{"id":147919,"date":"2021-06-14T13:00:55","date_gmt":"2021-06-14T16:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=147919"},"modified":"2021-06-14T07:56:12","modified_gmt":"2021-06-14T10:56:12","slug":"descobertas-duas-novas-especies-de-esquilo-voador-do-tamanho-de-gatos-no-himalaia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/descobertas-duas-novas-especies-de-esquilo-voador-do-tamanho-de-gatos-no-himalaia\/","title":{"rendered":"Descobertas duas novas esp\u00e9cies de esquilo-voador do tamanho de gatos no Himalaia"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-147920\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Esses roedores, que vivem em altitudes superiores a 4,5 mil metros, t\u00eam caudas peludas usadas como lemes para auxiliar na movimenta\u00e7\u00e3o em meio aos penhascos rochosos.<\/h2>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil sobreviver nas encostas rochosas castigadas pelo vento no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/himalaya-breathes-with-mountains-growing-and-shrinking-in-cycles\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Himalaia<\/a>, lar das montanhas mais altas do mundo. Al\u00e9m de grandes rochas e cavernas, h\u00e1 apenas algumas \u00e1rvores irregulares que fornecem prote\u00e7\u00e3o contra predadores e rajadas de vento mais fortes<\/p>\n<p>Um dos habitantes resistentes dessa regi\u00e3o \u00e9 o esquilo-voador-lanoso (<em>Eupetaurus cinereus)<\/em>, um dos maiores esquilos do mundo, que mede cerca de 90 cent\u00edmetros e pesa aproximadamente dois quilogramas. Tamb\u00e9m \u00e9 um dos mam\u00edferos menos conhecidos do planeta: identificado pela primeira vez h\u00e1 130 anos, o roedor do tamanho de um gato dom\u00e9stico foi considerado extinto at\u00e9 sua \u201credescoberta\u201d, na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/australian.museum\/get-involved\/staff-profiles\/kris-helgen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Kristofer Helgen<\/a>, cientista-l\u00edder e diretor do Instituto de Pesquisa do Museu da Austr\u00e1lia, interessou-se pelo estudo de animais que s\u00e3o considerados incertezas cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Intrigado com alguns avistamentos recentes de esquilos no Himalaia, Helgen \u2014 que \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.org\/find-explorers\/kristofer-m-helgen\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Explorador da\u00a0<strong>National Geographic<\/strong><\/a><em>\u00a0<\/em>\u2014 e seus colegas decidiram estudar a fundo essa esp\u00e9cie misteriosa, examinando esp\u00e9cimes de museus e coletando dados de avistamentos obtidos atrav\u00e9s de c\u00e2meras camufladas.<\/p>\n<p>Os resultados levaram a uma reviravolta inesperada. O esquilo-voador-lanoso, na verdade, s\u00e3o duas esp\u00e9cies distintas que vivem a milhares de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, no teto do mundo: o esquilo-voador-lanoso-tibetano (<em>Eupetaurus tibetensis<\/em>) e o esquilo-voador-lanoso de Yunnan (<em>Eupetaurus nivamons<\/em>).<\/p>\n<p>De acordo com um\u00a0<a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/zoolinnean\/advance-article\/doi\/10.1093\/zoolinnean\/zlab018\/6287636\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estudo publicado na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Zoological Journal of the Linnean Society<\/em><\/a>, o primeiro vive na fronteira entre \u00cdndia, But\u00e3o e Tibete, e o \u00faltimo vive milhares de quil\u00f4metros ao leste, na prov\u00edncia de Yunnan, no sudoeste da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/travel\/destination\/china\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">China<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cEssa descoberta \u00e9 animadora\u201d, afirma\u00a0<a href=\"http:\/\/www.uwyo.edu\/haub\/about-us\/people\/koprowski-john.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">John Koprowski<\/a>, especialista em esquilos da Universidade de Wyoming, que n\u00e3o participou da pesquisa. \u201cO desconhecimento da exist\u00eancia de dois animais relativamente grandes mostra como sabemos pouco sobre o mundo natural.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--video ngart-img--large\">\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__heading\">DESCUBRA POR QUE OS ESQUILOS S\u00c3O T\u00c3O AGITADOS<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">Saiba o que significa quando os pequenos roedores balan\u00e7am a cauda, cavam buracos e saem correndo como flechas.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3>\u2018Nenhum zo\u00f3logo ousou descrev\u00ea-lo\u2019<\/h3>\n<p>O\u00a0<em>habitat<\/em>\u00a0rochoso do esquilo-lanoso, em altitudes de quase cinco mil metros, \u00e9 remoto e desabitado, motivo pelo qual poucos cientistas ocidentais conseguiram observar o animal na natureza. Os h\u00e1bitos noturnos e o pelo marrom-acinzentado do animal, que se confunde com a cor das rochas, dificultam ainda mais sua localiza\u00e7\u00e3o. Quando o zo\u00f3logo Oldfield Thomas o identificou em 1888, ele observou que \u201cnenhum zo\u00f3logo ousou descrev\u00ea-lo\u201d.<\/p>\n<p>Em 1994, o animal foi \u201credescoberto\u201d pelo zo\u00f3logo Peter Zahler em um local remoto do Paquist\u00e3o, permitindo que os cientistas aprendessem mais sobre a discreta esp\u00e9cie \u2014 que ela se alimenta apenas de folhas de pinheiro e de zimbro, e que seus dentes grandes s\u00e3o sulcados, para triturar folhas cerosas e extrair seus poucos nutrientes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a denomina\u00e7\u00e3o \u201cesquilos-voadores\u201d \u00e9 um pouco inadequada: os animais deslizam por rochas e penhascos usando a pele esticada entre as patas dianteiras e traseiras.<\/p>\n<p>Suas caudas longas e peludas, muitas vezes do mesmo comprimento do corpo, agem como um leme e podem funcionar como um guarda-chuva no caso de uma tempestade repentina. O corpo grande e o pelo denso do roedor tamb\u00e9m conservam calor em meio \u00e0s montanhas g\u00e9lidas.<\/p>\n<h3>Segredos dos esquilos revelados<\/h3>\n<p>Quanto mais Helgen e o colega\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/sjglider?lang=en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Stephen Jackson<\/a>\u00a0aprendiam sobre o esquilo, mais acreditavam que o Himalaia poderia abrigar<strong>\u00a0<\/strong>mais esquilos-voadores-lanosos do que se pensava.<\/p>\n<p>Quando Helgen e Jackson visitaram oito museus do mundo inteiro para examinar 24 esp\u00e9cimes de esquilo-lanoso \u2014 o mais novo deles com quase 50 anos \u2014 descobriram que o formato dos cr\u00e2nios dos esquilos apresentava diferen\u00e7as consider\u00e1veis e que o animal que receberia o nome\u00a0<em>E. tibetensis<\/em>\u00a0tinha uma mancha preta na cauda, inexistente nos outros animais. A an\u00e1lise de DNA confirmou que se tratava de duas esp\u00e9cies distintas.<\/p>\n<p>\u201cEssas esp\u00e9cies ficaram na gaveta de um museu por 100 anos at\u00e9 seus segredos serem revelados\u201d, comenta\u00a0<a href=\"https:\/\/naturalhistory.si.edu\/staff\/melissa-hawkins\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Melissa Roberts Hawkins<\/a>, curadora de mam\u00edferos e especialista em esquilos da Institui\u00e7\u00e3o Smithsoniana.<\/p>\n<p>Hawkins explica que a an\u00e1lise da estrutura corporal e gen\u00e9tica \u00e9 essencial para o estudo de esquilos-voadores porque \u201cdois esquilos podem ter apar\u00eancias muito diferentes e pertencerem \u00e0 mesma esp\u00e9cie, ao passo que outros dois esquilos podem parecer id\u00eanticos, mas estarem separados por v\u00e1rios milh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Como a informa\u00e7\u00e3o foi obtida atrav\u00e9s de um n\u00famero limitado de esp\u00e9cimes de museu, Helgen explica que o tamanho da popula\u00e7\u00e3o e as amea\u00e7as sofridas pela esp\u00e9cie de esquilo-lanoso s\u00e3o desconhecidos.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 apenas o come\u00e7o\u201d, conclui Helgen. \u201cAgora que foram identificados, os cientistas podem entender melhor como eles vivem.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esses roedores, que vivem em altitudes superiores a 4,5 mil metros, t\u00eam caudas peludas usadas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":147920,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/esquilo_voador.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Esses roedores, que vivem em altitudes superiores a 4,5 mil metros, t\u00eam caudas peludas usadas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147919"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=147919"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147919\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":147923,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147919\/revisions\/147923"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/147920"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=147919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=147919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=147919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}