{"id":149454,"date":"2021-07-11T08:49:55","date_gmt":"2021-07-11T11:49:55","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=149454"},"modified":"2021-07-11T14:18:12","modified_gmt":"2021-07-11T17:18:12","slug":"ingestao-de-plastico-ja-foi-registrada-em-mais-de-15-mil-especies-animais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ingestao-de-plastico-ja-foi-registrada-em-mais-de-15-mil-especies-animais\/","title":{"rendered":"Ingest\u00e3o de pl\u00e1stico j\u00e1 foi registrada em mais de 1,5 mil esp\u00e9cies animais"},"content":{"rendered":"<div class=\"paragraph css-yzbgtn\">\n<div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/olharanimal.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ingestao_plastico_animais_1.jpg\" alt=\"Ingest\u00e3o de pl\u00e1stico j\u00e1 foi registrada em mais de 1,5 mil esp\u00e9cies animais \u2013 Olhar Animal\" width=\"639\" height=\"425\" \/><\/p>\n<p>\u2022\u00a0Ingest\u00e3o de pl\u00e1stico por\u00a0animais j\u00e1 foi registrada em oito filos e mais da metade das ordens de vertebrados.<\/p>\n<p>\u2022\u00a0Ci\u00eancia registrou mais de 1,5 mil\u00a0esp\u00e9cies de animais, de pequenos invertebrados terrestres e\u00a0elefantes a zoopl\u00e2ncton e baleias, ingerindo pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>\u2022\u00a0O ambiente marinho \u00e9 o que acumula a maior quantidade de registros, com mais de 1,2 mil esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>\u2022\u00a0Hoje, em ambientes marinhos, h\u00e1 sete vezes mais registros de ingest\u00e3o de pl\u00e1stico por animais do que mostrou\u00a0o primeiro trabalho de revis\u00e3o de literatura, conduzido em 1997.<\/p>\n<p>\u2022\u00a0Mais de 60% das esp\u00e9cies de aves marinhas e mam\u00edferos marinhos j\u00e1 foram registradas ingerindo pl\u00e1stico, abrangendo\u00a0todas as fam\u00edlias desses grupos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph css-0\">\n<div>\n<p>O Julho sem Pl\u00e1stico, movimento mundial da sociedade dedicado a discutir e intensificar os alertas a respeito do impacto desse tipo de polui\u00e7\u00e3o nos ambientes, nas pessoas e na biodiversidade ganhou um componente de peso este ano: uma\u00a0<a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/373\/6550\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">edi\u00e7\u00e3o especial da revista cient\u00edfica\u00a0<em>Science<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>O texto de abertura diz que a \u201chora de prevenir a polui\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico j\u00e1 passou \u2013 a hora de mudar o futuro dos pl\u00e1sticos em nosso mundo, entretanto, \u00e9 agora\u201d.<\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo de\u00a0Our Plastic Dilema (O Dilema do Pl\u00e1stico, em tradu\u00e7\u00e3o livre), o especial traz uma s\u00e9rie de revis\u00f5es \u2013 um tipo de artigo cient\u00edfico que organiza e analisa, em um \u00fanico texto, estudos sobre um determinado tema. Uma das que se destacam \u00e9 o trabalho<a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/373\/6550\/56\/tab-article-info\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<em>A ingest\u00e3o do pl\u00e1stico como armadilha evolutiva: Em dire\u00e7\u00e3o a uma compreens\u00e3o hol\u00edstica<\/em><\/a>, que apresenta o impacto do material nas cadeias alimentares e em diversos ramos da \u00e1rvore da vida.<\/p>\n<p>O artigo \u00e9 assinado pelo brasileiros Robson G. Santos \u2013 da Universidade Federal de Alagoas \u2013 e\u00a0Ryan Andrades \u2013 da Federal do Esp\u00edrito Santo \u2013 e pelo argentino\u00a0Gabriel E. Machovsky-Capuska \u2013 pesquisador das universidades Massey, na Nova Zel\u00e2ndia, e de Sidney, na Austr\u00e1lia. Os tr\u00eas estudam como a ingest\u00e3o de pl\u00e1stico provocada por a\u00e7\u00f5es humanas \u00e9 um problema para a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies animais do mar, da terra e da \u00e1gua doce.<\/p>\n<p>A ingest\u00e3o de pl\u00e1stico j\u00e1 foi registrada em mais de 1,5 mil esp\u00e9cies e est\u00e1 em quase todos os lugares \u2013 das cadeias alimentares aqu\u00e1ticas a mais da metade da ordem dos vertebrados, aponta a revis\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 generalizado. Do invetebrado\u00a0na Ant\u00e1rtica, elefantes, passando por baleias e zoopl\u00e2ncton. Est\u00e1 todo mundo comendo pl\u00e1stico, n\u00e3o importa sua hist\u00f3ria evolutiva nem sua posi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica\u201d, disse Robson G. Santos em entrevista \u00e0 National Geographic.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o faz parte da primeira etapa do trabalho, na qual os cientistas fizeram uma amostragem geral do problema. Eles buscaram pesquisas sobre pl\u00e1stico em todo tipo de organismo, passando por peixes, aves, mam\u00edferos, rept\u00e9is e invertebrados.<\/p>\n<p>\u201cTentamos fazer uma revis\u00e3o mais profunda poss\u00edvel. T\u00ednhamos uma base de mais de cinco mil artigos, come\u00e7amos a organizar quais realmente eram sobre pl\u00e1stico e quais artigos ca\u00edam dentro do crit\u00e9rio para ser considerado ingest\u00e3o desse material. Tinha que estar claro que era pl\u00e1stico e tinha que ter o registro da esp\u00e9cie. E foi assim que chegamos nesses n\u00fameros\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>A velocidade com que estamos transformando os ambientes se reflete inclusive no m\u00e9todo de estudo e registro. O n\u00famero de esp\u00e9cies impactadas, e consequentemente os seus registros em artigos cient\u00edficos, aumenta a cada m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente fizer a pesquisa agora, o n\u00famero aumentou. No pr\u00f3prio processo de revis\u00e3o, quando entrava na literatura para revisar, j\u00e1 tinha mais quatro esp\u00e9cies que n\u00e3o estavam no meu trabalho\u201d, diz Santos.<\/p>\n<p>Quanto mais se pesquisa, maior \u00e9 a tend\u00eancia de crescimento dos n\u00fameros, acredita o professor.<\/p>\n<p>Principalmente porque ambientes terrestres e de \u00e1gua doce ainda s\u00e3o muito pouco explorados se comparados ao ambiente marinho. Quando se trata de ingest\u00e3o por pl\u00e1stico, e se pensarmos no trajeto que os res\u00edduos fazem, \u00e9 um ponto importante: s\u00e3o gerados, na sua maioria, no ambiente terrestre, levados por ambientes de \u00e1gua doce (rios) at\u00e9 chegar no oceano. Estudos do Instituto Oceanogr\u00e1fico da Universidade de S\u00e3o Paulo apontam que pelo menos 80% dos res\u00edduos pl\u00e1sticos que acabam no mar tem origem terrestre.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph css-0\">\n<div>\n<p>J\u00e1 o solo agr\u00edcola\u00a0tem mais part\u00edcula pl\u00e1stica do que sedimento marinho, ressalta Santos, mas ainda falta um foco maior da ci\u00eancia no pl\u00e1stico para entender o problema. \u201cMuitos dos registros terrestres dos artigos n\u00e3o eram sobre pl\u00e1stico, mas sobre alimenta\u00e7\u00e3o de animais, onde tinha sido encontrado pl\u00e1stico\u201d, explica.<\/p>\n<p>J\u00e1 o ambiente marinho acumula a maior quantidade de registros de ingest\u00e3o de pl\u00e1stico, com mais de 1,2 mil esp\u00e9cies registradas, incluindo todas as fam\u00edlias de mam\u00edferos marinhos e aves marinhas.<\/p>\n<p>Do ponto de visto ecol\u00f3gico, o material est\u00e1 presente praticamente em todos os n\u00f3s das teias alimentares aqu\u00e1ticas. Por outro lado, o ambiente marinho \u00e9 o que possui mais dados dispon\u00edveis em artigos cient\u00edficos.<\/p>\n<h3><strong>A armadilha evolutiva<\/strong><\/h3>\n<p>Responder por que organismo vivos ingerem pl\u00e1stico \u00e9 a grande chave do trabalho dos pesquisadores. \u00c9 onde entra a teoria da armadilha evolutiva \u2013 quando h\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica muito r\u00e1pida no ambiente, gerando sinais que podem ser entendidos erroneamente pelos animais, que evolu\u00edram, aprendendo e se relacionando com esses sinais, ao longo de milhares de anos. Ou seja, a esp\u00e9cie humana interfere de maneira abrupta no ambiente, confundindo os ciclos da vida.<\/p>\n<p>O pesquisador explica a ideia usando o caso do ambiente terrestre. \u201cEla come\u00e7a com uma ideia inicial de altera\u00e7\u00e3o de habitat \u2013 se desmata um peda\u00e7o e surge uma \u00e1rea de borda de floresta. Ent\u00e3o, os bichos acabam optando por aquele lugar. S\u00f3 que aquele lugar n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o bom. Ele emite os sinais de uma coisa boa, mas, quando o animal vai para l\u00e1, atra\u00eddo, tem consequ\u00eancias negativas.\u201d O animal \u00e9 induzido por uma ideia de que o ambiente pode ser prop\u00edcio para sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>No contexto do pl\u00e1stico, \u00e9 mais ou menos a mesma coisa. A hist\u00f3ria evolutiva dos animais constr\u00f3i o que eles entendem por alimento, para que n\u00e3o precisem identificar detalhes sobre a alimenta\u00e7\u00e3o. Assim, para entender que um peixe \u00e9 um peixe, a baleia n\u00e3o precisa saber que ele tem escama, basta que ele se assemelhe suficientemente para ultrapassar um limite de aceita\u00e7\u00e3o. Essa semelhan\u00e7a pode se dar pela forma, cor ou at\u00e9 odor. S\u00e3o os \u2018sinais\u2019, como aprendemos na publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sabe a hist\u00f3ria da tartaruga que confunde sacola pl\u00e1stica com \u00e1gua viva? Ou da ave marinha que leva para o ninho pequenos fragmentos de tampas? \u00c9 disso que estamos falando.<\/p>\n<p>\u201cDo ponto de vista evolutivo e biol\u00f3gico, o pl\u00e1stico surge de repente no oceano. De 1950 para c\u00e1, temos milhares de toneladas entrando diariamente nos mares\u201d, calcula o pesquisador, lembrando que faz parte da evolu\u00e7\u00e3o encontrar os sinais poss\u00edveis e n\u00e3o custosos, mais f\u00e1ceis e dispon\u00edveis.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium css-ap3tdr\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr css-1ocsxc4\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_2743302.webp?w=320&amp;h=214\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 320px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_2743302.webp?w=360&amp;h=240\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 360px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_2743302.webp?w=430&amp;h=287\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 430px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_2743302.webp?w=500&amp;h=334\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 500px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_2743302.webp?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_2743302.webp?w=900&amp;h=600\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 900px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_2743302.webp?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_2743302.webp?w=664&amp;h=443\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1280px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_2743302.webp?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1600px)\" \/><source title=\"Lixo pl\u00e1stico no Mar de Sarga\u00e7os, no Atl\u00e2ntico Norte. 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Isso inevitavelmente emite muitos sinais para os organismos.\u201d<\/p>\n<p>Outro motivo para a ingest\u00e3o de lixo proposto no trabalho \u00e9 o estado nutricional que o animal se encontra. Quanto mais fome, mais risco de ingerir pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>Robson come\u00e7ou a estudar o impacto do pl\u00e1stico na dieta animal em 2010, em sua tese de doutorado. Estudando a ecologia alimentar da tartaruga-verde marinha, na Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, ele descobriu uma enorme incid\u00eancia de pl\u00e1stico em animais encontrados mortos.<\/p>\n<p>\u201cQuando comecei a analisar o conte\u00fado dos animais encalhados e mortos, era pl\u00e1stico e mais pl\u00e1stico. Se transformou na minha linha de pesquisa\u201d, diz Santos. \u201cO meu doutorado, que seria s\u00f3 sobre ecologia alimentar, acabou sendo um peda\u00e7o sobre ecologia alimentar e o resto com dados por polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico.\u201d<\/p>\n<p>O embri\u00e3o do artigo publicado com destaque na<em>\u00a0Science\u00a0<\/em>surgiu ali e se aprimorou com contribui\u00e7\u00f5es e a partir da troca de informa\u00e7\u00f5es com seu ent\u00e3o colega de laborat\u00f3rio e coautor do artigo, Ryan Andrades. Gabriel E. Machovsky-Capuska, especialista em nutri\u00e7\u00e3o animal, somou-se \u00e0 dupla em 2019.<\/p>\n<h3><strong>Desarmar a armadilha<\/strong><\/h3>\n<p>\u201cN\u00e3o d\u00e1 para esperar pela evolu\u00e7\u00e3o e pelo aprendizado dos animais. A gente tem que atuar. N\u00e3o d\u00e1 para ser passivo neste ponto\u201d, diz Robson, remetendo \u00e0 conclus\u00e3o do artigo. Uma das solu\u00e7\u00f5es que podem desarmar essa armadilha \u201c\u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de entrada de pl\u00e1stico nos ecossistemas. Esse cen\u00e1rio pede um compromisso internacional, com uma mudan\u00e7a que deve incluir solu\u00e7\u00f5es pr\u00e9 e p\u00f3s-consumo guiadas por ci\u00eancia\u201d, aponta o texto.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, \u00e9 dif\u00edcil separar o cientista do cidad\u00e3o e da pessoa que sabe do problema. Ele conta que, como professor, tem levado para as aulas o senso de urg\u00eancia e a constata\u00e7\u00e3o de que o impacto do pl\u00e1stico \u00e9 um dos problemas da grave crise ambiental que atravessamos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o d\u00e1 mais para enxergar a crise em separado. Tudo est\u00e1 conectado. Tem um nexo causal nas coisas. Tenho me dedicado a impactos antr\u00f3picos para tentar passar esse senso de urg\u00eancia\u201d, diz Santos. \u201cUma coisa que acho importante sobre o pl\u00e1stico \u00e9 que ele tamb\u00e9m pode servir para mobilizar a sociedade, porque \u00e9 uma coisa que muita gente enxerga e identifica. Talvez a pr\u00f3pria divulga\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico e as a\u00e7\u00f5es em cima dele possam nos ajudar a mover essa m\u00e1quina e mitigar a nossa crise ambiental.\u201d<\/p>\n<p>Toda a produ\u00e7\u00e3o escrita da publica\u00e7\u00e3o foi feita no per\u00edodo da pandemia e acabou levando transforma\u00e7\u00f5es para dentro de casa. \u201cTrago a ci\u00eancia para vida. N\u00e3o se publica um trabalho como este, volta para casa e usa descart\u00e1veis\u201d, diz Santos, que conta que a fam\u00edlia tem inclusive mudado a dieta. \u201c\u00c9 um processo transformativo.\u201d<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o deixa de apontar, em v\u00e1rios momentos da conversa, a import\u00e2ncia e o apoio de sua companheira, a tamb\u00e9m pesquisadora Louisa Andrade, no processo. \u201cEla foi a pessoa que mais leu esta publica\u00e7\u00e3o\u201d, brinca, ao contar emocionado da import\u00e2ncia de ter seu primeiro artigo na revista em meio \u00e0 dificuldade de fazer ci\u00eancia no Brasil, \u00e0 pandemia e com um filho pequeno para cuidar.<\/p>\n<p>Trazer um ambiente mais justo para todas a esp\u00e9cies, mais limpo de pl\u00e1stico, desmontando as armadilhas desde sua produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o, impedindo que cheguem nos ambientes, \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que pode engajar todos os elos importantes nesta cadeia. J\u00e1 temos alguns caminhos e solu\u00e7\u00f5es, todas exigem que sociedade, empresas e governos trabalhem juntos nesta meta.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2022\u00a0Ingest\u00e3o de pl\u00e1stico por\u00a0animais j\u00e1 foi registrada em oito filos e mais da metade das<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u2022\u00a0Ingest\u00e3o de pl\u00e1stico por\u00a0animais j\u00e1 foi registrada em oito filos e mais da metade das","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149454"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149454"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149454\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":149504,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149454\/revisions\/149504"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}