{"id":148518,"date":"2021-06-24T11:00:49","date_gmt":"2021-06-24T14:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=148518"},"modified":"2021-06-24T08:27:58","modified_gmt":"2021-06-24T11:27:58","slug":"caca-afeta-o-comportamento-de-macacos-prego-do-peito-amarelo-em-reserva-biologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/caca-afeta-o-comportamento-de-macacos-prego-do-peito-amarelo-em-reserva-biologica\/","title":{"rendered":"Ca\u00e7a afeta o comportamento de macacos-prego-do-peito-amarelo em reserva biol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-148519\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisa realizada na Reserva Biol\u00f3gica de Una (BA) revela que, em um h\u00e1bitat com alta press\u00e3o de ca\u00e7a, o risco de preda\u00e7\u00e3o tem forte impacto sobre o comportamento de macacos-prego-do-peito-amarelo (<em>Sapajus xanthosternos<\/em>), fazendo at\u00e9 mesmo com que os animais evitem \u00e1reas ricas em biomassa vegetal e invertebrados, suas principais fontes de alimento.<\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es do estudo foram\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/ajp.23243\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">divulgadas<\/a><\/strong>\u00a0no\u00a0<i>American Journal of Primatology<\/i>.<\/p>\n<p>\u201cMuitas teorias na \u00e1rea da primatologia partem do princ\u00edpio de que a press\u00e3o para encontrar alimentos \u00e9 mais importante do que a press\u00e3o da preda\u00e7\u00e3o. Neste trabalho conseguimos mostrar que, em Una, o risco de preda\u00e7\u00e3o, inclusive pelos humanos, \u00e9 mais importante para os macacos decidirem onde ficar. A press\u00e3o de ca\u00e7a faz com que esses animais fiquem menos tempo nos lugares onde h\u00e1 mais comida\u201d, resume\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/14144\/patricia-izar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Patr\u00edcia Izar<\/a><\/strong>, professora do Departamento de Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (IP-USP).<\/p>\n<p>O artigo \u00e9 fruto do doutorado de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/85899\/priscila-suscke-gouveia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Priscila Suscke<\/a><\/strong>, primeira autora do trabalho, realizado em Una, onde h\u00e1 \u201cum mosaico de h\u00e1bitats\u201d incluindo tr\u00eas diferentes ambientes florestais predominantes: floresta madura, floresta secund\u00e1ria e um sistema agroflorestal denominado cabruca (no qual cacaueiros plantados substitu\u00edram as \u00e1rvores mais baixas e crescem \u00e0 sombra das mais altas).<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 que o alimento n\u00e3o influencie o uso da \u00e1rea, mas nesse contexto da reserva do Una, em que h\u00e1 diferentes ambientes de paisagem florestal, cada um desses ambientes contribui com diferentes quantidades de alimentos \u2013 e a cada um deles se atribuem\u00a0n\u00edveis de risco diversos [no caso, o risco de preda\u00e7\u00e3o e de ca\u00e7a]. Pesamos o que estava influenciando o grupo de macacos a usar esses tr\u00eas ambientes. E o que encontramos \u00e9 que o grupo deixou de ir \u00e0 \u00e1rea que ofertava uma boa quantidade de alimentos por conta do risco\u201d, esclarece Suscke.<\/p>\n<p>A pesquisa teve apoio da FAPESP por meio de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/114299\/socioecologia-de-cebus-xanthosternos-em-area-de-mata-atlantica-do-sul-da-bahia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bolsa de Doutorado<\/a><\/strong>\u00a0no Brasil, concedida \u00e0 Suscke, e de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/30104\/analise-socioecologica-de-duas-especies-de-macacos-prego-cebus-xanthosternos-e-cebus-libidinosus-em-\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aux\u00edlio \u00e0 Pesquisa Regular<\/a><\/strong>, concedida a Izar. \u201cToda a minha pesquisa com primatas, que j\u00e1 tem 20 anos, foi fundamentalmente financiada pela Funda\u00e7\u00e3o, embora eu tenha tido tamb\u00e9m apoio de outras ag\u00eancias\u201d, diz a primat\u00f3loga.<\/p>\n<p><b>Coleta de dados<\/b><\/p>\n<p>Para recolher as informa\u00e7\u00f5es no campo, ela e mais tr\u00eas observadores treinados monitoraram um grupo de macacos-prego que variava entre 32 e 37 indiv\u00edduos. Eles seguiram o grupo simultaneamente e come\u00e7aram a coletar dados somente ap\u00f3s a concord\u00e2ncia entre suas observa\u00e7\u00f5es atingir 85% de precis\u00e3o. O per\u00edodo de treinamento durou cerca de tr\u00eas meses. Todas as observa\u00e7\u00f5es de ocorr\u00eancias foram registradas com o aux\u00edlio de um GPS e, portanto, todas as ocorr\u00eancias relatadas foram georreferenciadas.<\/p>\n<p>\u201cPara estimar a por\u00e7\u00e3o de terra utilizada de fato pelos macacos para sobreviv\u00eancia, a \u00e1rea de vida, que \u00e9 menor do que a \u00e1rea da unidade de conserva\u00e7\u00e3o, n\u00f3s levamos em conta todos os pontos georreferenciados, incluindo os pontos de alimenta\u00e7\u00e3o e de dormida dos macacos\u201d, explica a ge\u00f3grafa Andrea Presotto, segunda autora do artigo e professora do Departamento de Geografia e Geoci\u00eancias da Universidade de Salisbury (Estados Unidos).<\/p>\n<p>O grupo avaliou ainda a disponibilidade de alimento com \u201carmadilhas\u201d para frutos (bandejas retangulares de alum\u00ednio fixadas no ch\u00e3o) e para invertebrados (cavidades no ch\u00e3o, nas quais se coloca um recipiente para a coleta do invertebrado; o animal cai no buraco e n\u00e3o consegue sair).<\/p>\n<p>Para obter os dados comportamentais, foi realizada uma amostragem de varredura: a cada intervalo de 15 minutos, os observadores registravam o que cada indiv\u00edduo estava fazendo e as atividades foram divididas em categorias (descansando, se locomovendo, se alimentando, interagindo com outros, em vigil\u00e2ncia ou outras atividades). E, para estimar a percep\u00e7\u00e3o de risco, foram registrados os alarmes vocalizados e a ocorr\u00eancia de comportamento de vigil\u00e2ncia em cada tipo de h\u00e1bitat, tamb\u00e9m devidamente georreferenciado\u00a0(bem como as rea\u00e7\u00f5es dos animais ap\u00f3s os alarmes, que foram usadas para investigar o risco de preda\u00e7\u00e3o percebido e sua influ\u00eancia no comportamento animal).<\/p>\n<p>\u201cDessa forma, temos o comportamento dos macacos com rela\u00e7\u00e3o ao alimento, ao predador e ao local em que eles se encontram. E temos tamb\u00e9m as medidas objetivas da \u00e1rea de vida deles: as caracter\u00edsticas dos diferentes ambientes, o quanto eles t\u00eam de comida e o risco de preda\u00e7\u00e3o absoluto, que \u00e9 a medida de densidade dos predadores na \u00e1rea\u201d, ressalta Izar.<\/p>\n<p><b>Paisagem do medo<\/b><\/p>\n<p>Com base nos dados coletados em campo, Presotto gerou mapas para cinco vari\u00e1veis de risco de preda\u00e7\u00e3o espacial: press\u00e3o de ca\u00e7a, de predadores terrestres, de predadores a\u00e9reos e a ocorr\u00eancia de comportamentos de vigil\u00e2ncia e de sil\u00eancio dos macacos-prego, de acordo com os tr\u00eas diferentes ambientes florestais predominantes na Reserva Biol\u00f3gica. Tal abordagem \u00e9 conhecida pelo termo &#8220;paisagem do medo&#8221;: um modelo visual que ajuda a explicar como o medo pode alterar o uso de uma \u00e1rea por um animal que tenta reduzir sua vulnerabilidade \u00e0 preda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA intensidade de cada vari\u00e1vel coletada foi calculada no GIS, por meio do m\u00e9todo de densidade de kernel, que contabiliza, para uma determinada \u00e1rea, quantas vezes uma ocorr\u00eancia aconteceu. Por exemplo: cada vez que um ataque de predador a\u00e9reo era observado, marcava-se o ponto no GPS. Como todas as ocorr\u00eancias foram anotadas, o modelo diz onde elas aconteceram mais\u201d, explica a ge\u00f3grafa.<\/p>\n<p>Os mapas e o modelo estat\u00edstico espacial gerados por Presotto com a representa\u00e7\u00e3o das vari\u00e1veis de risco de preda\u00e7\u00e3o espacial confirmam as hip\u00f3teses iniciais do grupo. \u201cA evid\u00eancia de ca\u00e7a humana foi maior na cabruca, mas tamb\u00e9m encontrada nas matas maduras e secund\u00e1rias, nas zonas de transi\u00e7\u00e3o para a cabruca. E os macacos ficaram mais em sil\u00eancio na cabruca do que nas duas outras paisagens. A percep\u00e7\u00e3o de risco de predadores terrestres foi maior na floresta secund\u00e1ria e a de predadores a\u00e9reos foi maior na cabruca e em locais dentro de florestas maduras e secund\u00e1rias, principalmente nas zonas de transi\u00e7\u00e3o para a cabruca. E os macacos ficaram frequentemente mais vigilantes na cabruca e dentro de uma grande \u00e1rea de floresta secund\u00e1ria\u201d, resume a pesquisadora, que vem trabalhando em um grande banco de dados georreferenciado sobre o tema.<\/p>\n<p>Suscke chama a aten\u00e7\u00e3o para as diferen\u00e7as na rea\u00e7\u00e3o dos macacos aos predadores. \u201cO que importa \u00e9 o risco percebido de preda\u00e7\u00e3o: como a presa percebe, na paisagem, onde h\u00e1 mais ou menos risco de ser predada. E \u00e0 medida\u00a0que o trabalho foi se refinando, percebeu-se que diferentes predadores afetam diferentemente a percep\u00e7\u00e3o e o comportamento da presa. Assim, conseguimos fazer medidas separadas para predadores a\u00e9reos, terrestres e ca\u00e7adores. E conseguimos mostrar que a ca\u00e7a \u00e9 importante na determina\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de uso da \u00e1rea pelos macacos. Ou seja: que o risco da ca\u00e7a afetou negativamente o uso da \u00e1rea por eles.\u201d<\/p>\n<p>O grupo tamb\u00e9m estuda macacos-prego em duas outras localidades: a Fazenda Boa Vista, no Piau\u00ed, e o Parque Estadual Carlos Botelho, em S\u00e3o Paulo. \u201cComo temos estudos comparativos, podemos afirmar que os macacos da Rebio do Una t\u00eam maior percep\u00e7\u00e3o de risco de preda\u00e7\u00e3o pela ocorr\u00eancia maior de comportamentos de alarme para predador, como silenciar ou congelar, e estas parecem ser rea\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para a ca\u00e7a\u201d, complementa Izar, lembrando que os macacos-prego s\u00e3o, naturalmente, extremamente barulhentos. \u201cNosso artigo mostra mais um efeito negativo da press\u00e3o antr\u00f3pica sobre o comportamento animal.\u201d<\/p>\n<p><b>Macaco n\u00e3o \u00e9 pet<\/b><\/p>\n<p>Para Suscke, o artigo estimula tamb\u00e9m uma reflex\u00e3o sobre pol\u00edticas p\u00fablicas. \u201cA ca\u00e7a tem um efeito negativo importante. Durante muitos anos, foram criadas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, uma pol\u00edtica louv\u00e1vel, mas os nossos resultados refor\u00e7am que \u00e9 preciso cuidar bem delas, fiscalizar. E tamb\u00e9m fazer um trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em geral, pois existe todo tipo de ca\u00e7a, infelizmente: ca\u00e7a oportunista, ca\u00e7a esportiva, ca\u00e7a para alimenta\u00e7\u00e3o, para o tr\u00e1fico de animais. N\u00e3o \u00e9 incomum ver macacos transformados em pets. Nesse caso, geralmente, se ca\u00e7a a m\u00e3e e se vende o filhote. No caso do macaco-prego-de-peito-amarelo, estamos falando de uma esp\u00e9cie criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o dif\u00edcil de ser resolvida e tem de ser objeto de pol\u00edticas p\u00fablicas mais r\u00edgidas.\u201d<\/p>\n<p>Izar lembra que o recente reflorescimento da discuss\u00e3o sobre a \u201clista pet\u201d, norma do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que estipula as esp\u00e9cies de animais silvestres que podem ser comercializados como animais de estima\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma amea\u00e7a aos primatas. \u201cExiste hoje uma press\u00e3o forte no pa\u00eds, tanto que a Sociedade Brasileira de Primatologia lan\u00e7ou a campanha \u2018Macaco n\u00e3o \u00e9 pet\u2019. A legaliza\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o comercial de animais silvestres, n\u00f3s sabemos, leva a um aumento do tr\u00e1fico ilegal de animais capturados no h\u00e1bitat natural, pois o animal criado comercialmente \u00e9 muito mais caro.\u201d<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>The role of hunting on Sapajus xanthosternos&#8217; landscape of fear in the Atlantic Forest, Brazil<\/i>\u00a0pode ser lido em\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/ajp.23243\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/ajp.23243<\/a><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada na Reserva Biol\u00f3gica de Una (BA) revela que, em um h\u00e1bitat com alta<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":148519,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/macaco_prego.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisa realizada na Reserva Biol\u00f3gica de Una (BA) revela que, em um h\u00e1bitat com alta","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148518"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148518"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148518\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":148521,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148518\/revisions\/148521"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148519"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}