{"id":148841,"date":"2021-06-30T07:00:57","date_gmt":"2021-06-30T10:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=148841"},"modified":"2021-06-29T18:23:44","modified_gmt":"2021-06-29T21:23:44","slug":"aquecimento-dos-oceanos-intensifica-branqueamento-de-corais-e-cientistas-se-mobilizam-por-solucoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/aquecimento-dos-oceanos-intensifica-branqueamento-de-corais-e-cientistas-se-mobilizam-por-solucoes\/","title":{"rendered":"Aquecimento dos oceanos intensifica branqueamento de corais e cientistas se mobilizam por solu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"content-head__subtitle\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-148842\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os recifes t\u00eam sido apontados como o primeiro e maior ecossistema a sofrer impactos significantes das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. Estudo brasileiro mostra tend\u00eancias para o Pa\u00eds<\/h2>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter\" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"40\" data-block-id=\"2\">\n<p class=\"content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O\u00a0<strong>aquecimento dos oceanos<\/strong>\u00a0nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas deve intensificar o\u00a0<strong>branqueamento dos corais<\/strong>\u00a0da costa brasileira. \u00c9 o que aponta uma nova pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (<strong>UFRN<\/strong>) publicada na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-021-92202-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Scientific Reports<\/em>, do grupo Nature<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wall protected-content\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"45\" data-block-id=\"3\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O estudo mostra duas mudan\u00e7as significativas para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. De um lado, o litoral do Sudeste e Sul do Brasil, em geral mais frios que o restante da costa brasileira, se tornar\u00e1 mais adequado aos corais, devido \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da temperatura oce\u00e2nica at\u00e9 2100.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"23\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Por outro lado, \u00e1reas que hoje s\u00e3o projetadas como\u00a0<strong>pouco vulner\u00e1veis ao branqueamento sofrer\u00e3o redu\u00e7\u00e3o de 50%<\/strong>\u00a0at\u00e9 2050, tornando-se mais fragilizadas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"29\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Ou seja: por mais que o pa\u00eds tenha \u00e1reas capazes de abrigar os corais diante da alta do term\u00f4metro, o\u00a0<a href=\"https:\/\/umsoplaneta.globo.com\/clima\/noticia\/2021\/04\/04\/bloco-1-o-que-e-o-aquecimento-global.ghtml\"><strong>aquecimento global<\/strong><\/a> nos oceanos guarda m\u00e1s surpresas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"64\" data-block-id=\"7\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Com uso de modelos matem\u00e1ticos, os pesquisadores projetaram os lugares de ocorr\u00eancia, a abund\u00e2ncia e as probabilidades de branqueamento de corais no Atl\u00e2ntico Sul Ocidental, projetando mudan\u00e7as nestas estimativas sob um cen\u00e1rio de\u00a0<strong>alta emiss\u00e3o de carbono<\/strong>. De acordo com relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental para a Mudan\u00e7a de Clima (<a href=\"https:\/\/umsoplaneta.globo.com\/clima\/noticia\/2021\/04\/04\/o-que-e-o-ipcc.ghtml\"><strong>IPCC<\/strong><\/a>), esse cen\u00e1rio seria de aumento de at\u00e9 3\u00baC na temperatura nos oceanos na regi\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"71\" data-block-id=\"9\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Mudan\u00e7as mais dr\u00e1sticas j\u00e1 est\u00e3o previstas para ocorrer a partir de 2050. Os pesquisadores estimam que a\u00a0<strong>regi\u00e3o da Bahia, desde Salvador at\u00e9 a regi\u00e3o dos Abrolhos, ser\u00e1 a mais afetada pelo branqueamento nos pr\u00f3ximos 30 anos<\/strong>, o que poderia prejudicar a\u00a0<a href=\"http:\/\/umsoplaneta.globo.com\/biodiversidade\"><strong>biodiversidade<\/strong><\/a>\u00a0e, em consequ\u00eancia, o turismo e a pesca da regi\u00e3o. Em contrapartida, regi\u00f5es hoje pouco habitadas por corais, como Sul e Sudeste, podem se tornar um novo habitat.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"82\" data-block-id=\"10\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Famosos por sua beleza de cores, os corais s\u00e3o bastante sens\u00edveis \u00e0 temperatura dos oceanos, segundo explica\u00a0<strong>Jessica Bleuel<\/strong>, uma das autoras do estudo. &#8220;A temperatura m\u00e9dia confort\u00e1vel para eles \u00e9 entre 18\u00baC e 28\u00baC. Temperaturas mais elevadas rompem a associa\u00e7\u00e3o entre corais e microalgas, respons\u00e1veis pela sua cor e sua principal fonte de alimento. Neste est\u00e1gio, o esqueleto do coral fica vis\u00edvel atrav\u00e9s do tecido transparente, revelando a cor branca&#8221;, explica a pesquisadora. O fen\u00f4meno \u00e9 conhecido como branqueamento dos corais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"51\" data-block-id=\"11\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Quando a temperatura ambiente fica muito elevada e por um longo tempo, os corais perdem as suas zooxantelas \u2014 microalgas fotossintetizantes que d\u00e3o cor aos seus tecidos e s\u00e3o a sua principal fonte de energia, mas que produzem compostos nocivos quando a \u00e1gua fica quente demais, for\u00e7ando os corais a expeli-las.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"60\" data-block-id=\"12\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Consequentemente, eles ficam\u00a0<strong>brancos e incapazes de se alimentar via fotoss\u00edntese<\/strong>\u00a0durante esse per\u00edodo. \u00c9 como se as folhas de uma \u00e1rvore perdessem seus cloroplastos (estruturas onde fica a clorofila), com a ressalva de que os corais s\u00e3o animais, e n\u00e3o plantas. Dependendo da intensidade e do tempo que durar esse branqueamento, o\u00a0<strong>coral pode voltar ao normal, ou morrer<\/strong>.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" data-block-id=\"13\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Prote\u00e7\u00e3o dos corais no Brasil<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"85\" data-block-id=\"14\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">No Brasil, os recifes de coral est\u00e3o distribu\u00eddos ao longo de 3 mil km da costa nordeste do pa\u00eds, e representam o \u00fanico sistema recifal do Atl\u00e2ntico Sul. Conforme os pesquisadores da UFRN, com as proje\u00e7\u00f5es de ocorr\u00eancia dos corais no litoral brasileiro, ambientes do Sudeste e Sul devem ser preparados para a chegada de novos habitantes. &#8220;Como n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel reduzir a temperatura do mar em um intervalo de tempo t\u00e3o curto,\u00a0<strong>podemos proteger lugares contra pesca, polui\u00e7\u00e3o e turismo excessivos<\/strong>&#8220;, sugere Bleuel.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"36\" data-block-id=\"16\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Guilherme Longo<\/strong>, tamb\u00e9m autor do estudo, explica que n\u00e3o existe uma solu\u00e7\u00e3o simples para o branqueamento dos corais. &#8220;Os tratamentos ainda s\u00e3o muito experimentais e n\u00e3o h\u00e1 como aplicar uma solu\u00e7\u00e3o em escala compat\u00edvel&#8221;, comenta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"55\" data-block-id=\"17\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Por isso, os pesquisadores ressaltam a necessidade de agir de forma preventiva, minimizando os efeitos desse fen\u00f4meno atrav\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/umsoplaneta.globo.com\/clima\/noticia\/2021\/04\/04\/o-que-e-efeito-estufa.ghtml\"><strong>gases de efeito estufa<\/strong><\/a>\u00a0e diminui\u00e7\u00e3o de impactos locais sobre os corais. Ele tamb\u00e9m ressalta que 30% das esp\u00e9cies de corais presentes no Brasil s\u00e3o end\u00eamicas, ou seja, s\u00f3 existem por aqui.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"28\" data-block-id=\"18\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Eventos recentes de branqueamento em massa, associados ao aquecimento global, j\u00e1 mataram diversos recifes ao redor do mundo, incluindo grandes por\u00e7\u00f5es da\u00a0<strong>Grande Barreira de Corais<\/strong>, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"row medium-uncollapsed content-media content-photo\" data-block-type=\"backstage-photo\" data-block-id=\"19\">\n<div class=\"mc-column content-media__container\">\n<div class=\"content-media-container glb-skeleton-box\">\n<figure class=\"content-media-figure\"><img loading=\"lazy\" class=\"i-amphtml-fill-content i-amphtml-replaced-content\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/3RxCu6djGEiHpUoaqmbMfBkFUy4=\/0x0:4000x3000\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_7d5b9b5029304d27b7ef8a7f28b4d70f\/internal_photos\/bs\/2021\/X\/v\/zNJFs8Tey3PMA1cyUAKg\/pexels-francesco-ungaro-3157890.jpg\" sizes=\"(max-width: 1920px) 648px, 100vw\" srcset=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/4HXLK5X8VFW9oENW5vsKx0xatcM=\/0x0:4000x3000\/1000x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_7d5b9b5029304d27b7ef8a7f28b4d70f\/internal_photos\/bs\/2021\/X\/v\/zNJFs8Tey3PMA1cyUAKg\/pexels-francesco-ungaro-3157890.jpg 1000w, https:\/\/s2.glbimg.com\/3RxCu6djGEiHpUoaqmbMfBkFUy4=\/0x0:4000x3000\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_7d5b9b5029304d27b7ef8a7f28b4d70f\/internal_photos\/bs\/2021\/X\/v\/zNJFs8Tey3PMA1cyUAKg\/pexels-francesco-ungaro-3157890.jpg 984w, https:\/\/s2.glbimg.com\/191ycrBNJ90N7i12Le-TgfP7in4=\/0x0:4000x3000\/640x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_7d5b9b5029304d27b7ef8a7f28b4d70f\/internal_photos\/bs\/2021\/X\/v\/zNJFs8Tey3PMA1cyUAKg\/pexels-francesco-ungaro-3157890.jpg 640w, https:\/\/s2.glbimg.com\/GB2iLjGW-fa4F5qdtjyJV1bSKks=\/0x0:4000x3000\/600x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_7d5b9b5029304d27b7ef8a7f28b4d70f\/internal_photos\/bs\/2021\/X\/v\/zNJFs8Tey3PMA1cyUAKg\/pexels-francesco-ungaro-3157890.jpg 600w\" alt=\"Amea\u00e7a: aquecimento dos oceanos nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas deve intensificar o branqueamento dos corais. \u2014 Foto: Francesco Ungaro \/ Pexels\" width=\"640\" height=\"480\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"content-media__description \">Amea\u00e7a: aquecimento dos oceanos nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas deve intensificar o branqueamento dos corais. \u2014 Foto: Francesco Ungaro \/ Pexels<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" data-block-id=\"20\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Mobiliza\u00e7\u00e3o para proteger os corais<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"74\" data-block-id=\"21\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A preocupa\u00e7\u00e3o com a conserva\u00e7\u00e3o e o equil\u00edbrio dos recifes levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>Rede Global de Monitoramento de Recifes de Coral<\/strong>\u00a0(GCRMN) das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em 1997. Os recifes de coral t\u00eam sido apontados como o primeiro e maior ecossistema a sofrer impactos significantes devido \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. Impactos negativos provocados pela a\u00e7\u00e3o antr\u00f3pica da pesca, polui\u00e7\u00e3o e mau uso do solo tamb\u00e9m t\u00eam degradado os recifes de todo o mundo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"52\" data-block-id=\"22\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">No Brasil, teve in\u00edcio em 2001 o projeto\u00a0<strong>Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil<\/strong>, que conta com a participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios pesquisadores de diversas institui\u00e7\u00f5es. O objetivo foi implementar um programa nacional de monitoramento para os recifes de coral no pa\u00eds e tamb\u00e9m articular e envolver as unidades de conserva\u00e7\u00e3o existentes.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"72\" data-block-id=\"24\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Foram escolhidas inicialmente quatro \u00e1reas para a implanta\u00e7\u00e3o do Programa de Monitoramento \u2014 Parque Nacional Marinho de Abrolhos (BA); \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Costa dos Corais (PE e AL); \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental dos Recifes de Coral (RN) e Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE). Posteriormente, o programa foi ampliado para mais duas \u00e1reas: a Reserva Extrativista Marinha do Corumbau (BA) e a Reserva Biol\u00f3gica do Atol das Rocas (RN).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"75\" data-block-id=\"25\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Outra iniciativa de impacto na prote\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies no Brasil \u00e9 o\u00a0<strong>Projeto Coral Vivo<\/strong>. Esse movimento conservacionista \u00e9 mantido desde 2003 pelos professores do Museu Nacional Clovis Castro e D\u00e9bora Pires. A iniciativa atua para a conserva\u00e7\u00e3o e a sustentabilidade socioambiental de corais por meio da pesquisa, educa\u00e7\u00e3o, formula\u00e7\u00e3o e acompanhamento de pol\u00edticas p\u00fablicas, comunica\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o da sociedade, incluindo a\u00e7\u00f5es do\u00a0<strong>Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o dos Ambientes Coral\u00edneos<\/strong>\u00a0(PAN Corais).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"49\" data-block-id=\"26\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Um projeto recente do Coral Vivo realizado no m\u00eas de mar\u00e7o trouxe \u00f3timas not\u00edcias do fundo do mar. Em expedi\u00e7\u00e3o no Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, em\u00a0<strong>Porto Seguro<\/strong>, para monitorar a sa\u00fade dos recifes de coral, o grupo n\u00e3o identificou col\u00f4nias com colora\u00e7\u00e3o p\u00e1lida no local.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"30\" data-block-id=\"27\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Segundo os pesquisadores, a passagem da\u00a0<strong>La Ni\u00f1a<\/strong>, fen\u00f4meno natural que diminui da temperatura m\u00e9dia das \u00e1guas do oceano, pode ter colaborado para minimizar o impacto clim\u00e1tico este ano.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"22\" data-block-id=\"28\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Outra boa not\u00edcia relatada pelo Coral Vivo foi a grande quantidade de filhotes de peixes de esp\u00e9cies como badejo, budi\u00e3o e vermelho.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"27\" data-block-id=\"29\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">E de\u00a0<strong>Pernambuco\u00a0<\/strong>vem mais uma iniciativa criada para preservar os corais brasileiros, a partir de uma t\u00e9cnica inovadora desenvolvida na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"57\" data-block-id=\"30\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Cientistas da\u00a0<a href=\"https:\/\/biofabricadecorais.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Biof\u00e1brica de Corais<\/a>, projeto vinculado ao Laborat\u00f3rio de Enzimologia Luiz Accioly (Labenz) do Departamento de Bioqu\u00edmica da UFPE, desenvolveram uma esp\u00e9cie de ber\u00e7\u00e1rio para cultivar fragmentos de esp\u00e9cies amea\u00e7adas. Cada peda\u00e7o de coral cresce por alguns meses no ber\u00e7\u00e1rio at\u00e9 ter condi\u00e7\u00f5es de ser enxertado definitivamente em locais que tenham perdido sua cobertura original.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"61\" data-block-id=\"32\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Um projeto-piloto foi colocado em pr\u00e1tica em abril nas piscinas naturais na praia de\u00a0<strong>Porto de Galinhas<\/strong>, destino tur\u00edstico de Ipojuca, munic\u00edpio a 50 quil\u00f4metros do Recife. A t\u00e9cnica criada na UFPE, capaz de tornar mais simples e acess\u00edvel o processo conhecido como transplante, tem o potencial de mitigar a degrada\u00e7\u00e3o dos recifes causada por polui\u00e7\u00e3o ou pelo aquecimento dos oceanos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"96\" data-block-id=\"33\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Tamb\u00e9m gestacionado na federal pernambucana est\u00e1 o\u00a0<strong>Projeto Conserva\u00e7\u00e3o Recifal<\/strong> (PCR), que busca a conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas costeiros marinhos com foco na preserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade dos recifes de corais. O PCR promove a conscientiza\u00e7\u00e3o e a mobiliza\u00e7\u00e3o na sociedade sobre as amea\u00e7as ao ecossistema marinho, e a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas. As atividades est\u00e3o focadas na pesquisa cient\u00edfica com a realiza\u00e7\u00e3o de mergulhos para censo visual analisando peixes e corais para acompanhar poss\u00edveis modifica\u00e7\u00f5es na estrutura da comunidade relacionadas a impactos antr\u00f3picos, incluindo gest\u00e3o de recursos pesqueiros e recupera\u00e7\u00e3o das \u00c1reas Marinhas Protegidas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"2\" data-block-id=\"34\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Problema global<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"61\" data-block-id=\"35\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Os \u00faltimos 25 anos registraram ao menos\u00a0<strong>tr\u00eas grandes eventos globais de branqueamento de corais:\u00a0<\/strong>em 1998, 2010 e 2014 \u2014 com dura\u00e7\u00e3o aproximada de um, dois e tr\u00eas anos, respectivamente. Ou seja, os eventos est\u00e3o mais frequentes, mais duradouros e com um tempo de recupera\u00e7\u00e3o cada vez menor entre eles. Desse jeito, n\u00e3o h\u00e1 coral que aguente, alertam os pesquisadores.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"76\" data-block-id=\"36\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;O oceano est\u00e1 aquecendo e estamos percebendo de forma cada vez mais intensa os efeitos disso sobre os corais. \u00c9 muito preocupante&#8221;, diz\u00a0<strong>Marcelo Kitahara<\/strong>, professor do Departamento de Ci\u00eancias do Mar da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), em Santos, e colaborador do Centro de Biologia Marinha (Cebimar) da USP, em S\u00e3o Sebasti\u00e3o. &#8220;Os recifes de coral est\u00e3o mudando de maneira muito r\u00e1pida e n\u00e3o ser\u00e3o mais os mesmos daqui a alguns anos&#8221;, explica ele.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"85\" data-block-id=\"37\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O problema tamb\u00e9m est\u00e1 presente no Nordeste. Um estudo brasileiro publicado em 2019 na revista\u00a0<em>Coral Reefs<\/em>\u00a0detalha os efeitos do branqueamento de 2016-2017 sobre os corais do Banco dos Abrolhos, a regi\u00e3o de maior biodiversidade marinha do Atl\u00e2ntico Sul, entre o sul da Bahia e o norte do Esp\u00edrito Santo. A preocupa\u00e7\u00e3o l\u00e1 \u00e9 a mesma: apesar da mortalidade ser baixa por enquanto (menos de 3%), n\u00e3o se sabe at\u00e9 quando os corais resistir\u00e3o a esses assaltos repetitivos do aquecimento global provocado pelo homem.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os recifes t\u00eam sido apontados como o primeiro e maior ecossistema a sofrer impactos significantes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":148842,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-3.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os recifes t\u00eam sido apontados como o primeiro e maior ecossistema a sofrer impactos significantes","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148841"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148841"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148841\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":148843,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148841\/revisions\/148843"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}