{"id":150029,"date":"2021-07-21T09:00:11","date_gmt":"2021-07-21T12:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=150029"},"modified":"2021-07-20T19:59:35","modified_gmt":"2021-07-20T22:59:35","slug":"luz-cinerea-o-brilho-tenue-da-lua-que-so-foi-explicado-pelo-genio-leonardo-da-vinci","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/luz-cinerea-o-brilho-tenue-da-lua-que-so-foi-explicado-pelo-genio-leonardo-da-vinci\/","title":{"rendered":"Luz cin\u00e9rea: o brilho t\u00eanue da Lua que s\u00f3 foi explicado pelo g\u00eanio Leonardo Da Vinci"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-150031\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Voc\u00ea talvez nunca tenha ouvido falar da luz cin\u00e9rea, mas se voc\u00ea gosta de apreciar a Lua, provavelmente voc\u00ea j\u00e1 viu ela. A luz cin\u00e9rea \u00e9 aquele brilho t\u00eanue que ilumina o lado escuro do\u00a0<a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/Lua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">sat\u00e9lite natural da Terra<\/a>\u00a0nas primeiras noites da fase Crescente e no fim da fase minguante. Durante s\u00e9culos os astr\u00f4nomos buscaram uma explica\u00e7\u00e3o para esse brilho, mas apenas no s\u00e9culo XVI o fen\u00f4meno foi explicado pelo g\u00eanio\u00a0<a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2019\/11\/29\/videos\/surpreenda-se-com-leonardo-da-vinci\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Leonardo Da Vinci<\/a>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Retrato-de-Leonardo-Da-Vinci-atribuido-a-Francesco-Melzi.jpg\" alt=\"Retrato de Leonardo Da Vinci atribu\u00eddo \u00e0 Francesco Melzi\" width=\"640\" height=\"917\" \/>Retrato de Leonardo Da Vinci atribu\u00eddo \u00e0 Francesco Melzi. Fonte: wikimedia.org<\/p>\n<p>O italiano Leonardo da Vinci foi, certamente, um dos maiores g\u00eanios que j\u00e1 passaram por esse\u00a0<a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/tag\/terra\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">planeta<\/a>. Em seus 67 anos de vida (1452 \u2013 1519), se destacou como matem\u00e1tico, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, bot\u00e2nico, poeta, m\u00fasico e astr\u00f4nomo.<\/p>\n<p>Como artista, foi um dos mais importantes nomes do Renascentismo, autor de obras como a \u201c<a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2020\/06\/18\/noticias\/inteligencia-artificial-recria-rostos-de-sete-pinturas-famosas-veja\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Monalisa<\/a>\u201d e \u201cA \u00daltima Ceia\u201d. Era algu\u00e9m muito \u00e0 frente de seu tempo. Com s\u00e9culos de anteced\u00eancia, projetou m\u00e1quinas voadoras, como um prot\u00f3tipo de helic\u00f3ptero. Tamb\u00e9m desenhou tanques de guerra, uma calculadora mec\u00e2nica, e idealizou o uso da energia solar. E como astr\u00f4nomo, ajudou a desvendar um antigo enigma astron\u00f4mico: a luz cin\u00e9rea.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-227417\" src=\"https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Monalisa-a-esquerda-e-A-Ultima-Ceia-a-direita-duas-das-mais-famosas-obras-de-Leonardo-Da-Vinci.png\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" srcset=\"https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Monalisa-a-esquerda-e-A-Ultima-Ceia-a-direita-duas-das-mais-famosas-obras-de-Leonardo-Da-Vinci.png 1000w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Monalisa-a-esquerda-e-A-Ultima-Ceia-a-direita-duas-das-mais-famosas-obras-de-Leonardo-Da-Vinci-300x115.png 300w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Monalisa-a-esquerda-e-A-Ultima-Ceia-a-direita-duas-das-mais-famosas-obras-de-Leonardo-Da-Vinci-768x293.png 768w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Monalisa-a-esquerda-e-A-Ultima-Ceia-a-direita-duas-das-mais-famosas-obras-de-Leonardo-Da-Vinci-150x57.png 150w\" alt=\"Monalisa (\u00e0 esquerda) e A \u00daltima Ceia (\u00e0 direita) duas das mais famosas obras de Leonardo Da Vinci\" width=\"641\" height=\"245\" \/><figcaption>Monalisa (\u00e0 esquerda) e A \u00daltima Ceia (\u00e0 direita) duas das mais famosas obras de Leonardo Da Vinci<\/figcaption><\/figure>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o encantar com a beleza da Lua nas noites pr\u00f3ximas \u00e0 sua fase nova, com aquele brilho t\u00eanue que completa o lado n\u00e3o iluminado da Lua. Mas durante s\u00e9culos, esse brilho intrigou astr\u00f4nomos e fil\u00f3sofos, que buscaram em v\u00e3o, uma explica\u00e7\u00e3o para o fen\u00f4meno. Alguns sugeriam que a Lua possu\u00eda brilho pr\u00f3prio, uma esp\u00e9cie de fluoresc\u00eancia e outros diziam se tratar da luz das estrelas.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-227411\" src=\"https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lua-crescente-com-luz-cinerea.png\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" srcset=\"https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lua-crescente-com-luz-cinerea.png 1000w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lua-crescente-com-luz-cinerea-300x191.png 300w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lua-crescente-com-luz-cinerea-768x488.png 768w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lua-crescente-com-luz-cinerea-260x165.png 260w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lua-crescente-com-luz-cinerea-353x225.png 353w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lua-crescente-com-luz-cinerea-365x232.png 365w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Lua-crescente-com-luz-cinerea-150x95.png 150w\" alt=\"Lua crescente com luz cin\u00e9rea\" width=\"640\" height=\"407\" \/><figcaption>Lua crescente com luz cin\u00e9rea. Foto: Marcelo Zurita<\/figcaption><\/figure>\n<p>D\u00e1 para imaginar o tamanho desse desafio numa \u00e9poca em que a Astronomia era feita sem telesc\u00f3pios, e que a maioria das pessoas nem sabia que a Terra orbitava o Sol. Mas com o dom\u00ednio que possu\u00eda em v\u00e1rias \u00e1reas do conhecimento e com a criatividade de um dos maiores artistas que nosso mundo j\u00e1 teve, Leonardo Da Vinci solucionou o problema.<\/p>\n<p>Em seu livro Codex Leicester, escrito por volta de 1510, a criatividade de Da Vinci o levou at\u00e9 a Lua e imaginou como seria a noite por l\u00e1. Ele j\u00e1 sabia que o Sol era o centro do Sistema Solar e que a Lua funcionava como um grande refletor de luz solar. Imaginou que, da mesma forma, a Terra deveria refletir uma grande quantidade de luz do Sol.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-227418\" src=\"https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Paginas-do-livro-Codex-Leicester-onde-Da-Vinci-explica-a-luz-cinerea.jpg\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" srcset=\"https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Paginas-do-livro-Codex-Leicester-onde-Da-Vinci-explica-a-luz-cinerea.jpg 1000w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Paginas-do-livro-Codex-Leicester-onde-Da-Vinci-explica-a-luz-cinerea-300x204.jpg 300w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Paginas-do-livro-Codex-Leicester-onde-Da-Vinci-explica-a-luz-cinerea-768x522.jpg 768w, https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Paginas-do-livro-Codex-Leicester-onde-Da-Vinci-explica-a-luz-cinerea-150x102.jpg 150w\" alt=\"P\u00e1ginas do livro Codex Leicester, onde Da Vinci explica a luz cin\u00e9rea\" width=\"640\" height=\"435\" \/><figcaption>P\u00e1ginas do livro Codex Leicester, onde Da Vinci explica a luz cin\u00e9rea. Reprodu\u00e7\u00e3o: covecollective.org<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ent\u00e3o, quando o Sol se p\u00f5e na Lua, escurece, mas n\u00e3o completamente, porque ainda h\u00e1 uma fonte de luz no c\u00e9u: a Terra. Da mesma forma como a Lua Cheia ilumina as noites por aqui, a luz cin\u00e9rea n\u00e3o era nada mais que a luz do Sol refletida na Terra iluminando a noite na Lua.<\/p>\n<p>A intensidade da luz cin\u00e9rea varia de acordo com a cobertura de nuvens em nosso planeta. Dessa forma, sua observa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma indireta de medir a quantidade de nuvens que envolvem a Terra. Al\u00e9m disso, podemos estudar propriedades qu\u00edmicas da nossa atmosfera atrav\u00e9s da an\u00e1lise espectral da luz cin\u00e9rea, mais ou menos da mesma forma como fazemos hoje para procurar indicadores de vida em exoplanetas.<\/p>\n<div class=\"intext-denakop\">\n<div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/img.olhardigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Espectro-da-luz-cinerea-permite-o-estudo-das-caracteristicas-quimicas-da-atmosfera-terrestre.png\" alt=\"Espectro da luz cin\u00e9rea permite o estudo das caracter\u00edsticas qu\u00edmicas da atmosfera terrestre\" width=\"640\" height=\"400\" \/>Espectro da luz cin\u00e9rea permite o estudo das caracter\u00edsticas qu\u00edmicas da atmosfera terrestre. Gr\u00e1fico: ESO<\/p>\n<p>Hoje, com nossos telesc\u00f3pios, c\u00e2meras e toda tecnologia desenvolvida em mais de 500 anos, sabemos que nosso pr\u00f3prio planeta ilumina a noite lunar 50 vezes mais do que a lua cheia, produzindo esse brilho t\u00eanue na superf\u00edcie. Mas no s\u00e9culo XVI, s\u00f3 mesmo a criatividade e a genialidade de Leonardo Da Vinci para solucionar o enigma que por s\u00e9culos intrigou a humanidade.<\/p>\n<p>Em sua homenagem, a luz cin\u00e9rea tamb\u00e9m \u00e9 chamada de \u201c<strong>brilho de Da Vinci<\/strong>\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea talvez nunca tenha ouvido falar da luz cin\u00e9rea, mas se voc\u00ea gosta de apreciar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":150031,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lua_Brilho-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Voc\u00ea talvez nunca tenha ouvido falar da luz cin\u00e9rea, mas se voc\u00ea gosta de apreciar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150029"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=150029"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150029\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":150041,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/150029\/revisions\/150041"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/150031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=150029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=150029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=150029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}