{"id":148596,"date":"2021-06-26T10:30:36","date_gmt":"2021-06-26T13:30:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=148596"},"modified":"2021-06-25T20:34:20","modified_gmt":"2021-06-25T23:34:20","slug":"dinossauros-viveram-e-se-reproduziram-tambem-em-climas-gelados-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dinossauros-viveram-e-se-reproduziram-tambem-em-climas-gelados-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Dinossauros viveram e se reproduziram tamb\u00e9m em climas gelados, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-148597\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisa revela que esp\u00e9cies teriam suportado temperaturas congelantes e desenvolvido estrat\u00e9gias para sobreviver no inverno<\/p>\n<p>Uma pesquisa p\u00f5e fim \u00e0 ideia de que os antigos r\u00e9pteis viviam apenas em climas mais quentes. Publicada nesta quinta-feira pela revista &#8220;Current Biology&#8221;, estudo mostra que dinossauros tinham um estilo de vida frio e fizeram do \u00c1rtico seu lar durante todo o ano. A partir de ossos e dentes de beb\u00eas dinossauros no norte do Alasca, pesquisa revela que esp\u00e9cies teriam suportado temperaturas congelantes e desenvolvido estrat\u00e9gias para sobreviver no inverno.<\/p>\n<p>\u2014 Um par dessas novas jazidas que encontramos nos \u00faltimos anos revelaram algo inesperado: mostrando ossos e dentes de beb\u00eas \u2014\u00a0 disse \u00e0 AFP o autor principal, Patrick Druckenmiller, do Museu do Norte da Universidade do Alasca. &#8220;Isso \u00e9 surpreendente, porque mostra que esses dinossauros n\u00e3o apenas viveram no \u00c1rtico, mas tamb\u00e9m eram capazes de se reproduzir ali.&#8221;<\/p>\n<p>Os pesquisadores descobriram pela primeira vez restos de dinossauros em latitudes polares na d\u00e9cada de 1950, em regi\u00f5es antes consideradas muito hostis \u00e0 vida dos r\u00e9pteis. Isso levou a duas hip\u00f3teses: ou os dinossauros eram residentes polares permanentes ou migraram para o \u00c1rtico e a Ant\u00e1rtica a fim de aproveitar os recursos quentes sazonalmente abundantes e, possivelmente, para se reproduzir.<\/p>\n<p>O novo estudo \u00e9 o primeiro a mostrar evid\u00eancias que n\u00e3o permite d\u00favidas de que pelo menos sete esp\u00e9cies de dinossauros foram capazes de aninhar em latitudes extremamente altas, nesse caso a Forma\u00e7\u00e3o Prince Creek do Cret\u00e1ceo Superior. A equipe tem certeza de que os pequenos dentes e ossos que encontraram, alguns dos quais com apenas alguns mil\u00edmetros de di\u00e2metro, pertencem a dinossauros que haviam acabado de nascer ou que morreram pouco antes do nascimento.<\/p>\n<p>\u2014 Eles t\u00eam um tipo de textura superficial muito espec\u00edfico e peculiar: \u00e9 muito vascularizada e os ossos est\u00e3o crescendo rapidamente, h\u00e1 muitos vasos sangu\u00edneos fluindo para eles \u2014 explicou Druckenmiller.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de alguns mam\u00edferos, que d\u00e3o \u00e0 luz filhotes que podem percorrer longas dist\u00e2ncias quase que imediatamente, mesmo os maiores dinossauros tinham filhotes diminutos, que n\u00e3o teriam sido capazes de fazer viagens migrat\u00f3rias de milhares de quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Dado o que se sabe sobre como algumas esp\u00e9cies incubavam seus ovos at\u00e9 o ver\u00e3o, as crias de dinossauro n\u00e3o teriam tido tempo de amadurecer e estar prontas para uma longa viagem antes da chegada do inverno, afirma a equipe.<\/p>\n<h2><strong>Estrat\u00e9gias de inverno<\/strong><\/h2>\n<p>O \u00c1rtico era mais quente no Cret\u00e1ceo Superior do que hoje, mas as condi\u00e7\u00f5es ainda eram muito dif\u00edceis. A temperatura m\u00e9dia anual era de 6\u00b0C, mas teria havido cerca de quatro meses de escurid\u00e3o do inverno, com temperaturas negativas e nevascas ocasionais.<\/p>\n<p>\u2014 Agora entendemos que, provavelmente, a maioria dos grupos de dinossauros carn\u00edvoros que encontramos ali em cima tinham penas &#8211; disse Druckenmiller. -Voc\u00ea pode pensar nisso como seu pr\u00f3prio casaco de plumas, para ajud\u00e1-los a sobreviver no inverno.<\/p>\n<p>A pesquisa atual n\u00e3o fornece evid\u00eancias t\u00e3o s\u00f3lidas de que os herb\u00edvoros tinham penas, mas a equipe acredita que os herb\u00edvoros menores podem ter cavado sob a terra e hibernado. Os vegetarianos maiores, que tinham mais reserva de gordura, podem ter recorrido \u00e0 busca de galhos e cascas de baixa qualidade para passar o inverno.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o fato de residirem o ano inteiro no \u00c1rtico \u00e9 outra pista de que os dinossauros tinham sangue quente, como sugerem pesquisas recentes, e \u00e9 condizente com a ideia de que eles se encontram no ponto evolutivo entre os r\u00e9pteis de sangue frio e as aves de sangue quente.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00f3s pensamos em dinossauros nesse tipo de ambiente tropical, mas o mundo n\u00e3o era inteiro assim \u2014 ressaltou Druckenmiller, acrescentando que as descobertas do \u00c1rtico criaram um &#8220;prova natural&#8221; de sua fisiologia. A capacidade dos dinossauros de sobreviver ao inverno \u00e1rtico \u00e9 a &#8220;evid\u00eancia mais convincente at\u00e9 hoje&#8221; de que eles podem ser adicionados \u00e0 lista de esp\u00e9cies capazes de se termorregular, concluiu o co-autor Gregory Erickson, da Universidade Estadual da Fl\u00f3rida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa revela que esp\u00e9cies teriam suportado temperaturas congelantes e desenvolvido estrat\u00e9gias para sobreviver no inverno<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":148597,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/dinossauro-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisa revela que esp\u00e9cies teriam suportado temperaturas congelantes e desenvolvido estrat\u00e9gias para sobreviver no inverno","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148596"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148596"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":148599,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148596\/revisions\/148599"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148597"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}