{"id":150688,"date":"2021-08-01T14:30:14","date_gmt":"2021-08-01T17:30:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=150688"},"modified":"2021-08-01T09:45:13","modified_gmt":"2021-08-01T12:45:13","slug":"onda-de-adoecimentos-e-mortes-de-aves-nos-eua-segue-sem-explicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/onda-de-adoecimentos-e-mortes-de-aves-nos-eua-segue-sem-explicacao\/","title":{"rendered":"Onda de adoecimentos e mortes de aves nos EUA segue sem explica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-150689\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando o ecologista Brian Evans, especializado em aves migrat\u00f3rias e membro da equipe do Centro de Aves Migrat\u00f3rias do Instituto Smithsoniano de Biologia da Conserva\u00e7\u00e3o, ouviu falar sobre a morte de p\u00e1ssaros na cidade de Washington D.C em meados de maio, ele n\u00e3o achou que fosse algo extraordin\u00e1rio j\u00e1 que \u00e9 comum aves morrerem durante a primavera do Hemisf\u00e9rio Norte, entre mar\u00e7o e junho, sendo que 70% dos p\u00e1ssaros canoras jovens morrem na esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Devido a pandemia e a condi\u00e7\u00e3o de confinamento que muitos se encontram, as pessoas passaram a prestar mais aten\u00e7\u00e3o nos p\u00e1ssaros, e segundo o ecologista Evans, \u201cNo ano passado (2020), todo mundo come\u00e7ou a gostar de p\u00e1ssaros, e durante este ano perceberam que p\u00e1ssaros t\u00eam a vida bem complicada!\u201d.<\/p>\n<p>No dia 28 de maio, Evans estava em casa quando uma vizinha o relatou sobre um p\u00e1ssaro jovem que parecia doente, ele tremia e estava cego, al\u00e9m de n\u00e3o se mexer quando ela se aproximou dele. Evans lembra que no momento pensou ser incomum a situa\u00e7\u00e3o do passarinho, \u201cN\u00e3o \u00e9 um comportamento t\u00edpico de filhotes que est\u00e3o prestes a morrer.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m da vizinha, outro vizinho o chamou para ver um p\u00e1ssaro com secre\u00e7\u00e3o nos olhos e que caia de um lado para o outro. Um colega tamb\u00e9m o mandou foto de aves mortas. Frente ao contexto misterioso, ele levou o p\u00e1ssaro doente ao centro de reabilita\u00e7\u00e3o e libera\u00e7\u00e3o de animais silvestres no Distrito de Col\u00fambia, City Wildlife. \u201cEu fui at\u00e9 l\u00e1 e eles disseram: \u2018isso \u00e9 muito grave\u2019\u201d.<\/p>\n<p><strong>Mas afinal, o que est\u00e1 acontecendo?<\/strong><\/p>\n<p>Uma epidemia que atinge p\u00e1ssaros canoros est\u00e1 assolando o Distrito de Col\u00fambia e pelo menos 12 estados na costa leste, de Connecticut at\u00e9 a Fl\u00f3rida, incluindo o Tennessee. Milhares de p\u00e1ssaros jovens, incluindo gaios-azuis, qu\u00edscalos comuns, tordos-americanos e estorninhos-comuns, est\u00e3o ficando cegos, com secre\u00e7\u00e3o nos olhos, com tremores e por fim, morrem. E o mais dif\u00edcil \u00e9 que est\u00e1 demorado de encontrar uma causa, testes de laborat\u00f3rio descartaram causas como a gripe avi\u00e1ria e os v\u00edrus do Nilo Ocidental.<\/p>\n<p>Distrito de Col\u00fambia e os estados de Maryland e Virg\u00ednia est\u00e3o com casos diminutos desde final de junho, mas muitos estados ainda est\u00e3o apresentando n\u00famero de registros consider\u00e1veis. Como n\u00e3o se sabe a causa, os bichos est\u00e3o sofrendo e precisam ser sacrificados, e apesar das equipes de centros de reabilita\u00e7\u00e3o estarem desestabilizadas devido a necessidade da eutan\u00e1sia aplicada em massa, eles est\u00e3o buscando desenfreadamente as causas desta onda de adoecimento e morte avi\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Cont\u00e1gio de elevado alcance<\/strong><\/p>\n<p>Para o ornit\u00f3logo Evans, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de ser percebida, j\u00e1 que um n\u00famero muito grande de p\u00e1ssaros ficou doente ou morreu, e muitas esp\u00e9cies foram afetadas. Cambaxirras, aves da esp\u00e9cie\u00a0<em>Dumetella carolinensis<\/em>, cardeais, aves da esp\u00e9cie\u00a0<em>Haemorhous mexicanus<\/em>, pardais e outros p\u00e1ssaros tamb\u00e9m foram atingidos. Em maio, Evans viu \u201cum corvo-americano parado na rua\u201d, perto de sua casa, e para ele foi estranho porque o animal morreu muito r\u00e1pido \u2013 durante o caminho do centro de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar de Evans ter ci\u00eancia da gravidade da situa\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as a sua notabilidade, ele est\u00e1 frustrado de n\u00e3o saber o n\u00famero total de casos. \u201cAinda estou tentando desesperadamente entender a distribui\u00e7\u00e3o da epidemia\u201d, ele complementa. Cada estado tem sua forma de coletar dados, alguns melhores que outros. Na Virg\u00ednia, h\u00e1 um registro p\u00fablico eficiente que detecta p\u00e1ssaros doentes, ou n\u00e3o, e no caso da morte misteriosa de aves j\u00e1 foram 1,4 mil casos de registros no sistema.<\/p>\n<h3>Poss\u00edveis causas<\/h3>\n<p>Ainda n\u00e3o foi determinada uma causa para a onda de mortes de p\u00e1ssaros nos EUA. No dia 2 de julho, o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos Estados Unidos, junto de \u00f3rg\u00e3os estaduais respons\u00e1veis pela vida selvagem , anunciaram que \u201cat\u00e9 o momento, n\u00e3o foi determinada nenhuma causa, ou causas, definitiva de doen\u00e7a ou morte.\u201d Em v\u00e1rios estados, testes em p\u00e1ssaros mortos descartaram bact\u00e9rias comuns como\u00a0<em>Salmonella<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Chlamydia<\/em>, e v\u00edrus como os da gripe avi\u00e1ria, do Nilo Ocidental, diversos v\u00edrus que causam herpes e muitos outros. N\u00e3o houve relatos de transmiss\u00e3o para humanos, aves de cria\u00e7\u00e3o ou outros animais.<\/p>\n<p>Evans relata a presen\u00e7a da bact\u00e9ria micoplasma nas amostras, \u201cmas que ela n\u00e3o \u00e9 incomum em aves e n\u00e3o est\u00e1 tipicamente associada aos sintomas neurol\u00f3gicos observados\u201d.<\/p>\n<p>Achar a causa de doen\u00e7as \u00e9 geralmente dif\u00edcil e lento por demandar o descarte de todas as possibilidades, mas o atual caso dos p\u00e1ssaros est\u00e1 mais desafiador que o normal porque \u201csintomas neurol\u00f3gicos e oculares s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o at\u00edpica\u201d. Tanto pode ser um pat\u00f3geno totalmente novo, ou podem ser variados fatores. \u201cNossa primeira estrat\u00e9gia em casos como esse \u00e9 sempre investigar o que pode ter mudado no ambiente. O que est\u00e1 diferente em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior?\u201d, ele fala.<\/p>\n<p><strong>Bilh\u00f5es de cigarras na Costa Leste Americana<\/strong><\/p>\n<p>Em maio deste ano, quando os p\u00e1ssaros come\u00e7aram a morrer, Evans e seus colegas relacionaram o fen\u00f4meno da morte massiva de p\u00e1ssaros em v\u00e1rios estados americanos \u00e0s bilh\u00f5es de cigarras da peri\u00f3dica ninhada 10 que cobriram a Costa Leste, e que serviram de alimento para as aves canoras da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Evans e seus colegas estavam estudando a influ\u00eancia do canto das cigarras no comportamento das aves. \u201cEnquanto eu pensava e conversava com meus colegas, est\u00e1vamos cercados pelo barulho de cigarras. \u2018\u00c9 claro que s\u00e3o as cigarras\u2019, n\u00f3s pensamos, \u2018elas est\u00e3o por toda parte!\u2019\u201d<\/p>\n<p>O que levou Evans a pensar que as cigarras podiam estar relacionadas a morte dos p\u00e1ssaros est\u00e1 no fato de que estes insetos aparecem a cada 17 anos al\u00e9m de terem servido de alimento aos p\u00e1ssaros, que misteriosamente adoeceram depois. \u201cH\u00e1 cerca de cinco hip\u00f3teses diferentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cigarras\u201d, ele fala. Uma das possibilidades \u00e9 um fungo, que afeta cerca de 5% das cigarras e produz uma toxina psicod\u00e9lica chamada catinona.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, a hip\u00f3tese das cigarras ligadas a morte dos p\u00e1ssaros n\u00e3o \u00e9 muito prov\u00e1vel, j\u00e1 que ao longo das \u00faltimas semanas foi percebido que o alcance geogr\u00e1fico da epidemia que afeta os p\u00e1ssaros \u00e9 muito maior do que o alcance do aparecimento da ninhada 10, ent\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil considerar que as aves que viviam nas mesmas \u00e1reas das cigarras tenham voado para outros lugares. \u201cAs aves j\u00e1 haviam estabelecido seus locais de reprodu\u00e7\u00e3o para o ver\u00e3o. Nesse ponto, n\u00e3o \u00e9 normal se movimentarem para grandes dist\u00e2ncias\u201d, explica Evans.<\/p>\n<p>O descarte definitivo da liga\u00e7\u00e3o de cigarras e aves est\u00e1 sendo trabalhado em laborat\u00f3rios, como o de gen\u00e9tica do Instituto Smithsoniano, por\u00e9m, h\u00e1 uma dissincronia de tempo entre a morte das aves e a morte das cigarras, indicando a improbabilidade da liga\u00e7\u00e3o entre os dois eventos. As cigarras da ninhada 10 morreram nos \u00faltimos 15 dias do m\u00eas de junho, mas o adoecimento de p\u00e1ssaros ainda est\u00e1 ocorrendo.<\/p>\n<p>Um exemplo desta dissincronia \u00e9 o do dia 8 de julho, quando um tordo-americano macho foi levado ao Centro para Animais Silvestres Tamarack em Saegertown, na Pensilv\u00e2nia, com contra\u00e7\u00f5es musculares na cabe\u00e7a e secre\u00e7\u00f5es nos olhos. O p\u00e1ssaro conseguiu se levantar por um breve momento antes de morrer.<\/p>\n<p><strong>O cuidado dos p\u00e1ssaros adoentados<\/strong><\/p>\n<p>No City Wildlife, \u00fanico centro de reabilita\u00e7\u00e3o de animais silvestres do Distrito de Col\u00fambia, o n\u00famero excessivo de p\u00e1ssaros doentes que chegou na institui\u00e7\u00e3o em meados de maio foi \u201cde partir o cora\u00e7\u00e3o\u201d, de acordo com o diretor executivo, Jim Monsma.<\/p>\n<p>\u201cQu\u00edscalos, estorninhos-comuns, gaios-azuis. Todos os jovens \u2014 filhotes, prestes a come\u00e7ar a voar. Eles come\u00e7aram a chegar, um ap\u00f3s o outro, e ent\u00e3o mais casos surgiram e havia milhares desses p\u00e1ssaros\u201d, ele relata. \u201cSoubemos que havia muito mais, porque eles morriam antes de chegar aqui.\u201d Ele explica que os olhos s\u00e3o os primeiros a serem mostrarem afetados, inchados e vermelhos, e depois aparecem problemas neurol\u00f3gicos, como a impossibilidade de as aves ficarem paradas.<\/p>\n<p>O City Wildlife tratou os primeiros p\u00e1ssaros com antibi\u00f3ticos e analg\u00e9sicos, procedimento padr\u00e3o para aves com sintomas neurol\u00f3gicos, mas, desta vez, segundo Monsma, os resultados foram infort\u00fanios j\u00e1 que as aves morriam de qualquer forma, ent\u00e3o n\u00e3o havia o que fazer. \u201cFoi horr\u00edvel. Dif\u00edcil de ver. N\u00e3o h\u00e1 nada mais triste do que um p\u00e1ssaro cego. As aves sabem que est\u00e3o com problemas e n\u00e3o entendem que estamos cuidando delas\u201d. A ajuda humana apenas os assustou mais, e por falta de possibilidades infelizmente tiveram de ser sacrificados.<\/p>\n<p>O City Wildlife recebeu 202 p\u00e1ssaros com sintomas da misteriosa doen\u00e7a entre meados de maio e 23 de junho; um gaio-azul foi recebido nesse dia e, depois disso, nenhum outro p\u00e1ssaro canoro doente foi levado l\u00e1. Por\u00e9m, recentemente, seis falc\u00f5es com sintomas semelhantes apareceram no centro, sendo que cinco morreram; e um deles parece estar se recuperando. Monsma explica que a causa para o adoecimento dos falc\u00f5es foi de terem comido p\u00e1ssaros infectados, mas \u201cisso \u00e9 s\u00f3 uma suposi\u00e7\u00e3o\u201d. A equipe de reabilita\u00e7\u00e3o do centro est\u00e1 aguardando os resultados dos testes.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da diminui\u00e7\u00e3o de casos em algumas regi\u00f5es, ainda \u00e9 preciso descobrir a causa. Caso o pat\u00f3geno seja uma toxina ligada a humanos, \u201cprecisamos tomar provid\u00eancias\u201d, diz Evans. Se for uma doen\u00e7a infecciosa, a popula\u00e7\u00e3o em geral precisa saber porque comedouros de p\u00e1ssaros podem ser pontos de dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o queremos pedir \u00e0s pessoas que n\u00e3o os alimentem\u201d, ele diz \u2014 mas os comedouros s\u00e3o potencialmente perigosos porque h\u00e1 a aglomera\u00e7\u00e3o de p\u00e1ssaros, compartilhando as mesmas superf\u00edcies. Em \u00e9pocas normais, a recomenda\u00e7\u00e3o da equipe de Evans \u00e9 de as pessoas limparem os comedouros de forma regular e com aten\u00e7\u00e3o, \u201cmas, em meio a um surto, isso n\u00e3o \u00e9 suficiente\u201d.<\/p>\n<p>Nesse meio tempo, Monsma diz que passou a avistar novamente gaios-azuis e estorninhos \u2014 as esp\u00e9cies mais afetadas pela doen\u00e7a \u2014 jovens e saud\u00e1veis nos arredores do Distrito de Col\u00fambia. P\u00e1ssaros s\u00e3o resilientes: \u201celes podem perder a fam\u00edlia inteira devido a doen\u00e7as ou preda\u00e7\u00e3o por gatos, e recome\u00e7ar. Eles simplesmente continuam a botar ovos\u201d, ele fala. Apesar da resili\u00eancia de p\u00e1ssaros, \u201celes ainda sofrem. \u00c9 para isso que estamos aqui\u201d, se referindo ao City Wildlife e outros centros de reabilita\u00e7\u00e3o. \u201cPara aliviar o sofrimento deles. \u00c9 muito dif\u00edcil n\u00e3o poder fazer nada.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o ecologista Brian Evans, especializado em aves migrat\u00f3rias e membro da equipe do Centro<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":150689,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/passaro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando o ecologista Brian Evans, especializado em aves migrat\u00f3rias e membro da equipe do Centro","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150688"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150688"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150688\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150691,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150688\/revisions\/150691"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150689"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150688"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}