{"id":149871,"date":"2021-07-18T08:57:32","date_gmt":"2021-07-18T11:57:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=149871"},"modified":"2021-07-18T08:57:32","modified_gmt":"2021-07-18T11:57:32","slug":"grupos-de-muriquis-do-sul-sao-identificados-no-vale-do-ribeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/grupos-de-muriquis-do-sul-sao-identificados-no-vale-do-ribeira\/","title":{"rendered":"Grupos de muriquis-do-sul s\u00e3o identificados no Vale do Ribeira"},"content":{"rendered":"<div class=\"td-pb-row\">\n<div class=\"td-pb-span12\">\n<div class=\"td-post-header\">\n<header class=\"td-post-title\">\n<p class=\"td-post-sub-title\">A esp\u00e9cie, considerada um dos mais importantes restauradores da floresta, est\u00e1 criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/header>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"td-pb-row\">\n<div class=\"td-pb-span8 td-main-content\" role=\"main\">\n<div class=\"td-ss-main-content\">\n<div class=\"td-post-content tagdiv-type\">\n<div class=\"td-post-featured-image\"><a class=\"td-modal-image\" href=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/muriquis-do-sul.jpg\" data-caption=\"\"><img loading=\"lazy\" class=\"entry-thumb\" title=\"muriquis-do-sul\" src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/muriquis-do-sul-696x463.jpg\" sizes=\"(max-width: 696px) 100vw, 696px\" srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/muriquis-do-sul-696x463.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/muriquis-do-sul-300x200.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/muriquis-do-sul-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/muriquis-do-sul-150x100.jpg 150w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/muriquis-do-sul-768x511.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/muriquis-do-sul-1068x711.jpg 1068w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/muriquis-do-sul-631x420.jpg 631w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/muriquis-do-sul.jpg 1200w\" alt=\"muriquis-do-sul\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/a><\/div>\n<p>Neste ano, a pequena popula\u00e7\u00e3o de muriquis-do-sul (<em>Brachyteles arachnoides<\/em>) \u2014 ou mono-carvoeiros \u2014 no Paran\u00e1 ganhou mais alguns integrantes. Pesquisadores do Lactec identificaram dois novos grupos da esp\u00e9cie na regi\u00e3o do Vale do Ribeira. Com a descoberta, estima-se que existam cerca de 66 animais em vida livre nas por\u00e7\u00f5es de Mata Atl\u00e2ntica do estado. A esp\u00e9cie, considerada um dos mais importantes restauradores da floresta, est\u00e1 criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em janeiro, nove animais foram registrados em uma comunidade rural do munic\u00edpio de Cerro Azul. Em abril, outro grupo com aproximadamente seis indiv\u00edduos foi avistado no mesmo munic\u00edpio. As descobertas s\u00e3o do Projeto de Conserva\u00e7\u00e3o dos Monos no Paran\u00e1, conduzido por pesquisadores do Lactec, centro de ci\u00eancia e tecnologia com ampla atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea ambiental, em parceria com a Copel e a Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio.<\/p>\n<h2 id=\"h-lar-em-perigo\">Lar em perigo<\/h2>\n<p>A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 um dos biomas mais ricos em biodiversidade e tamb\u00e9m um dos mais amea\u00e7ados,\u00a0<a href=\"http:\/\/sender.helpi.com.br\/l\/Qh48n9wtHyQXEBF7T1U7gQ\/Wp460Ite763g8H57hkmfXleQ\/bosabMCAzabQprbAeU892Bgw\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais<\/a>\u00a0(Inpe). Do territ\u00f3rio original de 1,3 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados, restam apenas 12%.<\/p>\n<p>A floresta \u00e9 o lar de mais de 15 mil esp\u00e9cies de plantas e 2 mil esp\u00e9cies de animais, muitas delas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso do muriqui-do-sul, o maior primata do continente americano.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-71508\" src=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/muriqui-do-sul-em-meio-a-floresta-1024x768.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/muriqui-do-sul-em-meio-a-floresta-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/muriqui-do-sul-em-meio-a-floresta-300x225.jpg 300w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/muriqui-do-sul-em-meio-a-floresta-768x576.jpg 768w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/muriqui-do-sul-em-meio-a-floresta-80x60.jpg 80w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/muriqui-do-sul-em-meio-a-floresta-265x198.jpg 265w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/muriqui-do-sul-em-meio-a-floresta-696x522.jpg 696w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/muriqui-do-sul-em-meio-a-floresta-1068x801.jpg 1068w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/muriqui-do-sul-em-meio-a-floresta-560x420.jpg 560w, https:\/\/ciclovivo.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/muriqui-do-sul-em-meio-a-floresta.jpg 1800w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" \/><figcaption>Foto: Miguel Flores<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para Robson Hack, bi\u00f3logo do Lactec e coordenador do projeto, os novos grupos de monos s\u00e3o uma not\u00edcia boa, mas que vem com um alerta: \u201cTratam-se de novos registros de uma das esp\u00e9cies de primatas mais amea\u00e7adas do mundo. Ainda h\u00e1 grandes lacunas de conhecimento sobre a sua distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, suas \u00e1reas de ocorr\u00eancia, as condi\u00e7\u00f5es do habitat e tamb\u00e9m de sa\u00fade dos grupos. Somente identificando esses locais e levantando essas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 que a gente vai poder propor a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o em longo prazo\u201d.<\/p>\n<h2 id=\"h-tecnologia-em-prol-da-preserva-o-ambiental\">Tecnologia em prol da preserva\u00e7\u00e3o ambiental<\/h2>\n<p>Para fazer esse levantamento de informa\u00e7\u00f5es, o Lactec utiliza imagens de drones desde 2019. Esse tipo de tecnologia tem sido usada de forma crescente em iniciativas de monitoramento de fauna, principalmente nos casos de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os drones permitem que uma \u00e1rea maior seja escaneada \u00e0 procura dos animais em um menor espa\u00e7o de tempo. Isso \u00e9 especialmente relevante nas opera\u00e7\u00f5es em florestas como as que fazem parte da Mata Atl\u00e2ntica, com mata nativa densa e localiza\u00e7\u00e3o remota.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de localizar os muriquis-do-sul, as imagens a\u00e9reas permitem que os especialistas analisem caracter\u00edsticas ecol\u00f3gicas dos fragmentos florestais, verifiquem suas formas e at\u00e9 localizem amea\u00e7as \u00e0 biodiversidade local, como abertura de estradas, queimadas e desmatamento ilegal. Atualmente, o projeto realiza expedi\u00e7\u00f5es de campo a cada tr\u00eas meses.<\/p>\n<h2 id=\"h-prote-o-aos-maiores-primatas-das-am-ricas\">Prote\u00e7\u00e3o aos maiores primatas das Am\u00e9ricas<\/h2>\n<p>Desde 2015, o Projeto de Conserva\u00e7\u00e3o dos Monos no Paran\u00e1 atua com o objetivo de fazer com que a esp\u00e9cie saia do risco de extin\u00e7\u00e3o no estado. Para isso, os pesquisadores re\u00fanem dados sobre a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos animais; informa\u00e7\u00f5es de como cada grupo vive em seus habitats e caracter\u00edsticas demogr\u00e1ficas, como o n\u00famero de f\u00eameas e machos e suas idades. Al\u00e9m da coleta e do processamento de informa\u00e7\u00f5es, a iniciativa prev\u00ea a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o, como atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental junto a escolas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os muriquis-do-sul podem chegar a pesar 15 kg e medir cerca de 1 metro e meio.\u00a0<a href=\"http:\/\/sender.helpi.com.br\/l\/Qh48n9wtHyQXEBF7T1U7gQ\/CpL9UgQM3GU2yL892rEGgyNQ\/bosabMCAzabQprbAeU892Bgw\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Segundo a Lista de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas do ICMBio<\/a>\u00a0(Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza), restam aproximadamente 1.300 deles vivendo na natureza.<\/p>\n<p>Sua preserva\u00e7\u00e3o est\u00e1 fortemente ligada \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica: conhecidos como os jardineiros da floresta, os monos desempenham um papel importante na dispers\u00e3o de sementes e na regenera\u00e7\u00e3o da mata.<\/p>\n<p>Mas a situa\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o deixa os pesquisadores otimistas. \u201cAs press\u00f5es sobre as \u00e1reas de floresta nativa est\u00e3o cada vez maiores e muitas \u00e1reas est\u00e3o sendo transformadas em pastagens. At\u00e9 o momento, os monos n\u00e3o est\u00e3o presentes em nenhuma unidade de conserva\u00e7\u00e3o dos governos estadual ou federal no Paran\u00e1, ent\u00e3o as a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o das florestas nativas com a presen\u00e7a da esp\u00e9cie s\u00e3o urgentes\u201d, pontua o bi\u00f3logo Robson Hack.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A esp\u00e9cie, considerada um dos mais importantes restauradores da floresta, est\u00e1 criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A esp\u00e9cie, considerada um dos mais importantes restauradores da floresta, est\u00e1 criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149871"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149871"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149871\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":149872,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149871\/revisions\/149872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}