{"id":14806,"date":"2015-01-26T21:00:52","date_gmt":"2015-01-26T21:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=14806"},"modified":"2015-01-25T23:30:29","modified_gmt":"2015-01-25T23:30:29","slug":"americano-quer-instalar-fabrica-de-paineis-de-bambu-no-acre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/americano-quer-instalar-fabrica-de-paineis-de-bambu-no-acre\/","title":{"rendered":"Americano quer instalar f\u00e1brica de pain\u00e9is de bambu no Acre"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/bambu.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-14807\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/bambu.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/bambu.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/bambu-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>Ajudar a preservar a floresta acreana atrav\u00e9s do manejo florestal de bambus. Esse \u00e9 o objetivo do empres\u00e1rio americano Mark James Neeleman, de 36 anos. No Acre, ele se prepara para instalar uma f\u00e1brica de pain\u00e9is para constru\u00e7\u00e3o civil, feitos a partir do bambu, no munic\u00edpio acreano de Xapuri, distante 188 km da capital Rio Branco, e j\u00e1 prev\u00ea um investimento de at\u00e9 R$ 150 milh\u00f5es no projeto pelos pr\u00f3ximos cinco anos.<\/p>\n<p>&#8220;Queremos instalar um novo modelo de neg\u00f3cios focado no manejo de bambu nas \u00e1reas nativas e reflorestamento em \u00e1reas degradadas utilizando o bambu como catalisador para incentivar a &#8216;agroecologia&#8217;. Vamos plantar nessas \u00e1reas, al\u00e9m do bambu, a\u00e7a\u00ed, seringueiras e outros produtos&#8221;, explica dizendo que al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o civil tem planos de utilizar o bambu para fabricar biocombust\u00edveis.<\/p>\n<p>Nascido em Salt Lake City, no estado americano de Utah, Neeleman conta que desde cedo entendeu a import\u00e2ncia de se preservar o meio ambiente. Parte dessa consci\u00eancia veio do fato de crescer pr\u00f3ximo a parques nacionais como Bryce Canyon e Canyonlands e parte se deveu \u00e0 influ\u00eancia do pai, o jornalista Gary Neeleman, de 80 anos, que na d\u00e9cada de 60, atuou como correspondente no Brasil e possui tr\u00eas livros escritos sobre a Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Mark Neeleman pretende instalar f\u00e1brica no Acre (Foto: Arquivo pessoal\/ Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/X_5Hr-CAr5woW1wg_7KJkeyucqQ=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/01\/23\/mark.jpg\" alt=\"Mark Neeleman pretende instalar f\u00e1brica no Acre (Foto: Arquivo pessoal\/ Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><strong>Mark Neeleman pretende instalar f\u00e1brica<br \/>\nno Acre (Foto: Arquivo pessoal\/ Divulga\u00e7\u00e3o)<\/strong><\/div>\n<p>O empres\u00e1rio viveu no Brasil no final da d\u00e9cada de 90 atuando como mission\u00e1rio, quando aprendeu a falar portugu\u00eas. Em 2008 voltou para ajudar o irm\u00e3o, David Neeleman, na funda\u00e7\u00e3o da Azul Linhas A\u00e9reas, onde atuou como gerente.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio diz acreditar que pode ajudar a salvar as florestas e ao mesmo instalar um neg\u00f3cio favor\u00e1vel para os pequenos produtores. &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o consegue fazer nada de bom se for pelo dinheiro, \u00e9 preciso fazer um neg\u00f3cio com a vis\u00e3o de mudar o mundo para melhor. \u00c9 um projeto social, capitalista e altru\u00edsta&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio conta que a ideia do neg\u00f3cio surgiu h\u00e1 quatro anos, em 2011. No dois anos seguintes ele passou a fazer pesquisas sobre o assunto, at\u00e9 encontrar um grupo havaiano que faz constru\u00e7\u00e3o de casas com o material.<\/p>\n<p><strong>Chico Mendes<\/strong><br \/>\nSobre a escolha do Acre como sede do empreendimento, ele explica que tem a ver com o legado deixado pelo l\u00edder seringueiro Chico Mendes, assassinado em 1988, na cidade Xapuri por fazendeiros que discordavam de sua luta pela preserva\u00e7\u00e3o das florestas e dos povos que vivem dela.<\/p>\n<p>&#8220;Ele ajudou a criar no Acre, uma consci\u00eancia ambiental que nunca vi igual em nenhum outro estado da regi\u00e3o Norte&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio diz acreditar que conseguindo levar o empreendimento adiante pode servir de exemplo para os outros estados que fazem parte da floresta amaz\u00f4nica. &#8220;\u00c9 um legado que quero deixar&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Outro fator que ajudou na escolha do estado, segundo ele, foi um estudo que ele diz ter tido acesso sobre a quantidade de bambu no territ\u00f3rio acreano, que seria suficiente para suprir a demanda. &#8220;Tem \u00e1reas de floresta compostas 90% de bambu aqui no Acre&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>Investimentos<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 maio de 2015, ele espera que o processo para a colheita do bambu possa come\u00e7ar, ao mesmo tempo ele diz que novas mudas dever\u00e3o ser plantadas em uma \u00e1rea degradada de aproximadamente mil hectares. &#8220;Isso apenas no primeiro ano. Temos uma meta de conseguir at\u00e9 cinco mil hectares de plantio em cinco anos&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p>O investimento inicial deve ser de R$ 30 milh\u00f5es no primeiro ano, mas o empres\u00e1rio diz querer al\u00e7ar voos maiores. &#8220;Queremos usar essa f\u00e1brica de Xapuri para come\u00e7ar e nos pr\u00f3ximos anos queremos construir uma nova f\u00e1brica na Zona de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o do Acre. Nos pr\u00f3ximos cinco anos esperamos investir at\u00e9 R$ 150 milh\u00f5es nesse projeto&#8221;, especula.<\/p>\n<p>A medida que o neg\u00f3cio for crescendo ele espera tamb\u00e9m aumentar o n\u00famero de empregos diretos gerados pelo empreendimento. &#8220;A princ\u00edpio vamos contratar 200 pessoas, mas queremos chegar a mil funcion\u00e1rios e ainda vai ter muito mais gente trabalhando conosco atrav\u00e9s de cooperativas e associa\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o pagas para fazer a colheita dos bambus&#8221;, afirma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ajudar a preservar a floresta acreana atrav\u00e9s do manejo florestal de bambus. 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