{"id":149190,"date":"2021-07-06T11:00:31","date_gmt":"2021-07-06T14:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=149190"},"modified":"2021-07-05T20:12:43","modified_gmt":"2021-07-05T23:12:43","slug":"populacao-de-corujas-pintadas-atinge-menor-nivel-ja-registrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/populacao-de-corujas-pintadas-atinge-menor-nivel-ja-registrado\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o de corujas-pintadas atinge menor n\u00edvel j\u00e1 registrado"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-149191\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Esp\u00e9cie de coruja amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o pode desaparecer de grande parte de seu territ\u00f3rio, a menos que as florestas antigas sejam protegidas e as corujas-norte-americanas invasoras sejam controladas.<\/h2>\n<p>A coruja-pintada-do-norte \u00e9 uma das esp\u00e9cies mais proeminentes do noroeste do Pac\u00edfico h\u00e1 muito tempo. Com plumagem marrom com pintas brancas, grandes olhos castanhos e envergadura de at\u00e9 1,2 metro, essas aves noturnas dependem exclusivamente de florestas antigas para sobreviver. Elas voam entre antigos pinheiros-do-oregon e pinheiros-ponderosa em busca de salamandras e pequenos roedores. Por d\u00e9cadas, pesquisadores e conservacionistas dedicaram bastante tempo, empenho e dinheiro tentando proteg\u00ea-las.<\/p>\n<p>Mas as popula\u00e7\u00f5es das corujas s\u00e3o as menores j\u00e1 registradas: houve um decl\u00ednio entre 50% e 75% desde 1995, de acordo com\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0006320721002202\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estudo publicado no peri\u00f3dico\u00a0<em>Biological Conservation<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>\u201cHavia uma expectativa de resultados ruins, mas n\u00e3o de uma queda t\u00e3o vertiginosa assim\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/alan-b-franklin-a0469818\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alan Franklin<\/a>, bi\u00f3logo supervisor de pesquisas do Centro Nacional de Pesquisas de Animais Silvestres do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e autor principal do estudo. As popula\u00e7\u00f5es da coruja, ressalta ele, s\u00e3o as mais baixas desde o in\u00edcio do monitoramento.<\/p>\n<p>O estudo alerta que medidas dr\u00e1sticas precisam ser adotadas para salvar a coruja. Esses animais vivem apenas em florestas antigas que, por sua vez,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/climate-environment\/2020\/12\/14\/spotted-owls-could-go-extinct-without-more-federal-protection-theyre-not-going-get-it-trump-officials-say\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sofreram um decl\u00ednio de 70%<\/a>\u00a0nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas devido \u00e0 explora\u00e7\u00e3o madeireira e \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o. Segundo os autores, as florestas antigas restantes devem ser protegidas para que as corujas tenham alguma chance de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Mas sua maior amea\u00e7a s\u00e3o as corujas-norte-americanas, aves invasoras que as superam na competi\u00e7\u00e3o entre esp\u00e9cies. O estudo alerta que as popula\u00e7\u00f5es dessas invasoras devem ser reduzidas expressivamente em toda a \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o da coruja-pintada. Do contr\u00e1rio, os autores concluem que a coruja-pintada-do-norte provavelmente desaparecer\u00e1 de grande parte de seu\u00a0<em>habitat<\/em>\u00a0nos pr\u00f3ximos 50 anos.<\/p>\n<p>Mas a pr\u00e1tica \u00e9 mais dif\u00edcil do que a teoria, e o estudo levanta quest\u00f5es complexas sobre a melhor forma de salvar essa esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Franklin, a coruja tem \u201cum futuro incerto e perturbador\u201d.<\/p>\n<p>Realizado a cada cinco anos, o levantamento mais recente abrangeu uma \u00e1rea total aproximada de 1,8 milh\u00e3o de hectares em todo o\u00a0<em>habitat\u00a0<\/em>das corujas no norte da Calif\u00f3rnia, Oregon e Washington. As regi\u00f5es de estudo foram selecionadas para oferecer um panorama completo das condi\u00e7\u00f5es da floresta e do territ\u00f3rio em todo o\u00a0<em>habitat\u00a0<\/em>da coruja.<\/p>\n<p>Quando os levantamentos populacionais come\u00e7aram em 1985, os cientistas consideravam a perda de<em>\u00a0habitat<\/em>\u00a0a principal amea\u00e7a \u00e0 ave. Contudo, na d\u00e9cada de 1990, quando a esp\u00e9cie passou a ser considerada amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o de acordo com a Lei de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas e foi adotado um plano para equilibrar a extra\u00e7\u00e3o de madeira em terras federais com a conserva\u00e7\u00e3o, outra concorrente chegou do leste um tanto\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2019\/03\/190305153659.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">inesperadamente<\/a>.<\/p>\n<p>As corujas-norte-americanas \u2014 agora comuns no noroeste do Pac\u00edfico \u2014 s\u00e3o maiores, possuem uma dieta alimentar mais ampla, apresentam comportamento mais agressivo e ainda podem superar a coruja-pintada na busca por alimento e locais de nidifica\u00e7\u00e3o. Atualmente, as corujas-norte-americanas s\u00e3o a principal amea\u00e7a \u00e0 coruja nativa.<\/p>\n<p>Para combater essa esp\u00e9cie invasora, o Servi\u00e7o de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (\u201cFWS\u201d, na sigla em ingl\u00eas) decidiu\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/140717-spotted-owls-barred-shooting-logging-endangered-species-science\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">eliminar a tiros as corujas-norte-americanas\u00a0<\/a>em 2013 e, at\u00e9 agora, seus\u00a0<a href=\"https:\/\/www.fws.gov\/oregonfwo\/articles.cfm?id=149489616\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">projetos-pilotos\u00a0<\/a>foram relativamente bem-sucedidos. Esse \u201cmanejo letal\u201d ocorre atualmente em mais de 234 mil hectares e foi prorrogado at\u00e9 agosto deste ano. Depois disso, o FWS avaliar\u00e1 com outras ag\u00eancias as informa\u00e7\u00f5es coletadas, juntamente com outras pesquisas relevantes, a fim de formular um plano mais amplo de manejo da coruja-norte-americana e decidir os pr\u00f3ximos passos, conta Jodie Delavan, oficial de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do FWS.<\/p>\n<p>\u201cO Servi\u00e7o est\u00e1 otimista de que um programa de manejo da coruja-norte-americana possa ser implementado de forma bem-sucedida e econ\u00f4mica\u201d, observa Delavan.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, mais de 3,1 mil corujas-norte-americanas foram eliminadas a um custo estimado de US$ 8,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pubs.er.usgs.gov\/publication\/ofr20201089\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">N\u00e3o est\u00e1 claro<\/a>, entretanto, se algum dos resultados bem-sucedidos do projeto-piloto pode ser reproduzido em uma escala maior. E Franklin revela ignorar o percentual de redu\u00e7\u00e3o necess\u00e1rio das popula\u00e7\u00f5es de corujas-norte-americanas para que haja uma diferen\u00e7a significativa.<\/p>\n<p>\u201cAinda que houvesse todos os recursos dispon\u00edveis\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/westernlaw.org\/about-us\/staff\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Susan Jane Brown<\/a>, advogada do Centro de Direito Ambiental do Oeste dos Estados Unidos, que luta para proteger a coruja-pintada-do-norte h\u00e1 mais de 30 anos, \u201cser\u00e1 poss\u00edvel expulsar a invasora para que as esp\u00e9cies nativas possam se recuperar?\u201d.<\/p>\n<h3>Explora\u00e7\u00e3o madeireira e inc\u00eandios<\/h3>\n<p>Al\u00e9m disso, as aves continuam amea\u00e7adas pelo desmatamento. Em seus \u00faltimos dias, o governo Trump anunciou um plano para abrir<strong>\u00a0<\/strong>\u00e0 explora\u00e7\u00e3o madeireira 1,4 milh\u00e3o de hectares<strong>\u00a0<\/strong>de\u00a0<em>habitats<\/em>\u00a0classificados como cr\u00edticos (terras consideradas essenciais \u00e0 sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie). No entanto o departamento do Interior, seguindo ordens do presidente Biden, interrompeu a implementa\u00e7\u00e3o desse plano, atualmente em an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Esse tipo de decis\u00e3o quase sempre suscita a\u00e7\u00f5es judiciais. Grupos ambientalistas entraram com um\u00a0<a href=\"https:\/\/biologicaldiversity.org\/w\/news\/press-releases\/lawsuit-seeks-to-reinstate-protections-on-34-million-acres-of-critical-northern-spotted-owl-habitat-2021-03-23\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">processo judicial<\/a>\u00a0para proteger os 1,4 milh\u00e3o de hectares ao mesmo tempo em que a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.opb.org\/article\/2021\/03\/06\/timber-industry-joe-biden-administration-northern-spotted-owl-federal-protections\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">ind\u00fastria madeireira entrou com um processo judicial<\/a>\u00a0para contestar a suspens\u00e3o do plano de Trump ordenada por Biden. Mas enquanto o cabo de guerra judicial ocorre nos tribunais, a explora\u00e7\u00e3o madeireira pode prosseguir nas florestas.<\/p>\n<p>Proteger o\u00a0<em>habitat<\/em>\u00a0da coruja do corte raso das florestas, entretanto, pode n\u00e3o ser suficiente. Como observa o estudo, h\u00e1 um alto risco de que as comunidades locais de corujas-pintadas-do-norte possam ser exterminadas pelo agravamento dos inc\u00eandios florestais causados sobretudo pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Cerca de 850 mil hectares de florestas que abrigam a coruja, quase o mesmo tamanho de Porto Rico, foram destru\u00eddos no ano passado durante os inc\u00eandios, segundo o estudo. Grande parte disso \u2014 150 mil hectares, muito mais do que o Parque Nacional das Montanhas Rochosas \u2014 era fundamental para a nidifica\u00e7\u00e3o e o empoleiramento.<\/p>\n<p>Embora pequenos inc\u00eandios possam abrir algumas clareiras esparsas e at\u00e9 contribuir para a cria\u00e7\u00e3o de novos\u00a0<em>habitats<\/em>, grandes inc\u00eandios prejudicam os animais. \u201cA maior preocupa\u00e7\u00e3o s\u00e3o megainc\u00eandios amplos e intensos\u201d, explica Franklin,\u00a0\u201cbasicamente tudo o que sobra s\u00e3o gravetos queimados\u201d.<\/p>\n<p>Somados, os efeitos da explora\u00e7\u00e3o madeireira, da coruja-norte-americana invasora e dos inc\u00eandios florestais s\u00e3o incrivelmente complicados de se superar.<\/p>\n<h3>O que fazer?<\/h3>\n<p>Definir prioridades, entretanto, \u00e9 uma luta constante. \u201cA conserva\u00e7\u00e3o nunca disp\u00f5e de recursos suficientes\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/sustainability-innovation.asu.edu\/person\/gwen-iacona\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Gwen Iacona<\/a>, cientista de conserva\u00e7\u00e3o aplicada da Universidade Estadual do Arizona.<\/p>\n<p>Um disp\u00eandio superior a oito milh\u00f5es de d\u00f3lares em um projeto-piloto de oito anos pode parecer muito para dedicar a uma esp\u00e9cie cuja popula\u00e7\u00e3o continua a despencar, apesar das d\u00e9cadas de iniciativas de conserva\u00e7\u00e3o. E, para alguns, \u00e9 question\u00e1vel se \u00e9 um uso inteligente dos recursos.<\/p>\n<p>Brown afirma acreditar que seja um uso inteligente, \u201cpor quest\u00f5es \u00e9ticas e morais&#8230; apesar de entender o ponto de vista dos que discordam. A quest\u00e3o \u00e9 se \u00e9 poss\u00edvel \u2014 ou desej\u00e1vel \u2014 colocar um pre\u00e7o na conserva\u00e7\u00e3o da natureza e da biodiversidade\u201d.<\/p>\n<p>Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, o custo do \u00eaxito no aumento populacional de condores-da-calif\u00f3rnia de apenas 22 aves que restavam na natureza na d\u00e9cada de 1980 para os atuais mais de 300 indiv\u00edduos \u00e9 estimado em\u00a0<a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20070808215527\/http:\/www.fws.gov\/hoppermountain\/cacondor\/FAQ.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mais de US$ 35 milh\u00f5es<\/a>. Por outro lado,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sierraclub.org\/sites\/www.sierraclub.org\/files\/sce\/rocky-mountain-chapter\/Wolves-Resources\/Wolf%20Reintroduction%20in%20Idaho%20and%20Yellowstone%20National%20Park%20-%20An%20Environmental%20Studies%20Senior%20Capstone%20Presentation%20Pamphlet.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">custa entre US$ 10 e 20 milh\u00f5es<\/a>\u00a0para reintroduzir lobos-cinzentos no Parque Nacional de Yellowstone e Idaho.<\/p>\n<p>Brown observa, no entanto, que a ind\u00fastria madeireira ganhou bilh\u00f5es de d\u00f3lares com a extra\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores antigas que serviam de abrigo \u00e0s corujas. \u201cVale a pena gastar alguns ou mesmo v\u00e1rios milh\u00f5es de d\u00f3lares nos dias de hoje para conservar e recuperar uma esp\u00e9cie em risco?\u201d<\/p>\n<p>Os especialistas argumentam que a quest\u00e3o, no caso da coruja-pintada-do-norte, vai al\u00e9m de uma mera ave. \u201cN\u00e3o se trata do manejo de uma esp\u00e9cie, \u00e9 o manejo de centenas de esp\u00e9cies que dependem de florestas antigas\u201d, explica\u00a0<a href=\"https:\/\/wildcalifornia.org\/about-us\/staff\/kimberly-baker-title\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Kimberly Baker<\/a>, defensora de terras p\u00fablicas do Centro de Informa\u00e7\u00f5es de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental.<\/p>\n<p>Em outras palavras, investir esse montante em dinheiro para ajudar a salvar a coruja contribui para a prote\u00e7\u00e3o de diversos outros animais e plantas, relata Iacona.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os benef\u00edcios de reduzir popula\u00e7\u00f5es de corujas-norte-americanas n\u00e3o se restringem somente \u00e0s corujas-pintadas. As predadoras invasoras se alimentam de salamandras amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, por exemplo, al\u00e9m de musaranhos, ratos-silvestres e esquilos-voadores: as presas favoritas da coruja-pintada. \u201cH\u00e1 in\u00fameros outros efeitos causados no ambiente\u201d, observa Franklin.<\/p>\n<p>Mas, se as iniciativas de conserva\u00e7\u00e3o forem direcionadas apenas para tentar \u201cexterminar a coruja-norte-americana\u201d, adverte Matthew Betts, professor da Universidade Estadual do Oregon, \u201cseria simplesmente invi\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, se forem considerados o panorama geral da manuten\u00e7\u00e3o de florestas antigas e o benef\u00edcio \u00e0 coruja-pintada-do-norte, aos ratos-silvestres e salamandras arbor\u00edcolas e aos l\u00edquens e musgos end\u00eamicos, prossegue Betts, \u201c\u00e9 quase inestim\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<p>Brown teme que, independentemente de qual argumento seja utilizado para salvar a esp\u00e9cie \u2014 seja jur\u00eddico, moral ou ecol\u00f3gico \u2014 \u201cmuitas vezes isso signifique que n\u00e3o podemos ou n\u00e3o desejamos pagar esse pre\u00e7o.\u201d<\/p>\n<p>O tempo est\u00e1 se esgotando. \u201cReverter essa situa\u00e7\u00e3o envolver\u00e1 um esfor\u00e7o extraordin\u00e1rio\u201d, lamenta Brown.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esp\u00e9cie de coruja amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o pode desaparecer de grande parte de seu territ\u00f3rio, a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":149191,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coruja.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Esp\u00e9cie de coruja amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o pode desaparecer de grande parte de seu territ\u00f3rio, a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149190"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149190"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149190\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":149193,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149190\/revisions\/149193"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/149191"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149190"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149190"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149190"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}