{"id":147796,"date":"2021-06-12T12:00:58","date_gmt":"2021-06-12T15:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=147796"},"modified":"2021-06-12T11:41:13","modified_gmt":"2021-06-12T14:41:13","slug":"conheca-a-baleia-e-seu-papel-no-combate-as-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-a-baleia-e-seu-papel-no-combate-as-mudancas-climaticas\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a baleia e seu papel no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/baleias.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-147798\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/baleias-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/baleias-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/baleias.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As baleias s\u00e3o os maiores animais que existem no mar. Esses gigantes aqu\u00e1ticos podem ser encontrados em todos os oceanos e mares da Terra e exercem um papel ecossist\u00eamico importante.<\/p>\n<p>A baleia \u00e9 um animal pertencente \u00e0 ordem Cetacea. Esse grupo abrange mam\u00edferos como baleias, botos e golfinhos. Os cet\u00e1ceos encontram-se subdivididos em tr\u00eas subordens de acordo com suas caracter\u00edsticas: Archaeoceti, Odontoceti e Mysticeti.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<p>As baleias apresentam adapta\u00e7\u00f5es \u00e0 vida aqu\u00e1tica. Dentre elas, pode-se citar o corpo hidrodin\u00e2mico, membros anteriores modificados em nadadeiras e perda dos pelos do corpo, caracter\u00edsticas que reduzem o atrito com a \u00e1gua e facilitam o deslocamento. Al\u00e9m disso, os cet\u00e1ceos n\u00e3o possuem membros posteriores e possuem uma nadadeira caudal bem desenvolvida. As baleias t\u00eam ainda nadadeira dorsal, que auxilia no equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>O corpo dos cet\u00e1ceos apresenta uma rica camada de gordura, que tem a fun\u00e7\u00e3o de proteger contra o frio e funcionar como reserva de energia. Existem esp\u00e9cies que possuem cerca de um ter\u00e7o do peso total em gordura. Os cet\u00e1ceos possuem respira\u00e7\u00e3o pulmonar, assim como outros mam\u00edferos, necessitando retirar oxig\u00eanio da atmosfera. Dessa maneira, os cet\u00e1ceos necessitam chegar at\u00e9 a superf\u00edcie para respirarem.<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica curiosa sobre os cet\u00e1ceos \u00e9 o sistema de ecolocaliza\u00e7\u00e3o bem desenvolvido.<\/p>\n<p><strong>Amea\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>As baleias sofrem diversas amea\u00e7as, como as capturas incidentais da pesca fantasma ou intencionais, as atividades de prospec\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s, o tr\u00e1fego de embarca\u00e7\u00f5es, a polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e a degrada\u00e7\u00e3o ambiental, com consequente perda de habitat, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais e a sobrepesca das esp\u00e9cies-chave para a sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Esp\u00e9cies de baleias<\/strong><\/p>\n<p><strong>Baleia-azul<\/strong><\/p>\n<p>A baleia-azul \u00e9 a maior das esp\u00e9cies de cet\u00e1ceos, medindo de 25 a 30 metros, sendo as f\u00eameas maiores e mais pesadas que os machos. O comprimento e peso m\u00e1ximos j\u00e1 registrados para a esp\u00e9cie referem-se, respectivamente, a duas f\u00eameas: uma de 33,6 m, capturada nas Ilhas Ge\u00f3rgias do Sul, e outra com 190 toneladas, proveniente da Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do tamanho, as principais caracter\u00edsticas diagn\u00f3sticas da esp\u00e9cie s\u00e3o a colora\u00e7\u00e3o do corpo azul-acinzentada com manchas claras, a cabe\u00e7a com a forma de \u201cU\u201d em vista dorsal, medindo cerca de um quarto do tamanho do corpo, a nadadeira dorsal pequena, localizada no \u00faltimo ter\u00e7o do corpo, e o borrifo produzido durante a expira\u00e7\u00e3o, podendo atingir 10 metros de altura.<\/p>\n<p>Ela ocorre em todos os oceanos do planeta. No per\u00edodo de alimenta\u00e7\u00e3o (ver\u00e3o e in\u00edcio do outono), migram para \u00e1guas polares ou subpolares e no per\u00edodo reprodutivo (inverno e primavera) migram para \u00e1reas tropicais ou subtropicais. Entretanto, a localiza\u00e7\u00e3o precisa das \u00e1reas reprodutivas da esp\u00e9cie no Hemisf\u00e9rio Sul ainda \u00e9 desconhecida. Atualmente, s\u00e3o reconhecidas tr\u00eas formas geogr\u00e1ficas ou subesp\u00e9cies: uma no Hemisf\u00e9rio Norte, Balaenoptera musculus musculus; e duas no Hemisf\u00e9rio Sul, a baleia-azul-pigm\u00e9ia, B. m. brevicauda, distribu\u00edda nas zonas subant\u00e1rticas do Oceano \u00cdndico e Pac\u00edfico Sul Ocidental, e a baleia-azul-ant\u00e1rtica, B. m. intermedia, distribu\u00edda em regi\u00f5es ant\u00e1rticas.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o do reduzido tamanho populacional e de seus h\u00e1bitos oce\u00e2nicos, s\u00e3o raros os registros da esp\u00e9cie no Brasil. Historicamente, h\u00e1 registros de dois animais capturados comercialmente na Para\u00edba, em 1948 e 1965, e um exemplar no Rio de Janeiro, em 1962. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas nenhuma avistagem confirmada da esp\u00e9cie foi relatada para \u00e1guas brasileiras. Contudo, em 29 de abril de 1992, uma f\u00eamea de 23 metros de comprimento, com caracter\u00edsticas das duas subesp\u00e9cies do Hemisf\u00e9rio Sul, encalhou no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>No passado, devido ao seu tamanho, a baleia-azul proporcionava um alto rendimento \u00e0 atividade comercial baleeira. A press\u00e3o da ca\u00e7a foi intensa sobre essa esp\u00e9cie e, como consequ\u00eancia, a baleia-azul quase foi extinta na d\u00e9cada de 60, quando passou a ser protegida pela CIB. Mesmo ap\u00f3s a proibi\u00e7\u00e3o internacional de sua ca\u00e7a, em 1965 a esp\u00e9cie continuou a ser capturada ilegalmente pelos sovi\u00e9ticos at\u00e9 1972. Acredita-se que mais de 360 mil baleias-azuis tenham sido ca\u00e7adas no Hemisf\u00e9rio Sul entre 1904 e 1979, especialmente na Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Outras amea\u00e7as potenciais \u00e0 sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie incluem as capturas incidentais em equipamentos de pesca (redes de deriva, espinhel), colis\u00f5es com embarca\u00e7\u00f5es e degrada\u00e7\u00e3o do h\u00e1bitat, incluindo a polui\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e sonora, e a sobrepesca de sua principal presa, o krill, em \u00e1reas ant\u00e1rticas e subant\u00e1rticas. Estima-se que, atualmente (dados de 2011), a popula\u00e7\u00e3o remanescente seja de apenas 0,7% de seu tamanho original. Contudo, h\u00e1 evid\u00eancias de que, embora de forma lenta, algumas popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o de fato se recuperando.<\/p>\n<p><strong>Baleia-fin<\/strong><\/p>\n<p>A baleia-fin apresenta uma distribui\u00e7\u00e3o cosmopolita, sendo reconhecidas atualmente duas formas geogr\u00e1ficas ou subesp\u00e9cies: uma no Hemisf\u00e9rio Norte, Balaenoptera physalus physalus, e uma no Hemisf\u00e9rio Sul, Balaenoptera physalus quoyi. Os indiv\u00edduos do Hemisf\u00e9rio Sul s\u00e3o maiores, com machos e f\u00eameas atingindo o comprimento de 25 e 26 m, respectivamente. A principal caracter\u00edstica da esp\u00e9cie \u00e9 o padr\u00e3o de pigmenta\u00e7\u00e3o assim\u00e9trico na regi\u00e3o da cabe\u00e7a: no lado direito, a mand\u00edbula inferior, a cavidade da boca e algumas cerdas bucais s\u00e3o cinza-claras e brancas, enquanto o lado esquerdo \u00e9 uniformemente cinza-escuro.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie tem h\u00e1bitos oce\u00e2nicos, apresentando um padr\u00e3o sazonal de migra\u00e7\u00e3o latitudinal entre as \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o nas proximidades das regi\u00f5es polares, onde ocorre durante o ver\u00e3o, e as \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o (baixas e m\u00e9dias latitudes), onde aparece durante o inverno. No Oceano Atl\u00e2ntico Sul Ocidental, entretanto, as principais \u00e1reas de concentra\u00e7\u00e3o invernal da esp\u00e9cie s\u00e3o ainda desconhecidas. No Brasil, a esp\u00e9cie tem sido registrada do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Juntamente com a baleia-azul, a baleia-fin foi uma das esp\u00e9cies mais capturadas comercialmente em todo o mundo. As capturas mundiais de baleia-fin alcan\u00e7aram os maiores n\u00fameros entre 1935 e 1970, quando cerca de 30 mil indiv\u00edduos foram ca\u00e7ados em alguns anos. Estes altos n\u00edveis de captura levaram diversas popula\u00e7\u00f5es ao colapso em todo o planeta. A baleia-fin foi tamb\u00e9m uma das esp\u00e9cies mais atingidas pela ca\u00e7a ilegal praticada pelos sovi\u00e9ticos no final da d\u00e9cada de 60 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 70.<\/p>\n<p>Contudo, estima-se que no Hemisf\u00e9rio Sul, existam pelo menos 24 mil baleias-fin (dados de 2011). Embora a baleia-fin tenha sido amplamente ca\u00e7ada ao longo de quase toda a sua distribui\u00e7\u00e3o, o impacto da captura sobre a esp\u00e9cie na costa brasileira parece ter sido reduzido, embora n\u00e3o existam dados sobre o seu tamanho populacional. Durante os quase 50 anos de atividade baleeira no Brasil, foram capturados 87 baleias-fin nas esta\u00e7\u00f5es baleeiras de Costinha e Cabo Frio.<\/p>\n<p>Os problemas de conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie s\u00e3o pouco conhecidos. Contudo, dentre as amea\u00e7as potenciais pode-se destacar a polui\u00e7\u00e3o sonora no ambiente marinho, a polui\u00e7\u00e3o por contaminantes qu\u00edmicos, o risco de capturas em redes de deriva de alto mar e a colis\u00e3o com embarca\u00e7\u00f5es. Na costa brasileira, entretanto, n\u00e3o s\u00e3o conhecidos casos de colis\u00f5es com embarca\u00e7\u00f5es ou capturas incidentais em redes de pesca. Nas regi\u00f5es polares, a sobrepesca de recursos pesqueiros pode causar um desequil\u00edbrio no ecossistema, que pode comprometer o habitat das baleias-fins.<\/p>\n<p><strong>Baleia-jubarte<\/strong><\/p>\n<p>A baleia-jubarte \u00e9 uma esp\u00e9cie cosmopolita, presente em todos os oceanos, e que realiza migra\u00e7\u00f5es sazonais entre \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o. Durante a primavera, o ver\u00e3o e o outono \u00e9 encontrada em altas latitudes, migrando durante o inverno para \u00e1guas tropicais e subtropicais para acasalamento e nascimento dos filhotes.<\/p>\n<p>A principal concentra\u00e7\u00e3o reprodutiva no Atl\u00e2ntico Sul Ocidental \u00e9 o Banco dos Abrolhos, situado no extremo sul da Bahia e norte do Esp\u00edrito Santo. Ocorrem registros da esp\u00e9cie ao longo da costa brasileira, desde o Rio Grande do Sul at\u00e9 o Par\u00e1 e em Fernando de Noronha. Estudos em \u00e1reas de ocorr\u00eancia hist\u00f3rica sugerem a reocupa\u00e7\u00e3o de antigas \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o no litoral baiano, e o Estado do Rio de Janeiro, especialmente a regi\u00e3o da Bacia de Campos, que tem sido apontada como um corredor migrat\u00f3rio da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>A ca\u00e7a comercial de baleias foi a principal causa de decl\u00ednio populacional das baleias-jubartes. Somente no Hemisf\u00e9rio Sul, mais de 200 mil animais foram ca\u00e7ados no s\u00e9culo. A poss\u00edvel queda da morat\u00f3ria internacional, com a consequente retomada da ca\u00e7a em \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o na Ant\u00e1rtica, constitui a principal amea\u00e7a \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. A mortalidade incidental em redes de pesca fantasma \u00e9 uma das causas de mortalidade, principalmente de filhotes, ao longo da costa. O tr\u00e1fego de navios e de barca\u00e7as na esta\u00e7\u00e3o reprodutiva implica no risco de colis\u00f5es e no aumento da presen\u00e7a de sons no ambiente. Choques com embarca\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram registrados no Banco dos Abrolhos e litoral norte da Bahia.<\/p>\n<p>O turismo de observa\u00e7\u00e3o de baleias, realizado na costa da Bahia vem aumentando, fazendo-se necess\u00e1rios o monitoramento e o ordenamento desta atividade tur\u00edstica tamb\u00e9m fora das unidades de conserva\u00e7\u00e3o. Estudos realizados verificaram altera\u00e7\u00e3o do comportamento vocal dos machos na presen\u00e7a de embarca\u00e7\u00f5es. A degrada\u00e7\u00e3o do h\u00e1bitat em consequ\u00eancia das atividades de prospec\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s na regi\u00e3o do Banco dos Abrolhos e na Bacia de Campos constituem motivo de preocupa\u00e7\u00e3o, principalmente devido aos efeitos ainda pouco conhecidos dos levantamentos de dados de s\u00edsmica marinha, al\u00e9m do aumento do tr\u00e1fego de embarca\u00e7\u00f5es e da polui\u00e7\u00e3o por hidrocarbonetos.<\/p>\n<p>Atividades humanas que geram sons subaqu\u00e1ticos de alta intensidade e de baixa frequ\u00eancia tamb\u00e9m podem afetar os mam\u00edferos marinhos. Os efeitos destas atividades nos cet\u00e1ceos ainda n\u00e3o est\u00e3o bem compreendidos, mas estudos recentes t\u00eam evidenciado impactos no sistema auditivo, dist\u00farbios comportamentais, assim como embolia gasosa e gordurosa em algumas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p><strong>Baleia e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<p>As baleias s\u00e3o fundamentais para a biodiversidade, o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico do planeta e a sa\u00fade dos oceanos. Um estudo publicado na Science Advances revela que a presen\u00e7a desses mam\u00edferos nos mares tamb\u00e9m ajuda a reduzir as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono. Segundo a equipe de cientistas, que re\u00fane especialistas de universidades de todo o mundo, quanto maiores as baleias deixados no mar, maior \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de CO2 liberado na atmosfera terrestre.<\/p>\n<p>Quando uma baleia morre no oceano, ela afunda nas profundezas, sequestrando todo o carbono que cont\u00e9m. Esse conceito de captura de carbono recebe o nome de carbono azul, que \u00e9 todo carbono capturado e armazenado pelos oceanos e ecossistemas costeiros do mundo. Os ecossistemas costeiros oferecem servi\u00e7os ecossist\u00eamicos essenciais, como prote\u00e7\u00e3o contra deslizamentos de terra, tempestades e tsunamis, e t\u00eam papel fundamental no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>No entanto, esse fen\u00f4meno natural, que \u00e9 uma bomba de carbono azul, tem sido cada vez mais interrompido pela pesca industrial. E ele n\u00e3o s\u00f3 foi esquecido at\u00e9 agora, como ocorre em \u00e1reas nas quais a pesca n\u00e3o \u00e9 economicamente lucrativa, como o Pac\u00edfico Central, o Atl\u00e2ntico Sul e o Oceano \u00cdndico Norte. Assim, a pesca oce\u00e2nica prejudica essas \u00e1reas, sem que a captura das baleias compense financeiramente os danos causados.<\/p>\n<p>Por isso, os autores do estudo defendem uma pr\u00e1tica mais fundamentada da pesca, com mudan\u00e7as que levem em conta todos os fatores apresentados. A aniquila\u00e7\u00e3o da bomba de carbono azul representada por baleias sugere que novas medidas de prote\u00e7\u00e3o e gerenciamento devem ser colocadas em pr\u00e1tica. A ideia \u00e9 que mais baleias possam permanecer nos oceanos como sumidouros de carbono, sem que se tornem uma fonte adicional de CO2.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As baleias s\u00e3o os maiores animais que existem no mar. 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