{"id":147726,"date":"2021-06-11T08:13:45","date_gmt":"2021-06-11T11:13:45","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=147726"},"modified":"2021-06-11T08:13:45","modified_gmt":"2021-06-11T11:13:45","slug":"reentrada-de-satelites-na-atmosfera-pode-ampliar-problema-da-camada-de-ozonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/reentrada-de-satelites-na-atmosfera-pode-ampliar-problema-da-camada-de-ozonio\/","title":{"rendered":"Reentrada de sat\u00e9lites na atmosfera pode ampliar problema da camada de oz\u00f4nio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-147721\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A reentrada das constela\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites na\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/atmosfera\">atmosfera<\/a>, quando estes perdem sua vida \u00fatil, pode aumentar o problema da camada de oz\u00f4nio \u2013 um efeito que cientistas da Universidade da Col\u00fambia Brit\u00e2nica, no\u00a0Canad\u00e1, v\u00eam se referindo como \u201coz\u00f4nio 2.0\u201d.<\/p>\n<p>Segundo uma pesquisa assinada por Aaron Boley, professor associado de\u00a0astronomia\u00a0e\u00a0astrof\u00edsica\u00a0da institui\u00e7\u00e3o, o nosso conhecimento dos efeitos de reentrada de sat\u00e9lites e outros artefatos humanos na\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/camada-de-ozonio\">camada de oz\u00f4nio<\/a>\u00a0diferem daqueles causados, por exemplo, por corpos celestes naturais, de uma forma que ainda n\u00e3o conhecemos.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/satelites-da-Starlink.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-171126\" src=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/satelites-da-Starlink.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/satelites-da-Starlink.jpg 1024w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/satelites-da-Starlink-300x169.jpg 300w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/satelites-da-Starlink-768x432.jpg 768w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/satelites-da-Starlink-678x381.jpg 678w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/a><figcaption>Sat\u00e9lites como os da Starlink podem causar problemas quando perderem suas utilidades e ca\u00edrem de volta \u00e0 Terra. Imagem: AleksandrMorrisovich\/Shutterstock<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cN\u00f3s temos cerca de 60 toneladas de material meteor\u00f3ide nos atingindo todo dia\u201d, disse Boley ao Science.com. \u201cCom a primeira gera\u00e7\u00e3o da\u00a0Starlink\u00a0[a constela\u00e7\u00e3o que oferece internet via sat\u00e9lite da\u00a0SpaceX], podemos esperar mais de duas toneladas de\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/satelite\">sat\u00e9lites<\/a>\u00a0mortos entrando na atmosfera todo dia. Mas enquanto os meteor\u00f3ides s\u00e3o majoritariamente pedras \u2013 feitas de oxig\u00eanio, magn\u00e9sio e sil\u00edcio, estes sat\u00e9lites s\u00e3o praticamente feitos de alum\u00ednio, um elemento que os meteor\u00f3ides t\u00eam em apenas 1% [de sua composi\u00e7\u00e3o]\u201d.<\/p>\n<p>O problema com isso \u00e9 que a queima de alum\u00ednio gera \u00f3xido de alum\u00ednio \u2013 tamb\u00e9m conhecido como \u201calumina\u201d -, que pode desencadear efeitos ainda desconhecidos por n\u00f3s: \u201cA alumina reflete a luz em certas ondas e, se voc\u00ea despejar demais dela na atmosfera, voc\u00ea acabar\u00e1 criando um efeito de pulveriza\u00e7\u00e3o que eventualmente mudar\u00e1 o albedo do planeta\u201d, disse Boley.<\/p>\n<p>\u201cAlbedo\u201d \u00e9 o coeficiente de reflex\u00e3o de\u00a0luz, calculado por uma f\u00f3rmula bastante espec\u00edfica, que serve para medir o volume de luz que \u00e9 refletida de um determinado material. No passado, foi sugerido que aumentar o \u00edndice de albedo da Terra seria uma solu\u00e7\u00e3o para desacelerar o aquecimento global. Especialistas, por\u00e9m, descartaram a tese, ressaltando que quase n\u00e3o h\u00e1 conhecimento sobre os efeitos colaterais de tal a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAgora\u201d \u2013 diz Boley \u2013 \u201cparece at\u00e9 que vamos conduzir esse experimento sem nenhuma regulamenta\u00e7\u00e3o ou fiscaliza\u00e7\u00e3o. N\u00f3s n\u00e3o sabemos qual \u00e9 o limite, ou como isso vai mudar a atmosfera\u201d.<\/p>\n<p>Um dos efeitos que n\u00f3s conhecemos, por\u00e9m, \u00e9 a nocividade da alumina na camada de oz\u00f4nio que permeia a atmosfera da Terra. Um problema conhecido h\u00e1 d\u00e9cadas \u00e9 o fato de que buracos na camada deixam passar raios ultravioleta do Sol sem nenhum tipo de filtro \u2013 o que pode causar problemas graves para os humanos,\u00a0como o c\u00e2ncer de pele.<\/p>\n<p>Em seu estudo, Boley e sua equipe citam outra pesquisa, conduzida pela Aerospace Corporation, que identificou danos localizados \u00e0 camada de oz\u00f4nio, decorrentes da passagem de\u00a0foguetes\u00a0pela atmosfera: \u201cN\u00f3s sabemos que a alumina promove o esgotamento do oz\u00f4nio apenas com o lan\u00e7amento de foguetes \u2013 muito do combust\u00edvel usado por eles tem alumina ou a produz como derivativo\u201d, indicou Boley. \u201cIsso vai criando \u2018buracos tempor\u00e1rios\u2019 na camada de oz\u00f4nio\u201d.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, materiais meteor\u00f3ides e sat\u00e9lites, durante a reentrada, queimam a uma altura entre 90 e 50 quil\u00f4metros (km). Por si, isso j\u00e1 seria suficiente para atingir a camada de oz\u00f4nio (localizada majoritariamente na estratosfera, entre 10 e 60 km da Terra), mas mesmo quando isso n\u00e3o acontece, ainda h\u00e1 o risco de part\u00edculas e outros dejetos que se destacam da queima causada pela reentrada ca\u00edrem na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Boley, esse efeito pode causar rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas adversas, desencadeando a destrui\u00e7\u00e3o do oz\u00f4nio.<\/p>\n<p>Com empresas como a SpaceX,\u00a0Blue Origin\u00a0e tantas outras lan\u00e7ando foguetes, sat\u00e9lites e outros objetos no espa\u00e7o, as preocupa\u00e7\u00f5es dos especialistas parecem encontrar fundamento plaus\u00edvel, adicionando mais um tema ao longo debate da \u201cpolui\u00e7\u00e3o espacial\u201d. Por ora, por\u00e9m, essa corrida por parte das empresas n\u00e3o tem previs\u00e3o de acabar: s\u00f3 em 2021, a SpaceX\u00a0j\u00e1 tem pelo menos quatro lan\u00e7amentos confirmados, enquanto Jeff Bezos, o CEO da Blue Origin,\u00a0pretende viajar \u2013 ele pr\u00f3prio \u2013 ao espa\u00e7o em julho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reentrada das constela\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites na\u00a0atmosfera, quando estes perdem sua vida \u00fatil, pode aumentar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":147721,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ozonio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A reentrada das constela\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites na\u00a0atmosfera, quando estes perdem sua vida \u00fatil, pode aumentar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147726"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=147726"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147726\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":147727,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147726\/revisions\/147727"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/147721"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=147726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=147726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=147726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}