao campo e beneficiaram centenas de fam\u00edlias no semi\u00e1rido de Sergipe.<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\">A previs\u00e3o \u00e9 que, depois de participar das reuni\u00f5es, os assentados ajudar\u00e3o a colocar os planos em pr\u00e1tica, que, al\u00e9m de sustentabilidade, garantir\u00e3o gera\u00e7\u00e3o de renda a 65 fam\u00edlias. Os trabalhos j\u00e1 tiveram in\u00edcio, e os frutos j\u00e1 poder\u00e3o ser colhidos dentro de aproximadamente dois meses.<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\"><strong>&#8211;<\/strong>\u00a0Num esfor\u00e7o integrado junto aos organismos de financiamento, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente intensificou, nos \u00faltimos dois anos, a amplitude das a\u00e7\u00f5es. Foram constru\u00eddos 105 fog\u00f5es ecol\u00f3gicos, 96 barragens de base zero (BBZ), 125 unidades sanit\u00e1rias e 90 cisternas para consumo humano e produ\u00e7\u00e3o. O projeto beneficiou ainda as comunidades com a recupera\u00e7\u00e3o de oito nascentes.<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\">O objetivo compartilhado das a\u00e7\u00f5es \u00e9 melhorar a qualidade de vida e a gera\u00e7\u00e3o de renda da popula\u00e7\u00e3o de regi\u00f5es assistidas pelo projeto. Os resultados come\u00e7am a ser contabilizados. Um deles \u00e9 a elabora\u00e7\u00e3o dos planos de manejo florestal na Caatinga, que contam com o engajamento dos moradores dos assentamentos.<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\">\u201cA proposta \u00e9 o combate \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o e a conserva\u00e7\u00e3o ambiental, principalmente nesta \u00e1rea mais cr\u00edtica; promovendo ferramentas, fortalecendo a economia e a popula\u00e7\u00e3o local\u201d, diz o gerente de Projeto do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, Valdir Pereira Ramos Filho. Ele acredita que o modelo de implanta\u00e7\u00e3o e parceria dos planos de manejo na caatinga servir\u00e3o de exemplo para outros biomas.<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\">O engenheiro florestal Frans Germain Cornell Pareyn, respons\u00e1vel t\u00e9cnico pelos planos, afirma que foi um trabalho em conjunto, de transpar\u00eancia. \u201cIdentificamos o local, parte da \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente, que a lei permite o manejo e \u00e9 comunit\u00e1ria\u201d, informa. Ele explica que os trechos escolhidos de cada assentamento foram divididos em \u00e1reas de 3,7 hectares no Florestan Fernandes e de 1,6 hectare no Valmir Mota. A retirada da Caatinga s\u00f3 ser\u00e1 feita naquela \u00e1rea determinada durante um ano. Depois, passa para a outra, enquanto ela se recupera.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"selectionShareable\">\u201cA l\u00f3gica \u00e9 garantir que a floresta nunca desapare\u00e7a, respeitar o ciclo para a Caatinga se regenerar.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"selectionShareable\">Frans Pareyn lembra que haver\u00e1 trabalho para as comunidades durante todo o ano. \u201cA meta \u00e9 gerar renda, com 100% dentro da legalidade, adequa\u00e7\u00e3o ambiental, em reserva legal, onde ningu\u00e9m tira proveito sozinho\u201d, afirma. N\u00e3o s\u00f3 os assentamentos ganham, segundo ele, como tamb\u00e9m o Estado, que ter\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\">\u201cN\u00e3o h\u00e1 emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, provoca menos impacto ambiental e reduz a desertifica\u00e7\u00e3o. Quem ganha \u00e9 a sociedade como um todo\u201d, argumenta o engenheiro. Ele informa que foram aproximadamente dois meses de prepara\u00e7\u00e3o: de conversas com a comunidade, escolhas dos locais, \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do tipo de interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\">Segundo Pareyn, os planos est\u00e3o \u00e0 espera de aprova\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra), no caso do assentamento Florestan Fernandes, e da Secretaria de Estado da Agricultura de Sergipe, do Valmir Mota, al\u00e9m do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Logo depois, ser\u00e3o protocolados na Administra\u00e7\u00e3o Estadual do Meio Ambiente (Adema) para an\u00e1lise e aprova\u00e7\u00e3o. \u201cAcredito que dentro de um, dois meses, os planos possam ser desenvolvidos.\u201d S\u00e3o 32 fam\u00edlias no Florestan e 33 no Valmir.<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\">Geld\u00ednio Caciano de Lima, do Florestan Fernandes, n\u00e3o v\u00ea a hora de isso ocorrer. \u201cO plano vai garantir sustentabilidade e gera\u00e7\u00e3o de renda para a comunidade, que enfrenta hoje uma situa\u00e7\u00e3o financeira dif\u00edcil por causa dos tempos de seca que enfrentamos ao longo dos anos passados \u2013 falta de produ\u00e7\u00e3o, escassez de chuva, perda de animais\u201d, relata ele, que participou dos debates, junto ao pessoal do assentamento e do modelo de manejo, com respeito \u00e0s plantas da reserva.<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\">A ideia, de acordo com Geld\u00ednio, \u00e9 beneficiar toda a comunidade, principalmente as pessoas que contribuem com os servi\u00e7os coletivos. \u201cSomos carentes e precisamos de trabalho\u201d, afirma, lembrando que ainda est\u00e3o discutindo a organiza\u00e7\u00e3o das atividades e as pessoas que atuar\u00e3o no processo.<\/p>\n<p class=\"selectionShareable\">\u201cO plano de manejo sustent\u00e1vel da Caatinga trar\u00e1 op\u00e7\u00e3o de renda para o nosso assentamento, al\u00e9m de preservar a \u00e1rea\u201d, diz Jos\u00e9 \u00cdris da Silva, do assentamento Valmir Mota. Um dos benef\u00edcios ser\u00e1 a diversifica\u00e7\u00e3o das atividades econ\u00f4micas dos moradores, hoje afeitos ao cultivo de quiabo, feij\u00e3o de corda, macaxeira e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de leite.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os assentamentos Florestan Fernandes e Valmir Mota, na regi\u00e3o do semi\u00e1rido, ser\u00e3o\u00a0os primeiros em Sergipe<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":150741,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/caatinga.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os assentamentos Florestan Fernandes e Valmir Mota, na regi\u00e3o do semi\u00e1rido, ser\u00e3o\u00a0os primeiros em Sergipe","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150740"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150740"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150740\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150744,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150740\/revisions\/150744"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150741"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}