{"id":150683,"date":"2021-08-01T14:00:46","date_gmt":"2021-08-01T17:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=150683"},"modified":"2021-08-01T09:41:26","modified_gmt":"2021-08-01T12:41:26","slug":"o-verao-atual-do-hemisferio-norte-pode-mudar-o-que-sabemos-sobre-calor-extremo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-verao-atual-do-hemisferio-norte-pode-mudar-o-que-sabemos-sobre-calor-extremo\/","title":{"rendered":"O ver\u00e3o atual do Hemisf\u00e9rio Norte pode mudar o que sabemos sobre calor extremo"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-150684\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A onda de calor recorde que atingiu o noroeste do Pac\u00edfico sugere que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas elevaram as temperaturas acima do limite esperado.<\/h2>\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/public.wmo.int\/en\/media\/news\/june-ends-exceptional-heat\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">onda de calor<\/a>\u00a0que assolou a regi\u00e3o noroeste do Pac\u00edfico nos Estados Unidos no final de junho bateu recordes de temperatura de forma alarmante e especialistas ainda n\u00e3o compreendem o fen\u00f4meno. Os cientistas ainda n\u00e3o t\u00eam uma explica\u00e7\u00e3o exata para as temperaturas extremas em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s estimativas de meteorologistas nessa regi\u00e3o tipicamente fria e \u00famida do mundo.<\/p>\n<p>Em Seattle, estado de Washington, as temperaturas chegam a cerca de 42 graus Celsius, 5\u00a0graus mais quente\u00a0do que a regi\u00e3o \u00famida de Tampa, na Fl\u00f3rida. Na cidade de Portland, em Oregon, as temperaturas atingiram 46 graus Celsius, superando o recorde de calor de Dallas, no Texas, em 1\u00a0grau. Centenas de quil\u00f4metros ao norte de Portland, no vilarejo de Lytton, na Col\u00fambia Brit\u00e2nica, foi estabelecido um novo recorde de temperatura para o Canad\u00e1 \u2014\u00a049 graus\u00a0Celsius, temperatura semelhante a do Vale da Morte. Um dia ap\u00f3s esse registro recorde de calor, uma vasta regi\u00e3o da Col\u00fambia Brit\u00e2nica foi devastada por um inc\u00eandio florestal.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que o noroeste do Pac\u00edfico simplesmente tenha passado por uma combina\u00e7\u00e3o muito infeliz de condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Por\u00e9m, nos \u00faltimos dias, alguns pesquisadores come\u00e7aram a considerar uma explica\u00e7\u00e3o alternativa: talvez as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tenham desencadeado novos processos, ainda mal compreendidos, que tornam poss\u00edveis ondas de calor que antes pareciam imposs\u00edveis do ponto de vista estat\u00edstico.<\/p>\n<p>S\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para determinar se essa hip\u00f3tese est\u00e1 correta e, em caso afirmativo, quais s\u00e3o os mecanismos envolvidos. Mas se as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas al\u00e9m do aquecimento da atmosfera favoreceram eventos meteorol\u00f3gicos como a onda de calor do noroeste do Pac\u00edfico, a vida humana pode sofrer grandes consequ\u00eancias, considerando que o calor extremo \u00e9 um dos\u00a0climas mais letais.<\/p>\n<p>Na Col\u00fambia Brit\u00e2nica, as autoridades\u00a0notificaram\u00a0cerca de 500 \u201cmortes s\u00fabitas e inesperadas\u201d durante a onda de calor. Em 16 de julho, os Centros de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos Estados Unidos\u00a0relataram\u00a0que, de 25 a 30 de junho, hospitais no noroeste do pa\u00eds registraram quase tr\u00eas mil atendimentos m\u00e9dicos relacionados ao calor.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que os cientistas que propuseram essa hip\u00f3tese est\u00e3o atr\u00e1s de respostas.<\/p>\n<p>\u201cTodos estamos um pouco chocados\u201d com a onda de calor do noroeste do Pac\u00edfico, afirma\u00a0Geert Jan\u00a0van Oldenborgh, pesquisador de clima extremo do Instituto Real de Meteorologia da Holanda e um dos cientistas que estuda essa nova hip\u00f3tese. \u201cAcredit\u00e1vamos que as ondas de calor eram razoavelmente bem compreendidas. Isso mostra que ainda temos o que aprender.\u201d<\/p>\n<h3>Uma onda de calor pouco prov\u00e1vel<\/h3>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o imediata para o terr\u00edvel calor que atingiu o noroeste do Pac\u00edfico em junho foi um padr\u00e3o clim\u00e1tico de ver\u00e3o\u00a0denominado c\u00fapula de calor. Durante o fen\u00f4meno de c\u00fapula de calor, a luz solar aquece a superf\u00edcie, causando eleva\u00e7\u00e3o do ar quente. Dessa forma, o ar elevado se choca com uma alta press\u00e3o que o for\u00e7a a retornar ao solo. Conforme o ar desce, ele \u00e9 comprimido e aquece ainda mais. Esse processo em que o ar se eleva e desce se repete continuamente, fazendo com que o ar dentro da c\u00fapula de calor fique cada vez mais quente.<\/p>\n<p>Em latitudes m\u00e9dias de ver\u00e3o, s\u00e3o as c\u00fapulas de calor \u201cque originam uma onda de calor\u201d, explica van Oldenborgh. E embora essa c\u00fapula de calor fosse extremamente intensa para o noroeste do Pac\u00edfico, n\u00e3o se tratava de um extremo fora do previsto.<\/p>\n<p>As temperaturas dentro da c\u00fapula de calor eram outro caso.<\/p>\n<p>Quando questionado sobre sua rea\u00e7\u00e3o aos novos recordes de temperatura,\u00a0Michael Wehner, pesquisador de clima extremo do Laborat\u00f3rio Nacional de Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos, diz que \u201ca palavra que define \u00e9 espanto\u201d. \u201cAcho que ningu\u00e9m acreditava que essa regi\u00e3o poderia atingir temperaturas t\u00e3o altas.\u201d<\/p>\n<p>Estudos\u00a0j\u00e1 conclu\u00edram\u00a0que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tornam as ondas de calor mais quentes e mais frequentes. Mas para determinar a influ\u00eancia do aquecimento global na onda de calor do noroeste do Pac\u00edfico, os cientistas precisaram conduzir uma an\u00e1lise estat\u00edstica rigorosa conhecida como\u00a0estudo de atribui\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 exatamente o que Wehner, van Oldenborgh e mais de 20 outros pesquisadores clim\u00e1ticos e de clima extremo fizeram. Utilizando um\u00a0protocolo revisado por pares\u00a0publicado, os pesquisadores combinaram dados de esta\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas de longo prazo nas cidades de Portland, Seattle e Vancouver, em conjunto com cerca de 20 modelos clim\u00e1ticos para explorar como a probabilidade e intensidade da onda de calor foram impactadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise dos pesquisadores,\u00a0divulgada on-line\u00a0no in\u00edcio deste m\u00eas, revela que a ocorr\u00eancia de uma onda de calor dessa intensidade seria \u201cpraticamente imposs\u00edvel\u201d sem as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A constata\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi uma surpresa. \u201cOndas de calor s\u00e3o bastante comuns atualmente\u201d, diz van Oldenborgh.<\/p>\n<p>O surpreendente \u00e9 o quanto essa onda de calor foi mais quente em compara\u00e7\u00e3o com as demais que a regi\u00e3o j\u00e1 havia enfrentado \u2014 em m\u00e9dia 5 graus Celsius mais quente na \u00e1rea abrangida pelo estudo. Mesmo considerando o aquecimento global, os autores haviam determinado que uma onda de calor dessa intensidade tinha no m\u00e1ximo 0,1% de chance de ocorrer.<\/p>\n<p>\u201cConsideramos que seria praticamente imposs\u00edvel sem as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, relata Wehner. \u201cMas eu teria dito de antem\u00e3o que \u00e9 praticamente imposs\u00edvel isso n\u00e3o ocorrer devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n<h3>Azar ou novo normal?<\/h3>\n<p>Embora a onda de calor possa ter sido uma conflu\u00eancia infeliz de efeitos do clima e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, van Oldenbergh e seus colegas investigam a possibilidade de o aquecimento atmosf\u00e9rico ter aumentado a probabilidade de ocorr\u00eancia do evento devido a processos \u201cn\u00e3o lineares\u201d que n\u00e3o s\u00e3o capturados pelos modelos clim\u00e1ticos atuais.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o se sabe quais seriam esses processos. Uma possibilidade, segundo van Oldenbergh, \u00e9 que a\u00a0zona seca\u00a0\u00a0de ver\u00e3o centrada no sudoeste dos Estados Unidos esteja se expandindo para o norte. Isso permitiria ondas de calor mais intensas ao norte, uma vez que locais com menos umidade do solo apresentam menos resfriamento por evapora\u00e7\u00e3o conforme o sol aquece a superf\u00edcie.<\/p>\n<p>No entanto, grande parte do noroeste do Pac\u00edfico est\u00e1\u00a0muito seca\u00a0agora e isso provavelmente intensificou a onda de calor. Os extremos de calor mais intensos ocorreram em regi\u00f5es da Col\u00fambia Brit\u00e2nica que tiveram chuvas abundantes em junho. O papel da seca nesse fen\u00f4meno \u201cn\u00e3o est\u00e1 bem definido\u201d, salienta van Oldenbergh. \u201cExistem muitos detalhes que n\u00e3o se encaixam nessa hip\u00f3tese.\u201d<\/p>\n<p>Pode ser que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tamb\u00e9m causem um\u00a0impacto na corrente de jato\u00a0de maneira a tornar as ondas de calor extremas no ver\u00e3o mais prov\u00e1veis.\u00a0Um estudo\u00a0de modelo recente constatou que, \u00e0 medida que o aquecimento global avan\u00e7a, as ondas de calor se tornar\u00e3o mais persistentes na Am\u00e9rica do Norte e em outros lugares \u2014 talvez devido a uma\u00a0corrente de jato mais lenta\u00a0que pode desacelerar os sistemas clim\u00e1ticos. Ondas de calor que se movem mais lentamente podem secar mais os solos e a vegeta\u00e7\u00e3o, exacerbando os efeitos da seca.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o com a corrente de jato ainda \u00e9 uma quest\u00e3o em debate cient\u00edfico, e relacionar as mudan\u00e7as na circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica a qualquer evento, como a onda de calor do noroeste do Pac\u00edfico, ser\u00e1 muito dif\u00edcil, afirma Kai Kornhuber, pesquisador de p\u00f3s-doutorado no Instituto da Terra da Universidade Columbia, que liderou o recente estudo de modelo.<\/p>\n<p>\u201cEm longo prazo, uma corrente de jato enfraquecida tornar\u00e1 ondas de calor mais constantes no ver\u00e3o\u201d, diz Kornhuber. \u201cPortanto, nesse sentido, est\u00e1 de acordo com o resultado esperado, mas \u00e9 realmente dif\u00edcil atribuir em qual propor\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Diversos autores do recente estudo de atribui\u00e7\u00e3o ir\u00e3o explorar diferentes hip\u00f3teses nas pr\u00f3ximas semanas e meses. Incluindo an\u00e1lises para definir se a onda de calor do noroeste do Pac\u00edfico &#8220;ocorreu por uma casualidade\u201d, diz van Oldenbergh. \u201c\u00c9 poss\u00edvel realizar essa an\u00e1lise observando todas as [maiores] ondas de calor em todo o mundo e fazendo uma distribui\u00e7\u00e3o de estat\u00edsticas.\u201d<\/p>\n<p>Quer a recente onda de calor seja ou n\u00e3o um sinal de que as emiss\u00f5es de carbono pelos humanos indicam novos processos de amplifica\u00e7\u00e3o de calor na atmosfera, a gravidade do evento serve como um alerta sobre as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que estamos gerando, adverte\u00a0Jessica Tierney, paleoclimatologista da Universidade do Arizona.<\/p>\n<p>\u201cSabermos o quanto o sistema terrestre pode aquecer, e o fato de observamos esses eventos severos com um aquecimento pouco acima de um grau, \u00e9 assustador\u201d, conclui Tierney. \u201cSe a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 dif\u00edcil, realmente queremos presenciar aumentos de 3 ou 4 graus acima do normal?\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A onda de calor recorde que atingiu o noroeste do Pac\u00edfico sugere que as mudan\u00e7as<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":150684,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/calor.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A onda de calor recorde que atingiu o noroeste do Pac\u00edfico sugere que as mudan\u00e7as","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150683"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150683"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150683\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150687,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150683\/revisions\/150687"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150684"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150683"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150683"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150683"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}