{"id":148022,"date":"2021-06-16T13:30:51","date_gmt":"2021-06-16T16:30:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=148022"},"modified":"2021-06-16T10:11:54","modified_gmt":"2021-06-16T13:11:54","slug":"expedicao-remove-20-kg-de-colonias-do-coral-sol-de-naufragio-a-5-km-de-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/expedicao-remove-20-kg-de-colonias-do-coral-sol-de-naufragio-a-5-km-de-recife\/","title":{"rendered":"Expedi\u00e7\u00e3o remove 20 kg de col\u00f4nias do coral-sol de naufr\u00e1gio a 5 km de Recife"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-148023\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Mais de 20 mergulhadores e pesquisadores pernambucanos realizaram, nessa segunda-feira (14), uma expedi\u00e7\u00e3o para retirar corais invasores da embarca\u00e7\u00e3o Virgo, naufragada a cinco quil\u00f4metros do Recife. A opera\u00e7\u00e3o, que durou cerca de seis horas, foi a primeira de uma s\u00e9rie de cinco para remover o coral-sol (Tubastraea spp) e conter a bioinvas\u00e3o da esp\u00e9cie ex\u00f3tica. Coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas\/PE), a a\u00e7\u00e3o contou com a parceria da Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Syrien Dive, Abssal Mergulho, ONG Projeto de Conserva\u00e7\u00e3o Recifal (PCR) e do Corpo de Bombeiros.<\/p>\n<p>O coral-sol possui um alto poder de dispers\u00e3o e precisa ser extra\u00eddo porque coloca em risco a biodiversidade nativa, gerando inclusive impactos econ\u00f4micos negativos. \u201cAo se estabelecer em um ambiente, essa esp\u00e9cie ataca os corais nativos, causando um desequil\u00edbrio no ecossistema e na capacidade de alimenta\u00e7\u00e3o e de reprodu\u00e7\u00e3o dos peixes. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio fazer o controle. Por isso, criamos um plano de a\u00e7\u00e3o e editamos um decreto, que envolve desde a retirada do animal, como feito hoje, at\u00e9 a inspe\u00e7\u00e3o de navios que atracam em Pernambuco para verificar a contamina\u00e7\u00e3o dos seus cascos\u201d, detalhou o secret\u00e1rio Estadual de Meio Ambiente, Jos\u00e9 Bertotti.<\/p>\n<p>Os participantes do mergulho trabalharam na extra\u00e7\u00e3o do animal alojado no casco do Virgo, a 20 metros de profundidade. A \u201climpeza\u201d come\u00e7ou pela \u00e1rea mais profunda da proa e seguiu em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 popa do naufr\u00e1gio. Foram removidos, ao todo, 20 quilos de col\u00f4nias e colocados em sacos especiais capazes de conter as larvas dispersas pelo coral ao ser retirado. \u201cFoi um trabalho dif\u00edcil, complexo, mas exitoso. Conseguimos tirar uma boa parcela do que estava l\u00e1 para fazer o controle desses animais. S\u00e3o centenas de col\u00f4nias a menos, deixando de reproduzir e de contaminar os nossos recifes artificiais e naturais\u201d, resumiu o professor e pesquisador da UPE, M\u00facio Banja, que integrou a expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Afundado em 2017, o Virgo estava com cerca de 24% de sua \u00e1rea tomada pelo coral e foi o primeiro a ter presen\u00e7a da esp\u00e9cie invasora identificada pela ONG PCR. Agora, parte do material coletado na atividade ficar\u00e1 com os pesquisadores parceiros ou ser\u00e1 encaminhado \u00e0s universidades. O restante seguir\u00e1 para destina\u00e7\u00e3o adequada. Outras expedi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o realizadas para extrair col\u00f4nias nos naufr\u00e1gios Walsa, Bellatrix, S\u00e3o Jos\u00e9, Phoenix, al\u00e9m do pr\u00f3prio Virgo, uma vez que ainda ficaram indiv\u00edduos no casco. A expectativa \u00e9 que a pr\u00f3xima miss\u00e3o seja realizada at\u00e9 o fim deste m\u00eas.<\/p>\n<p>Plano de A\u00e7\u00e3o<br \/>\nCom a chegada do coral-sol ao litoral pernambucano, a Semas elaborou, em parceria com Ag\u00eancia CPRH, Distrito Estadual de Fernando de Noronha, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), UFRPE, UPE e PCR, o Plano de A\u00e7\u00e3o para combater a esp\u00e9cie ex\u00f3tica. O documento prev\u00ea cinco etapas: Diagn\u00f3stico, Remo\u00e7\u00e3o, Monitoramento, Comunica\u00e7\u00e3o e Normas. As iniciativas v\u00e3o contemplar \u00e1reas de naufr\u00e1gios e ambientes naturais distribu\u00eddos na costa pernambucana, incluindo o Arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha.<\/p>\n<p>Na etapa de diagn\u00f3stico, o objetivo \u00e9 ter uma vis\u00e3o do status da contamina\u00e7\u00e3o dos ambientes marinhos consolidado em relat\u00f3rio com mapa e medidas mitigadoras a serem adotadas. J\u00e1 a fase remo\u00e7\u00e3o prev\u00ea at\u00e9 o momento a extra\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos nos outros quatro naufr\u00e1gios: Walsa, Bellatrix, S\u00e3o Jos\u00e9, Phoenix. Na etapa de monitoramento, o plano contempla a realiza\u00e7\u00e3o de mais campanhas de mergulho, al\u00e9m de um refor\u00e7o na comunica\u00e7\u00e3o com as autoridades portu\u00e1rias, mergulhadores profissionais, pescadores e institui\u00e7\u00f5es que atuam em ambientes recifais.<\/p>\n<p>Coral-sol<br \/>\nOrigin\u00e1rio do Oceano Pac\u00edfico Sul, o coral-sol \u00e9 encontrado principalmente no Arquip\u00e9lago de Fiji. Os vetores de introdu\u00e7\u00e3o dele est\u00e3o relacionados \u00e0 plataforma e outras estruturas da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, contudo, os navios tamb\u00e9m s\u00e3o tidos como vetores, por meio, principalmente, da incrusta\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie em seu casco. Os indiv\u00edduos se fixam ao encontrar cost\u00e3o rochoso ou materiais artificiais, como cimento, granito, a\u00e7o e cer\u00e2mica, podendo ocupar \u00e1reas at\u00e9 onde n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de luz. S\u00e3o capazes de se reproduzir em alta velocidade, ocupando o espa\u00e7o da fauna nativa e provocando um efeito devastador na biodiversidade marinha brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 20 mergulhadores e pesquisadores pernambucanos realizaram, nessa segunda-feira (14), uma expedi\u00e7\u00e3o para retirar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":148023,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/corais-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Mais de 20 mergulhadores e pesquisadores pernambucanos realizaram, nessa segunda-feira (14), uma expedi\u00e7\u00e3o para retirar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148022"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=148022"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148022\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":148026,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/148022\/revisions\/148026"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/148023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=148022"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=148022"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=148022"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}