{"id":149080,"date":"2021-07-04T11:57:33","date_gmt":"2021-07-04T14:57:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=149080"},"modified":"2021-07-04T11:58:34","modified_gmt":"2021-07-04T14:58:34","slug":"um-dos-lugares-mais-vigiados-da-historia-a-zona-desmilitarizada-entre-as-duas-coreias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/um-dos-lugares-mais-vigiados-da-historia-a-zona-desmilitarizada-entre-as-duas-coreias\/","title":{"rendered":"Um dos lugares mais vigiados da hist\u00f3ria, a Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-149082\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A fronteira ao longo do \u201cParalelo 38\u201d, que separa\u00a0a Coreia do Norte da Coreia do Sul,\u00a0\u00e9 toda ocupada pela Zona Desmilitarizada\u00a0(DMZ, em ingl\u00eas), um dos mais dram\u00e1ticos\u00a0marcos da Guerra Fria. Quando, em 27\u00a0de julho de 1953, o Armist\u00edcio de Panmunjom\u00a0suspendeu a guerra fratricida (1950-1953) entre\u00a0os dois pa\u00edses, os dois Ex\u00e9rcitos e seus aliados recuaram\u00a0dois quil\u00f4metros cada um, criando uma vasta\u00a0terra de ningu\u00e9m: um corredor de 4 quil\u00f4metros\u00a0de largura e 248 quil\u00f4metros de extens\u00e3o, com quase\u00a0mil km2 de \u00e1rea. Entrar nesse territ\u00f3rio disputado por\u00a0quase 1,5 milh\u00e3o de soldados \u00e9 absolutamente proibido,\u00a0sob o risco de ser alvejado por ambos os lados.\u00a0Depois de 60 anos de exclus\u00e3o essa faixa virou uma\u00a0das mais improv\u00e1veis e espetaculares \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o\u00a0do mundo.<\/p>\n<p>Sem medo das minas enterradas,\u00a0esp\u00e9cies j\u00e1 extintas na \u00c1sia\u00a0vivem livremente na \u00e1rea.\u00a0Algumas plantas t\u00edpicas da\u00a0pen\u00ednsula coreana atualmente s\u00f3\u00a0s\u00e3o encontradas na DMZ. Duas\u00a0esp\u00e9cies de gar\u00e7as migrat\u00f3rias sobrevivem\u00a0e se multiplicam no territ\u00f3rio, que oferece\u00a0\u00e1rea segura de reprodu\u00e7\u00e3o. O tigre coreano\u00a0e o leopardo de Amur, quase extintos,\u00a0ressurgiram no corredor preservado, assim\u00a0como o urso-negro-asi\u00e1tico, j\u00e1 desaparecido\u00a0no continente.<\/p>\n<p>Os ec\u00f3logos estimam a exist\u00eancia de\u00a02.900 esp\u00e9cies de plantas, 70 de mam\u00edferos\u00a0e 320 esp\u00e9cies de p\u00e1ssaros na DMZ. A\u00a0variada geografia cortada pela faixa militarizada\u00a0explica a alta biodiversidade: montanhas,\u00a0florestas, pradarias, p\u00e2ntanos e restingas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por outra raz\u00e3o que ec\u00f3logos e escritores como o bi\u00f3logo Edward Wilson, fundador da sociobiologia, e o poeta norte-americano Robert Hass propuseram a transforma\u00e7\u00e3o da DMZ em um parque internacional, com apoio de ambos os lados. Em 2010, a Coreia do Sul deu um passo concreto e prop\u00f4s \u00e0 Unesco a cria\u00e7\u00e3o de uma Reserva da Biosfera em 435 km2 do seu territ\u00f3rio, por\u00e9m o governo norte-coreano vetou. Em 2012, uma reuni\u00e3o do Conselho da Biosfera da Unesco, em Paris, arquivou a proposta, mas os ecologistas est\u00e3o longe de desistir. O empres\u00e1rio Ted Turner, dono da rede de tev\u00ea CNN, j\u00e1 ofereceu apoio financeiro \u00e0 reserva.<\/p>\n<h6><strong>Luta fratricida<\/strong><\/h6>\n<p>Entre 1910 e 1945, a Coreia\u00a0foi dominada pelo Jap\u00e3o,\u00a0cuja rendi\u00e7\u00e3o \u00e0s tropas\u00a0aliadas marcou o fim da Segunda\u00a0Guerra Mundial. A\u00a0Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica desarmou\u00a0os contingentes japoneses\u00a0do norte e os Estados Unidos\u00a0renderam os japoneses do sul. O acordo\u00a0de divis\u00e3o entre as duas superpot\u00eancias\u00a0resultou na forma\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica da Coreia\u00a0do Sul, sob influ\u00eancia dos EUA, e da\u00a0Rep\u00fablica Popular Democr\u00e1tica da Coreia\u00a0do Norte, apoiada por URSS e China.<\/p>\n<p>A Guerra Fria e a ascens\u00e3o do Partido\u00a0Comunista Chin\u00eas, ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o\u00a0Chinesa de 1949, geraram hostilidades\u00a0m\u00fatuas entre as duas metades. Em 1949,\u00a0a maior parte dos efetivos militares aliados\u00a0j\u00e1 havia deixado os dois pa\u00edses, mas as\u00a0tens\u00f5es aumentavam na regi\u00e3o. Em junho\u00a0de 1950, a Coreia do Norte invadiu a Coreia\u00a0do Sul, numa tentativa for\u00e7ada de reunificar\u00a0o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 48 horas de luta, Harry Truman,\u00a0presidente dos EUA, enviou tropas para\u00a0lutar ao lado da Coreia do Sul, apoiado por\u00a015 pa\u00edses. O conflito se aprofundou com a\u00a0interven\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a da\u00a0ONU contra os norte-coreanos, o que arrastou\u00a0a URSS e o Ex\u00e9rcito da China para\u00a0a defesa da Coreia do Norte. A guerra extrapolou\u00a0a geopol\u00edtica da pen\u00ednsula e adquiriu\u00a0um simbolismo extraordin\u00e1rio, demonstrando\u00a0a ru\u00edna das esperan\u00e7as de paz\u00a0e uma nova bipolariza\u00e7\u00e3o do mundo sob\u00a0EUA e URSS.<\/p>\n<div class=\"sQ6YspU7\">\n<div class=\"clearfix\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Duas vezes, Seul foi tomada pelos comunistas.\u00a0Pyongyang tamb\u00e9m foi tomada\u00a0pelas tropas da ONU lideradas pelo general\u00a0Douglas MacArthur. Por pouco o conflito\u00a0n\u00e3o virou uma guerra\u00a0nuclear. Em tr\u00eas anos\u00a0morreram 1,5 milh\u00e3o de\u00a0soldados coreanos, americanos,\u00a0chineses e civis das\u00a0duas Coreias, um mortic\u00ednio\u00a0congelado pelo armist\u00edcio\u00a0de Panmunjom, que\u00a0suspendeu a guerra, mas\u00a0n\u00e3o a encerrou. Tecnicamente,\u00a0as Coreias est\u00e3o em\u00a0tr\u00e9gua, e n\u00e3o em paz.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o conflito, cada\u00a0pa\u00eds adotou seu rumo. A\u00a0Coreia do Norte, governada\u00a0pelo Partido Comunista,\u00a0passou a ser governada pela chamada \u201cDinastia Kim\u201d, que j\u00e1 teve av\u00f4, pai e filho no poder \u2013 a \u00fanica dinastia comunista do mundo. Kim Il-sung, l\u00edder guerreiro e governante de 1945 a 1994, foi sucedido pelo filho, Kim Jong-il, que ao morrer, em 2011, passou o poder ao filho de 31 anos, Kim Jong-un.<\/p>\n<p>A aproxima\u00e7\u00e3o com a URSS garantiu\u00a0\u00e0 Coreia do Norte ajuda militar e econ\u00f4mica.\u00a0Mas com o fim da URSS, em 1991,\u00a0a fonte secou, e a economia entrou em decl\u00ednio,\u00a0agravado pela falta de rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas e comerciais significativas com qualquer outro pa\u00eds. Atualmente, as despesas militares consomem 40% do PIB. A produ\u00e7\u00e3o industrial e de energia est\u00e1 estagnada e a escassez de alimentos \u00e9 geral, devido \u00e0 falta de terras cultiv\u00e1veis, \u00e0 coletiviza\u00e7\u00e3o for\u00e7ada e \u00e0 escassez de ve\u00edculos e de combust\u00edvel. A popula\u00e7\u00e3o sofre com m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de vida e at\u00e9 subnutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1970 as duas Coreias\u00a0possu\u00edam \u00edndices econ\u00f4micos semelhantes,\u00a0mas hoje a economia do norte tem 5%\u00a0do tamanho da do vizinho. Por sua vez, a\u00a0Coreia do Sul acumulou governos ditatoriais \u00a0e corruptos, sofreu sucessivos golpes\u00a0militares e s\u00f3 alcan\u00e7ou estabilidade econ\u00f4mica\u00a0nos anos 1990, gra\u00e7as ao aux\u00edlio\u00a0econ\u00f4mico dos EUA, que impulsionou o\u00a0desenvolvimento.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas, a Coreia do Sul virou um pa\u00eds moderno e industrializado, com uma economia de exporta\u00e7\u00e3o de bens manufaturados e de alta tecnologia. Se na d\u00e9cada de 1960 seu PIB per capita era compar\u00e1vel ao das na\u00e7\u00f5es pobres da \u00c1frica, hoje o pa\u00eds est\u00e1 entre as dez maiores economias do mundo, e o seu sistema educacional, entre os cinco melhores. Em 1997 e 1998, os sul-coreanos sofreram o impacto da crise financeira mundial, mas mantiveram a exporta\u00e7\u00e3o de eletr\u00f4nicos, pe\u00e7as para computadores e autom\u00f3veis. Com a crise financeira de 2008, o PIB desacelerou, mas no ano seguinte voltou a crescer.<\/p>\n<h6><strong>Cotidiano tenso<\/strong><\/h6>\n<p>Se no interior da Zona Desmilitarizada a vida selvagem ressurge pela n\u00e3o interfer\u00eancia humana, ambos os lados da zona de exclus\u00e3o exibem impressionantes aparatos defensivos, instala\u00e7\u00f5es militares, centenas de quil\u00f4metros de cercas duplas e eletrificadas, milhares de rolos de arame farpado, sensores, alarmes e c\u00e2meras de seguran\u00e7a. A cada 300 metros, postos militares abrigam soldados de prontid\u00e3o. Na parte sul da DMZ, 28 mil soldados norte-americanos est\u00e3o estacionados.<\/p>\n<p>Ao norte de Seul, capital da Coreia do Sul, pode-se visitar Panmunjom,\u00a0cuja \u00e1rea cont\u00edgua da DMZ abriga os edif\u00edcios da \u00c1rea de Seguran-\u00e7a Conjunta, constru\u00edda pela ONU, onde o armist\u00edcio de 1953 foi negociado. A instala\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 ocupada por ambos os pa\u00edses simultaneamente. Quando um lado termina de usar, em geral com visitas de pol\u00edticos, diplomatas, civis ou turistas, abre-se o lado oposto, e os que saem trancam a porta. Com escolta militar e autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, civis de ambos os lados s\u00e3o autorizados a entrar no pr\u00e9dio, mas os visitantes do sul assinam um documento responsabilizando-se pelo risco de entrar em zona de guerra. A fronteira f\u00edsica \u00e9 uma pequena linha de concreto que atravessa a constru\u00e7\u00e3o ao meio. No lado norte, soldados permanecem \u00e0 espreita observando com bin\u00f3culos.<\/p>\n<p>Do posto de observa\u00e7\u00e3o sulcoreano\u00a0pode-se ver a cidade de\u00a0Kijong-dong, apelidada de \u201cPropaganda\u00a0Village\u201d, quase deserta\u00a0e constru\u00edda para ser vista. Segundo\u00a0os sul-coreanos, o governo\u00a0nortista transferiu habitantes para\u00a0o lugar compulsoriamente. Por telesc\u00f3pios, percebe-se que o pr\u00e9dio mais alto, com 15 andares, n\u00e3o possui elevador. As janelas tampouco t\u00eam vidros.<\/p>\n<p>Perto do posto desemboca um dos quatro t\u00faneis que o norte construiu para invadir o sul, h\u00e1 d\u00e9cadas. Os dutos foram descobertos a tempo e as invas\u00f5es, abortadas. \u00c9 poss\u00edvel descer por um deles at\u00e9 um corredor bloqueado por uma grande laje de concreto, a 80 metros da fronteira. A DMZ \u00e9 obsessivamente vigiada por guardas e holofotes. O clima \u00e9 tenso.<\/p>\n<h6><strong>Paz prec\u00e1ria<\/strong><\/h6>\n<p>Tem sido assim h\u00e1 60 anos. Desde a suspens\u00e3o do conflito, a Coreia do Norte amea\u00e7a e provoca o sul, enquanto chantageia por ajuda humanit\u00e1ria em alimento, dinheiro e petr\u00f3leo. Ao mesmo tempo, viola acordos de coopera\u00e7\u00e3o, dispara m\u00edsseis e efetua testes nucleares. Indiscutivelmente, os norte-coreanos s\u00e3o mais agressivos. Mas avi\u00f5es e helic\u00f3pteros norte-americanos tamb\u00e9m invadem o espa\u00e7o a\u00e9reo comunista. Em 2010, o norte bombardeou a ilha de Yeonpyeong, no Mar Amarelo. Proj\u00e9teis da artilharia mataram dois militares e dois civis e deixaram mais de 20 feridos.<\/p>\n<p>Recentemente, as tropas sulcoreanas\u00a0refor\u00e7aram a vigil\u00e2ncia,\u00a0ap\u00f3s testes de m\u00edsseis programados\u00a0para coincidir com as manobras\u00a0militares conjuntas entre Coreia\u00a0do Sul e EUA. Pyongyang\u00a0considera esses exerc\u00edcios o prel\u00fadio\u00a0de uma invas\u00e3o e esbraveja\u00a0sempre. Em mar\u00e7o de 2013, em\u00a0resposta a san\u00e7\u00f5es da ONU contra\u00a0o seu regime, o pa\u00eds decretou nulo\u00a0o armist\u00edcio de 1953.<\/p>\n<p>Pol\u00edticos em Seul defendem o desenvolvimento pr\u00f3prio de um programa nuclear. Numa confer\u00eancia sobre o tema, em Washington, o membro do Parlamento e empres\u00e1rio Chung Mong- Joon, do grupo industrial Hyundai, afirmou que \u201c\u00e9 chegada a hora de nos retirarmos do Tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o Nuclear e entrar no jogo do vizinho do norte\u201d. Os sul-coreanos possuem 20 reatores nucleares em opera\u00e7\u00e3o e podem enriquecer ur\u00e2nio e se tornar um Estado nuclear. J\u00e1 o governo norte-coreano disp\u00f5e do reator nuclear de Yongbyon, de tecnologia sovi\u00e9tica, capaz de enriquecer plut\u00f4nio.<\/p>\n<p>A poucos quil\u00f4metros ao norte\u00a0de Panmunjom, no territ\u00f3rio\u00a0norte-coreano, situa-se o complexo\u00a0industrial Kaesong. Essa cidade\u00a0de 200 mil habitantes, ex-capital\u00a0da Coreia unificada, abriga o \u00fanico\u00a0projeto intercoreano vigente, no\u00a0qual 123 companhias sul-coreanas fabricam produtos com a m\u00e3o de obra nortista. Mas a cada amea\u00e7a ou desentendimento o governo do norte fecha o complexo e acusa o sul de intromiss\u00e3o. Em 2007, num momento de distens\u00e3o, os dois pa\u00edses criaram uma ferrovia, a Donghae Bukbu, unindo os dois lados \u00e0 regi\u00e3o do Monte Kumgang. Mais de 1 milh\u00e3o de visitantes sul-coreanos cruzaram a DMZ pela estrada at\u00e9 um turista ser morto a tiros num incidente em 2008. Desde ent\u00e3o a ferrovia est\u00e1 fechada.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, o norte vem mostrando\u00a0maior modera\u00e7\u00e3o e as rela\u00e7\u00f5es com Seul parecem\u00a0ter melhorado um pouco. As maiores v\u00edtimas da\u00a0tens\u00e3o continuam a ser os parentes separados pela\u00a0fronteira. \u201cRealizei o sonho de me encontrar com\u00a0minha fam\u00edlia, agora posso morrer em paz\u201d, \u00e9 uma\u00a0das frases mais repetidas no Monte Kumgang, local\u00a0de encontro de sul-coreanos com parentes do norte\u00a0ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 3 de abril passado, 700 familiares de ambos\u00a0os lados reuniram-se por seis dias numa reuni\u00e3o\u00a0pontuada por relatos emocionantes, como o de Nam\u00a0Gung Bong-ja, de 61 anos, sul-coreana que reencontrou\u00a0o pai vivo na Coreia do Norte, aos 86 anos.\u00a0A maioria das reuni\u00f5es acontece\u00a0entre irm\u00e3os, como o de Park\u00a0Jong-song, de 88 anos, recruta do\u00a0Ex\u00e9rcito da Coreia do Norte na\u00a0guerra, e a sulista Park Jong-soon,\u00a0de 68.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o encontro, as fronteiras\u00a0s\u00e3o rigorosamente fechadas. Desde\u00a01985, 19 reuni\u00f5es de fam\u00edlias\u00a0divididas pelo confronto foram\u00a0organizadas. Milhares de idosos\u00a0de ambos os lados seguem em\u00a0listas de espera, aguardando a vez\u00a0para reencontrar familiares que\u00a0n\u00e3o veem h\u00e1 seis d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s esp\u00e9cies do ref\u00fagio\u00a0ecol\u00f3gico da DMZ, ironicamente,\u00a0o \u00fanico risco de a reserva inusitada\u00a0desaparecer \u00e9 os dois pa\u00edses\u00a0fazerem as pazes e buscarem\u00a0a reunifica\u00e7\u00e3o \u2013 o que provavelmente \u00a0acontecer\u00e1 um dia. Ent\u00e3o,\u00a0o aparato b\u00e9lico que mant\u00e9m intacto\u00a0a o para\u00edso de ningu\u00e9m ser\u00e1\u00a0removido e toda a \u00e1rea voltar\u00e1 a\u00a0ser rapidamente povoada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/cms.editora3.com.br\/planeta\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/large\/2014\/06\/30\/img-357600-tudo-isso-vira-plastico.png\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"760\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/cms.editora3.com.br\/planeta\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/large\/2014\/06\/30\/img-357599-paraiso-de-ninguem.png\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"936\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/cms.editora3.com.br\/planeta\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/large\/2014\/06\/30\/img-357602-paraiso-de-ninguem.png\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"413\" \/>\u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/cms.editora3.com.br\/planeta\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/large\/2014\/06\/30\/img-357601-paraiso-de-ninguem.png\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"765\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/cms.editora3.com.br\/planeta\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/large\/2014\/06\/30\/img-357597-paraiso-de-ninguem.png\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"294\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"http:\/\/cms.editora3.com.br\/planeta\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/media\/images\/large\/2014\/06\/30\/img-357598-paraiso-de-ninguem.png\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"310\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fronteira ao longo do \u201cParalelo 38\u201d, que separa\u00a0a Coreia do Norte da Coreia do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":149082,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/coreia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A fronteira ao longo do \u201cParalelo 38\u201d, que separa\u00a0a Coreia do Norte da Coreia do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149080"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=149080"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149080\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":149084,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/149080\/revisions\/149084"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/149082"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=149080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=149080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=149080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}